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24 de outubro de 2026
O Bloco Central das negociatas
Recordar
Amadora-Sintra
Contrato leonino assinado com o Grupo Mello em 1995 já depois das eleições de Outubro de 1995,
mas antes da tomada de posse do Governo Guterres/PS. Durante anos foi um regabofe de falta de
controlo com o Grupo Mello a cobrar o que queria (e a conivência dos Governos PS que fizeram vista
grossa). Quando entrou o Governo Durão Barroso/Paulo Portas, e perante as denúncias do Tribunal
de Contas, da IGF (e do PCP) e até de dirigentes regionais do Ministério da Saúde, o Ministro Luís
Filipe Pereira (oriundo precisamente do Grupo Mello) avançou para o Tribunal Arbitral (previsto
claro no contrato e sem recurso para os tribunais gerais). Cada parte (grupo Mello e Ministro da
Saúde oriundo do mesmo grupo) nomeou um árbitro e ambos escolheram um presidente, por acaso
um homem do PSD. Resultado: em vez de o Grupo Mello pagar o que devia, o Tribunal Arbitral
concluiu que era o Estado que tinha ainda de pagar 75 milhões de euros.
Parcerias público privadas da saúde
Foi o Governo Barroso/Portas/Santana que avançou com estas parcerias na área da saúde e o
processo foi depois continuado e concretizado em definitivo pelos governos seguintes de Sócrates.
São os casos do Hospital de Cascais (Grupo HPP- Caixa Geral de Depósitos), Braga (Grupo Mello),
com os problemas que são conhecidos, e em breve Loures (Grupo Espírito Santo – abre em Janeiro).
Os contratos são mais uma vez chorudos e envolvem não só a remuneração do investimento de
construção e equipamento durante 30 anos, como a exploração da direcção clínica dos hospitais
durante 10 anos. Nem as originárias Project Finance Iniciatives da Tatcher e seus seguidores, onde se
inspiraram, incluíram esta segunda parte.
23 de outubro de 2026
Estudo da economista Asma Benhenda
Todos eles são bons professores.
17 euros, publicado pela Fayard
Uma escolha da sociedade
Asma Benhenda
E se os professores não fossem o problema, mas a solução?
É possível construir uma escola mais eficaz e justa, fornecendo aos professores os recursos e as condições de trabalho compatíveis com seu papel no desenvolvimento intelectual e cívico de seus alunos.
As investigações nas ciências sociais são unânimes em demonstrar que, depois dos pais, as pessoas mais decisivas no futuro de uma criança são seus professores.
O impacto que causam nas gerações futuras é a maior alavanca política para combater as desigualdades sociais.
No entanto, com muita frequência, esse papel não se reflete nem no debate público nem nas decisões políticas.
Nós somos oposição
O Secretário geral do PS diz que o PS é oposição ao governo...
França e serviços secretos - um escândalo
22 de outubro de 2026
Sergei Ryabkov, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia.
Está sendo discutida uma reunião entre o presidente russo Vladimir Putin, o presidente dos EUA Donald Trump e Vladimir Zelensky, mas ainda não se chegou a um acordo final, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov.
Em discurso no Fórum Econômico de Nizhny Novgorod, ele enfatizou que a posição dos países europeus sobre o conflito na Ucrânia é anti-Rússia, extremamente beligerante e muito perigosa.
Segundo Ryabkov, a Rússia não pode ser isolada "por definição".
Declarações importantes do Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros.
A posição dos Estados Unidos sobre a Ucrânia
A Rússia está examinando as ideias e propostas apresentadas pelos negociadores americanos: "Estamos analisando o conteúdo dessas considerações e as ideias adicionais."
A Rússia espera que os Estados Unidos estejam examinando cuidadosamente as declarações feitas na quarta-feira pelo presidente russo Vladimir Putin: "Espero sinceramente que nossos colegas americanos estejam se dedicando ao mesmo trabalho. Que estejam analisando com cuidado, atenção e rigor as declarações feitas diretamente pelo presidente no Palácio de Constantinopla."
