Linha de separação


7 de novembro de 2026

 

https://www.youtube.com/watch?v=rce7SPSC-UY

Resumo da discussão no vídeo de
Richard Wolff e Michael Hudson:

ÚLTIMA HORA: Scott Bessent sobre o Irão: Ou você está conosco ou contra nós (Dialogue Works, aproximadamente 1h03min, estreia em 5 de novembro de 2026, apresentado por Nima Alkhorshid).

Contexto e tema principal

A discussão centra-se em declarações recentes do Secretário do Tesouro Scott Bessent (durante a administração Trump), em particular na frase "Ou você está conosco ou contra nós", no contexto da Operação Exclusão Económica (isolamento económico máximo do Irão).

Bessent reafirmou que os Estados Unidos sancionarão qualquer pessoa ou entidade que continue a apoiar o regime iraniano, por terra, mar ou ar, independentemente dos resultados das eleições de meio de mandato de 2026, descritas como uma grande derrota ("banho de sangue nas eleições de meio de mandato") para os republicanos.

Wolff e Hudson analisam essa posição dentro de um contexto mais amplo: a rejeição de guerras intermináveis, da inflação, dos custos de energia e do poder corporativo.

Pontos principais da discussão

  1. Reação às eleições de meio de mandato de 2026:
    Os resultados são interpretados como uma rejeição maciça ao establishment pró-guerra, e não apenas ao anti-trumpismo. Diz-se que os eleitores puniram ambos os partidos pela inflação, pelos custos de energia relacionados a conflitos (Irã, Ucrânia) e pelas guerras intermináveis. Isso não é apresentado como uma simples mudança partidária, mas como uma revolta contra as prioridades da elite (Wall Street, mercado imobiliário, políticas externas dispendiosas).
  2. Declarações e política de Bessent em relação ao Irã:
    Apesar do sinal eleitoral, o governo mantém (ou até intensifica) o isolamento econômico do Irã. Wolff e Hudson criticam essa abordagem como:
    • Um teatro político concebido para parecer "forte" em vez de uma estratégia eficaz.
    • Uma política que visa principalmente civis e a economia, a qual consideram contrária ao direito internacional e aos princípios da civilização (sanções concebidas para fazer a população sofrer a fim de forçar uma mudança de regime).
    • Estrategicamente ineficazes: historicamente, as sanções não conseguiram atingir seus objetivos políticos (comparações com a Rússia, Cuba, etc.), ao mesmo tempo que aceleraram alternativas como sistemas de pagamento não dolarizados (por exemplo, o CIPS da China) e a desdolarização.
  3. Análise Econômica Mais Abrangente
    : O verdadeiro problema, argumentam, não é apenas a guerra no Irã, mas a desigualdade estrutural e uma economia financeirizada que prioriza Wall Street e o mercado imobiliário em detrimento das necessidades da classe trabalhadora.
    Observam que, mesmo quando autoridades (como J.D. Vance) criticam a política israelense, a ajuda muitas vezes é simplesmente transferida de um ministério para outro sem qualquer redução real.
    Na Europa, observam greves gerais e convulsões políticas; nos Estados Unidos, a falta de um sistema multipartidário robusto impede que o descontentamento seja canalizado de forma construtiva.
  4. Recomendações e riscos
    A discussão destaca a necessidade urgente de mudanças estruturais para evitar o agravamento da decadência democrática e da agitação social: controle de aluguéis, controle de preços e reversão de decisões como a do caso Citizens United (que facilita a influência do dinheiro na política).

A conversa critica a política americana atual (imperialismo financeiro, sanções como instrumento de dominação, prioridades corporativas).

Segue a linha habitual de Wolff e Hudson: a crítica ao capitalismo financeiro, às sanções e às guerras como meios de manter uma hegemonia em declínio, correndo o risco de isolar ainda mais o dólar e provocar reações (fechamento do Estreito de Ormuz, etc.).


Sem comentários: