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2 de maio de 2018

Para certa comunicação social que silencia O PCP

Agostinho Lopes
Mexia , Pinho & Gomes Ferreira. Trafulhices !
No pântano eléctrico (negociatas, corrupção, promiscuidade) produzido pelo desmembramento da EDP, da sua privatização e da liberalização de uma coisa a que chamam «mercado» da electricidade, de vez em quando vem à tona um OVNI, por exemplo um CMEC. Por vezes, mesmo um OVI, um Objecto Voador Identificado, como por exemplo, a rolha da garrafa de champanhe que o António abriu, quando determinado Secretário de Estado também voou! E voou em vez dos CMEC que queria fazer voar!
E quando tal acontece, a comunicação social dominante descobre novamente a pólvora e desfaz-se numa diarreia de comentários e debates sobre o que durante anos não viu, ou fez de conta que não existia, quando não fez pior…
Ora os CMEC, os ditos cujos «Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual», e o resto da selva legislativa e do monstro empresarial, criados pelo desmembramento (o tal unbundling da EDP, de que o Pinho tanto gostava!), privatização e liberalização do Sistema Eléctrico Nacional, não são filhos de pais e avós incógnitos. A sua mãezinha é a política de direita, como se sabe filha dilecta de sucessivos governos do PS, PSD e CDS. Sempre abençoada e abençoados pelos santos de Bruxelas e Estrasburgo.
Os CMEC são parte do sistema «complexo, opaco e rígido», atreito a manipulações contabilísticas e legislativas do processo regulatório, que garante que o sobrecusto do sistema é transferido para os consumidores finais de energia.
Sobrecustos que como referiu, há anos, alguém (Prof. Pedro Sampaio Nunes, do IST), «ora é escondido em défices tarifários, ora é enviado para custos de acesso às redes, até ser um cadáver demasiado grande para se poder esconder no armário»! E de facto, 2,544 mil milhões de euros em 10 anos (2007/2017), não é um cadáver, é um cemitério!
Os CMEC (e o resto) são de facto uma máquina de fazer notas! E como tal deviam estar guardados na Casa da Moeda ou no Banco de Portugal. E não na sede da EDP.
Repare-se na receita do cozinhado:
Era uma vez um «mercado» livre de energia. Alguns chamam-lhe MIBEL! Era esse o objectivo de todas as malfeitorias feitas ao Sistema Electrico Nacional. Mas este mercado podia causar prejuízos à EDP! Caso houvesse muita energia no dito mercado, os preços da energia baixavam e a EDP tinha prejuízos. Isso não podia ser! Era um mercado, mas não podia ser mercado a mais, pelo menos para a EDP. Era um mercado sem riscos para os operadores/empresas, invenção notável da governança nacional.
Assim, nasceram os CMEC, que tinham um objectivo simples: compensavam a EDP dos possíveis prejuízos de preços baixos no mercado da energia que vinha das suas centrais hídricas, a carvão e a gás natural…todas com um CMEC cada uma (antes de 2004, eram CAE – Contratos de Aquisição de Energia). Uma espécie de seguro de vida para a (os lucros da) EDP.
«A

E se houver muita energia no mercado, por exemplo, com a produção incentivada pelas tarifas fortemente bonificadas da energia renovável, eólica, fotovoltaica, etc.? Essa energia a mais, no mercado de electricidade, não baixa o seu preço e prejudica a EDP?! Não, não há perigo, porque lá estão os CMEC para compensar de forma proporcional a EDP dessa baixa… quanto mais desce o preço, mais sobem os CMEC. Mas quem tira proveitos (muitos) da bonificação da renovável, tanto mais, quanto mais produza? A EDP. Confuso? É o mundo EDP…
Isto é, a EDP ganhava e ganha a dois carrinhos!

1 de maio de 2018

PS&PSD

Nem gato escondido ... (1) Jorge Cordeiro

As recentes “declarações conjuntas” subscritas pelo PS e PSD assumem iniludível significado
político. A ostensiva carga cerimonial que se lhe quis atribuir e a relevância estruturante das matérias em
causa não autorizam ilação diversa.
Na verdade a denominada “descentralização” e o “quadro financeiro plurianual”
não são meros domínios a que um pretextado “interesse nacional” convocaria.
Não são matérias políticas neutras mas sim opções estruturantes: a primeira,
porque inserida na estratégia mais ampla de reconfiguração do Estado sob a
falsa invocação valorativa do Poder Local; a outra porque, a exemplo de
instrumentos congéneres que o precederam, moldará para a próxima década um
relacionamento não só financeiro mas de nexo político com as orientações da
União Europeia contrárias aos interesses do País.
Concentremos-nos, por razões de espaço mas também de proximidade, no
primeiro lote, o da “descentralização”, arrematado como seria expectável sem
grande regateio.
Não nos perdendo em incursões filosóficas, seria legítimo convocar ao serviço de um primeiro
comentário a aristotélica afirmação de que «o começo é metade de tudo». Não se percorrerá esse
trilho argumentativo para lá do que é devido.

