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27 de junho de 2017

Alerta


Comandante do Exército: o Brasil está sem rumo

A mídia hegemônica não deu o destaque merecido, mas uma notícia importante, desta semana foi a audiência pública, nesta quinta-feira (22), no Senado, com o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército. Importante pela manifestação legalista, constitucional e patriótica do general ocupante daquele que no passado foi o Ministério do Exército.

O general constatou algo fundamental para avaliar o governo usurpador de Michel Temer: o Brasil não tem um projeto nacional, disse. Deixou de ter, poderia ter afirmado, pois o governo abandonou radicalmente qualquer veleidade de ênfase na soberania nacional e desenvolvimento do país.

Frisou a importância da defesa da Amazônia, cujas riquezas, cobiçadas pelo imperialismo, chegam, calcula, a 23 trilhões de dólares!  Amazônia onde o governo golpista autorizou a realização, pela primeira vez na história, de manobras militares com tropas estadunidenses, previstas para ocorrer em outubro.

A falta de um projeto nacional de desenvolvimento faz do Brasil “um superdotado num corpo de adolescente”. E a “Amazônia continua praticamente abandonada, falta um projeto e densidade de pensamento", afirmou. "O Brasil está à deriva, sem rumo", disse.

Declarou-se contra a venda de terras fronteiriças, para estrangeiros. E opôs-se à permissão para empresas estrangeiras explorarem riquezas minerais no Brasil. Referia-se, certamente, à entrega, à farra de concessões para multinacionais do petróleo promovida pelo governo golpista.

Outro aspecto merece destaque em suas declarações: a garantia de que não haverá intervenção militar na política. "Isso está absolutamente anacrônico”, disse. “Esta hipótese está absolutamente afastada", enfatizou.

Esse espírito legalista revelou-se também em sua decidida oposição ao uso de tropas do Exército no policiamento de ações dentro do país, como Michel Temer fez em maio, quando chamou tropas do Exército contra manifestantes, em Brasília. O comandante do Exército lembrou-se do emprego de tropas para policiar a favela da Maré, no Rio de Janeiro. “Pensei – disse - estamos aqui apontando arma para a população brasileira, nós estamos numa sociedade doente".

São declarações de grande importância e que merecem reflexão. Sobretudo neste momento de grave crise política em que pululam os saudosistas da ditadura militar, que clamam pela intervenção dos generais. As palavras do general indicam uma recusa do papel atribuído aos militares pela direita e pelos conservadores no Brasil. Revelam também fidelidade ao espírito desenvolvimentista, nacional e patriótico que marca as melhores tradições das Forças Armadas no Brasil.

    Visto de Espanha

    O que dizem os europeistas encartados ? E o governo português ? Já se esqueceram do Banif ?... Não há nenhum jornalista que confronte Draghi em Sintra sobre a duplicidade do BCE?

    " Hace 16 días, cuando el Banco Popular fue resuelto (es decir, intervenido por las autoridades europeas) y vendido por un euro al Santander, todo fueron felicitaciones por lo bien que funcionó el mecanismo de la Unión Bancaria. Desde el BCE, al Sistema Único de Supervisión y el Mecanismo Único de Resolución, así como el Eurogrupo, se aplaudieron mutuamente por la rapidez y limpieza del procedimiento. Lamentaron que los accionistas y bonistas del Popular lo hubieran perdido todo, pero, dijeron, estas eran las nuevas reglas de juego: los contribuyentes ya no rescatarían bancos en Europa sino que lo harían los accionistas e inversores. Se desvinculaba así (por fin) el riesgo bancario de la capacidad financiera del Estado al le quebraba la entidad.



