Linha de separação


15 de outubro de 2022

Da guerra de palavras aos atos...

A declaração do secretário-geral da NATO, Stoltenberg, de que os países da NATO estão a reforçar o apoio à Ucrânia e que uma vitória da Rússia na Ucrânia seria uma derrota da NATO é a confirmação do que qualquer pessoa com um mínimo de miolos e preocupações já sabia. Porém de certo modo mostra uma escalada verbal: formaliza que se trata de uma guerra da NATO contra a Rússia. Por seu lado, Putin declarou que uma intervenção da NATO provocaria um desastre global. Chegou-se assim ao ponto em que – no meio de uma recessão dos países da NATO e Rússia se prepararam para uma guerra nuclear.

Enquanto isto, enquanto as dificuldades das populações aumentam, onível de vida baixa, não há dinheiro para salários. Mas esta guerra comprada pela NATO, custa caro: Biden anunciou um novo pacote de ajuda militar de 725 milhões de dólares para Kiev. Em breve, a UE destinará mais 2 mil milhões de euros à Ucrânia, disse a von der Leyen.

O ex-chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, o general Jack Keane admitiu na Fox News: que "por apenas 66 mil milhões de dólares arrastamos a Ucrânia para uma guerra com a Rússia". "Investimentos" feitos desde fevereiro deste ano. A Ucrânia precisará de mais de 55 mil milhões em ajuda em 2023, incluindo 17 mil milhões para projetos de reconstrução, disse o primeiro-ministro ucraniano. Os mesmos que se recusam a aumentar salários e pensões, com os argumentos habituais, nada contestam deste apoio ao clã de Kiev, pelo contrário, como o sr. Stoltenberg explicou. Porém, mais de 25 .000 empresas britânicas fecharam no primeiro semestre do ano, um recorde – Wall Street Journal. Na França, registaram-se quase 9 000 empresas pediram falência na França no terceiro trimestre, um recorde de 25 anos, informa Franceinfo.

Mas isto não se passa sem contestação que os media obedientemente fazem por ignorar. Em Leipzig (Alemanha) um comício anti-crise teve a palavra de ordem “Nazis fora” e exigiram que os raivosos ucranianos e os partidários da escalada das relações com a Rússia deixassem a Alemanha. Dezenas de milhares de manifestantes em Paris exigiram que as autoridades se retirassem da NATO. Em Berlim, em frente ao Bundestag, um comício contra o aumento dos preços está , os participantes exigem o levantamento das sanções anti-russas e o acesso à energia. Um dos cartazes diz: "Quero gás e petróleo russo."

Num comício no centro de Viena, foi exigido preços mais baixos, o levantamento de sanções contra a Rússia, bem como a renovação da amizade com Moscovo.
Face a uma queda acentuada nos padrões de vida, milhares de pessoas de sindicatos de diferentes partes da República Checa reuniram-se num protesto no centro de Praga.

Na Fox News (EUA) o apresentador de TV Tucker Carlson respondeu aos exorbitantes de pedidos de dinheiro de Zelensky. “Esta guerra pode ser o fim para todos nós” “O quê um comediante em Tshirt a pedir dinheiroa todos nós? Vá-se embora! É uma assalto ao Tesouro (dos EUA)”

Telegram: Contact @intelslava Os nazis ucranianos até inscreveram Elon Musk na sua lista inimigos a bater – mas apenas durante 10-15 minutos... Musk tinha dito que a Ucrânia tinha de pagar pelo sistema de comunicações starlink ou eles ou o Pentágono senão seria desligado, além de propor negociações com a Rússia.

Telegram: Contact @intelslava Em França, um relatório de 100 páginas foi publicado pela Economic Warfare School, que é conhecida por estar próxima da comunidade de serviços secretos e por treinar executivos de contra-inteligência que trabalham em grandes empresas francesas. No relatório intitulado "Quem é o inimigo?" os EUA e RU são descritos como tendo criado uma "máquina de guerra" destinada a minar os interesses franceses. Exemplos são dados como os ataques contra a Alsthom, Grupo Naval ou contra o cinema francês. O arquivo também menciona a China/Rússia, mas como um problema secundário em comparação com a ameaça dos EUA. Num vídeo do relatórios, a França aparece mergulhada na crise energética, enquanto Schwab e Macron aparecem com um alfinete de "Jovens Líderes" dos EUA e dizem "está tudo bem".