Altamiro Borges: A origem e o significado do 1º de Maio

(...)
A origem do 1º de Maio está vinculada à luta pela redução da jornada de trabalho, bandeira que mantém sua atualidade estratégica. Em meados do século XIX, a jornada média nos EUA era de 15 horas diárias. Contra este abuso, a classe operária, que se robustecia com o acelerado avanço do capitalismo no país, passou a liderar vários protestos. Em 1827, os carpinteiros da Filadélfia realizaram a primeira greve com esta bandeira. Em 1832, ocorre um forte movimento em Boston que serviu de alerta à burguesia. Já em 1840, o governo aprova o primeiro projeto de redução da jornada para os funcionários públicos. 

Greve geral pela redução da jornada
Esta vitória parcial impulsionou ainda mais esta luta. A partir de 1850, surgem as vibrantes Ligas das Oito Horas, comandando a campanha em todo o país e obtendo outras conquistas localizadas. Em 1884, a Federação dos Grêmios e Uniões Organizadas dos EUA e Canadá, futura Federação Americana do Trabalho (AFL), convoca uma greve nacional para exigir a redução para todos os assalariados, “sem distinção de sexo, ofício ou idade”'. A data escolhida foi 1º de Maio de 1886 - maio era o mês da maioria das renovações dos contratos coletivos de trabalho nos EUA. 

A greve geral superou as expectativas, confirmando que esta bandeira já havia sido incorporada pelo proletariado. Segundo relato de Camilo Taufic, no livro “'Crônica do 1º de Maio”, mais de 5 mil fábricas foram paralisadas e cerca de 340 mil operários saíram às ruas para exigir a redução. Muitas empresas, sentindo a força do movimento, cederam: 125 mil assalariados obtiveram este direito no mesmo dia 1º de Maio; no mês seguinte, outros 200 mil foram beneficiados; e antes do final do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores já gozavam do direito às oito horas. 

“Chumbo contra os grevistas”, prega a imprensa
Mas a batalha não foi fácil. Em muitas locais, a burguesia formou milícias armadas, compostas por marginais e ex-presidiários. O bando dos “'Irmãos Pinkerton” ficou famoso pelos métodos truculentos utilizados contra os grevistas. O governo federal acionou o Exército para reprimir os operários. Já a imprensa burguesa atiçou o confronto. Num editorial, o jornal Chicago Tribune esbravejou: “O chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que o seu uso se estenda”. 

A polarização social atingiu seu ápice em Chicago, um dos pólos industriais mais dinâmicos do nascente capitalismo nos EUA. A greve, iniciada em 1º de Maio, conseguiu a adesão da quase totalidade das fábricas. Diante da intransigência patronal, ela prosseguiu nos dias seguintes. Em 4 de maio, durante um protesto dos grevistas na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e matou um policial. O conflito explodiu. No total, 38 operários foram mortos e 115 ficaram feridos. 

Os oito mártires de Chicago
Apesar da origem da bomba nunca ter sido esclarecida, o governo decretou estado de sítio em Chicago, fixando toque de recolher e ocupando militarmente os bairros operários; os sindicatos foram fechados e mais de 300 líderes grevistas foram presos e torturados nos interrogatórios. Como desdobramento desta onda de terror, oito líderes do movimento - o jornalista Auguste Spies, do “'Diário dos Trabalhadores”', e os sindicalistas Adolf Fisher, George Engel, Albert Parsons, Louis Lingg, Samuel Fielden, Michael Schwab e Oscar Neebe - foram detidos e levados a julgamento. Eles entrariam para a história como “Os Oito Mártires de Chicago”. 

O julgamento foi uma das maiores farsas judiciais da história dos EUA. O seu único objetivo foi condenar o movimento grevista e as lideranças anarquistas, que dirigiram o protesto. Nada se comprovou sobre os responsáveis pela bomba ou pela morte do policial. O juiz Joseph Gary, nomeado para conduzir o Tribunal Especial, fez questão de explicitar sua tese de que a bomba fazia parte de um complô mundial contra os EUA. Iniciado em 17 de maio, o tribunal teve os 12 jurados selecionados a dedo entre os 981 candidatos; as testemunhas foram criteriosamente escolhidas. Três líderes grevistas foram comprados pelo governo, conforme comprovou posteriormente a irmã de um deles (Waller). 

