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5 de janeiro de 2017

Grande manif

O preço dos combustíveis  em Portugal provocou fortes protestos de uma multidão , numa bomba de gasolina .
Segundo o Público de hoje a dirigente do CDS chamou a comunicação social a uma bomba de gasolina para exigir o fim do adicional sobre os combustíveis . Na fotografia vê-se Cristas sozinha com a sua mala Luís Viton ao lado do seu carro topo de gama  e com cara séria ! 
Para completar a foto  só lhe faltou levar o relógio de Cuco do Paulo Portas , o tal que assinalou a reconquista da nossa independência .
O ridículo não mata os demagogos , nem as tias de Cascais ...

Citação

No DN de hoje um comentador encartado escreve sobre factores de crescimento  e avança com esta luminosa sentença 
" (...)  Não dispomos de legislação laboral flexível e competitiva "
Daniel Proença de Carvalho

Uma nova esperança

Os que espumaram de raiva por a DBRS não ter baixado o rating a Portugal  estão com uma nova esperança : que o BCE mude as suas políticas de " medidas não convencionais
No "Negócios de hoje " com o título : " A "Geringonça " resiste a um abanão externo ? " , um comentador escrevia eufórico : " ...do nada as taxas de juro deram um salto , encostando nos 3,9 %.
Tudo por que a inflação alemã chegou a 1,7 % ( esperava-se 1,4 ) renovando o receio de um travão à política do BCE ".
 Grandes patriotas.!

4 de janeiro de 2017

Obama

(...) Cachée dans les plis de l’autorisation de la dépense militaire 2017, signée par le président, se trouve la loi pour « contrecarrer la désinformation et propagande étrangères », attribuées en particulier à Russie et Chine, laquelle confère d’ultérieurs pouvoirs à la tentaculaire communauté de renseignement, formée de 17 agences fédérales. Grâce aussi à une allocation de 19 milliards de dollars pour la « cyber-sécurité », elles peuvent faire taire n’importe quelle source de « fausses nouvelles », sur jugement incontestable d’un « Centre » ad hoc, assisté par des analystes, journalistes et autres « experts » recrutés à l’étranger. Ainsi devient réalité l’orwellien « Ministère de la Vérité » qui, préannonce le président du parlement européen Martin Shultz, devrait être aussi institué par l’Ue.
Sortent aussi potentialisées par l’administration Obama les forces spéciales, qui ont étendu leurs opérations secrètes de 75 pays en 2010 à 135 en 2015.
Dans ses actes conclusifs l’administration Obama a rappelé le 15 décembre son soutien à Kiev, dont elle arme et entraîne les forces, bataillons néo-nazis compris, pour combattre les Russes d’Ukraine.
Et le 20 décembre, en fonction anti-russe, le Pentagone a décidé la fourniture à la Pologne de missiles de croisière à longue portée, avec capacités pénétrantes anti-bunker, armables aussi de têtes nucléaires.
Du démocrate Barack Obama, Prix Nobel de la paix, reste à la postérité l’ultime message sur l’Etat de l’Union :
« L’Amérique est la plus forte nation sur la Terre. Nous dépensons pour le militaire plus que ne dépensent ensemble les huit nations suivantes. Nos troupes constituent la meilleure force combattante dans l’histoire du monde ».
 Manlio Dinucci
 Il Manifesto

Até na noite de Natal!

Os senhores do BCE estão de férias e ainda não encontraram um dia para  " examinar " a nova administração da Caixa . Muitos afazeres . A Caixa que espere !
Mas alguém tem dúvidas que se  em vez de Centeno se tratasse do ministro das finanças do governo alemão  o BCE já   tinha decidido . Se fosse necessário, até na noite de natal se reuniam, com ou sem rabanadas  !
CCarvalhas

A Caixa e a soberania nacional

Em período de poucas notícias, o vazio na presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) após a saída de António Domingues e antes da esperada tomada de posse de Paulo Macedo voltou a colocar a CGD no topo informativo, com os media e respectivos comentadores e analistas a abordarem a situação sob diversos ângulos, excepto um: o da soberania nacional.
De facto, todo este processo em torno da nomeação das novas administrações da CGD e dos seus presidentes, o cessante e o indigitado, não foi nem é um bom exemplo de gestão política governativa e tem servido às mil maravilhas para alimentar a campanha em torno do banco público e dos que o pretendem privatizar, no todo ou em parte.
Mas, se a situação de vazio na presidência da CGD não devia acontecer, sobretudo na situação delicada que vive com o processo de recapitalização e mesmo do ponto de vista político, a verdade é que a razão da sua existência prende-se com a perda de soberania nacional. Isto é, mais grave que o próprio vazio é a razão da sua existência não depender de um processo de decisão do Estado português mas sim de Frankfurt, do Banco Central Europeu (BCE).
Como é sabido, a supervisão dos maiores bancos portugueses passou para o BCE em Janeiro do ano passado, no âmbito da aplicação da União Bancária e que implicou alterações de regras, com a consequente cedência de mais esta parcela de soberania às instituições europeias e que obrigam o Governo de António Costa a negociar com o BCE no sentido de obter luz verde para a nova administração da CGD, coisa que a instituição dirigida por Mario Draghi ainda não fez.
Entretanto, pode ser que os comentadores e analistas de serviço encontrem também tempo e espaço para abordarem a renovação, por mais seis meses, do escandaloso contrato de consultoria celebrado entre o Banco de Portugal e o ex-governante Sérgio Monteiro, para liderar o processo de venda do Novo Banco.

