Gen . Carlos Branco
Estaremos todos lembrados da satisfação do chanceler alemão Merz com o ataque de Israel ao Irão, em junho de 2025. Segundo ele Israel estava "a fazer o trabalho sujo da Europa, por ela". Em fevereiro de 2026, não manifestou nenhuma incomodidade com o ataque de Trump ao Irão, nunca questionou a sua ilegalidade. Agora que é claro (como já era na altura para alguns) que a guerra se está a saldar numa derrota estratégica monumental, expondo as imensas vulnerabilidades norte-americanas, as militares em particular, Merz comporta-se como os ratos em fuga dos navios que se estão a afundar.
Veio
despudoradamente afirmar que teve sempre dúvidas sobre a guerra: os
norte-americanos estão a ser “humilhados” nas negociações com o Irão
(foi inclusivamente ao ponto de admitir que a Ucrânia terá de ceder
território à Rússia); Washington tem falta de estratégia, carece de uma
estratégia clara para resolver a guerra no Médio Oriente; os iranianos
são claramente mais fortes do que o esperado (ver Reuters, AFP, Deutsche
Welle). É fixe beneficiar-se das guerras da América quando elas
correrem bem, e lavar as mãos da guerra quando correrem mal.
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