A maior farsa judicial dos EUA
Em 20 de agosto, com o tribunal lotado, foi lido o veredicto: Spies, Fisher, Engel, Parsons, Lingg, Fielden e Schwab foram condenados à morte; Neebe pegou 15 anos de prisão. Pouco depois, em função da onda de protestos, Lingg, Fielden e Schwab tiveram suas penas reduzidas para prisão perpétua. Em 11 de novembro de 1887, na cadeia de Chicago, Spies, Fisher, Engel e Parsons foram enforcados. Um dia antes, Lingg morreu na cela em circunstâncias misteriosas; a polícia alegou “suicídio”. No mesmo dia, os cinco “'Mártires de Chicago” foram enterrados num cortejo que reuniu mais de 25 mil operários. Durante várias semanas, as casas proletárias da região exibiram flores vermelhas em sinal de luto e protesto

O PSD não quer saber , quer é a privatização

Queremos saber quem ficou com o nosso dinheiro , queremos saber quem são os grandes devedores da Caixa diz o PSD .
Se a Caixa publicasse a lista dos seus grandes devedores - caloteiros - quem mais faria negócios com a Caixa ?
Por que razão o PSD só pede a lista dos caloteiros da Caixa e não pede também a lista dos caloteiros dos outros bancos ? Por que não desiste de a enfraquecer para a privatizar !
 E se há grandes caloteiros na Caixa cujos empréstimos não foram acautelados por que razão não pede também a lista dos gestores que os concederam e  a respectiva cor partidária ?
E por que não pede a lista dos grandes devedores e caloteiros do BPN, BPP, BANIF , NOVO BANCO ?
Rui Rio como se vê , mais uma vez ,  tal como ele disse  "não vai em foguetórios "Ola´se não vai...
Pela nossa parte estamos de acordo que se publique a lista mas de todos os bancos ...Nem mais !


Rui rio quer investigar

Ao que consta Rui Rio quer que  seja investigado todas estas ligações . Não quer negócios misturados com política

Noticia antiga :
Fonte do seu Gabinete confirmou ao Correio da Manhã que Durão Barroso viajou para o Brasil no passado dia 26 com a família e um grupo de amigos

Do grupo de amigos faz também parte João Pereira Coutinho, empresário multimilionário, que cultiva a discrição  Ao que se sabe, possui uma ilha no Brasil- a ilha do Capítulo- uma propriedade na Argentina do tamanho do Alentejo e utiliza um avião Falcon (idêntico aos três da Força Aérea Portuguesa) para se deslocar em negócios ou em lazer.
Noticia de hoje :
"O resultado líquido consolidado de 2017 atribuível à SAG Gest foi um prejuízo de 13,8 milhões de euros, o que representa um agravamento de 3,9 milhões de euros em relação ao valor do resultado líquido não auditado, negativo em 9,8 milhões de euros reportado em 6 de Março de 2018", assinala o comunicado.

Este novo valor foi aprovado esta segunda-feira, 30 de Abril, na reunião do conselho de administração da SAG Gest, presidido por João Pereira Coutinho. Números diferentes dos avançados há um mês.

Caso Skripal, ¿la mentira que colma la copa?

El historiador canadiense Michael Jabara Carley resume aquí los diferentes argumentos que se manejan alrededor del «Caso Skripal» y muestra que las autoridades británicas probablemente ocultan ciertos elementos y que no han vacilado en mentir para acusar a la Federación Rusa. Es por eso que el autor establece un paralelo con un viejo escándalo inglés, extrañamente análogo al «Caso Skripal».
El 4 de marzo de 2018 fue un bonito día en el sur de Inglaterra, así que el espía ruso del MI6 Serguei Viktorovich Skripal y su hija Yulia decidieron hacer una salida juntos. Se detuvieron en un pub de Salisbury, almorzaron en un restaurante cercano y luego emprendieron un paseo por el parque, donde más tarde serían hallados exánimes sobre un banco. ¿Qué pasó? ¿Sufrieron una intoxicación provocada por algo que comieron en el almuerzo? ¿O estaba Serguei Skripal metido en algún asunto oscuro y fue víctima de desconocidos, con su hija como víctima accidental?

A las 16:15 horas, la policía recibió ese día una llamada avisando que 2 personas necesitaban ayuda urgente. Se envió de inmediato un equipo de socorristas. Serguei Skripal y su hija Yulia fueron transportados de urgencia al hospital mientras la policía local abría una investigación. Desde el primer momento, el caso parecía un intento de asesinato, pero la policía pidió paciencia señalando que pasarían probablemente meses antes de que llegara a determinarse con exactitud lo sucedido y a conocerse la identidad de posibles responsables.

Vietname , 30 de Abril

A guerra do Vietname, que durou de 1965 a 1975, terminou com a espectacular derrota dos EUA, a libertação do Vietname, Laos e Camboja, a unificação do Vietname sob a bandeira do socialismo e a direcção do Partido Comunista. Ela mostrou a importância de um povo unido e  determinado na sua causa libertadora, e da   solidariedade internacional. A libertação do Vietname encorajou as forças progressistas e revolucionárias de muitos outros países, ao mesmo tempo que limitou os impulsos intervencionistas do imperialismo, a braços com o chamado «síndroma do Vietname» Hoje os massacres do Imperialismo no Iraque Afeganistão , Síria , Yémen são silenciados