A inefável Teresa de Sousa anda preocupadíssima com os EUA de Trump que deixaram cair da sua política externa a defesa dos " direitos humanos " e que já nem sequer vêm a diferença entre a democracia americana e o regime de Putine...
Mas Dona Teresa de Sousa alguém ainda acredita na estafada linha de propaganda dos direitos humanos defendida pelo "exemplar " país que são os EUA ?
Os EUA são uma "grande democracia " ou uma grande oligarquia ?
Há tempos Teresa de Sousa mostrou-se muito indignada , não por Hollande ter mandado assassinar duas ou três pessoas , mas pelo facto de o ter revelado .
Agora também se mostra indignada não por haver um mercado de escravos a céu aberto na Líbia , mas por a CNN com câmaras escondidas o ter revelado e Junquer ter dito que ia resolver o problema quando, segundo Teresa de Sousa , foram os países da UE que ajudaram a derrubar Kadafi , e bem , acrescenta a senhora jornalista.
"Ajudaram" ou foram os principais artífices ?
Pois é Teresa de Sousa , na Líbia , no Iémene , na Síria , no Iraque , como ontem na Jugoslávia...a sua NATO e a sua " Europa democrática " e de estimação fizeram e fazem o que se sabe e o que sabe ,portante não se espante nem se indigne ...nem verta lágrimas de ..
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3 de dezembro de 2017
2 de dezembro de 2017
Desmandos privados
Para as Teodoras Cardosos & Danieis Bessas que quando se manifestam contra a reposição de rendimentos deviam mostrar a sua declaração de impostos...
José Reis
Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
"Quem deseja a redução da acção pública vê sempre a despesa como excessiva e em risco de tragédia. Não é o meu caso. Sabe-se que o excesso surgiu quando caíram em cima do Estado os custos de desmandos privados. Foi assim com o que a banca fez a este país endividando-o e levando à convulsão do crescimento. Os dois últimos orçamentos já recolocaram a despesa pública numa percentagem do PIB razoável, ao invés do que a direita tinha feito e sempre fez. A prudência do governo parece-me evidente " Negócios 2/12
A arrogancia sionista
Com a conivência dos EUA o sionismo agride
Os sistemas de defesa antiaérea sírios repeliram um ataque efetuado por Israel contra um posto militar perto de Damasco, segundo informa o canal estatal sírio Al-Ikhbariya.
"Às 00h30 de 2 de dezembro Israel lançou vários mísseis terra-terra em direção a um dos postos militares nos subúrbios de Damasco. O sistema de defesa antiaérea interceptou-os e destruiu alguns , informou o canal.
O Al-Ikhbariya chamou esta provocação de "ataque indisfarçado" e mostrou os danos materiais que este causou.
Israel não comentou o ataque. Falando com imprensa estrangeira, uma funcionária da assessoria de imprensa do exército israelita recusou comentar o assunto.
No entanto, nas redes sociais apareceram alguns vídeos que supostamente mostram o momento em que os mísseis israelenses foram interceptados pelas forças sírias.
Realismo
Haverá realismo em Trump?
Um possível fracasso diplomático e posterior guerra com a Coreia do Norte seria um desastre, representando uma ameaça para muitos países, incluindo a Rússia, disse o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, à CBS News numa entrevista dada hoje domingo.
"Este regime [norte-coreano] é uma ameaça para a região, para o Japão e para a Coreia do Sul. Em caso de guerra, eles seriam uma ameaça para a China e para a Rússia. Essa seria uma guerra catastrófica, se acontecerem combates e se não formos capazes de resolver esta situação por meios diplomáticos", alertou Mattis.
Um possível fracasso diplomático e posterior guerra com a Coreia do Norte seria um desastre, representando uma ameaça para muitos países, incluindo a Rússia, disse o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, à CBS News numa entrevista dada hoje domingo.
"Este regime [norte-coreano] é uma ameaça para a região, para o Japão e para a Coreia do Sul. Em caso de guerra, eles seriam uma ameaça para a China e para a Rússia. Essa seria uma guerra catastrófica, se acontecerem combates e se não formos capazes de resolver esta situação por meios diplomáticos", alertou Mattis.
Mattis acrescentou que um possível conflito armado com a Coreia do Norte seria a pior guerra já vivida por todas as gerações, devido ao fato de Pyongyang possuir "centenas de canhões de artilharia e lançadores de foguetes" capazes de alcançar a capital sul-coreana, Seul
1 de dezembro de 2017
QUE PENA EU TENHO DO INTERIOR…Agostinho Lopes
PSD e CDS andam preocupados com o interior. O Sr. Presidente da República também. Preocupadíssimos.
Declarações. Reclamações. Protestos. Preocupações com os dinheiros do Portugal 2020 retirados do Interior, para aplicar em Lisboa. Projectos de Resolução e de Lei. Todas as propostas para o OE2018 do PSD, têm como considerando justificatório “(…) uma verdadeira política de coesão territorial”. O CDS avança com uma “Comissão para a elaboração do Estatuto Fiscal do Interior”. Se a demagogia pagasse imposto já neste Orçamento, podíamos reduzir, como é sua vontade, a taxa de IRC a zero!
