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11 de maio de 2019

Estrategia económica

Vladimir Kvint et le concept de stratégie économique, par Jacques Sapir

Vladimir Kvint a publié un ouvrage important sur la théorie et la pratique de l’action stratégique dans le marché globalisé[1]. Kvint est un économiste mais aussi un stratège, qui a fait une brillante carrière dans trois pays, en Union soviétique tout d’abord, où il fut élu membre de l’Académie des Sciences en 1982, aux Etats-Unis ensuite, puis en Russie où il enseigne à l’Ecole d’Economie de Moscou et ou depuis 2007, il est directeur du département de la stratégie financière de cette école dans le cadre de l’Université d’Etat Lomonossov. Il est aussi président de l’Académie internationale des marchés émergents.

Vladimir Kvint
Cet ouvrage pose donc la question de savoir comment une action stratégique peut être conçue et mise en œuvre dans l’économie du XXIème siècle. C’est une ambition considérable. Kvint a donc produit un livre important, que ce soit sur le plan théorique ou sur celui descriptif. Cet ouvrage de 520 pages est donc très riche et compte de très nombreuses références qui sont souvent d’une grande richesse. On peut le lire comme une analyse des grands problèmes que pose aujourd’hui l’existence d’un marché globalisé. Mais, on peut le lire aussi comme un essai sur l’action économique. C’est cette lecture, plus théorique, que l’on revendique ici. Non que les parties plus appliquées de l’ouvrage soient négligeables. Bien au contraire ; elles imposeraient une réflexion sur la notion de « marché globalisé », sur l’interconnexion, réalisée ou pas, entre les différentes économies, sur les dynamiques internationales que l’on peut aujourd’hui déduire de l’évolution économique internationale. Il se fait que je prépare une nouvelle édition de mon ouvrage de 2011, qui devrait paraître en décembre 2019[2]. J’y renvoie le lecteur. Mais, pour importantes que soient ces parties, elles me semblent moins fondamentales que les parties plus proprement théoriques. C’est pourquoi cette recension va donc s’y consacrer.

Un ouvrage ambitieux
L’ambition de l’ouvrage est considérable, on l’a dit. En effet Vladimir Kvint s’oppose frontalement à tous ceux qui expliquent que dans une économie globalisée les règles et les normes s’imposent et les dirigeants ne peuvent que réagir aux conséquences de ces règles et normes. Ce qui avait fait émerger le phénomène de la mondialisation et l’avait constitué en « fait social » généralisé était un double mouvement. Il y avait à la fois la combinaison, et l’intrication, des flux de marchandises et des flux financiers ET le développement d’une forme de gouvernement (ou de gouvernance) où l’économique semblait l’emporter sur le politique, les entreprises sur les Etats, les normes et les règles sur la politique. Sur ce point, nous ne pouvons que constater une reprise en mains par les Etats de ces flux, un retour victorieux du politique. Ce mouvement s’appelle le retour de la souveraineté des Etats. Or, la souveraineté est indispensable à la démocratie[3]. Nous avons des exemples d’Etats qui sont souverains mais qui ne sont pas démocratiques, mais nulle part on a vu un Etat qui était démocratique mais n’était pas souverain. Être souverain, c’est avant tout avoir la capacité de décider[4], ce que Carl Schmitt exprime aussi dans la forme « Est souverain celui qui décide de la situation exceptionnelle »[5]. Sur cette question de la souveraineté il ne faudra donc pas hésiter à se confronter, et pour cela à lire, à Carl Schmitt[6] si l’on veut espérer avoir une intelligence du futur. Car, la question du rapport de la décision politique aux règles et aux normes, et donc la question de la délimitation de l’espace régi par la politique et de celui régi par la technique, est bien constitutive du débat sur la souveraineté[7].
Vladimir Kvint se prononce pour une description de l’univers économique comme traversé des projets antagoniques, comme un espace de rapports de force, mais aussi des spécificités des actions et des acteurs. C’est un espace « rugueux » et non un espace lisse, comme les économistes néoclassiques le rêvent. Ces économistes enferment en réalité l’économie dans le commerce et dans l’échange. L’économie s’apparente alors à la terre et non à la mer[8].

10 de maio de 2019

A justiça social de um banco privado !

BCP paga 12,58 milhões aos trabalhadores e 30 milhões aos acionistas

O conselho de administração do BCP validou a proposta de pagamento de dividendo de 0,2 cêntimos por ação. Aos trabalhadores, também por conta de distribuição de resultados, será pago um prémio de 12,58 milhões.Ora aqui está uma proporção equilibrada e justa !!!


