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4 de novembro de 2026

Greve de estivadores em 22 países contra a guerra e o genocídio

 Trabalhadores das docas em 22 países - da França à Índia e à Grécia pararam o trabalho em 30 de outubro, para exigir o fim do ataque genocida de Israel a Gaza e destacar o papel que os portos comerciais desempenham no impulso ao militarismo.

Os organizadores disseram que as paralisações de trabalho, lideradas pelos sindicatos dos estivadores em 113 portos em 22 países, seriam a "maior ação portuária coordenada já realizada", superando o dia internacional de ação realizado em fevereiro. O No Harbour for Genocide, um coletivo de sindicatos e outras organizações que apoiam o dia de greve, afirmaram que carga no valor de 2,8 mil milhões de dólares será suspensa nos portos do Mediterrâneo.

"Uma carga recusada num porto segue para o próximo, será recusado em todos os portos, se os trabalhadores aplicarem o embargo que governos anunciaram mas não aplicaram."

Numa declaração conjunta no mês passado anunciando o dia da ação, sindicatos de estivadores da Turquia, Marrocos, Itália, França, Grécia, e País Basco apresentaram suas reivindicações:

1 - O fim imediato do genocídio do povo palestino e a abertura de um corredor seguro para a ajuda humanitária... O fim da colonização, ocupação e apartheid impostos ao povo palestino e o reconhecimento pela comunidade internacional de um Estado palestino independente nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como capital.

2 - O fim da guerra no Médio Oriente. Sem apoio, sem facilitação, sem participação na guerra EUA/Israel contra o Irão , Líbano ou qualquer outra intervenção imperialista. Navios de guerra e bases militares fora da região. Expressamos nossa total solidariedade com os povos de Cuba, Venezuela e Sudão ameaçados pelo imperialismo dos EUA, exigindo a defesa da soberania do povo, dos seus recursos, da integridade territorial, da paz com justiça e do direito à resistência pela autodeterminação.

3 - Os portos não devem ser utilizados para o transporte de armas, munições, equipamento militar e tropas. Apelamos aos sindicatos para reforçarem a vigilância, informarem os trabalhadores, denunciarem as cargas de guerra e organizarem uma resistência coletiva de massas, utilizando todos os meios legítimos ao nosso alcance e a nossa luta.

4 - Fim da militarização dos portos e outras infraestruturas. Os portos pertencem aos povos e aos trabalhadores. Não são bases para a NATO, para os EUA ou para a UE, nem instrumentos ao serviço dos armadores e dos grupos monopolistas.

5 - Não à economia de guerra e aos armamentos. O dinheiro deve ser destinado a salários, acordos coletivos, saúde, educação, necessidades sociais e proteção da vida e segurança no trabalho.

6 - Medidas de saúde e segurança nos locais de trabalho. Nenhum trabalhador morto por lucro. Fim da intensificação, subcontratação, condições perigosas e arbitrariedade dos empregadores.

7 - Acordos coletivos com aumentos reais de salários, empregos estáveis com direitos, uma política de aposentadoria com melhores pensões e redução do tempo de trabalho. Os desenvolvimentos tecnológicos, mecanização, automação, uso de IA no desenvolvimento de portos devem atender às necessidades dos trabalhadores e não levar à intensificação do trabalho ou ao desaparecimento de seus empregos.

"Nossa força está na organização. Ela está nos nossos sindicatos, nas assembleias gerais, nas decisões coletivas, na solidariedade entre trabalhadores de diferentes países".

"Nós, os trabalhadores dos portos, sabemos muito bem que sem nós nada se move. Sem nossas mãos, contentores permanecem parados, navios não são carregados, as máquinas de guerra ficam bloqueadas."

Fonte - Estivadores em 22 Países Fazem Greve Contra o Genocídio em Gaza

Este texto da Consortium News teve bastantes comentários de leitores dos EUA. Eis alguns:

- Os estivadores foram tão importantes no passado, e ouvir falar deles de novo... foi emocionante!

- Isso me dá alguma esperança. Tiro o chapéu aos corajosos estivadores desses 22 países. Esperamos que isso se espalhe por mais estivadores em outros países e que haja mais dias de paralisação. Temos que desligar a máquina de guerra antes de nos destruirmos completamente.

- Levantem-se, Trabalhadores do Mundo! A solidariedade internacional dos estivadores aponta o caminho! Use nosso enorme poder sobre a produção para liderar as lutas para quebrar as correntes da estratégia de dividir para reinar, dos capitalistas imperialistas! 

Para que revoluções socialistas lideradas pela classe trabalhadora internacional alcancem paz e liberdade para TODOS! Acabar com o genocídio sionista/imperialista dos EUA em Gaza, Cisjordânia, Líbano e Síria! Os campos petrolíferos do Médio Oriente para os habitantes palestinos e libaneses dessas regiões costeiras! Parem o massacre sionista pelas reservas offshore de petróleo de Gaza e Líbano! Isto é Sangue genocida por petróleo! Solidariedade!

- Após a Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido e a França dividiram o território do Império Otomano derrotado sem se preocuparem com os povos locais, incluindo seus aliados árabes. Veja-se a Declaração Balfour de 1917. Então ainda estamos lutando pelos mesmos velhos motivos da Primeira Guerra Mundial. Já estava na hora de dizer NÃO.



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