(De Intel Slava Z – Telegram)

Membros do ILWU (International Longshore and Warehouse Union (ILWU) Sindicato ativo em 29 portos dos EUA, emitiram recentemente a seguinte declaração: Pare a Guerra da Ucrânia: recuse-se a lidar com carga militar, propondo que o sindicato deve posicionar-se em oposição à guerra provocada pelos EUA/NATO, seguindo as várias posições anti-guerra que o sindicato tomou desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em que se opuseram às guerras e golpes dos EUA na Coreia, Vietname, Angola, Sérvia (antiga Iugoslávia), Cuba (Invasão da Baía dos Porcos), Chile (golpe), El Salvador e Nicarágua. Em maio de 2008, a ILWU fechou todos os portos da Costa Oeste para se opor às "guerras imperialistas no Iraque e no Afeganistão". Tomamos medidas contra as guerras dos EUA e o governo do apartheid na África do Sul. Nós nos recusámos a carregar carga militar para as juntas militares anticomunistas no Chile e El Salvador. 

O Conselho Internacional dos Trabalhadores Portuários (Secção Europeia) emitiu uma declaração em fevereiro pedindo o fim da guerra da Ucrânia. Assim deve fazer o ILWU. Além disso, o governo capitalista neoliberal da Ucrânia aprovou uma Lei que significa que 70% dos trabalhadores da Ucrânia não podem ter sindicatos, negociar acordos coletivos ou lutar contra despedimento de trabalhadores.


11 de outubro de 2022

Nada de novo na Frente Ocidental?

 Na Frente Ocidental dos EUA, ou seja, na Europa Ocidental, nem tudo está tranquilo. Não só há uma crise económica, com as moedas europeias caem em relação ao dólar. (O rublo tem estado estável em cerca de 60 dólares desde há três meses). Também a Europa Ocidental foi cortada do gás russo pela sabotagem da Marinha dos EUA dos gasodutos Nordstream e, em parte, cortada do gasoduto Turkstream sancionado. E o inverno está chegando. Muitos escreveram que a Europa Ocidental está cometendo suicídio. Isso não é verdade. Os povos da Europa Ocidental estão sendo assassinados pela elite dos EUA e pelas suas próprias elites europeias

Na Europa da UE e Nato, políticos e comentadores foram primeiro transformados em caniches do Partido Democrata e CIA. O fantoche de Kiev, transformou-os em cãezinhos amestrados: veja-se como Zelensky é sempre filmado de baixo para cima, no seu papel de domador. De facto, é espantoso como ninguém se lembrou ainda de lhe fazer perguntas simples: como é que você vai fazer o que diz; onde vai buscar o dinheiro para sustentar a sua tribo de neonazis; onde param os milhares de milhões de euros e dólares de armas; o que pensa fazer de um Estado que desde 2014 ficou em falência e vive à custa de quem trabalha nos EUA e UE/Nato enquanto manda para a morte milhares de ucranianos e compra mansões no estrangeiro. Como pensa pôr a funcionar centrais e subestações elétricas de Alta Tensão? Onde está o material que demora meses a produzir?

Por cá, o caniche político dos negócios estrangeiros obedece à chefe da matilha e diz que vamos continuar “a apoiar a Ucrânia”. O que falta para apoios e funções do Estado, pelos vistos não há problemas para a “democracia banderista” (do criminoso nazi de guerra S. Bandera agora herói nacional para Kiev.)

Mas qual Ucrânia? Quase 10 milhões de pessoas, um quarto da população da Ucrânia sem a Crimeia (população pré-guerra); cerca de 20% da massa terrestre da Ucrânia sem Crimeia, uma área quase do tamanho da Inglaterra, se juntaram à Federação Russa.

