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18 de junho de 2019

Japão - uma situação a ter em conta


Experimento en Japón: la fatiga del capitalismo



Hace dos días concluyó la reunión de ministros de finanzas y gobernadores de bancos centrales del Grupo de los 20 (G20). La reunión se llevó a cabo en Fukuoka, Japón, excelente localidad para ese tipo de reuniones. Después de todo, Japón podría ser catalogado como el mejor laboratorio para economías capitalistas avanzadas. Y si el experimento japonés, que ya dura unos 30 años, nos dice algo, es que la fatiga del capitalismo conduce al estancamiento. 
Hace 30 años colapsó el mercado de bienes raíces en Japón. Los precios de casas, locales y terrenos habían estado aumentando de manera acelerada, pero a finales de la década de 1980 la burbuja reventó y la economía japonesa entró en crisis deflacionaria. A lo largo de los años 1990 se comenzó a hablar de la década perdida de ese país, pero la situación de estancamiento se ha mantenido durante tres décadas. Para tratar de revertir la situación, las autoridades japonesas han intentado todo, desde estímulos fiscales hasta política monetaria no convencional.
O euro e a quinta do “amigo”

Meu amigo não, mais um conhecido de vista  mas amigo de alguns outros meus conhecidos. Pois o sujeito tem uma quinta, vinhas, adega, pomares, gado, etc.. Falando da sua quinta convidou aqueles amigos e conhecidos - eu incluído - a fazer uma visita às sua propriedade. Pode dizer-se que foi memorável, boas carnes, bons legumes, tudo regado com ótimos vinhos e digestivos 5 estrelas. Os elogios não foram regateados.
Passado algum tempo, fez a seguinte proposta:
- Escutem, vou pôr a quinta à vossa disposição, nunca vos vai faltar nada. Claro que é necessário garantir que vocês e a vossas famílias não vão estragar nada, nem abusar. Parece justo? Mas é como se a quinta fosse vossa. Percebem?
Todos concordaram. Eu mantive-me calado porque me parecia que não íamos ficar por ali. Os outros davam palmadas nas pernas de satisfação:
- Destes amigos é que nós precisamos - diziam.
- Uma condição. O meu caseiro deixa lá um cabaz para cada um quando forem. Em troca só peço reciprocidade é ter acesso também às vossas casa na cidade ou no campo. Que acham?

Os amigos, satisfeitos, acharam lógico e justo, pois o que tinham pouco valia. No meio de tudo isto só eu recusei o que consideravam uma generosa oferta.
- Também só te dás com gente pobre. Nós precisamos é dos ricos. Só assim convergimos com eles.
Acrescentei que ele podia ser rico por várias razões, mas não por ajudar os que tinham menos, mas por se ajudar a ele próprio primeiro.
E assim ficámos. Passados uns tempos voltei a encontra-los com um ar preocupado.

- Então o que se passou? Estão com cara de poucos amigos.
- Não digas nada, O tipo da quinta, mete-se em tudo nas nossas casas, diz que gastamos demais. E temos de o compensar pelo que consumimos lá da quinta.
- Então o tal cabaz não chegava?
- Só fazendo dieta. Mas como, tínhamos de dar fruta às crianças. E o vinho que nos dispensava só dava para os refogados e temperos. Como se não tivéssemos o direito de convidar família e amigos.

- Uma paisagem tão bonita... Não era? - disse eu.
- Pois era. Mas até a máquina de lavar roupa me levou. Agora tenho de me servir da lavandaria dele.
- Também eu. E só posso utilizar o carro para ir para o emprego. Diz que gasto gasolina a mais em vez de pagar o que lhe devo do que consumi. E não podemos comprar nada para nossas casas sem ele saber primeiro.
- Diz que andámos a viver acima das nossas possibilidades e agora temos de viver em austeridade.
- E não podem alterar as condições do acordo?

- Nós vamos dizendo isso às famílias, mas já não acreditam.

- Não se admirem, outros que passavam por mais espertos que vocês caíram numa esparrela semelhante. Com o euro e os seus tratados: nunca iríamos ter problemas de liquidez e havia a história dos 500 milhões de consumidores para comprarem os nossos produtos. Um destes inconscientes até disse que íamos ser como uma nova Suíça na Europa. Outro que os eucaliptos eram o nosso petróleo verde. 
Conclusão, quando se acredita (ou se vota...) em gente desta nunca se sabe o que o futuro pode trazer de pior.

O amor ás artes de Berardo segundo andamento



Segundo andamento
2.1 - O amor à arte em vários andamentos facetos e grossos sofismas
Capelo sabe-o muitíssimo bem e quando afirma «odeio as relações de dinheiro com a arte (…) A passagem do mundo do dinheiro para o mundo do prazer estético para mim não funciona» está a ter uma tirada digna dos Gatos Fedorentos mais ainda quando mistura alhos com bugalhos - «tenho tanto prazer a ver um Pollock, um "dripping" que pode custar cinco a dez milhões de dólares, como a ver um Michaux ou um Mark Tobey que custam umas dezenas de milhares de dólares - isso não tem nada a ver com dinheiro». Um sofisma que faria Protágoras corar de inveja.