Os problemas e as causas
O estudo das causas foi um problema desde a Grécia antiga. Aristóteles falava na causa material, na formal, na eficiente e na final. Os "comentadores" ainda não chegaram a isto: falam muito dos problemas (quando não podem mais esconder...) mas não das causas.
A mediocridade da extrema-direita procura reduzir tudo a pessoas, as social-democracias e ultraliberais não vão além dos factos devidamente peneirados: o sistema é intocável.
Para resolver os problemas que saltaram para a rua em Portugal e pela UE, políticos e "comentadores" pouco têm mais para propor que "solidariedade", ora para bons princípios individuais bastam as religiões, não é preciso tentarem substituir-se aos sacerdotes!
Mas solidariedade com quem? Pelo que se ouve dos líderes da UE, solidariedade só se for com Zelensky e companhia - os fantoches dos belicistas europeus. O problema é outro. Como Marx lembrou, um capitalista pode ser individualmente muito boa pessoa, até ser de uma associação de amigos dos animais, mas como capitalista tem de seguir as leis do capitalismo, ou seja, a maximização do lucro.
Saúde? Educação? Habitação? Direitos dos imigrantes? Justiça social e igualdade? Problemas muito importantes, mas a História do último século mostra que não há democracia com imperialismo, nem direitos sociais com belicismo, nem justiça social e igualdade em sistemas oligárquicos fonte tanto do imperialismo como da guerra. Isto, enquanto as populações são alimentadas com histórias sobre ditadores malignos noutros países. (1)
21 de outubro de 2026
| Regis de Castelnau e Pascal Clérotte |
| 21 de outubro |
Tumultos e saques: o alto preço de quarenta anos de neoliberalismo.
No último fim de semana, a França testemunhou a maior mobilização de rua organizada desde as greves de 1995: mais de 600 mil manifestantes, marchas pacíficas, sindicatos e reivindicações em grande parte legítimas.
No entanto, o que ficará na memória são as vitrines quebradas e os saques. É exatamente aí que reside o problema.
Por trás desse "teatro político de má qualidade", como foi chamado, emerge um fato perturbador: a violência não foi um acidente, mas uma manobra.
19 de outubro de 2026
Transformações quantitativas e transformações qualitativas
Regista-se uma onda de protestos na Europa, de Portugal à Albânia, passando pela França,Alemanha, Itália entre outros. Representam estas manifestações uma mudança qualitativa? Em termos marxistas, a prática sem teoria é cega, a teoria sem prática é inútil. Que teoria informa as atuais manifestações? Estamos perante uma transformação qualitativa na UE?
As pessoas revoltam-se contra as políticas seguidas, mas a oligarquia já estabeleceu medidas para que não ganhem programa ideológico. Como historicamente se regista, socorre-se da social-democracia dos PS e da extrema-direita, esta aproveitando-se das crises, mesmo do caos, a que as políticas - que na realidade apoiam - lançam os países. Em França a social-democracia PSF, foi chamada a dividir a esquerda unida em torno de Melanchon, facilitando a vida à Le Pen e a outra direita.
Na UE a brutalidade policial tornou-se recorrente: canhões de água, gás lacrimogéneo, cargas policiais e prisões em massa, à medida que os cidadãos europeus rejeitam o modelo da UE que financia a militarização, negligenciando escolas, saúde, habitação, bem-estar e padrões de vida.
Por cá a extrema-direita direita apoiou desde logo a violência policial, contra as "desordens" em descabeladas intervenções ao estilo nazifascista contra a esquerda - cujo mal teria sido não ter apanhado antes mais porrada da polícia.
