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10 de junho de 2011

O PEQUENO DICIONÁRIO CRÍTICO – 21.1 A "ECONOMIA DE SUCESSO" – AS 3 CRISES
Dizem-nos: “o sucesso só pode dever-se aos empreendedores não ao Estado e felizmente, pois vivemos numa economia de mercado a única viável, pois o seu contrário já provou o seu falhanço”.
Curiosamente o mesmo Estado que nunca é demais para compensar as fraudes e as consequências da especulação ou da má gestão quando se trata do grande capital. Mas concordemos, é de facto um “sucesso” pôr os contribuintes a pagar a ganância de tais “empreendedores”.
Uma economia de sucesso fonte de crises endémicas, de aumento da pobreza e também de fortunas astronómicas para os bilionários. Economia de sucesso que falha todas as previsões, que é incapaz de prever as crises e encontrar soluções que não passem por privilegiar o capital financeiro. Pouco antes da grande crise se manifestar espalhava-se a ilusão do neoliberalismo trazer a prosperidade para sempre: o FMI declarava então: "O robusto crescimento mundial perdurará". Lembremo-nos dos elogios dispensados pelo PSD e CDS ao ministro Teixeira dos Santos pelos seus êxitos na “consolidação das finanças públicas”. Não passou muito tempo que tirassem o cavalinho da chuva e criticassem as políticas seguidas, que aliás continuaram a apoiar, se não publicamente pelo menos em votações na A da R…
É esta “economia de sucesso” que está na origem das três crises que afligem globalmente o mundo: a crise económica e financeira; a crise social; a crise ecológica.
A crise financeira é consequência das teses monetaristas de criar dinheiro a partir de dinheiro, sem valor acrescentado pelo trabalho. O endividamento generalizado foi o estupefaciente que levou largas camadas das populações a aceitarem que era possível o aumento do consumo sem passar pela produção e pelo seu rendimento salarial. Numa espécie de reedição da história de Pinóquio entregaram o seu poder de decisão na mão dos mixordeiros da política populista, dos demagogos.
O valor acrescentado das empresas após impostos, que se reparte por Rendas + Lucro + Salários, passou a ser absorvido pelos accionistas e pelo sector rentista, em vez de dar lugar à correspondente retribuição salarial e ao investimento produtivo.
Veja-se por exemplo a situação nacional quanto à quebra no investimento e saída de capitais para o estrangeiro, veja-se também os lucros do sector financeiro e oligopolista. Atente-se no ocorrido na Irlanda, na Grécia, entre outros países da UE.
Desde o predomínio neoliberal as crises sucederam-se de forma praticamente ininterrupta através do mundo inteiro: bolsa de Nova York em 1987; falências de instituições de crédito EUA em 1989-1990; Japão, 1990; México, 1994-95; Crise asiática 1997-98; Rússia 1998; crise bolsista de 2000 – 2001; Argentina em 2001-02. As medidas adoptadas apenas prolongaram e agravaram estas situações até, a partir de 2007, a crise atingir de forma permanente os EUA e a U E.
A crise económica e financeira que se tornou e endémica é consequência da criação de capital fictício, apenas números nas contas dos bancos, sem contrapartida de valor real criado na produção, dando origem a dívidas absolutamente impossíveis de serem pagas. Trata-se, pois, de uma crise sem fim nem mesmo solução à vista dentro do sistema actual. (ver Dívidas).
A crise social tem origem no facto dos imenso lucros monopolistas e financeiros drenarem em seu benefício a riqueza criada. A estagnação económica resulta assim da insuficiência dos investimentos produtivos e pela desequilibrada distribuição dos rendimentos nacionais. Em termos sociais podemos dizer que existe estagnação sempre que o crescimento não pode absorver a força de trabalho disponível e que existe recessão quando o desemprego tem tendência a aumentar.
Apesar dos imensos progressos tecnológicos o desemprego, a pobreza, as desigualdades aumentaram entre as pessoas e entre os países. A livre circulação de capitais é ouro sobre azul para o crime organizado e para a corrupção que vivem paredes meias com as intocáveis entidades financeiras, que os povos acabam por ter de salvar em nome do “risco sistémico”. Contudo, o único risco “sistémico” para os povos é o prosseguimento das actividades especuladoras que se sobrepõem ao tecido produtivo.
O sistema, incapaz de assegurar o pleno emprego e direitos sociais, procura apresentá-los quer como miragens quer como intoleráveis “privilégios”. Na realidade, a esmagadora maioria da população trabalhadora do planeta sujeita aos seus critérios de usura não tem condições sociais minimamente dignas.
Segundo a OIT, o desemprego atingia 250 milhões de pessoas. Na próxima década seria necessário criar 450 milhões de postos de trabalho para integrar no «mercado de trabalho» a próxima geração de trabalhadores. Além disto, ainda segundo a OIT, apenas 20 por cento da população mundial têm actualmente acesso a mecanismos de protecção social.
A crise social trazida pelo sistema é uma crise de direitos; de desemprego e de precariedade – a patologia crónica do sistema capitalista. O neoliberalismo – o capitalismo da actualidade – não é democracia: é pauperização e depredação. “Milhões de crianças morrem cada ano porque os ricos recusam-lhes alguns centavos de ajuda” – escrevia o prof. Noam Chomsky – em “A globalização excludente”.
A crise ecológica tem origem no sistema baseado numa competição que visa exclusivamente o constante aumento dos lucros das empresas dominantes do comércio mundial, segundo os critérios da OMC. Em consequência verificamos o esgotamento dos recursos naturais. Apesar da pobreza (1 000 milhões passam fome) o consumo de recursos naturais é superior em 57% à capacidade do planeta. Apesar dos cerca de 48 milhões de pobres nos EUA se toda a população mundial tivesse os mesmos níveis e padrões de consumo seriam necessários 4,5 planetas. Seguindo as mesma vias de “sucesso” o Global Footprint Network estima que em 2030 sejam necessários 2 planetas para satisfação das necessidades. Não deixa de ser curioso que nos relatórios GEO, das Nações Unidas, todas as medidas apontadas para defesa do ambiente incluem o reforço do papel do Estado, a sua maior eficiência e independência dos poderes privados.
A “economia de sucesso” está a destruir conscientemente a casa comum a que chamamos Terra e donde não podemos fugir. É certo que o desenvolvimento tem de se guiar por critérios económicos, sem dúvida, mas subordinados aos sociais e ambientais – acima do lucro e dos interesses usurários. O sistema capitalista provou a sua incapacidade de dar solução a estas questões. Pelo contrário: é o problema.
A seguir – Economia de sucesso II