No total, o ex-Secretário de Estado dos Transportes do governo PSD/CDS que liderou a privatização de empresas estratégicas e rentáveis como a ANA - Aeroportos de Portugal ou os CTT - Correios de Portugal, vai receber mais de 450 mil euros por um contrato de ano e meio de trabalho celebrado ainda no tempo do governo de Passos Coelho e Assunção Cristas!

j Lourenço

3 de janeiro de 2017

Marcelo e a “economia digital”

Na sua Mensagem de Ano Novo” o PR enunciou um conjunto de boas intenções que deseja que o governo realize no futuro. Não fugindo ao papel habitual dos “comentadores” nem sequer aflorou o “como” ou algumas das condições e condicionantes do que disse.
Nestas intenções incluiu a “economia digital”. É duvidoso que saiba exatamente o que isso quer dizer, e qual o papel da Portugal nessa “economia”. Não entrando em pormenores técnicos a “economia digital” ou antes a “digitalização da indústria”, refere-se à chamada “4ª revolução industrial”, 4.0 ou  4 i”.
Pretende-se usar as mais avançadas tecnologias da informação, comunicação e localização (TICL), robótica, nanoeletrónica, tecnologias de fabrico avançadas, etc. Assim a concepção, a produção, controlo de qualidade, armazenamento, expedição, gestão podem ser realizadas através da ligação de redes informáticas, em diferentes partes ou países por subcontratantes ou tarefeiros “altamente qualificados”. Uma fábrica pode estar no Bengladesh e ser gerida, comandada, controlada de Berlim.
Os próceres do grande capital exultam com estes delírios tecnológicos. Na UE fala-se em 110 mil milhões de euros de “redução de custos”!? Tudo isto é apresentado como grande vantagem para o “consumidor” permitindo oportunidades de inovação, pequenas séries, maior importância com detalhes ao gosto dos clientes, por exemplo em carros topo de gama e equipamento de luxo...Mas as oportunidades não deixam de vir com ameaças: a revolução tecnológica terá um impacto negativo para os que se atrasarem”.
É um processo “com um mínimo de intervenção humana”, em que a “fábrica” está dispersa e não existe mais uma concentração de trabalhadores. Enfim, pretendem atingir o ideal capitalista da fábrica sem operários e o fim do sindicalismo.
Perante isto o patronato e seus ideólogos na CIP dizem que a relação com o trabalho tem de ser muito diferente do passado.  “Os sistemas sociais estão desadequados”. A revolução tecnológica vê a flexibilidade laboral como uma virtude, em que um trabalhador pode ter hoje horário completo, depois parcial, hoje empregado amanhã desempregado. Os que não se adaptarem enfrentarão “o desemprego e a desigualdade salarial”.
Contudo, burocratas e capitalistas sentem que a maior dificuldade aos seus planos é o sindicalismo de classe. Nesta dita “economia digital” não existem pessoas dotadas de vontade e aspirações: são uma espécie de “plasticina” moldada ao sabor de uns seres superiormente iluminados. Outra forma de fascismo que também se apresenta como “modernidade”. Porém está há muito demonstrado que nenhuma “revolução tecnológica” salva o capitalismo das suas contradições e crises. Não esquecendo, como disse Marx, que na fábrica sem operários ”o capital deixaria de ser capital”.
Na sua busca de maiores lucros apenas ao grande capital transnacional são acessíveis os investimentos, os custos de arranque destes processos ainda na fase experimental, exigindo enormes quantidades de produção para se tornarem rentáveis (claro que é de rendas monopolistas que falamos). Tudo isto só é possível ao grande capital transnacional que irá colonizar países dependentes nas condições previstas pelos chamados “tratados de comércio livre”. O que tem isto a ver com as necessidades e interesses do nosso país? Nada. Será como na integração na UE o aumento da dependência e mais destruição do nosso tecido produtivo.