15 de outubro de 2026
Um olhar sobre os protagonistas do cenário ucraniano: EUA, UE, Rússia - 2
O cenário relativamente à Rússia é pintado como se nada se tivesse passado antes de 2022, quando desde 2014 as populações russófonas que se opuseram ao golpe foram massacradas, sobretudo civis, um monumento às crianças mortas recorda-o. Na RP do Donetsk desde 2014, 17 672 civis ficaram feridos, incluindo 1106 crianças. Outras 10 056 pessoas morreram, incluindo 258 crianças.
Conforme exposto, inclusive pela Amnistia Internacional, grupos nacionalistas como o Batalhão Azov, Batalhão Aidar, Setor Direito e outros assassinaram milhares de cidadãos da região do Donbass, cujo "crime" era serem etnicamente russos, sub-humanos, como Yatsenyuk, o PM escolhido pelos EUA após o golpe Maidan, os qualificou.
Em 2021, Putin escreveu "Sobre a Unidade Histórica de Russos e Ucranianos" defendendo que russos, ucranianos e bielorrussos eram "povos irmãos" descendentes da antiga Rus. A contenção de Putin, não intervindo diretamente durante oito anos, justificava-se, em 2022 quase metade dos russos tinha uma opinião favorável sobre a Ucrânia, dezenas de milhões de russos tinham ligações familiares na Ucrânia.
Por isso, a Rússia avançou sem massivas campanhas aéreas, sem destruir infraestruturas chave da Ucrânia, com apenas 150 000 soldados. Como poderia esta força dominar uma população de 35 milhões de pessoas (na época)? O objetivo, não era "conquistar a Ucrânia" como comprovado no acordo alcançado em Istambul, o objetivo era uma Ucrânia neutra, sem adesão à NATO, conforme a Constituição de 1991 e que em Donetsk e Lugansk houvesse uma vida normal e fossem regiões autónomas na Ucrânia.
13 de outubro de 2026
Um olhar sobre os protagonistas do cenário ucraniano: EUA, UE, Rússia
Então a Ucrânia? A Ucrânia é a vítima da rivalidade e desconfiança Leste-Oeste. Como qualificar neste cenário a decisão dos estrategas NATO para ataques indiscriminados sobre a Rússia, quando a Ucrânia praticamente não dispõe de defesa aérea: imbecilidade ou demência?
Qualificar Zelensky de presidente, quando nada controla no país, completamente alheado da realidade, lendo textos sem nexo que lhe preparam, numa expressão motivada talvez pela toxicodependência que lhe é atribuída, é surreal.
Na UE depois de alardearem o reforço da unidade europeia e transatlântica alcançada devido à "agressão" russa, agora lamentam, protestam, acusam, vendo aquela unidade a desintegrar-se. Agarram-se à esperança de voltando os neocons do Partido Democrata ao poder, tudo será como dantes e a Rússia seja derrotada. Mas derrotada por quem? Esquizofrenia política ou desespero agarrando-se a uma quimera - imagem de monstruosidade e sonho.
Que podem fazer os EUA? Atolados no Médio Oriente com o Irão, tendo de financiar Israel, aguentar Taiwan, confrontar a China, como podem sustentar a Ucrânia? O império custa caro e não há como suportá-lo: em 2000, a dívida federal era de 5,6 milhões de milhões de dólares; em 2016, 20 milhões de milhões; em 2026, 40, 37 milhões de milhões, duplicou em 10 anos, cresceu mais de 7 vezes, desde 2000.
Na Alemanha aumenta a critica a Merz cada vez mais contestado
Os bancos globais agravam 0 risco, e isso não é coincidência.
B. BERTEZ
Continuo a salientar que todos os dados contabilísticos, balanços e números de lucros das instituições financeiras são falsos e fantasiosos: o aumento das taxas de juro destruiu o valor real dos ativos nos balanços de todas as instituições. Tudo o que era um título deixou de o ser e mudou a sua natureza.
9 de outubro de 2026
Para os que querem colar o PCP a Putin
No dia 1 de outubro, o líder da bancada do Partido Comunista da Federação Russa, G.A. Zyuganov, discursou na sessão plenária da Duma Estatal.
