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30 de janeiro de 2025

Costa assume a hipocrisia da UE

Costa em vez de pedir batatinhas vai propor ao Conselho da UE que aplique sanções a Israel ? O tanas...
A partir de hoje, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA, na sigla em inglês) vai ser forçada a abandonar as instalações onde funciona em Jerusalém e a cessar todas as suas atividades, na sequência da decisão de Israel de expulsar do seu território a organização humanitária, que acusa de estar infiltrada pelo Hamas.

É uma medida radical, condenada na passada terça-feira por todos os membros do Conselho de Segurança da ONU, com exceção dos Estados Unidos, e que põe em risco o frágil cessar-fogo iniciado há onze dias, comprometendo ainda mais qualquer esperança de paz na região.

Criada há 75 anos, a UNRWA é a “espinha dorsal” de toda a ajuda humanitária em Gaza e na Cisjordânia, assegurando às populações apoio alimentar e serviços básicos de saneamento, saúde e educação. A sua atividade, absolutamente vital, depende em grande medida de Israel, nomeadamente para os funcionários da agência poderem movimentar-se e aceder aos territórios ocupados, pelo que fica agora seriamente ameaçada, com consequências que podem ser desastrosas para milhões de palestinianos.

O secretário-geral da ONU, considerado persona non grata pelo Governo de Benjamin Netanyahu, já disse que a decisão do Parlamento israelita viola o direito internacional e "será prejudicial para a solução do conflito e para a paz e segurança em toda a região”. Mas, mais uma vez, Israel não cedeu aos apelos de António Guterres e da generalidade da comunidade internacional e avançou mesmo com a medida, anunciada há três meses, de pôr fim à cooperação com a ajuda humanitária. 

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