A intenção da Rússia será incluir (de um lado diz-se libertar, do outro anexar) Kharkov, Dnipropetrovsk, Nikolaev e Odessa (pequenas partes de Nikolaev e Kharkov já foram libertadas). De qualquer forma o movimento no porto de Odessa está controlado pela Rússia, como se provou aquando das negociações sobre cereais.

Apenas algumas semanas atrás, os media festejavam as vitórias da Ucrânia/Nato sobre uns 7% do anteriormente ocupado pela Rússia com frágeis defesas e em grande parte deserto em torno de Kharkov. A Rússia estava condenada, a derrota era inevitável, os soldados rendiam-se, a mobilização um fracasso.

No entanto, rapidamente se calaram: não só os avanços tinham cessado, como povoações continuavam a cair nas mãos do russos – mesmo sem os novos efetivos russos. Os "avanços" de Kiev custaram pesadas baixas, os estrategas da Nato levaram-nos para terreno aberto onde foram massacrados e perderam a maioria dos equipamentos da Nato.

Zelensky exige cada vez mais armas, prometia – ou ameaçava – correr com os russos até da Crimeia; em 6 de outubro, exigiu "ataques preventivos" nucleares contra a Rússia. Claramente, este comediante está também fora de si. Foi preciso Biden desautoriza-lo. Nos EUA estão mais conscientes daquilo com que têm de lidar. Conhecem o potencial militar russo, a sua superioridade técnica em mísseis, submarinos, mesmo na aviação. A Rússia tem mais de 60 bombardeiros estratégicos (sem contar o Tu-22M3 de longo alcance), cada um deles carrega 8 mísseis de cruzeiro (e alguns até 16). Se apenas metade de seu número total for usado, um único ataque representa de 469 a 769 mísseis. Telegram: Contact @intelslava - De acordo com estimativas dos think tanks dos EUA, a Rússia tem pelo menos 1 830 ogivas convencionais e vetores de transporte, o que torna possível atacar a infraestrutura crítica da Ucrânia em lotes de 100 mísseis diariamente por seis meses, mesmo sem levar em conta a reposição das instalações de produção existentes.

Enquanto os comentadores se regozijavam com a morte de Darya Dugina em Moscovo (eles admitiram); com o ataque aos gasodutos por forças especiais dos EUA/Reino Unido (parcialmente) (admitiram e depois deram o dito por não dito); com bombardeamentos a aldeias russas em Belgorod; com a Nato fornecendo armas de longo alcance; com a sabotagem da ponte da Crimeia, etc.

Durante o SMO, a segurança dos civis era primordial. Até a ONU foi forçada a admitir que em mais de sete meses o número de vítimas civis na Ucrânia era relativamente baixo. Agora Kiev teve a resposta. O que aconteceu não foi um "ataque de advertência", mas uma ofensiva maciça de mais de 100 mísseis de cruzeiro lançados "do ar, mar e terra", contra "instalações de energia, comando militar e comunicações" ucranianas. Numa manhã mais de 60% das redes de energia ucranianas foram eliminadas; mais de 75% do tráfego de internet foi-se.

Hoje (11/10) os ataques prosseguiram a instalações militares de comando, centrais elétricas e centros ferroviários em 7 cidades e regiões incluindo Kiev. A SBU (serviços secretos ucranianos) ameaça com processos criminais os cidadãos e media que publicarem imagens de ataques russos e suas consequências – os caniches deste lado obedecem.