Coisas que eles (não) dizem - 6

A UE e o direito internacional

Na UE as decisões dos EUA sobrepõem-se ao direito internacional. A intoxicação das consciências pelos media é feita nesta conformidade.
A Carta da ONU ou Resoluções da sua Assembleia Geral, não pertencem aos “valores” da UE subordinados aos interesses do imperialismo e da finança.
A UE adotou comportamentos da pirataria de corsários roubando valores financeiros pertencentes à Venezuela (por ex. 1,5 mil milhões de euros no Novo Banco, de um total de 25 mil milhões de euros nos EUA e UE) enquanto derramam lágrimas de crocodilo pelas dificuldades do povo venezuelano. Sanções são aplicadas, aplicando a Cuba, Venezuela, Síria, Coreia do Norte, Rússia, por não se subordinarem ao imperialismo e suas transnacionais. Contudo, a UE nada diz ou faz relativamente à Arábia Saudita e a Israel que cometem crimes de guerra respetivamente no Iémen e na Palestina. Isto para além, das guerras de agressão que a UE moveu e move noutros países.
Os princípios básicos do direito internacional foram definidos na Carta das Nações Unidas, criada com “o objetivo de proporcionar condições de estabilidade e bem-estar, necessárias às relações pacíficas e amistosas entre as Nações, baseadas no respeito do princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos e na “igualdade soberana de todos os seus membros”. Lá se estipula que:
“Os membros da Organização deverão resolver as suas controvérsias internacionais por meios pacíficos, de modo a que a paz e a segurança internacionais, bem como a justiça, não sejam ameaçadas (Art. 2.3), e que “os membros deverão abster-se nas suas relações internacionais de recorrer à ameaça ou ao uso da força, quer seja contra a integridade territorial ou a independência política de um Estado, quer seja de qualquer outro modo incompatível com os objetivos das Nações Unidas”.
A Resolução da AG da ONU 36/103 de 9 de dezembro de 1981. determinou que:
"1. Nenhum Estado tem o direito de intervir, direta ou indiretamente, por qualquer motivo, nos assuntos internos ou externos de outro Estado. Consequentemente, não só a intervenção armada, mas também qualquer outra forma de interferência ou ameaça dirigida contra a personalidade de um Estado ou contra os seus elementos políticos, económicos e culturais, são condenados.
2. Nenhum Estado poderá aplicar ou encorajar o uso de medidas económicas, políticas ou outras medidas para obrigar outro Estado a condicionar o exercício de seus direitos soberanos ou a obter dele quaisquer benefícios de qualquer natureza. Todos os Estados devem também abster-se de organizar, assistir, fomentar, financiar, incentivar ou tolerar atividades armadas subversivas ou terroristas destinadas a mudar violentamente o regime de outro Estado, bem como intervir nas lutas internas de outro Estado.
Veja-se também a Resolução 2131 da AG da ONU de 21/12/1965 que logo a abrir estipula: "Todos os povos têm um direito inalienável à plena liberdade, ao exercício da sua soberania e à integridade de seu território nacional, e de determinar livremente seu estatuto político e livremente procurar o seu desenvolvimento económico, social e cultural".
A que “comunidade internacional” pertence afinal a UE, quando dos 197 Estados reconhecidos pela ONU, apenas 34 reconheceram o fantoche Guaidó?

 

 

8 de maio de 2019

Os direitos humanos do Império

http://cepr.net/images/stories/reports/venezuela-sanctions-2019-04.pdf

Les sanctions économiques en tant que punition collective : le cas du Venezuela (Center for Economic and Policy Research)



Note du Traducteur : voici la traduction (partielle) du rapport du CEPR. Les lecteurs sont invités à consulter l’original pour les notes, références et sources mentionnées.
Sommaire
Cet article examine certains des impacts les plus importants des sanctions économiques imposées au Venezuela par le gouvernement américain depuis août 2017. Il constate que la plupart des conséquences de ces sanctions n’ont pas été ressenties par le gouvernement, mais par la population civile

Vão roubar para outro lado

Não chega o  que têm ganho com as escandalosas comissões ?
Não chega o que ganharam e continuam a ganhar com os beneficios fiscais , com as ajudas do Estado e do BCE via contribuintes portugueses?
Para que servem ? Para especularem , distribuir chorudos dividendos aos grandes accionistas e dar fabulosos ordenados aos gestores .
O que está a fazer a Caixa nesta reunião ? A dar cobertura a mais uma espoliação ?

