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16 de janeiro de 2012

Depois de casa arrombada trancas à porta


O presidente  V. Rumpui despertou:
The president calls for an "urgent" anti-recession strategy, and Europe must avoid a credit crunch.
Parece o Cavaco....
Mas que estratégia se na UE se continua a privilegiar a austeridade e a redução dos défices a mata cavalos !
Por cá o Primeiro diz que a decisão da Agência S&P   é política ! 
São uns ingratos . Então o governo tem sido tão bem comportado e o prémio é este...

O que elas dizem

SOUVERAINES DANS LA ZONE EURO

14 de janeiro de 2012

A austeridade e o rigor Orçamental

Com a estagnação e a recessão a caminho a Standard & Poor's teve  um magnífico pretexto para reduzir as notações de vários países e descredibilizar ainda mais a  situação financeira da U:E  e do Euro.
Aqueles que continuam a dizer que temos que continuar com esta política recessiva para termos a confiança dos mercados aí têm a resposta
O comunicado da agência:
"Cette politique hémiplégique (da UE), juge S&P, « reposant seulement sur le pilier de l’austérité budgétaire » risque d’enclencher un processus « auto-destructeur », de réduction de la demande entrainant une baisse des rentrées fiscales. "

As agências de notação !

Temos um continente refém das agências de notação ! Os novos mandantes do mundo
Que bela democracia em que umas entidades apresentadas como abstractas - os mercados- e umas agências correias de transmissão de Wall Street e da City valem mais do que o voto soberano .
Qual a razão para a Inglaterra ter ficado de fora das descidas de notação ? E o mesmo se podia dizer dos E.U.
Neste quadro o mínimo que o BCE tinha a fazer era dizer publicamente que estas decisões destas agências eram irrelevantes e que continuaria a aceitar do mesmo modo como garantia os títulos da dívida pública  dos Estados da U.E.
Se a Alemanha impedir que isto aconteça e se continuar a opor-se a  que o BCE compre dívida directamente aos Estados o desastre aproxima-se. E ainda mais se insistirem nas medidas de austeridade.
Publicamos uma opinião que tentaremos traduzir

« Le plus inquiétant, ce n'est pas le AAA de la France, c'est la dégradation de deux crans de l'Italie et de l'Espagne »

Norbert Gaillard est spécialiste des agences de notation. Il vient de publier un ouvrage intitulé « A Century of Sovereign Ratings », un siècle de notations souveraines, aux éditions Springer.

Dans toutes les décisions prises vendredi soir, il y a une seule action positive : le fait que l'Allemagne voie la perspective attachée à sa note modifiée à « stable ». C'est vraiment une très bonne nouvelle pour le pays. Les Pays-Bas, la Finlande et le Luxembourg gardent leur AAA: c'est rassurant, mais leur note a une perspective négative. Ce qui est très inquiétant en revanche, beaucoup plus que la perte du AAA de la France, c'est la dégradation de deux crans de l'Italie et de l'Espagne. C'est aussi le fait que le Portugal et Chypre soient relégués dans la catégorie « spéculative ». Pour l'Italie et l'Espagne, la situation va devenir très compliquée. Il faudra voir ce que va faire la Banque centrale européenne dans les jours qui viennent. Mais il est peu probable qu'elle rachète en masse des emprunts d'Etats italiens et espagnols compte tenu de l'opposition de principe de l'Allemagne. Il risque d'y avoir une hausse sensible des taux pour ces pays. Je ne vois pas comment ils vont pouvoir éviter de faire appel à une assistance financière, auprès du Fonds européen de stabilité (FESF) ou du FMI. Le problème, c'est que la note du FESF risque d'être elle aussi dégradée... Autre sujet d'inquiétude: l'interruption des discussions sur l'échange de dette grecque, qui peut être très mal perçue par les investisseurs.

“CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA”

Poderia ser o título de um livro sobre o euro e a UE (se já não fosse o título de outro), pelo menos nas suas formas atuais. Podemos recordar as declarações de governantes, dirigentes europeus, subservientes tecnocratas, comentadores avençados, escolásticos universitários, sobre a decisão de manter e reforçar o euro. Parafraseando Almada Negreiros diríamos: sabiam tudo para salvar o euro, só faltava uma coisa, salvar o euro.
O Sr. Sarkozy, dizia - no final de mais uma reunião “para salvar o euro” - que o seu fim seria uma catástrofe para o mundo inteiro. Este eurocentrismo – qual sistema de Ptolomeu na política – mereceu dos chamados BRICS e dos idolatrados mercados a merecida risada.
Uma moeda que se coloca nas mãos da “confiança dos mercados”, mais apostados em afunda-lo para tentar salvar o dólar, com o qual têm muito mais a perder. Uma moeda e uma confiança que vacila porque há greves ou manifestações, (ouçam-se as preocupações dos srs. comentadores nestas alturas). Uma moeda que vive da permanente mentira eleitoral, da crescente abstenção, do descrédito de governantes, da fuga ao escrutínio das decisões, dos que a mantêm, da recessão e da austeridade que futuro poderá ter?
Sempre me pareceu o anterior Ministro das Finanças o piloto de um barco que sabe que vai naufragar, pretendendo apenas abandoná-lo logo que lhe seja possível. Especializou-se em cozinhar argumentos para tentar baralhar oposições. O atual parece-me um piloto a quem entregaram uma carta (em termos náuticos não há mapas) errada, mas que mesmo confrontado com a realidade dos alinhamemntos não é capaz de descobrir os erros. Já aqui dissemos que justifica as absurdas medidas tomadas sem entender as consequências. Tudo se passa como se nos explicasse que estrelas e planetas existem porque estão ali.
Voluntarismo, é a teoria na qual a vontade é o constituinte fundamental da realidade. Voluntarismo é a arma mais usada pelos chefes militares face à eminente derrota. De declarações em declarações, voluntarismo é o que resta aos dirigentes europeus tentando enganar os povos e safarem-se da melhor maneira. Dizia D. Merkel que o que era bom para a Europa era bom para a Alemanha, dito por quem é – e vistos os factos – o que quer dizer é: o que é bom para a Alemanha tem de ser bom – ou mau, tanto faz – para a Europa.
Até quando ao povos vão continuar a ser iludidos com falsas promessas e chantageados com inevitabilidades?