10 de outubro de 2022

A instabilidade capitalista

Bruno Bertez

Global capitalist instability rising; l’instabilité capitaliste devient la dominante. Les économistes et commentateurs de l’establishment refusent d’examiner l’hypothèse d’une instabilité endogène, structurelle du système capitaliste. L’hypothèse endogène signifie que le capitalisme présente une caractéristique interne, qui fait que son fonctionnement produit organiquement, nécessairement des crises. Et ceci à l’intérieur du système économique capitaliste. Le système capitaliste est le système par lequel le capital s’accumule et en même temps cherche à se mettre en valeur, à se rentabiliser, et ce faisant il se heurte à un phénomène que l’on appelle l’insuffisance tendancielle de la profitabilité. Il n’y a pas pas assez de profit , sur le très long terme, pour rentabiliser tout le capital qui s’accumule. Un capital est une promesse de profit , or la masse de capital progresse plus vite que la masse de profit. Le capital et la masse de profit croissent à des vitesses inégales. Le droit des capitalistes à prélever sur les richesses croit plus vite que ces richesses elles même, plus vite que ce que l’on appelle le surproduit. Cette analyse place les crises au sein du système de production et non pas dans la sphère financière ou monétaire par exemple. Cette analyse matérialiste explique que face à cette insuffisance du profit pour rentabiliser tout le capital qui s’accumule, le système s’endette, se financiarise c’est à dire qu’il produit une sorte de perversité/d’excroissance qui certes produit un profit apparent et huile les engrenages , mais au prix d’une évolution vers le surendettement, vers le jeu spéculatif et finalement vers la production de capital fictif bullaire, le capital boursier. Le capital s’envoie en l’air dans l’imaginaire financier pour faire semblant, pour jouer le simulacre de se rentabiliser; les banques centrales créent les signes monétaires qui permettent à cet imaginaire de soi-disant prospérer. C’est ce qu’on appelle plus ou moins adéquatement, le Ponzi. Les économistes de l’establishment au lieu de creuser et de chercher les causes profondes de l’évolution vers la financiarisation et la spéculation s’arrêtent aux apparences à savoir les excès financiers et leurs conséquences comme la production d’inégalités croissantes. Quand les crises surviennent ou qu’elles se rapprochent comme c’est le cas depuis plusieurs décennies, ces propagandistes du système préfèrent invoquer le hasard, la faute à pas de chance, les animal spirits ou le fameux cygne noir de Taleb. C’est normal puisque comme je vous l’ai expliqué, le système ne survit que non-su, non-compris à la faveur du voile pudique qui est étendu sur la connaissance organique de son fonctionnement. Pour durer il doit être caché; s’il ne l’était pas, on pourrait agir dessus au lieu de le subir. Et ceci mettrait en danger l’ordre social. C’est la raison pour laquelle vous n’avez jamais entendu une analyse de l’élite sur la réalité de la crise de 2008, elles ont préféré vous faire croire que c’était une crise des subprimes, une crise de la gourmandise hypothécaire et immobilière.