    Dos semanas después, le ha tocado a Italia afrontar la quiebra de Veneto Banca y Banca Popolare di Vicenza y el panorama ha cambiado. Ya no se aplicarán las mismas reglas que con el Popular: la excusa es que no son bancos en “resolución” sino en “liquidación” (porque su caída no afecta al sistema bancario en su conjunto, aunque tienen 60.000 millones en activos). En Italia no se imponen las normas europeas sino las italianas. Eso supone que el Gobierno de Roma inyectará unos 17.000 millones, aunque algunas autoridades europeas creen que pueden llegar a los 20.000 millones, para evitar que los bonistas senior del Veneto y del Popolare lo pierdan todo. Además, dividirán los activos en un banco bueno y otro malo. El bueno se lo han regalado a Intesa Sanpaolo con salvaguardas, como el pago de las prejubilaciones, para no tener que ampliar capital. Esas protecciones no existieron en el caso del Santander, que sí anunció una ampliación de capital de 7.000 millones para digerir la absorción del Popular y asumió los riesgos futuros que puedan aflorar.
     Tras esta venta, mañana funcionarán los bancos venecianos, pero se abre un negro panorama para los contribuyentes italianos que asumirán la deuda y la morosidad del banco malo, saltándose algunos principios de la UE. A cambio, Roma evitará el enfrentamiento con los bonistas de los bancos, que son pequeños clientes que pudieron comprar esta deuda sin conocer el riesgo. Es una situación muy similar a la de los preferentistas españoles de 2012.
    Cinco años después de la crisis bancaria española (cuya factura provisional es de 60.000 millones, según el FROB), Italia toma el mismo doloroso camino como si nada hubiera cambiado en Europa. Tras años de negación del problema, Italia ya no tiene bancos fuertes que puedan comprar sin ayudas. Y pronto llegará Monte Dei Paschi. Por eso, pasa la factura a los contribuyentes, que asumen los problemas de los banqueros. Las flamantes nuevas normas europeas hacen agua precisamente en el país de Mario Draghi, presidente del BCE. La lección es que los Estados ricos se pagan sus rescates bancarios, si quieren. Ahora será más difícil convencer a los alemanes de que apoyen el fondo común de resolución de bancos. La alegría de las autoridades europeas apenas ha durado quince días."

    A Itália é a Itália ...

    A banca italiana e os dois pesos do BCE 

    "O Governo italiano, com o aval do Banco Central Europeu (BCE), anunciou no domingo um pacote financeiro de ajuda à banca de 17 mil milhões de euros.Numa primeira fase, adiantou o ministro da Economia daquele país, Pier Carlo Padoan, apenas serão usados pouco mais de cinco mil milhões para salvar dois bancos, a Banca Popolare di Vicenza e o Veneto Banca, que serão comprados por um euro pelo Intesa Sanpaolo.

    Uma medida que está longe de ser pacífica. "A decisão de poupar dois bancos italianos das novas regras levanta questões sobre a efectividade da união bancária", escreve Simon Nixon, no Wall Street Journal.

    O El Español, jornal digital do país vizinho, na coluna de opinião "O rugido do leão", diz que esta ajuda de Estado transmite uma "sensação de anarquia" e se traduz "numa "perda de autoridade da moral das instituições europeias" que em 2015 aprovaram regras que colocavam um ponto final nos resgates à banca com dinheiro público. Até porque em Espanha houve o caso recente da compra do Popular pelo Santander, ao preço simbólico de um euro, sem qualquer apoio do Estado.

    A indignação em Espanha, por este tratamento diferenciado, reflecte-se também na análise que Iñigo de Barrón faz no El País. "As flamejantes novas normas europeias transformam-se em água precisamente no país de Mario Draghi, presidente do BCE. A lição a tirar é que os Estados ricos, se quiserem, podem pagar os seus resgates bancários. Agora vai ser mais difícil convencer os alemães a apoiarem a criação de um fundo comum de resolução dos bancos". "Ninguém quer uma nova crise política na Europa, mas em que pé esta decisão deixa a união bancária?", questiona Simon Nixon."Neg

