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30 de setembro de 2026

A Europa tem de .... - 2

 O "tem de" é preparar-nos para a guerra. Putin e Lavrov têm repetidamente afirmado que não querem a guerra com a Europa. Por que na Europa não pegam nestas palavras e se sentam a falar com ele? Então qual é o plano que a Europa tem para acabar com este conflito? Não esquecer que o apoio à Ucrânia é parte da queda dos níveis de vida. (Tiago André Lopes, CNN).

Em oposição ao bom senso, os propagandistas exibem pseudoanálises, baseadas em narrativas difundidas insistentemente à margem da ponderação dos factos. Esforçam-se por eliminar a reflexão e que as opiniões se formem ignorando contextos, como os descritos na primeira parte, nomeadamente, que a Ucrânia começou a bombardear o Donbass, muito antes da intervenção russa.

Ao assumirem posições baseadas nas narrativas e no maniqueísmo, tornam-se incapazes de ouvir os outros, pois os seus argumentos não têm sustentação real. E é a partir de construções de "realidade virtual" e pressão psicológica que somos levados a conceber como o mundo deve funcionar e a aceitar a guerra.

A "defesa dos valores europeus" pela Ucrânia é outra justificação para apoiar Kiev com dinheiro e armas. Após a "revolução colorida" de 2014, foram fechadas escolas russas, universidades, livrarias, teatros, bibliotecas, jardins de infância, igrejas. Proibido o Partido Socialista, o Partido Comunista, o Partido de Esquerda, 11 partidos e oito sindicatos, passando criminosos de guerra nazis ucranianos a serem glorificados.

Na CE nada dizem sobre a proibição da língua russa - contrariamente à Carta da ONU - nem sobre o incentivo à ideologia nazista planeando-se criar um "panteão de heróis ucranianos", colaboradores dos nazis. Isso significa que racismo, perseguição à igreja canónica ortodoxa e a brutalidade do nacionalismo ucraniano neonazi, aparecem como "defesa dos valores europeus"

Os "ataques híbridos" da Rússia, motivam a preparação para uma terceira guerra mundial. Mas em que consistiram e que danos provocaram? Prepara-se uma guerra que pode tornar-se mundial devido a drones que caem sem causar danos?! A propaganda está tão segura de si que acha que nos imbecilizou politicamente de tal forma que pode encenar estes cenários?!

A Polónia atribui um incêndio numa instalação ligada à produção de drones a sabotagem russa. Há o episódio do "ataque ao aeroporto de Leipzig", com a propaganda durante semanas dizendo que são ataques russos. Não é apresentada qualquer evidência, mas serve para a Alemanha, França, Polónia, avisarem que "responderão à violência russa". O escândalo é ser-se informado destes ataques por gente que mentiu dizendo que foi a Rússia que explodiu o Nord Stream.

Uma embarcação científica russa foi apreendida pela Noruega por uma ordem judicial norueguesa aplicando uma indemnização de 4,22 mil milhões de dólares obtida pela empresa ucraniana Naftogaz no Tribunal de Haia, para compensar os bens expropriados na Crimeia, estabelece um precedente ao atacar ativos do Estado russo. Trata-se de uma provocação consciente, para desencadear retaliações russas. Nos últimos dias, a Rússia apreendeu 16 ativos de seis empresas ocidentais.

O alarmismo em relação à Rússia reflete desespero, não uma reflexão quanto aos riscos reais do incitamento à guerra. Perante o aumento do custo de vida e insegurança quanto ao futuro a  contestação aos responsáveis por estas políticas levou-os a considerar que incitar o medo é a única maneira de desviar a atenção dos seus próprios fracassos, esperando que o sistema que servem sobreviva aos ciclos eleitorais.

Dada a incapacidade da Ucrânia enfrentar as FAR diretamente, Kiev empurrada pela UE/NATO realizou uma incursão no Donetsk, uma ocupação temporária, sem valor tático nem estratégico, apenas com objetivos propagandísticos para justificar mais dinheiro para Kiev, encobrindo os sucessos russos na frente e o descalabro da Ucrânia em todas as áreas.

Navios russos no Mar Negro e Azov, instalações logísticas, refinarias, abriram precedentes para uma intensa resposta russa, que levou Kiev a pedir um cessar-fogo, recusado. Aos "estrategas" da NATO parece indiferente que a Ucrânia, e pelos vistos também a UE/NATO, não tenham capacidade de defesa para drones Geran-5 e mísseis russos.

Poderá algum dia a UE/NATO admitir que falhou contra a Rússia, que falhou em isolar e enfraquecer a Rússia, que falhou em derrubar Putin e em instalar seu próprio fantoche em Moscovo? Os belicistas, incapazes de aceitar a realidade, pretendem agravar a situação provocando uma guerra diretamente com a Rússia. Não concebendo alternativas, avançam cegamente neste objetivo, à margem do bom senso e das realidades, ignorando as consequências. Para isto trabalha uma intensa campanha de desinformação.

Mas tipo de guerra poderá existir contra a Rússia? Acaso estão avaliadas as fragilidades e capacidades tanto do lado da UE/NATO como da Rússia? O que acontecerá então e quando acabar? E em que servirá esta guerra aos povos europeus? Que preço terão os povos que pagar num confronto, que no fundo se destina simplesmente a colocar no Kremlin um "defensor dos valores europeus" à semelhança do "democrata" Zelensky. 

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