Das redes sociais

G. de Vienne.C.V A circulação na ponte da Crimeia já foi retomada mas sobre a operação dizem alguns na NATO, em tom de justificação , que a criatura está fora do controle do criador pois a sabotagem da ponte é uma provocação que terá consequencias. Se a Rússia seguir pelo mesmo caminho as coisas complicam se Nos paises Nordicos hà serias apreensões sobre a seguranca dos seus gasodutos. Os britânicos e Zelensky que se cuidem. Em 23 de abril de 2022, ou seja, exatamente dois meses após o início da guerra , a agência RIA Novosti, citando fontes das Forças Armadas da Ucrânia, informava que pelo menos dois grupos de especialistas em sabotagem e guerra de guerrilha tinha chegado a este país da cidade de Hereford do Serviço Aéreo Especial Britânico (SAS). A composição de um é de pelo menos 8-10 pessoas. Quanto no segundo não se sabia então. Naquela época, só se podia adivinhar as tarefas dos sabotadores britânicos. Mas há muito se sabe que as pessoas que servem no SAS são consideradas entre as mais qualificadas do mundo na organização de golpes de estado, comícios de protesto em massa, assassinatos contratados de figuras políticas, agentes de recrutamento, incluindo aqueles nos mais altos cargos escalões do poder, preparando ataques terroristas. “Esta não é uma força especial comum, são intelectuais, em cada grupo há sempre um ideólogo, pode-se dizer um professor, e os demais são especialistas especializados... melhorar as habilidades e a eficiência dos serviços especiais ucranianos na coordenação das atividades dos grupos de sabotagem nos territórios da Ucrânia, controlados por tropas russas ”, acrescentou um funcionário da agência policial russa em conversa com um correspondente da RIA Novosti. Um caminhão explodiu na ponte da Crimeia. O que se sabe Sabe-se que as forças especiais do SAS participaram anteriormente com bastante eficácia na Guerra da Coreia, no conflito na Irlanda do Norte, na guerra entre a Grã-Bretanha e a Argentina pelas Ilhas Malvinas, nos acontecimentos no Golfo Pérsico e na a campanha afegã da OTAN. E em todos os lugares suas principais tarefas se tornaram a destruição de quartéis-generais inimigos, postos de comando, entroncamentos ferroviários, depósitos de munição e armas, e assim por diante. Na maioria das vezes, seus próprios aviões de combate visavam os objetos listados. No entanto, diante da oposição de um poderoso sistema de defesa aérea (e a presença de uma ponte russa da Crimeia não é segredo) ou com o pequeno tamanho do alvo escolhido, as forças especiais desse serviço especial entraram em ação. Em junho deste ano, a presença de sabotadores britânicos na Ucrânia foi confirmada no Ocidente. OE investig jornalista de investigação americano Seth Harp publicou sua correspondência com um mercenário dos Estados Unidos, que disse que soldados das forças especiais do Serviço Aéreo Especial Britânico (SAS) estão lutando na Ucrânia. E mesmo, dizem eles, já estão sofrendo perdas por “fogo amigo” de soldados inexperientes da Ucrânia. “Perdemos um franco-atirador SAS britânico. O caça se mudou para a posição, mas o veículo blindado ucraniano o transformou em pó, pois ninguém avisou sua tripulação ”, disse o mercenário ao investigador Kharp. Em junho, a Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia informou que, por algum motivo, conseguiu obter documentação técnica detalhada sobre a ponte da Crimeia. Logicamente, isso era necessário para calcular antecipadamente os pontos mais vulneráveis ​​do ponto de vista dos sabotadores da ponte . É evidente que se os gasodutos britânicos e nórdicos forem sabotados e a Ucrânia ficar às escuras a histeria dos.midias ocidentais será colossal Mas o que esperam ? Que Putin lhes dê a outra face? Ou querem o juízo final."

6 de outubro de 2022

A 3ª Guerra Mundial em curso – atualizações

 Pelo menos parece que é assim que a Rússia encara os acontecimentos. Por isso não têm grande significado os avanços da Nato através da Ucrânia. Durante a contraofensiva em Kherson e Krakov, as Forças Armadas Ucranianas (FAU) sofreram perdas significativas, enquanto as Forças Russas se limitaram à defensiva, não transferindo reservas nem material.

Reforços ucranianos estão são continuamente a ser usados, desgastando as FAU. De qualquer forma, a superioridade em efetivos na Ucrânia é de três vezes em relação à russa em toda a linha da frente. Contudo as forças russas não foram derrotadas, recuaram causando enormes perdas aos mercenários e às FAU com aviação e artilharia.

Analistas russos (1) comentam a situação e não deixam de apresentar críticas ao comando russo: “Há uma severa escassez de unidades de pessoal e confusão no comando geral.” Também a mobilização não decorre sem problemas incluindo na fase de treino.

Contudo, segundo os analistas russos, dentro de um mês espera-se que os reforços russos cheguem sem problemas após a requalificação. Com o início de 2023, as interrupções nos equipamentos e munições da Nato começarão, vários especialistas americanos estão preocupados com o continuado fornecimento de equipamentos. Algo que se irá alterar se os republicanos ocuparem o Congresso.

Um dado, relativamente novo consiste na intervenção da Polónia diretamente no conflito. Os polacos já se concentram em Dnepropetrovsk e Poltava e substituem unidades fronteiriças, forças policiais em cidades e unidades de defesa territorial ucranianas. Nestas condições os 300 000 homens das forças russas mobilizadas não serão reforços suficientes para a atual linha da frente.

