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29 de agosto de 2026

A  "imprensa livre ", como lhe chamam ao serviço da desinformação de massas. «Propaganda pura e dura»


O ex-correspondente do jornal The Guardian, Saeid Kamali Dehghan, confessou ter fabricado um artigo de 2010 – uma suposta "entrevista exclusiva" com a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, que supostamente foi condenada à lapidação.
O artigo foi publicado na primeira página a 7 de agosto de 2010 e causou um escândalo internacional: políticos ocidentais exigiram a libertação da mulher, e o Irão foi pressionado pelos serviços diplomáticos de vários países.


A declaração de Dehghan: "Quero ser transparente sobre o artigo que escrevi para o Guardian. Foi apresentado como uma entrevista exclusiva com Sakineh Ashtiani. Essa entrevista nunca existiu. Eu inventei todo o artigo. Uma história completamente falsa. Assumo total responsabilidade."


O artigo ainda está no site do Guardian sem qualquer nota relevante ou desmentido.


É importante entender o contexto: o artigo foi publicado num momento de máxima pressão sobre o Irão – no mesmo ano de 2010, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a resolução 1929 com as sanções mais rigorosas da época. O Ocidente precisava de uma história emocional que justificasse o regime de sanções. Uma mulher condenada à lapidação era a imagem perfeita. A história espalhou-se rapidamente pelos media mundiais e tornou-se um argumento para todos os que defendiam o isolamento do Irão.

Saeid Kamali Dehghan não é o primeiro a admitir que, quando trabalhava para a imprensa ocidental, teve que participar de campanhas de propaganda anti-Irão. Em 2020, ele renunciou à participação num documentário da HBO americana, "For Neda", sobre a morte de Neda Agha-Soltan durante os protestos de 2009. Ele afirmou que estava "sob a influência de roteiros ocidentais". Ao filme, que era considerado um símbolo da documentação da violência estatal, o ex-colaborador chamou-lhe propaganda anti-Irão.


Quanto às mentiras ocidentais, as confissões de Dehghan não são as primeiras.

Em outubro de 1990, a adolescente kuwaitiana Nayirah apresentou-se perante uma comissão do Congresso dos EUA. Chorando, ela relatou como soldados iraquianos invadiam hospitais kuwaitianos, retiravam bebés de incubadoras e os atiravam ao chão para morrer. O presidente George Bush pai citou-a. A história tornou-se um dos argumentos para o início da Operação Tempestade no Deserto. Dois anos depois, o jornal New York Times descobriu que Nayirah era filha do embaixador do Kuwait nos EUA, e que a sua apresentação foi encenada por uma agência de relações públicas, a Hill & Knowlton, contratada pela família real do Kuwait por 12 milhões de dólares. Nenhum bebé foi retirado de incubadoras. A criança foi forçada a mentir para justificar a guerra.


Em 2003, o jornal New York Times demitiu o jornalista Jason Blair – descobriu-se que ele inventava fontes, falsificava citações e relatórios inteiros, alguns dos quais ele escreveu sem sair do seu apartamento em Nova York. 36 de 73 artigos verificados continham fraudes.


Stephen Glass, da publicação The New Republic, fabricou 27 de 41 artigos publicados entre 1995 e 1998 – incluindo personagens inventados, empresas inexistentes e sites falsos que ele mesmo criou para enganar os verificadores de factos.


E, claro, a "proveta de Powell" e ss armas fe destruição massiva – uma parábola da mentira ocidental usada para justificar a agressão contra um estado soberano.@

Agora, a essa lista ignominiosa, juntou-se o caso de Saeid Dehghan. Cem por cento, não será o último.

Vamos falar sobre Bucha e sobre como a "BBC" manipulou essa farsa?

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