Ontem, o presidente disse: não precisamos pedir nada a ninguém. Temos tudo. Só precisamos administrar nossos recursos com sabedoria. Isso é absolutamente verdade. Mas, ao mesmo tempo, sob a liderança do Rússia Unida, o número de oligarcas cresceu de 105 para 155 durante a guerra. Sua riqueza combinada é de 700 bilhões de dólares. Uma vez e meia o orçamento federal! E eles não querem pagar impostos normalmente, não querem contribuir para a vitória. Isso é absolutamente inaceitável! Essa situação está claramente prejudicando nosso desenvolvimento e nossa vitória!
Estabilidade e pensamento oco
Continuar a fazer o mesmo à espera de resultados diferentes é insanidade. A frase aplica-se ao pensamento vazio de conteúdo real quando o PR pede como que implorando que todos os que defendem as políticas de direita (incluindo a extrema-direita) se entendam para haver "estabilidade". João Ferreira (PCP) mostrou a contradição daquele posicionamento: pedir estabilidade com políticas que apenas produzem instabilidade na vida das pessoas.
Outra leitura do discurso do PR é: façam lá o possível para não ter chatices no meu mandato - dado que ele não reconhece como a precariedade laboral, o ataque ao regime democrático promovido pela extrema-direita e apoiado pelos media, o domínio da finança, do grande capital e as políticas da UE causam de instabilidade a todos os níveis.
É a estabilidade um mal? Não, mas depende dos contextos. Há que distinguir entre estabilidade interna e estabilidade internacional. A estabilidade internacional conquista-se, adotando relações baseadas na paz e não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados. A estabilidade interna por direitos políticos e sociais, não com conformismo perante desigualdades, insegurança e belicismo.
Claro que o sr. PR não tem obrigação de saber, pois são coisas do marxismo, que o político e o social refletem a estrutura económica da sociedade: as políticas e correspondentes instituições constituem uma superstrutura sobre uma infraestrutura económica. "Estabilidade" baseada na continuidade e conformismo serve basicamente para reforçar o domínio da oligarquia sobre o proletariado.
7 de outubro de 2026
O euro sob pressão
No início de outubro de 2026, o euro caiu para o seu nível mais baixo em relação ao dólar em cerca de dezessete meses, em torno de US$ 1,116, antes de se recuperar parcialmente.
Essa fragilidade se explica, em grande parte, pelas preocupações dos investidores com a trajetória orçamentária da França, a segunda maior economia da zona do euro, em um contexto de impasse político na preparação para as eleições presidenciais de 2027.
As taxas de juros dos títulos do governo francês com vencimento em 10 anos (OATs) atingiram níveis próximos a 4,7% a 4,9% no final de setembro e início de outubro, entre os mais altos desde o final da década de 2000. São superiores às taxas de juros dos títulos gregos.
A diferença em relação aos títulos alemães com o mesmo prazo de vencimento (Bunds) aumentou para cerca de 130 a 140 pontos base, um nível não visto desde a crise da dívida soberana de 2011-2012.
5 de outubro de 2026
A programada guerra com a Rússia - 2
A Europa acumulou erros nas suas políticas em relação à Rússia com o objetivo de a controlar e aos seus recursos. As lideranças assumiram que as suas "armas maravilha" e as sanções levariam a Rússia ao colapso. Falharam, entrando em histeria belicista, quando até na Casa Branca perceberam o absurdo destas "estratégias". Na Europa não entendem que em termos estratégicos a logística vale mais que as táticas, a política e as relações externas mais que as máscaras ideológicas.
Para pessoas sensatas a guerra é a última opção a considerar. Na Europa nem sequer são tentadas outras opções. Os países afundam-se em estagnação económica há décadas, endividamento, crise social, protestos e contestação às consequências das políticas praticadas, no entanto as lideranças só pensam em guerra. Bruxelas limita-se a exercer o poder burocrático instituído e inconsequência verbal. A Europa é efetivamente dirigida por Berlim, Paris, Londres, querendo que os países adotem uma economia de guerra, gastando até 5% do PIB, de acordo com os objetivos do Império.
