O
problema de Israel é que o Hezbollah
e o Hamas são grupos de resistência
nascidos das atrocidades sionistas
(Craig
Mokhiber, ex-Diretor no
Alto Comissariado para os Direitos Humanos
da
ONU).
O
Hezbollah não desapareceu
depois da guerra e assassinatos de 2024.
Reorganizou-se,
operou uma revisão estratégica,
unidades
independentes altamente treinadas,
difíceis de detetar e de atingir
e
comando
descentralizado.
A
missão é perturbar a
logística, degradar
o comando e infligir
baixas constantes conservando
recursos.
Além
disto rearmou-se com novos mísseis e drones, de que Israel não se
consegue defender, perdendo tanques, sofrendo emboscadas,
atingindo instalações em Israel. Israel pode ocupar terreno, mas
apenas
obtém
uma guerra permanente.
O
texto
de Vijay
Prashad
fala-nos
da
primeira invasão em grande escala do Líbano em 1978, a Operação
Litani (do
rio Litani, no sul do Líbano).
Queriam
criar uma zona tampão de segurança
ocupando cerca
de 10% do Líbano expulsando centenas de milhares de libaneses
e refugiados palestinos.
A ideia era empurrar os combatentes palestinos para lá
do rio e mantê-los afastados do
norte de Israel onde os palestinos tinham
começado a lutar pelos
seus direitos desde o Dia da Terra, em 1976.
A
partir de 1978, Israel invadiu repetidamente o Líbano, por meio de
intervenções ilegais: Operação Paz para a Galileia (1982),
Operação Responsabilidade (1993), Operação Vinhas da Ira (1996),
Guerra de Julho (2006) e Operação Flechas do Norte (2024). Durante
estas e outras operações, Israel massacrou civis, atacou
instalações da ONU e mudou seu alvo da OLP (que expulsou do Líbano
em 1982) para a resistência libanesa, principalmente o Hezbollah,
formado em 1982.