Os "comentadores" dizem que não há alterações no terreno e vão fantasiando sobre as baixas russas, fazendo por ignorar a incapacidade de defesa da UE/NATO e as destruições que em retaliação a Rússia causa na Ucrânia.
A Rússia foi designada como uma ameaça de longo prazo para a Europa, afirmou o Comissário da UE para Defesa, Andrius Kubilius, argumento qb para aumentar os gastos militares, cortando em prestações sociais, investimento produtivo e infraestruturas.
A campanha de ataques à Rússia prossegue tendo como objetivo a sua desestabilização económica e social. Em 25 de julho, drones atacaram 22 regiões da Rússia, em áreas de retaguarda russas. Observadores russos destacam que Rússia ainda não respondeu contra a retaguarda Ucraniana - a Europa - porém a Rússia está condenada a fazê-lo para forçar a Europa a render-se - consideram. Ou seja, independentemente das razões de cada qual, o belicismo ganha forças encaminhando-se para uma guerra global.
Lavrov, diz que o Ocidente com armamento de longo alcance promove esta fase como um "ponto de viragem" para "infligir uma derrota estratégica à Rússia" e "descolonizar a Rússia", o que implica abertamente o desmembramento do nosso país". Com 45% das ogivas nucleares existentes, Putin diz que tem os meios e a força para o que está em curso e o que vier.
A Rússia tem atacado zonas de abastecimento fundamentais para as FAU, em Kiev, Dnepropetrovsk, Poltava, Cherkasy, Chernigov, Zaporozhye, Kharkov, Sumy, com ondas de drones e mísseis, atingindo depósitos de combustível, aeródromos e infraestruturas militares. Na zona de Kiev destruíram uma Central Hidroelétrica e uma Central Térmica. A fábrica dos mísseis Flamingo em Kiev também foi incendiada. Num ataque a depósito de munições perto de Kiev, quase cinco ruas foram arrasadas com a explosão, dezenas de casas destruídas e incêndios violentos em toda a área.
As FAR têm lançado mísseis Iskander-M e hipersônicos Zircon contra alvos militares-industriais ucranianos com um mínimo de intercetações. Os stocks ucranianos estão esgotados e as "armas maravilha" da NATO não funcionam como anunciado. Os drones de ataque da NATO têm uma carga explosiva de 25 a 50 kg, um Iskander, 500 a 700 kg.
Drones de fibra ótica russos, têm-se mostrado imunes aos sistemas de guerra eletrónica da NATO. A diminuição das defesas aéreas deixa a infraestrutura energética cada vez mais vulnerável, tendo sido relatado ataques recentes a subestações de 110 e 330 kV em Sumy. A Reuters descreve as táticas de ataque: um drone quebra as redes anti-drone antes que um segundo drone passe, manobrando em redor das estruturas de betão que a Ucrânia construiu como proteção, indo diretamente para os orifícios de ventilação, para desativar subestações que custam até 3,5 milhões de dólares cada. Cada drone custa cerca de 2000 dólares.
Nos recentes ataques - praticamente diários - as FAR teriam destruído o principal centro de comando ucraniano para defesa aérea, com a provável a morte de muitos especialistas altamente qualificados.
Os ataques de drones russos tornaram-se mais sofisticados: os alvos são cuidadosamente escolhidos após reconhecimento em várias etapas, com as forças russas estudando sistemas de guerra eletrónica, radares e defesas aéreas, investigando possíveis rotas de voo ao redor de intercetores e planeando rotas em diferentes altitudes e velocidades.
Um ataque russo destruiu completamente o complexo logístico AMTEL, perto de Kiev, um dos maiores centros logísticos da Ucrânia, com uma área superior a 10 ha, instalação avaliada em 35 a 40 milhões de dólares. Era um ponto de trânsito crucial para mercadorias para empresas ucranianas e entrega de drones e equipamentos militares.
A taxa de intercetação de mísseis balísticos russos é de apenas 7%. Um único Patriot (PAC-3) tem um custo de produção de 4 milhões de dólares. A produção de mísseis balísticos russos aumentou para 600 em 2025, prevendo-se 900 em 2026. A Rússia mudou o seu foco para mísseis balísticos como principal arma de ataque, utilizando drones e mísseis de cruzeiro para enfraquecer as defesas, esgotando as limitadas capacidades da Ucrânia/NATO.
A Rússia bloqueou as rotas comerciais marítimas da Ucrânia, atacando os seus portos do Mar Negro, como Odessa, Ismail, Chernomorsk, paralisando importantes vias de fornecimentos militares vitais, depósitos militares, reservas de combustível e locais de lançamento de drones navais.
Porquê só agora? Na realidade trata-se de retaliação pelos ataques da Ucrânia/NATO no Mar de Azov, estabelecendo um cerco naval à Ucrânia atacando com drones navios de carga para portos ucranianos. É um golpe também para a Europa, forçada a gastar ainda mais na manutenção desta guerra. A perda das rotas marítimas obriga a depender do transporte terrestre mais caro e mais vulnerável a ataques.
Numa altura em que Kiev mais necessita munições, acesso a esses fornecimentos é dificultado, ao mesmo tempo que os estoques estão reduzidos e a capacidade industrial está degradada, levando a novas perdas territoriais.
Sem acesso marítimo, estimativas apontam para uma perda de um terço da sua capacidade de exportação, agravando a crise económica e orçamental e incapacidade de ir pagando empréstimos. Com os portos bloqueados, agricultores e empresas metalúrgicas ficam impossibilitados de enviar seus produtos para o exterior. A pressão aumenta com restrições europeias, escassez de mão de obra, energia cara e logística mais cara e menos segura.
A questão é: Para que serve a guerra na Ucrânia? O que acontecerá se não acabar?
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