    L’ENTRAÎNANTE LOGIQUE ITALIENNE, par François L

    Le bon sens a prévalu ! s’est exclamé Vincenzo Boccia, le président de la Confindustria, l’organisation du patronat italien. Le groupe bancaire Intesa Sanpaolo a récupéré pour un euro symbolique les deux banques régionales Banca Popolare di Vicenza et Veneto Banca avant qu’elles ne s’effondrent, et l’État a décidé d’assumer toutes les pertes.
    La portée du dernier épisode du sauvetage du système bancaire italien ne se limite pas au viol – dans son esprit, sinon dans sa lettre – de la réglementation de l’Union bancaire, sous les auspices conjointes de la Commission et des instances de supervision et de résolution bancaires européennes, excusez du peu ! Conséquence de leurs acrobaties, les contribuables dont il a été chanté sur tous les tons qu’ils étaient désormais protégés vont en être de 17 milliards d’euros de leur poche. Mais cela va plus loin. La dette italienne va continuer d’enfler, le gouvernement s’engageant sur un chemin opposé à celui menant à la réduction de son déficit. L’Italie engage l’Union monétaire dans son mauvais sillage.
    Le plan adopté brille par sa simplicité selon le ministre des finances Pier Carlo Padoan. 4,785 milliards d’euros serviront à préserver les ratios de capital du groupe Intesa Sanpaolo, à couvrir les coûts de restructuration des banques dont il hérite et à provisionner les risques liés aux poursuites que la banque pourrait encourir. Les quelques 12 milliards d’euros supplémentaires représentent la couverture, sous forme de garanties destinées sans nul doute à être actionnées, des créances douteuses des deux établissements vénitiens accueillis dans une bad bank qui va être créée.

    A deflação


    Mario Draghi, hoje em Sintra considerou que, não obstante a recuperação da economia, ainda são necessários estímulos por parte da autoridade monetária, e que os factores que estão a pesar sobre a inflação são "temporárias".

    "Podemos estar confiantes que a nossa política está a funcionar e os seus efeitos totais na inflação vão materializar-se gradualmente. Mas para isso, a nossa política precisa de ser persistente, e precisamos de ser prudentes na forma como ajustamos os parâmetros [da política monetária] à melhoria das condições económicas", afirmou o presidente do BCE.

    Draghi mostrou-se optimista quanto à situação europeia, tanto no plano económico, como político. Mas pediu paciência para dar tempo à retoma e as pressões inflacionistas para se instalarem.

    "As forças deflacionistas foram substituídas por forças reflacionistas. Embora ainda existam factores que estão a pesar na trajectória da inflação, estes são factores principalmente temporários que o banco central pode ignorar no médio prazo", assegurou. 

    Jornalismo do Capital

    Nunca identificam a causa das vitimas . É o jornalismo ao serviço do Império



    Les images d’un jeune afro-descendant lynché et brûlé vif  par les manifestants anti-Maduro avaient jeté le soupçon sur le martèlement médiatique de la répression-de-manifestants-pacifiques-au-Venezuela. Ce meurtre dans le plus pur style du Ku Klux Klan a rappelé le type de société dont rêve une opposition qui use de mortiers et de grenades pour déstabiliser un gouvernement élu et empêcher la campagne qui permettra aux vénézuéliens d’élire en juillet une Assemblée Constituante.
    Mêmes les médias d’opposition – majoritaires au Venezuela et qui couvrent quotidiennement ces mobilisations de droite, subissent des agressions de la part de ces militants pourtant du même bord qu’eux. La journaliste Yasmín Velasco de Televen (chaîne privée, d’opposition) vient de dénoncer sur son compte Twitter, qu’elle se trouvait à Altamira, une zone riche de l’est de Caracas, pour couvrir les manifestations contre Nicolás Maduro quand elle a été cernée par un groupe violent. Face à l’avancée de ses agresseurs, un cadreur a voulu leur expliquer qu’elle était journaliste mais « cela n’a pas arrêté le groupe qui essayait de brûler ma moto et de me voler mon téléphone ».
    Yasmín Velasco est tout sauf « chaviste ». Depuis des années elle dénonce avec vigueur les politiques du gouvernement bolivarien, notamment ses échecs en matière de sécurité, et ne cache pas ses préférences idéologiques. Alors que la majorité des victimes, contrairement à ce qu’affirment les grands médias, est causée par les violences de la droite qui a besoin de ces morts pour justifier une intervention extérieure contre la « dictature bolivarienne », Yasmin Velasco fait comme ses collègues des médias privés : attribuer immédiatement, avant toute enquête, chaque mort au « régime ». C’est pourtant comme « chaviste » qu’elle a manqué d’être carbonisée à son tour. En fait, pas exactement en tant que « chaviste » mais… parce qu’elle portait un chemisier rouge.
    Lorsqu’elle a dénoncé cette agression sur Twitter, Velasco a essuyé des réactions significatives de militants d’opposition. Pily Rodríguez (@mapyrc) lui demande “Pour qui travailles tu ? Pour le régime ?” @Alvin_Alarcon lui demande de « cesser de pleurnicher, car tu aides le gouvernement ». Beaucoup de tweets tentent de la consoler en lui expliquant que ses agresseurs ne peuvent être que des « infiltrés » du gouvernement bolivarien dont la présence servirait à souiller la geste démocratique de l’opposition. La palme revient certainement à @euliesaa : « Yasmin Velasco a oublié de mentionner qu’elle portait un chemisier rouge, qu’elle a refusé de montrer sa carte et qu’elle était éloignée de la plupart de ses collègues ». (sic).

