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11 de maio de 2013

Euro um erro


A Traduzir

EURO: un changement significatif

5 mai 2013
Par 

Oskar LafontaineLa déclaration d’Oskar Lafontaine du 30 avril dernier constitue un moment historique1. C’est la première fois qu’un ancien acteur de premier plan dans la mise en place de l’Euro admet que ce dernier a constitué une erreur. Cette déclaration marque un tournant dans la position de l’élite européenne dont Oskar Lafontaine fait partie. Elle annonce d’autres déclarations du même ordre qui vont désormais se multiplier dans les mois à venir.

Les raisons d’un changement

Cette déclaration est particulièrement intéressante quant aux motifs de sa conversion à une sortie de l’Euro. Rappelons qu’Oskar Lafontaine, en tant que président du SPD, avait été un des fervents partisans de la monnaie unique dans les années 1990. Il dit d’ailleurs explicitement qu’il a cru en un mécanisme d’unification des salaires à l’échelle européenne, mais que ce mécanisme fut vidé de son contenu par l’action des divers gouvernements. La position d’Oskar Lafontaine n’est donc pas une position de refus de la monnaie unique par principe. Mais, il constate que dans la configuration actuelle du rapport des forces en Allemagne, il n’y a aucune chance que s’inverse la politique actuelle de dumping salarial. De ce point de vue, il convient de citer précisément le texte :
« La situation économique se dégrade de mois en mois, et le chômage a atteint un niveau qui sape de plus en plus les structures démocratiques.
Les Allemands n’ont pas encore pris conscience que les Européens du sud, y compris la France, seront du fait de la paupérisation économique, forcés de riposter, tôt ou tard, à l’hégémonie allemande. Ils sont plus particulièrement soumis à la pression du dumping salarial pratiqué par l’Allemagne en violation des traités européens depuis le début de l’union monétaire. Merkel se réveillera de son sommeil du juste quand les pays qui souffrent du dumping salarial allemand se mettront d’accord pour imposer un changement de politique de gestion de la crise aux dépens des exportations allemandes»
Ce passage est particulièrement instructif car il montre comment la politique actuelle, dont l’origine se trouve dans ce que Lafontaine appelle « l’hégémonie allemande » va aboutir à scinder l’Europe en deux et va unifier contre l’Allemagne les pays de l’Europe du Sud et la France. La préoccupation de Lafontaine est donc d’éviter un tel conflit qui ruinerait effectivement la construction européenne. C’est donc pour sauver l’Europe qu’il envisage la fin de l’euro, une position que j’avais défendue dans un document de travail datant de juillet 2012, document qui avait été transmis au Président de la République2. Dans ce document aussi étaient envisagées la possibilité de fortes hausses salariales en Allemagne ainsi qu’une forte bouffée inflationniste dans ce pays. On y montrait pourquoi ces mécanismes n’avaient aucune chance de se produire et l’on en déduisait la nécessité d’une forte dévaluation.
La conversion d’Oskar Lafontaine à une dissolution de la monnaie unique n’est donc pas si surprenante que cela. Oskar Lafontaine croit en l’Europe mais, lui, ne vit pas dans le monde enchanté des bisounours où se complaisent tant les socialistes de toutes tendances qu’une partie du Front de Gauche, organisation qui est pourtant l’équivalent français de Die Linke, le parti à la gauche du SPD dont Lafontaine fut l’un des fondateurs. C’est par réalisme que Lafontaine arrive donc à la solution d’une dissolution de la zone Euro.

Comment procéder à une dissolution de la zone Euro

Il part dès lors du constat que les dévaluations internes (les politiques de déflation comme on aurait dit dans les anné

