Os
media ocidentais produzem consentimento para o genocídio. Décadas
de ocupação e apartheid são tornadas normais, as violações do
direito internacional por Israel são apagadas perpetuando a sua
vitimização.
O
trabalho de jornalistas palestinos em Gaza é desacreditado e
demonizado. Pelo menos 220 foram mortos por Israel entre outubro de
2023 e agosto de 2025. Os media aceitam a rígida censura israelita e
a recusa em permitir repórteres estrangeiros em Gaza, procurando
mascarar crimes de guerra. Amplificaram mentiras de bebés
decapitados a agressões sexuais contra mulheres israelitas em 7 de
outubro, para obscurecer a verdade.
Ao
escrever sobre Gaza, os verbos estão no passivo, não há assunto,
ninguém é responsável. O genocídio é como um "caso de força
maior", não é diferente de um terremoto ou tsunami. Formulações opacas como "ciclo de violência" ou "confrontos"
distorcem e falsificam a realidade. Porém, "se
o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper
o pensamento", George Orwell.
Termos
como "genocídio", "atrocidade", "limpeza
étnica" e "territórios ocupados" desaparecem das
reportagens sobre palestinos, cuja resistência é descrita como
"selvagem" e "bárbara". Bombardeamentos de saturação
por Israel tornam-se "ataques cirúrgicos"; a fome como
arma, "escassez de alimentos"; a morte de civis desarmados,
incluindo crianças, "confrontos", assassinatos extrajudiciais de jornalistas ou médicos, "mortos".