A propaganda continua a procurar convencer que a Ucrânia está a vencer e o apoio permanente a Kiev se justifica. Nada poderia estar mais longe da verdade! Para a propaganda isso pouco importa: "A Ucrânia está numa situação melhor do que há um ano", "há motivos para Zelensky celebrar". Francisco Pereira Coutinho (CNN). "A Ucrânia ainda tem todas as hipóteses de ganhar." Azeredo Lopes (CNN) A Rússia "quer mostrar que tem força", "o moral está afetado", há uma "janela de oportunidade" para mais ataques da Ucrânia, Pedro Costa Mendes, (CNN). Rui Henriques Santos, (CNN), recorda-nos que "a Rússia é uma espécie de Burkina-Fasso com hidrocarbonetos e armas nucleares" . Etc., etc. Mas de que tipo de absurdos é que estão a falar?
Segundo o ex-chefe de gabinete do Departamento de Estado, Lawrence Wilkerson, a CIA, o MI6 e o Mossad, passaram anos moldando a política europeia. CIA e USAID canalizaram milhares de milhões de dólares para influenciar os media, líderes sindicais, políticos e governos na Europa. Ele próprio ajudou a impulsionar a candidatura de Stoltenberg a SG da OTAN, considerado suficientemente maleável, Rutte teve abordagem semelhante. A influência americana deixou a liderança política europeia cada vez mais alinhada com Washington em detrimento dos próprios interesses da Europa.
A propaganda promove a imagem de uma Ucrânia democrática, cheia de patriotas entusiasmados com uma guerra até a Rússia colapsar. Isto é ficção, apenas uma minoria quer continuar a sofrer esta guerra. Mas isso não conta para os amigos da "causa ucraniana".