Quando até um jornalista de direita e apoiante deste governo diz no Público : " Aquilo que temos na prática é um primeiro-ministro a ser pago por empresas privadas no exercício do cargo. É um enorme escândalo nacional . " João Miguel Tavares ; quando o PC apresenta justamente uma moção de censura ao governo e o PS , a que não falta paleio de esquerda , diz que a chumba sem qualquer argumento plausível , o que temos é uma farsa do "Bloco Central das Negociatas" que nos governa em rotativismo desde o 25 de Novembro .
Como a moção vai ser chumbada , o ministro das finanças já disse todo lampeiro que , sendo assim , o governo não vai apresentar uma moção de confiança . Logo o governo continua e, com ele o ataque ao SNS e as negociatas , as portas giratórias a que agora se chama eufemisticamente de Lobing
Mas leia se JMT no Público "No ano milagroso de 2022, Montenegro lançou-se a 6 de Abril na corrida à liderança do PSD, e a Spinumviva bateu o seu recorde de facturação: 415 mil euros. Mais: as margens operacionais (ou seja, a percentagem de lucro, após deduzidas todas as despesas) que apresenta nesse ano são absolutamente estratosféricas – 75,3%. Um prodígio de rentabilidade, apesar de Montenegro só ter tido disponibilidade para se dedicar 100% à empresa em Janeiro, Fevereiro e Março. Quem é que engole uma coisa destas? Só o ministro Pedro Duarte, que jurou pateticamente na RTP que a “integridade ética do primeiro-ministro é à prova de bala”.
Vê-se. Após as desventuras de Manuel Pinho com o Grupo Espírito Santo, que lhe continuou a pagar uma avença mensal de 15 mil euros durante o tempo em que foi ministro da Economia, temos agora um primeiro-ministro a receber avenças mensais de grupos privados. O grupo Solverde é um deles, mas como o próprio informou no Parlamento, parece haver mais. E não me venham dizer que não é ele quem recebe, porque a empresa foi transferida para a mulher e para os filhos em 2022. O
Código Civil proíbe a venda de quotas entre pessoas casadas em comunhão de adquiridos, e por isso aquele negócio jurídico é nulo à luz da lei. Qualquer estudante de Direito sabe disso, quanto mais um ilustre jurista pago a peso de ouro e com margens de rentabilidade de 75%.
Ora, se a venda é nula, Montenegro continua a ser o sócio maioritário, e se Montenegro é o sócio maioritário, então aquilo que temos na prática é um primeiro-ministro a ser pago por empresas privadas no exercício do seu cargo. Isto vai muito para além dos conflitos de interesses. É mesmo um enorme escândalo nacional. E nós lá voltamos à pergunta inicial: como é possível uma coisa destas? Como é que um político profissional se coloca nesta posição, com tudo o que isso significa de danos reputacionais para o próprio, mas sobretudo de erosão de um regime que já anda pelas ruas da amargura? " Volta Pinho , volta Sócrates ...que estais perdoados " facebook de C.V.
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