13 de janeiro de 2012

A desonestidade intelectual

Analisando a degradação da notação de vários países da zona euro o comentador de economia da RTP á pergunta de José Rodrigues dos Santos sobre se esta degradação era por causa da austeridade ser insuficiente ou irrelevante , não hesitou  em responder :irrelevante.
Fantástico.! Ainda não há muito tempo  éramos os únicos a afirmá-lo. Agora aqueles que andaram a dizer precisamente o contrário  mudam de opinião perante as evidências, sem qualquer autocrítica...

Êxitos pífios

Como já tínhamos dito aqui , depois de o BCE ter decidido emprestar à banca a três anos à taxa de 1% contra a apresentação de garantias nomeadamente títulos da dívida pública , as emissões de dívida publica a curto prazo - de maturação até três anos - dos diversos estados da UE começaram a ter maior procura e a serem tomados pela banca a juros menores. Esses títulos servem à banca para levantarem dinheiro a 1% no BCE., pelo que  qualquer taxa de juro superior a 1 % a três anos que levem aos  Estados lhes dá lucro e está sempre garantido pelo BCE. Já as emissões de dívida pública a longo prazo continuam a ser tomadas com juros elevadíssimos.
Esta análise é hoje confirmada por vários economistas
Publicamos a análise de F. LEC no blog d P.J:

(...)Fréderic Oudéa, le PDG de la Société Générale, venait rajouter un coup de froid ce matin en déclarant aux Échos que les banques « n’ont pas vocation à investir dans la dette souveraine à long terme ». Prenant à contre-pied les défenseurs de la thèse selon laquelle les banques allaient progressivement revenir sur ce marché. Il n’a pour autant pas exclu, faut-il remarquer, l’achat de titres à court terme, ce qui pourrait accréditer la réalisation d’un scénario à la japonaise. La Bank of Japan finance depuis des lustres l’achat par les banques de la dette souveraine du pays, qu’elle accepte ensuite en collatéral de ces prêts. Ce qui évite de l’acheter directement ! Ce scénario pourrait expliquer le soudain afflux d’offres, hier, lors de l’émission italienne de titres à courte maturité qui a été présentée comme un miracle. Ainsi que la baisse des taux sur des émissions à trois ans aujourd’hui. Les banques amasseraient du collatéral en prévision de la nouvelle opération de prêt à trois ans de la BCE, le 29 février prochain. Et puis, il faut relativiser : l’émission d’aujourd’hui a permis de recueillir 4,7 milliards sur 450 milliards d’euros de besoins de refinancement de l’Italie cette année…
Une relative détente est donc enregistrée sur le marché obligataire, ce qui n’est pas le cas à propos des négociations portant sur la restructuration de la dette grecque, affolant à nouveau les esprits en raison de la possibilité d’un défaut qui refait surface. Les rumeurs invérifiables se multiplient sur les points d’achoppement des négociations, mais il semble se confirmer que le tir risque d’être trop court et de ne pas atteindre la cible : la quantité de titres de dettes échangés au bout du compte ainsi que le taux des nouveaux titres émis en remplacement des actuels sont tous deux décisifs quant au résultat final de l’opération. Or, les objectifs de réduction de la dette semblent loin d’être atteints à ce stade des négociations, un accord ne suffit pas en soi.
Cela laisse pendante la nécessité d’augmenter encore de plusieurs crans les mesures de rigueur budgétaire grecques (avec une efficacité douteuse), ou d’accroitre le montant des prêts consentis par l’Union européenne et le FMI, qui tire vigoureusement la sonnette d’alarme. Une dernière solution serait d’adopter avec effet rétroactif une clause d’action collective inexistante, obligeant les minoritaires après un vote parmi les créanciers à obtempérer, ce qui ne serait pas du meilleur effet et poserait autant de problèmes que cela en résoudrait. Cette nouvelle négociation au finish contribue en attendant à maintenir l’insécurité en zone euro.
Quand on ne parle pas de la Grèce, il y a toujours le choix de se reporter sur l’Espagne et l’Italie, en attendant que le schéma grec ne se répète à leur échelle au Portugal et en Irlande, dans au plus tard un an tel que cela est parti. Le Corriere della Serra a publié ce matin l’information selon laquelle Angela Merkel avait lors de leur récente rencontre conseillé à Mario Monti de se réfugier sous l’aile protectrice du FMI. Mais celui-ci résiste farouchement à une telle démarche qui ne ferait que souligner la position restant intenable de l’Italie et pourrait l’accentuer.
En avant vers le prochain round de réunions de l’Eurogroupe, de l’Ecofin et du Conseil européen, sous la direction éclairée de nos dirigeants bien-aimés !