9 de maio de 2013

De êxito em êxito até ao desastre final



Nota sobre o inquérito ao Emprego do 1ºtrimestre de 2013


1.     Os dados hoje divulgados pelo INE referentes ao Inquérito ao Emprego do 1º trimestre de 2013, confirmam o aprofundamento do desemprego - que só não é maior porque dezenas de milhares de trabalhadores desempregados estão a emigrar - e a destruição do emprego nos últimos anos e, em especial após a assinatura do Pacto de Agressão no final do 2º trimestre de 2011.
2.     Nos últimos 21 meses, entre o 2º trimestre de 2011 e o 1º trimestre de 2013 foram destruídos em Portugal 459 800 postos de trabalho, mais 277 200 trabalhadores foram para o desemprego e a taxa de desemprego em sentido restrito agravou-se 46,3%, passando de 12,1% no 2º trimestre de 2011 para 17,7% no 1º trimestre de 2013.
3.     No 1º trimestre de 2013 o desemprego em sentido restrito atingiu os 952 200 trabalhadores, o que corresponde a uma taxa de desemprego de 17,7% e em sentido lato 1 471 200 trabalhadores, uma taxa de desemprego de 26,1%. São mais 132 900 os desempregados em relação ao 1º trimestre do ano passado e mais 29 mil do que no último trimestre de 2012.
4.     Por regiões verifica-se que o desemprego atingiu no Algarve 20,5%, na Madeira 20%, na região de Lisboa 19,7%, na região Norte 18,6% e no Alentejo 18,5%. Só as regiões dos Açores com 17,0% e a região Centro com 13,3% têm taxas de desemprego inferiores à média nacional.
5.     Outros dados impressivos destes resultados agora divulgados são sem dúvida: o facto de a taxa de desemprego dos jovens, apesar da sua taxa de actividade ser bem inferior à dos outros grupos etários, ter atingido no 1º trimestre de 2013 os 42,1% - ultrapassando o anterior record de 40% registado no trimestre anterior -, o facto de 58,9% dos desempregados (560 500) estarem no desemprego há mais de um ano e de 148 100 desempregados serem licenciados (mais 27.9%) do que no 1º trimestre de 2012.
6.      A destruição de emprego nos últimos 12 meses foi impressionante. Perderam-se entre 0 1º trimestre de 2012 e o 1º trimestre do corrente ano 229 300 empregos. Por sectores essa destruição foi a seguinte, 43 200 postos de trabalho na Agricultura, 61 600 na Industria Transformadora, 74 600 no sector da Construção e 41 300 postos de trabalho no sector dos Serviços.
7.     Dada a destruição de emprego nos últimos 12 meses (-229 300 empregos), a subida do desemprego só não foi de igual montante, porque a população activa se reduziu em 96 300 indivíduos. Ora dado que a população inactiva apenas subiu neste mesmo período em 11 000 indivíduos, estima-se que cerca de 85 300 trabalhadores que perderam o seu emprego tenham sido forçados a emigrar. Caso estes trabalhadores estivessem no país a engrossar o desemprego a taxa de desemprego seria no 1º trimestre em sentido restrito de 19,0%.
8.     Os dados agora divulgados provam que este Governo é sem dúvida uma verdadeira máquina de destruição de empregos, de criação de desemprego e de condução de milhares e milhares de trabalhadores e das suas famílias à miséria, à pobreza e à emigração.
9.     A demissão de Governo e o fim das políticas que a coberto do Pacto de Agressão têm vindo a ser prosseguidas são cada vez mais um imperativo nacional, sob pena de o nosso país poder entrar a curto prazo numa profunda depressão económica e social, com impacto extremamente negativos na vida dos trabalhadores e do povo.
CAE, 09 de Maio de 2013 (José Alberto Lourenço)  

8 de maio de 2013

Uma opinião sobre o êxito !


“Acesso ao OMT não é solução para Portugal”

Cirian O'Hagan explica que Portugal tem vindo a beneficiar de uma baixa das taxas de juro no mercado secundário e que o sucesso do leilão de ontem se deve também aos novos cortes anunciados pelo governo. O analista da Société Générale  acredita que o país já é ilegível para o programa de compra de dívida do BCE, mas frisa que essa não é a solução.


O que é mais necessário para ser ilegível para o programa do BCE?

“Acho que Portugal já é ilegível. A grande questão é se a compra da dívida oficial é do interesse de Portugal. Eu acho que não, impede a normalização do mercado e arrisca afastar os investidores privados. As taxas  até podiam cair, porque os investidores iriam vender os seus títulos portugueses e o BCE iria comprá-los todos no mercado secundário. Quando o BCE parasse de comprar, os juros subiam outra vez. A única solução viável para Portugal requer que se continue a atrair investidores privados, tal como tem sido feito.

De êxito em êxito até ao desastre final



Mais uma para o desastre!