O amor às artes de Berardo

Ea lavagem do cupão
Manuel Augusto araujo
(...) As telenovelas do amor às artes e do investimento em arte
O amor à arte do Berardo começa quando as máquinas em que lavava o cupão ameaçaram gripar. O lavador era Pedro Caldeira, corretor oficial da Bolsa que fez negócios de milhões nos anos 1985 até 1987, quando se andava a «comprar gato por lebre», como disse Cavaco primeiro-ministro antecipando o crash bolsista.
Francisco Capelo, sócio de Caldeira, vendo crescer o incêndio em que Caldeira iria ser devorado, avisou Berardo que as máquinas onde ele lavava regularmente o cupão, fugindo a pagar ao fisco milhares de contos, iam queimar os disjuntores. Berardo retirou os fundos que tinha entregue a Caldeira acelerando a sua queda.
Francisco Capelo tornou-se colaborador próximo de Berardo, convence-o a investir em arte. Desperta-lhe um amor súbito e avassalador pelas artes. Deve ter sido uma fantástica revelação descobrir que Dubuffet não era uma cadeia de restaurantes, Duchamp uma linha de cosméticos, Yves Klein, uma marca de jeans, mas artistas que produziam umas coisas chamadas obras de arte que tinham a particularidade de não se desvalorizarem.

Afirmações pouco claras e facturas pagas pelo povo

Resultados da privatização da Banca...

" A Fundação Berardo tinha um historial de solidez e idoneidade ... " Vitor Constâncio

Vitor Constâncio desconhecia Isto ? Desconhecia a lavagem do Cupão...?

FUGA AO FISCO

Uma inspeção à contabilidade de uma das suas firmas sul-africanas, a Aujac Investments, revelou que Berardo devia ao fisco, em dezembro de 2003, aproximadamente, 240 mil contos. Os diretores da companhia, registada na Africa do Sul desde 24 de Maio de 1971, são o próprio Joe Berardo e a sua mulher, Carolina Berardo. 
É a segunda vez que Berardo tem problemas com as autoridades sul-africanas, através da companhia Aujac. Já em 1989 as contas da empresa foram congeladas, na sequência do affair das cicas, espécies vegetais raras cuja exportação da África do Sul se encontra interdita. 
No entanto, ao contrário do que tem sido veículado pela Imprensa, o empresário não está nem nunca esteve proibido de entrar naquele país. E o seu nome consta até da lista telefónica, o que contrasta com a imagem de mistério de que Berardo gosta de se rodear. Carolina Berardo, a mulher, ainda costuma passar algumas temporadas na residência que mantém em Joanesburgo, na Hume Road, situada no bairro elegante de Dunkeld. 

17 de junho de 2019

A dívida

"As várias regras que definem metas para a dívida, velocidades de ajustamento a essas metas, flexibilidade para responder a uma procura persistentemente baixa, devem ser revisitadas", afirmou Olivier Blanchard, no jantar de abertura do Fórum do Banco Central Europeu (BCE), que começou hoje em Sintra. 
Por outro lado, Olivier Blanchard considerou que, enquanto os défices primários forem necessários para sustentar a procura (uma ideia que está longe de ser consensual), estes deverão ser usados, tanto quanto possível, para investir no futuro, seja através de investimentos públicos ou no financiamento de reformas estruturais. 

O economista salientou também que, na medida em que os défices primários são necessários para sustentar a procura, "devem ser bem utilizados" e alertou que, desde 2007, o rácio do investimento público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desceu 1,3% em Portugal, um dos países que referiu na sua exposição.

"Isto sugere a revisitação da chamada regra de ouro orçamental, ou seja, a separação entre uma conta corrente e uma conta de capital para os governos, com a possibilidade de financiar os gastos da conta de capital através da dívida", salientou Olivier Blanchard.

O antigo economista-chefe do FMI referiu ainda estar "ciente dos perigos de classificar quase tudo como investimento", considerando que existe "claramente a necessidade de uma instituição a nível da zona euro" ter o mandato de decidir o que pode ser considerado ou não.Lusa


Os factos e nada mais que os factos

Le 5 octobre 1971, le président Richard Nixon lança à son secrétaire d’Etat, Henry Kissinger : « j’ai décidé de virer Allende, ce fils de pute ». Admirez l’élégance du langage. Nixon poursuit : « nous ne devons pas laisser l’Amérique latine penser qu’elle peut emprunter un autre chemin sans en subir les conséquences ». Et d’ajouter : « faites-moi hurler l’économie » (chilienne)
La guerre économique contre le régime d’Unité populaire fut impitoyable. Ces propos ont fait depuis mille fois le tour du monde, mais « l’oubli » des crimes et méfaits de l’impérialisme reste une maladie répandue.
Aujourd’hui, les Etats-Unis voudraient que Cuba, la source, l’inspiratrice, et ceux qui suivent son exemple, comme le Venezuela bolivarien, subissent le même sort que le Chili de Salvador Allende. Il s’agit de contextualiser, situer, étudier, l’affrontement de classe et ses acteurs . Les médias dominants voudraient nous empêcher de soulever la chape du mensonge, de la manipulation.
Je reste solidaire du chavisme, parce que depuis la « Baie des cochons » (1961), le renversement de Jacobo Arbenz (1954), le septembre chilien (1973), ceux qui campent sur le trottoir d’en face n’ont pas changé ; ils ont martyrisé le Chili, le Nicaragua, le Salvador, le Guatemala, l’Argentine, l’Uruguay, le Paraguay, le Honduras.
CHAVEZ S’EN VA
Le 5 mars 2013, après avoir mené une bataille difficile contre la maladie, le président Hugo Chavez décède. Cette mort, inconcevable, traumatise un peuple et un continent. « Uh, ah, Chavez no se va ! ». Chavez ne pouvait pas s’en aller. Force et fragilité du processus révolutionnaire.
Les classes dominantes, instrumentalisées par Washington, décident d’empêcher à tout prix son successeur, Nicolas Maduro, de gouverner... Que les pauvres restent à leur place ! Bien qu’élu démocratiquement, donc légitime, Nicolas Maduro incarne le continuisme chaviste et « n’est que » prolétaire, donc incompétent !