    26 de junho de 2017

    O sistema de dívida eterna

    Argentina emite títulos de dívida em dólares a 100 anos de prazo !
    Recientemente, fue publicado el artículo: “Deuda pública en expansión” del economista Julio Gambina |1|
    El 19 de junio, del corriente año, nos enteramos a partir de un simple comunicado publicado en la página web del Ministerio de Finanzas, institución a cargo de Luis Caputo, ex CEO del Deutsche Bank y JP Morgan, que la “Argentina emitirá bonos en dólares a 100 años de plazo”, con una tasa de interés cercana al 8 por ciento anual (7,95%). Es decir, “más expansión de Deuda Pública”.
    Y... ¡en qué condiciones! La tasa de interés es altísima, el plazo es extensísimo y la moneda de emisión del bono no es la propia. Es decir, las condiciones además de gravosas son sumamente, inciertas.

    25 de junho de 2017

    Visões paralelas

    “Se nós usamos a força é porque somos América. Somos a nação indispensável. Permanecemos altos. Vemos mais longe no futuro.
    Madeleine K. Albright, ex-Secretária de Estado dos EUA e ex-Embaixadora na ONU.
    Valemos mais que os outros (…) porque o nosso sangue nos permite inventar mais que os outros e governar melhor o nosso povo que os outros. Compreendamos que os próximos dez anos serão de guerra para exterminar as raças sub-humanas que se opõem (ao) povo alemão que constitui o núcleo fundamental da raça nórdica depositária da cultura da humanidade. Himmler 

    Em 1996, depois de cinco anos de sanções e de persistentes bombardeamentos contra o Iraque, o repórter da CBS Lesley Stahl fez a seguinte pergunta à embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Madeline Albright, no programa “CBS 60 minutos" em Maio de 1996.
    — Ouvimos dizer que meio milhão de crianças morreu (em consequência da política americana contra o Iraque). Valeu a pena pagar esse preço?
    Resposta de Madeline Albright: - Nós pensamos que valeu a pena.
    Que as outras nações vivam na prosperidade ou morram de fome só me interessa na medida em que necessitamos delas para a nossa Kultur. quanto ao mais são-me indiferentes. Se 10 000 fêmeas russas tombarem exaustas ao cavarem um fosso antitanque só me preocupa se tombarem antes de terem terminado o trabalho para as forças alemãs. Himmler.
    Desde 1967, Israel instalou na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental mais de 650 000 colonos uma prática que o Tribunal Penal Internacional classifica como “crime de guerra”.Alain Gresh, A palestina sempre adiada, Le Monde Diplomatic, junho 2017
    Aldeias habitadas por camponeses armados formarão a base da colonização a leste, o núcleo da muralha defensiva da Europa - Himmler
    - A Rússia deve ser dividida nos seus componentes. Não se pode tolerar a existência a Oriente de um Estado tão vasto. Gobbels, Diário, dia 24 de maio de 1941
    - Estão à espera os ricos campos da Ucrânia. (…) Não permitirei que se fale das vantagens económicas que resultarão da vitória sobre Moscovo. A nossa polémica tem se ser conduzida num plano político. Idem, dia 20 de junho
    - Trabalhamos com três emissoras secretas tendo em vista a Rússia - uma trotskista, outra separatista e a terceira nacionalista. O trabalho das nossas emissoras secretas é um modelo de astúcia e habilidade. Idem 5 de julho.
    Etc., etc., etc.