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21 de agosto de 2026

A Ucrânia mal tratada pelo leste e pelo oeste

 Segundo Dimitri Orlov a Ucrânia recebeu “trato injusto” tanto do leste quanto do oeste: do leste, a combinação do traidor Gorbachov com o presidente bêbado Yeltsin deixou a Ucrânia à deriva num mundo hostil e ignorou-a enquanto lutava contra a “máfia russa”. Vindo do oeste, havia intermináveis promessas de riqueza: “Juntem-se a nós! Entrem para a NATO! Entrem para a UE!"

Havia também um núcleo de oportunistas políticos que achavam que poderiam conquistar uma posição para si mesmos afastando-se da Rússia, colocando a Ucrânia refém do ocidente.

Em 1991, não incluindo a parte europeia da Rússia (quase 4 milhões de km2) a antiga Ucrânia era com 603 549 km2 o maior país europeu. Agora, sem a Crimeia, Donetsk, Lugansk, Zaporozhye e Kherson, tem apenas cerca de 450 000 km2, menos um quarto do seu território. Em termos de população, outro indicador do seu colapso, diminuiu de 52 milhões para 28 a 31 milhões, segundo dados oficiais que não registam com precisão os ucranianos no exterior, os soldados mortos, os que fugiram. Estimativas não oficiais apontam para 20 a 23 milhões. Uma perda populacional de 45%, maior que a Bulgária (menos 28%) e os Bálticos (menos 25%)Não incluindo as doações internacionais a produção económica real, ajustada pela inflação, caiu para metade desde 1991.

A Ucrânia ocupa a 130ª posição no mundo em PIB nominal per capita, é o país mais pobre da Europa. Mas isto foi antes do fecho dos portos ucranianos do Mar Negro - em resposta aos ataques a navegação e portos russos - por onde passavam 90% das exportações da Ucrânia - cereais, óleo alimentar, minério de ferro. Uma perda estimada em mil milhões de dólares por mês. Há ainda a perda de importações, que a Ucrânia não pode mais produzir causando escassez e inflação.

Os números mostram o colapso do país, mas não evidenciam o desastre humanitário que a população vive e sofre. Kiev depende agora inteiramente da ajuda estrangeira, uma ajuda cada vez mais reduzida e com prioridade para o armamento.

A Ucrânia foi arrastada para uma guerra com o país de que mais dependia e estava ligada económica e culturalmente. Aquando da sua independência ficou estabelecida a sua neutralidade, Zelensky, um comediante, desempenhou o seu papel ganhando folgadamente as eleições com a promessa de boas relações com a Rússia. Agora, o clã de Kiev festeja os ataques à Rússia, enquanto o seu país é destruído, continuam a roubar o Estado e enviar gente para uma guerra perdida para a Ucrânia, mas ainda não para a NATO, que continua a apostar em submeter a Rússia e colocar no Kremlin, adoradores do ocidente como Gorbatchov ou Yeltsin.

O Comissário Europeu para a Defesa, Andrius Kubilius, define o pensamento, objetivos (e estupidez) da UE/NATO para esta guerra: "Matar cidadãos russos é um grande conquista dos ucranianos". De facto foi a única coisa que "conquistaram", enquanto o país é destruído e  estimativas militares russas colocam as perdas ucranianas (mortos e feridos) em 1,5 milhões, 520 mil em 2025

Em julho, Kiev/NATO lançaram uma campanha de ataques à Rússia, com o objetivo declarado de levar a Rússia a ceder para se alcançar a paz. Foram atacadas refinarias, petroleiros, navios russos ou vindos da Rússia, propagandeado como “coragem” e “objetivos legítimos. A escalada avançou para ataques à população civil russa, centros de compras Wildberries, centros comerciais, centro de férias para crianças, no total registaram-se mais de 200 mortes civis, 1700 feridos.

Esta "ofensiva" foi um fracasso em relação aos objetivos, servindo sobretudo para propaganda. O mais chocante é a indiferença perante as consequências desta loucura. Pelos vistos os crânios da NATO e de Kiev - praticamente sem defesa aérea - supunham que a Rússia iria suportar estes ataques sem nada fazer. A Rússia desenvolveu uma retaliação - multiplicada por 10. Instalações portuárias, navios, depósitos de armamento, munições, combustíveis, fábricas, centros de comando, etc., foram visados com drones e mísseis.

A guerra entrou assim numa nova fase. O ataque da Ucrânia ao Wildberries representou uma linha vermelha, levando a Rússia atacar infraestruturas económicas tanto militares como civis em toda a Ucrânia, com a região de Kiev particularmente visada. Os ataques atingiram empresas industriais, centros logísticos, armazéns, levando a que supermercados ficassem sem parte dos produtos.

Capacidades de produção das indústrias de petróleo e gás foram destruídas, levando ao fecho de outras empresas, dificultando grandemente a capacidade de fornecer combustíveis às zonas da linha de frente.

A NATO não previu (?!) ou ignorou as consequências para a Ucrânia das suas "ofensivas". Com o fecho dos portos, são perdidas exportações e importações, as rotas pelo Danúbio, Roménia e Polónia não fornecem os volumes necessários.

Eletricidade, combustíveis, apoio financeiro e militar, etc., têm agora de vir da UE/NATO numa escala muito maior, aumentando os custos desta guerra. Como vai acabar e para que serviu? Onde estão os recursos para "derrotar a Rússia" e reconstruir o que restar da Ucrânia?



2 comentários:

mensagensnanett disse...

Palhaço!
É preciso ter lata!
---> Boicotaram Minsk-1, Minsk-2, Istambul 2022, andaram a pavonear-se (/vangloriar-se) de serem mestres da esperteza Sun Tsu!......

Catolico disse...

Deus caritas est!