A
cimeira de Ancorage, Alasca, refletiu o reconhecimento por Trump, que
não era mais possível esconder do mundo que duas superpotências
nucleares não podem entrar em conflito direto. Isto não implica que
indiretamente não se promovam conflitos, seja através do Azerbaijão no
Cáucaso, ou tentando uma mudança de regime no Irão. Significou
também reconhecer o que a Rússia concretiza na esfera económica,
geopolítica e no campo militar, admitindo que a guerra por
procuração na Ucrânia está perdida.
Trump
quer quer concentrar-se contra a "ameaça existencial"
representada pela China e desejaria fazer negócios com a Rússia com
investimentos em projetos conjuntos com a Rússia no Ártico. O que
talvez fosse também uma forma de afastar a Rússia da China. O
Ártico abriga pelo menos 13% das reservas mundiais de petróleo não
descobertas e 30% das reservas mundiais de gás natural não
descobertas. A Rússia controla pelo menos metade de todas essas
reservas,
Porém
passadas estas semanas, em termos práticos nada se alterou, nem no
campo de batalha, nem entre os belicistas europeus ou no
domínio neonazi em Kiev
e
nos Bálticos.
O facto é que Trump
não tem controlo
sobre o bando
de
raivosos belicistas da
UE/NATO.
Porém, na realidade,
a
guerra na Ucrânia representou o
fim
da
"ordem internacional baseada em regras".