Pagar cerca de 5,7% para se financiar em 3 mil milhões a 10 anos significa aceitar que o  país fique a pagar 220 milhões de euros anuais só de juros durante 10 anos!  E isto quando a taxa directora do BCE é de 0,5%.
Grande êxito, grita o governo como não são eles que  pagam. Este empréstimo deve figurar no stock da dívida ilegítima. Ainda se gabam de a procura ter sido 4 vezes superior à oferta! Pudera, a 5,6% e com a garantia da UE é um bodo aos ricos!
Tudo isto para levar o BCE a integrar Portugal nos países que no futuro beneficiarão do apoio deste banco nas operações obrigacionistas.
É o preparar o pós troika. A continuação das medidas da troika sem troika, à espanhola!
Já estamos a ouvir o Portas, o Coelho e o Gaspar a dizerem: vejam, recuperámos a nossa soberania!!!
O que se está a montar é a saída da troika e estabelecer um novo plano que se chamará cândidamente “Plano de Precaução” com vigilância reforçada, isto é, com o BCE a tutelar em vez da troika!
Aquilo que alguns consideram  o preço que o país está a pagar para «poder comprar o bilhete que dará acesso a um lugar cativo nos mercados financeiros, com o conforto de Frankfurt». Preço que o país paga para continuar a sofrer as medidas da troika sem troika! Fantástico.
 Os comentadores de serviço embora digam que esta operação só foi possível pela «tutela assumida pelo BCE sobre o bom destino do euro logo acrescentam que também se deve à persistência do Gaspar!! Persistência com o dinheiro do País!
Mudar o nome de "Resgate" para "Plano de Prevenção". para que no essencial as medidas ditas de austeridade, mas de facto de concentração da riqueza, continuem.
Qualquer operação de empréstimo é sempre um êxito, foi assim com Sócrates, é assim com Coelho!
Há anos era com os fundos. Não havia ministro vindo da CEE que não chegasse ao aeroporto da Portela de Sacavém como então se dizia, e não dissessem que a negociação tinha sido um êxito!
De êxito em êxito até ao desastre final. 
Pagar uma taxa de 5,669, quatro pontos percentuais acima das taxas do mercado do euro e um ponto percentual acima à média ponderada que os privados têm obtido é um grande êxito npara quem ficou com o empréstimo !
Pagar milhões para que o BCE qualifique o país para o “Outright Monetary Transations” (OMT)! 
Uma vergonha de uma União que se diz solidária!
Pagar milhões para beneficiar o sistema bancário português, como diz Yves Mersh, membro do BCE!
Até quando?
PS: O inefável “Padrinho”, conhecido como Ricardo Salgado diz claramente:«parabéns ao País e ao esforço que os portugueses fizeram. Resultado da emissão foi espectacular»
(in  de Negócios de 8 de Maio de 2013)



7 de maio de 2013

Razões da dita Austeridade


DN- 07 de Maio de 2013

Canas denunciado por Duarte Lima

O negócio de Francisco Canas na loja “Montenegro e Chaves” corria de vento em popa até ao dia em que Duarte Lima decidiu contar ao procurador Rosário Teixeira como funcionava o esquema. Além de conseguir trocar a prisão preventiva na cadeia anexa à Judiciária com a obrigação de permanência na habitação, Duarte Lima acabou por dar ao MP um filão: investigar um esquema de fraude fiscal em massa, o qual, contas feitas, terá subtraído aos cofres das Finanças 100 milhões de euros. Porém, a investigação a este caso não se ficou por aqui. Escutas telefónicas levaram ainda o MP ao processo de privatização da EDP. O banqueiro José Maria Ricciardi foi constituído arguido

Salários muito baixos não !



DN -7 de Maio de 2013 


Poiares Maduro: «só conseguimos aumentar a riqueza se cumprirmos em primeiro lugar os nossos compromissos europeus e internacionais». 
Outro na mesma linha mas com  mais sorrisos e voz doce … 
                                                ***
Américo Amorim: «baixos sim, muito baixos não...». 
"Não sou apoiante de salários muito baixos (…) É sempre possível aumentar o salário mínimo "
                                                ***

A Banca Manda 
"Trata o lixo"
 Esta empresa que. faz a recolha e tratamento do lixo dos concelhos de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra é uma das mais endividadas empresas municipais do país e
foi em 2005 “obrigada” pela banca nacional a fazer “Swaps” até 2024!
  
                                               ***

Público – sábado, 27 de Abril 

Até o Pacheco Pereira reconhece os partidos da banca – PSD, PS e CDS 

«Coelho co-governa o país com uma parte da banca a começar pelo BES e a acabar nos “credores”... 

"Não é de agora. A questão das PPP's e dos swaps mostra como as decisões político-económicas se tinham de há muito tornado reféns da banca, mas o grau de co-governação nunca tinha ido tão longe . .."