Desde que a Nato aplique também um esforço extra, completando os grupos "Sul" e "Leste" as FAU com mercenários e novo equipamento, recuperarão das perdas em efetivos e equipamentos. Além disto, é necessário continuar a alimentar Kiev com milhares de milhões todos os meses, dos EUA, UE, Nato, FMI.

Do lado russo os reforços de 300 000 efetivos não serão capazes de influenciar seriamente o curso da guerra. Mesmo 500 000 soldados não serão suficientes. Então uma batalha de atrito irá prosseguir. Agora há que ver como a economia paralisada da Ucrânia passará o inverno. Mas mesmo tal cenário não mudará radicalmente a situação. A Rússia prepara-se para a fase prolongada do conflito e o conceito de proteção máxima dos soldados permanecerá.

O clã de Kiev é completamente inviável sem o fornecimento de dinheiro e recursos materiais. Por quanto tempo este estado de coisas continuará? Não para sempre. Nem mesmo um ou dois anos, a implacável recessão e o esgotamento da economia europeia não ajudarão Kiev, os EUA estarão preocupados internamente depois de novembro. E a população da Ucrânia, continuará feita refém. O inverno virá, em breve milhões de ucranianos terão sérios problemas, definitivamente haverá interrupções nos recursos energéticos e eletricidade, alimentos e a feroz pressão punitiva de Kiev. Quanto ao resto: não é possível impor uma derrota a uma superpotência nuclear pela força.

1 – Ver sobre o tema: Strategic Impasse of the Special Operation: Problems and New Reality… – (stalkerzone.org) e O verdadeiro propósito… (resistir.info)

Como o ridículo não entra na cabeça dos que dirigem os media, o triunfalismo continua apregoando isolamento da Rússia da "comunidade internacional". Para a UE/Nato só estes países existem, o resto não merece mais que o estatuto de colónia ou “Estado pária” a ser derrubado.

Mas a guerra mundial prossegue com algumas vitórias da Rússia que os media franceses acusam de estar por trás do golpe em Burkina Faso. Com a ajuda da Rússia, três países foram retirados do controle francês em África: República Centro-Africana, Mali e Burkina Faso.

Não menor triunfo russo é a redução da produção de petróleo pela OPEP, que Washingtonconsidera "desastre total" e "ato hostil" - CNN (2) 

O Comitê da OPEP recomendou que a decisão de reduzir a produção de petróleo em 2 000 000 barris por dia seja implementada. A principal redução ocorrerá por parte da Arábia Saudita e da Rússia. O ponto principal desta decisão é elevar os preços do petróleo cortando a produção, o que é benéfico para os países exportadores, incluindo a Rússia e a Arábia Saudita, que, mesmo com uma redução da produção, beneficiarão de um aumento acentuado nos preços. 

A Arábia Saudita está muito mal com o governo Biden, por isso se opõe abertamente aos planos do governo Biden de controlar os preços do petróleo. Claro que, sob os republicanos, os sauditas podem mudar de posição, mas neste momento os interesses da Arábia Saudita e da Federação Russa coincidiram.

O principal problema de Biden é que precisa manter o preço da gasolina nos EUA até às eleições de meio de mandato, para as quais os Estados Unidos gastam extensivamente suas reservas estratégicas de combustível durante a maior parte do ano. O preço do petróleo Brent na bolsa de Londres ICE subiu acima de US $ 93 por barril.  (Intel Slava Z – Telegram 4 e 5/10)

2 – A produção de petróleo dos EUA está em queda, importando atualmente cerca de 6,8 milhões de barris por dia

2 de outubro de 2022

Os impérios custam caro

 Manter cerca de 800 bases militares à volta do mundo, 7 esquadras navais e 13 porta aviões, custa caro e muito. Mas há ainda que financiar “combatentes pela liberdade” (mesmo que a sua atividade seja o terrorismo), os que lutam “pela democracia” (mesmo que não passem de sucedâneos nazis e notórios corruptos”, financiar a CIA e o seu universo de ONG. Acrescente-se o ininterrupto fornecimento de armas à Ucrânia, apoio militar, dinheiro para manter um Estado fantoche (financiado também pelo FMI, BM, UE) que atingiu uns 56 mil milhões de dólares.