A Europa está longe de ter um comando militar unificado, de dominar as novas formas de guerra, com drones e mísseis hipersónicos e sem capacidade para uma guerra de atrito diretamente com a Rússia. Não dispõe de matérias-primas, os circuitos logísticos ou já foram perdidos ou implicam um pesado esforço de guerra só para os manter.
3 de outubro de 2026
A programada guerra com a Rússia
A Europa vai entrar numa guerra diretamente com a Rússia. A decisão foi tomada. Tudo o que os belicistas fazem agora é mentalizar as pessoas pelo medo de serem atacados pelos russos e aceleradamente expandir o potencial militar. Esta guerra justifica-se? Do ponto de vista da globalização imperialista, sim. Tal como para a Alemanha nazi, não é aceitável ter nas suas fronteiras um Estado tão vasto e tão rico em matérias-primas que não controlam. Quanto aos argumentos, variam conforme as épocas históricas.
A guerra, é já política oficial da Europa. O SG NATO Rutte, fala sobre a ameaça de uma guerra "Somos o próximo alvo da Rússia. Temo que muitos se tenham tornado complacentes. Muitos não sentem a urgência da situação. O conflito está à nossa porta. A Rússia trouxe a guerra de volta à Europa. E devemos estar preparados". Para o Chefe do Estado-Maior RU: "A guerra na Ucrânia e o historial da Rússia (?) mostram a vontade de Putin de atacar estados vizinhos, incluindo as suas crianças e populações civis. A liderança russa deixou claro que pretende desafiar a NATO, restringi-la, dividi-la e, em última análise, destruir a aliança". A data já está marcada: 2030; a posição oficial da UE/NATO é que, até 2030, deve estar pronta para uma guerra com a Rússia.
CRISE DA DÍVIDA, O EURO INSUSTENTÁVEL
RJ BROOKS
Uma crise da dívida resolve se de duas maneiras. Ou um país faz os ajustes necessários e recupera a confiança dos investidores, ou perde o acesso aos mercados, caso em que a redução da dívida permite que a população seja socorrida por meio das perdas sofridas pelo sistema bancário e pelos fundos de pensões.
De uma forma ou de outra, o custo de políticas insustentáveis recai sobre a população, o que já era esperado. O ideal é que isso seja feito por meio de mudanças políticas ordenadas, como aumentos de impostos ou cortes de gastos, mas a redução da dívida alcança o mesmo resultado na ausência de consenso político sobre o ajuste fiscal.
Dentro da zona do euro, existe uma terceira opção: apropriar-se do espaço fiscal alemão para aliviar a pressão do mercado sobre as suas finanças públicas. Foi isso que aconteceu na última década.
Quando Draghi afirmou em 2012 que o BCE faria "tudo o que fosse necessário" para preservar o euro, teria sido mais transparente dizer: "Mobilizaremos uma parcela significativa do espaço fiscal da Alemanha para evitar o incumprimento soberano na Itália e na Espanha."
Nunca foi necessário vincular a prevenção de incumprimentos soberanos à sobrevivência do euro. Aliás, seria preferível que os incumprimentos soberanos fossem a norma na zona euro, em vez de serem artificialmente contidos, como já disse ontem . Mas enquanto a Alemanha se deixar intimidar por países altamente endividados e pela ameaça de colapso do euro , outros continuarão a drenar o seu espaço orçamental. Estou, portanto, convencido de que o BCE irá intervir para limitar as taxas de juro nas próximas semanas. Este estrangulamento do espaço orçamental da Alemanha não é obviamente viável politicamente, razão pela qual está a ser ocultado . Mas a ascensão do AfD trará tudo isto à luz e provocará as mudanças necessárias.