As crónicas da política de direita responsável pelas assimetrias regionais do País, dão para encher uma biblioteca.
Os Censos 2011 evidenciaram o que vinha de trás, muito de trás. «O interior do país está em extinção, com o acentuar das assimetrias em relação ao litoral, na última década, e cada vez mais despovoado e envelhecido» (Mª Filomena Mendes, Profª da UE, na Conferência sobre os Resultados Preliminares dos Censos 2011).
Em pleno reinado da Troika, é debatido em Setembro de 2011, o PJR nº 75/XII/1ª do PSD, que recomendava ao Governo a criação e dinamização de um “Plano para a Coesão Territorial no quadro de uma nova estratégia nacional”. Com o apoio de todos os partidos foi transformado na Resolução da Assembleia da República nº 129/2011 de 17 de Outubro.
Depois, o Governo PSD/CDS não só não cumpriu uma única alínea da Resolução, como concretizou um programa de brutal fortalecimento das desigualdades regionais! E depois de fechar tudo o que ainda mexia nessas regiões, inclusive freguesias, teve ainda a distinta lata, de apresentar o PJL nº 292/XIII/1ª que “Cria o Estatuto dos Territórios de Baixa Densidade”. Projecto que no artº 27º se propõe regular “O encerramento de serviços públicos nos territórios de Baixa Densidade”! (Cai o pano com tanta desfaçatez).
Há muitas décadas que a política de direita não dá qualquer hipótese ao Interior. Refiram-se, pelo seu papel crucial na matéria (e nos incêndios florestais), as políticas agroflorestais de sucessivos governos, sob o alto patrocínio da PAC e das suas sucessivas reformas. Os dados estatísticos são elucidativos.
Entre 1989 e 2013, a Beira Litoral perdeu 2/3 da sua área de vinha e a Beira Interior cerca de 50%. Trás-os-Montes, entre 1989/2009, passou de 25 mil hectares de batata para 11 mil. De 44 mil hectares de centeio para 29 mil! No trigo a redução de área, foi de 2/3. Perdeu quase 2/3 dos bovinos e mais de 50% das cabras. Muitos outros números podiam ser citados. O próximo Recenseamento Agrícola (2019) exibirá uma fotografia mais negra. E atrás da extinção da exploração agrícola, foram-se as pessoas. Trás-os-Montes e Alto Douro perdem, em 30 anos (1981/2011) 100 mil habitantes.
O que ficou em vez da batata, do centeio, da vinha, do gado? No melhor dos casos
eucalipto. Em geral, silvas e matos!
Azar ou Sorte !
Um exercício de ficção
Se Ricardo Salgado a quem lhe foi conferido o grau de Doutor Honoris Causa tivesse falecido antes da hecatombe do império Espírito Santo , teria tido um voto de pesar na Assembleia da República aprovado pelo PSD,PS,CDS , com a abstenção do Bloco e o voto contra do PCP.
E teria na imprensa artigos de louvor do actual e de ex presidentes da república e de outras cintilantes personalidades evocando a sua figura de grande empresário , cujo banco e empresas muitos empregos criaram, bla´, bla´, bla´, a quem Portugal muito deve ...
Notas :
1) Qualquer semelhança com outros factos recentes é pura coincidência .
2) Contrariamente ao que está instalado na opinião pública não são as empresas que criam empregos . Bem gostariam .
Quem cria empregos é o poder de compra , a procura interna ou externa . Se um empresário criar uma empresa com milhares de postos de trabalho e esta não tiver procura dos seus bens ou serviços os milhares de trabalhadores acabam todos na rua .
Não precisava de interferir directamente no seu , nem em outros jornais
Uma contribuição
original para a biografia
de Belmiro de Azevedo
Crónica de Vitor Dias no «Semanário»de 25 de Junho de 1998
«A votação de domingo impede-nos de assinalarmos, com a justa pompa e a merecida circunstância, esse dia maior na história da imprensa portuguesa, nem mais nem menos que o dia 18 de Junho de 1998, o dia em que Belmiro de Azevedo conseguiu publicar simultaneamente no «Público», no «JN» e no «DN» o mesmo artigo de opinião.Engana-se quem pensa que exageramos. Os factos falam por si. Belmiro de Azevedo conseguiu o que até aqui só a publicidade ou as antigas notas oficiosas garantiam. E, não sendo de crer que tenha escondido de cada jornal que propusera o mesmo artigo aos outros dois, conseguiu aquilo que seria sempre recusado mesmo ao político nacional mais brilhante ou prestigiado, ao escritor mais famoso, ao comentador mais cintilante. Conseguiu aquilo que, com alta probabilidade, jamais se verificou em toda a história da imprensa escrita portuguesa.É o atrevimento de quem propõe (ou talvez melhor a arrogância de quem manda) e a reverência de quem aceita (ou talvez melhor a dependência de quem obedece) que marcam esta nova situação na imprensa portuguesa e convidam imperativamente a preocupadas reflexões».
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