"Banqueiros defendem que multibanco deve ser pago"

"Os presidentes do BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos e Novo Banco consideram que as caixas automáticas estão a prestar um serviço e que, por isso, a sua utilização deve ser paga."Quem presta um serviço são os utentes que se levantassem o dinheiro aos balcões criavam o caos ... Quantos trabalhadores seriam necessários. Pela calada andam a encher o país da ATMs pagos e agora querem passar ao assalto à luz do dia.O regresso da Banca ao sector publico com gestores ao serviço da economia e do povo é uma necessidade objectiva

7 de maio de 2019

Santander

50 milhões os ganhos do S. Totta com a dívida publica !
 Benditas as privatizações !
 Bendito BCE
"O Santander Totta obteve um lucro de 137 milhões entre janeiro e março deste ano, o que representa uma melhoria de 5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. "
Quanto destes lucros ficam em Portugal ? 
Ainda segundo a Administração " os resultados de operações financeiras alcançaram os 50 milhões de euros ", o que, segundo o banco , traduz a "gestão das carteiras de dívida pública". 

6 de maio de 2019

Coisas que elas (não) dizem - 5

Depois de mais um golpe falhado na Venezuela, o fantoche Guaidó, obedecendo à voz do dono, prossegue as suas pantominas - a tragicomédia venezuelana - voltadas sobretudo para exibição nas televisões da “comunidade internacional” (NATO e Cia.)
Durante semanas, a mando do império, os media controlados, propagaram as habituais mentiras de caos e indignação. Quem visitava o país via o contrário apesar das dificuldades criadas pelas sanções dos países da NATO.
Alfred de Zayas, ex-especialista em direitos humanos e direito da ONU, criticou duramente as reportagens sobre a Venezuela: "Estamos mergulhados num oceano de mentiras" “Quando fui à Venezuela, estava predeterminado a encontrar uma crise humanitária". “Eu andei pelas ruas, falei com pessoas de todos os tipos, e esse não foi o caso. Isso significa que eu fui manipulado, eu menti e arrependo-me disso. (https://thegrayzone.com/2019/03/20/un-human-rights-expert-blasts-manipulation-on-venezuela-we-are-swimming-in-an-ocean-of-lies/amp/)
Nos EUA, responsáveis como Mike Pompeo, John Bolton, Elliott Abrams davam para breve a "mudança de regime" em Caracas garantindo que altos funcionários e comandos militares venezuelanos tinham deixado de apoiar Maduro. A "mudança de regime" estava marcada para terça-feira, 30 de abril.
Os media controlados repetiam-no exaustivamente. O mais que conseguiram foram duas dúzias de desertores militares e libertar Leopoldo Lopez, um líder da oposição, em prisão domiciliar, após comutação dos 13 anos de prisão a que fora condenado pelo seu papel em mortes durante protestos contra o governo de 2014. Quanto à mobilização “popular” foi de algumas centenas. (http://www.informationclearinghouse.info/51540.htm)
Aliás, em 30 de março, Guaidó decidiu, isto é, os seus patrões mandaram-no, entrar no bairro operário El Valle em Caracas. Mas este fantoche é desprezado pelo povo, tendo que ser protegido pelas forças de segurança do governo legal que tenta derrubar! https://twitter.com/MaxBlumenthal/status/1112131499464294400
O fracassos da conspiração oligárquica dos EUA/UE teve outra derrota. Pretendiam um financiamento do FMI de 10 mil milhões de dólares para a conspiração (a dívida dos EUA, de mais 22 milhões de milhões de dólares, já pesa nas decisões).
Porém, não conseguiram maioria no comité executivo do FMI para reconhecer Juan Guaidó como "presidente interino" da Venezuela. Nem no FMI, Guaidó conseguiu ser reconhecido apesar dos esforços dos EUA! (https://orinocotribune.com/back-to-the-us-imf-directive-does-not-recognize-juan-guaido)
Alguém viu isto nos media nacionais?! .
A conspiração prossegue com ameaças de a ação militar direta dos EUA, (a Rússia veio novamente dizer que isso conduziria a uma catástrofe) sanções e canhestras tentativas de desestabilização de Guaidó apostado em instaurar um fascismo e tornar o seu país numa colónia. Guaidó é um individuo ao nível do simbólico Quisling - nome do norueguês que ficou para a História por ter chefiado em nome dos nazis o governo da Noruega entre 1940 e 1945, após a ocupação pela Alemanha.
Não esqueçamos o papel da UE em tudo isto. Estão bem à vista os “valores” e a democracia que defendem.