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7 de junho de 2026

 Sobre a carta de Zelenski

Moderadora Geeta Mohan: Prometi limitar-me às questões económicas, mas, como jornalista, tenho de
lhe fazer esta pergunta. O presidente ucraniano Vladimir Zelensky escreveu uma carta aberta e não se
 limitou a propor conversações directas – na mesma carta, ameaçou-o directamente e referiu-se a isto como sendo a sua guerra.

5 de junho de 2026

Factos que devem ser lembrados

 


Há uma economia que se afunda e arrasta a Europa , mas não é a Russa

Não  é só a situação militar que se agrava na Ucrânia. A situação económica é um desastre . A produção industrial e agrícola caiu a pique . O endividamento externo é colossal  A factura paga pela UE só para o país flutuar é enorme e insustentável a prazo.

Ao contrário a Rússia supera as sanções e progride.
A política de sanções da Europa contra a Rússia falhou, afirmou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

"Quanto aos europeus, pelo que entendo, eles já estão no seu 20.º pacote de sanções, do qual estão muito orgulhosos. Mas, na minha opinião, isso significa que os 19 anteriores falharam",
 declarou Bessent perante o Congresso.
Ana Sousa

A empresa militar privada da NATO

Rutte, SG da NATO chegou a Kiev para inspecionar a empresa militar privada da NATO, ditas Forças Armadas Ucranianas (FAU). Irá elogiar Zelensky e o chefe dos "sistemas de drones" o sr. Brovdi, pelo ataque a crianças em Starobelsk e a um autocarro de passageiros na RP Donetsk - oito pessoas mortas e dez hospitalizadas.

Em 2014, o golpe em Kiev tinha como lema democracia, combater a corrupção, os oligarcas e entrar para a UE. Hoje, o regime de Kiev é dominado por grupos neonazis e oligarcas todo poderosos, é o pais mais corrupto que se conhece, não entrou para a UE nem tem perspetivas disso, apesar das palavras "faz de conta" da Leyen e do Costa.

Aconteceu o contrário: a UE/NATO entrou na Ucrânia. Resultado: aquando da dissolução da URSS, a economia ucraniana era tecnologicamente avançada, altamente diversificada e tão grande quanto a da Alemanha, com uma população de 52 milhões. Hoje, sua economia é menor que a da Moldávia, a sua população diminuiu para 22 a 25 milhões de pessoas. O descalabro não começou em 2014, desde sua independência, a Ucrânia tem sido governada por criminosos que a saquearam implacavelmente. (Dimitri Orlov) No referendo de Gorbatchov para acabar com a União Soviética, 70% votaram na Ucrânia a favor da permanência... mas "não era vinculativo"! Assim foi construída a "democracia".

2 de junho de 2026

Um importante vídeo a ver

 


E uma significativa intervenção no Parlamento Europeu  :  https://www.facebook.com/reel/1548774080182748.

Cinquenta anos de agressão contra o Líbano - 2

 O problema de Israel  é que o Hezbollah e o Hamas são grupos de resistência nascidos das atrocidades sionistas (Craig Mokhiber, ex-Diretor no Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU).

O Hezbollah não desapareceu depois da guerra e assassinatos de 2024. Reorganizou-se, operou uma revisão estratégica, unidades independentes altamente treinadas, difíceis de detetar e de atingir e comando descentralizado. A missão é perturbar a logística, degradar o comando e infligir baixas constantes conservando recursos. Além disto rearmou-se com novos mísseis e drones, de que Israel não se consegue defender, perdendo tanques, sofrendo emboscadas, atingindo instalações em Israel. Israel pode ocupar terreno, mas apenas obtém uma guerra permanente.

O texto de Vijay Prashad fala-nos da primeira invasão em grande escala do Líbano em 1978, a Operação Litani (do rio Litani, no sul do Líbano). Queriam criar uma zona tampão de segurança ocupando cerca de 10% do Líbano expulsando centenas de milhares de libaneses e refugiados palestinos. A ideia era empurrar os combatentes palestinos para lá do rio e mantê-los afastados do norte de Israel onde os palestinos tinham começado a lutar pelos seus direitos desde o Dia da Terra, em 1976.

A partir de 1978, Israel invadiu repetidamente o Líbano, por meio de intervenções ilegais: Operação Paz para a Galileia (1982), Operação Responsabilidade (1993), Operação Vinhas da Ira (1996), Guerra de Julho (2006) e Operação Flechas do Norte (2024). Durante estas e outras operações, Israel massacrou civis, atacou instalações da ONU e mudou seu alvo da OLP (que expulsou do Líbano em 1982) para a resistência libanesa, principalmente o Hezbollah, formado em 1982.

1 de junho de 2026

Cinquenta anos de agressão contra o Líbano - 1

 As fronteiras de Israel foram determinadas por uma resolução da ONU em 1967, definindo dois Estados soberanos: Israel e Palestina. A paz no Médio Oriente depende, podemos dizer, "apenas" disto. (1) Era uma concessão apreciável a Israel relativamente ao território ocupado em 1948. Israel ignorou esta resolução como dezenas de outras. Os EUA e aliados, de Israel tudo aceitam como se se tratasse de determinação divina.

Os povos agredidos foram-se organizando política, cívica e militarmente, tendo em vista a sua defesa. Porém, defender-se de Israel é considerado terrorismo, seja o Irão, o Hezbollah, o Hamas.

Se a paz tivesse sido alcançada na região nunca teria havido o ataque do Hamas, que um "comentador" qualificou como "ataques horrendos, ataques terroristas, não têm justificação nenhuma". Claro que não, as justificações vão todas para Israel, nunca falando no que aconteceu desde há 80 anos.

Até os nazis escondiam os seus crimes, mas os perpetradores israelitas vangloriam-se abertamente seja relativamente a Gaza, Cisjordânia, Líbano. Afirmou a Ministra dos Transportes, Miri Regev: "Vamos arrasar o sul do Líbano até ao Rio Litani. Destruir todas as casas para que os civis libaneses não possam regressar". Ben Gvir é ainda pior.