O militarismo ininterrupto do país (EUA), está em cerca de 768 mil milhões de dólares. Na verdade, levando em conta outros gastos com a chamada “defesa”, os gastos militares anuais dos EUA estão em torno de 1 milhão de milhões.

A dívida federal atingiu 30,9 milhões de milhões de dólares, 124,64% do PIB. No final de 2018, era de 21,7 milhões de milhões. Isto é, cresceu 2,3 milhões de milhões por ano, 6,3 milhões por dia! Porém se considerarmos a dívida dos Estados dos EUA e locais a dívida atinge 137,9% do PIB. O défice da BC 1,2 milhões de milhões.

Os EUA, produzem armas e capital fictício que passa por riqueza, na mão de um punhado de oligarcas. A dívida total incluindo empresas e famílias vai para os 93 milhões de milhões. A dívida estudantil são uns 1,8milhões de milhões (mais de 40 mil dólares por estudante!); as dívidas pessoais 23,7 milhões de milhões (71 mil dólares por cidadão) a poupança por família é de 7 187 mil dólares. Os impérios custam de facto muito caro, para todos os povos que os sofrem incluindo o próprio povo: 40 milhões de pobres, 27 milhões sem seguro de saúde. (us debt clock real time)

Nas notícias, ignora-se tudo isto e o facto de que 11,6 milhões de crianças de uma população infantil dos EUA de 73 milhões vivem na pobreza. Isso não significa que os 62 milhões restantes se deleitam com opulência ou mesmo com a relativa segurança da classe média. Muitos vivem um pouco acima do nível de pobreza. Com 5,8 mortes por 1.000 nascidos vivos, os EUA ocupam a 33ª posição de 36 entre a OCDE. 

As “casas préfabricadas” abrigam cerca de 22 milhões  de americanos, de acordo com o Manufactured Housing Institute. Os mendigos, afinal, não podem escolher. Apesar do nome, as casas móveis não são fáceis de transportar, e seus ocupantes muitas vezes não podem arcar com os custos iniciais da mudança. Isso os deixa vulneráveis a aumentos de aluguer que aumentam os lucros dos proprietários dos atrelados. (Esta situação) “é um erro brutal que é a fonte das consequências mais trágicas do capitalismo hoje”. À medida que milhões de americanos descem a escada da espoliação produzida por bancos famintos, descobrem que o sonho americano termina quando acordam.

Por fim, o discurso de V. Putin, que os “comentadores” desprezaram como sendo uma encenação para política interna. Esta cobardia intelectual em não fazer uma análise consistente ao discurso do dirigente de um país que consideram o inimigo nº1, só mostra a sua insegurança. Neste padrão, não se estranha que o sr. Francisco Louçã diga o mesmo e acrescente que foi um discurso reacionário por fazer apelo à religião russa. Não vamos aqui comentar o discurso que consideramos um momento chave da geopolítica atual, acentuando o fim do mundo multipolar, perante o qual NATO só tem palavras e a estratégia de carne para canhão e míssil ucraniana e russa (até agora na proporção de 10 para 1).

Como disse Luís de Camões, melhor será experimenta-lo que imagina-lo, aqui vai o discurso do presidente da Rússia, lembro, o maior país em extensão terrestre do mundo. Até agora ninguém perguntou aos "comentadores e ao sr. Zelensky (sempre filmado de baixo para cima, como se fosse um ser sobrenatural) como vão vencer a Rússia. Seria a primeira pergunta a fazer-se, antes de...

Discurso de V. Putin na cerimónia de assinatura dos Tratados de Adesão (texto completo)