9 de junho de 2011

Chamem-lhe um pífaro

Tradução de artigo anterior

As fórmulas: Renegociar não! Reprofilage Sim!
Já reprofilaste a tua dívida hoje???? Só com humor se pode ler estes senhores
++++
Dívida grega : o mercado fala de uma «iniciativa de Viena»
Empurrar os bancos europeus a manterem a sua exposição às obrigações gregas. Este cenário que circula no mercado evitaria uma reestruturação nos próximos anos. Foi feito um teste em 2010.

Escrito por Isabelle COUET
Jornalista

Multiplicam-se as chamadas de precaução contra uma reestruturação da dívida grega

«Iniciativa de Viena». Isto soa a nome de código, é com efeito um termo conhecido dos especialistas da dívida. Esta iniciativa, que permitiu evitar a fuga de capitais na Europa central em 2009, consiste a pedir aos credores de um país em dificuldade a não reduzirem a sua exposição à dívida durante algum tempo.

Segundo os observadores dos mercados, é esta a solução que se discute activamente nestas últimas semanas no seio da União Europeia, para tentar resolver o problema grego.

Na Sexta-feira, 27 de Maio na Cimeira do G8, Nicolas Sarkozy afastou aliás a ideia de uma reestruturação da dívida invocando a possibilidade de o sector privado assumir parte do fardo. Na véspera, José Manuel Gonzales Paramo do Banco Central Europeu (BCE) disse claramente em público: «Esta é uma iniciativa positiva porque implicaria o sector privado no refinanciamento da Grécia».

Essa possibilidade foi mencionada mais cedo neste mês por Olli Rehn, o comissário europeu para os assuntos económicos, e figura nos termos do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM), que deve ver a luz do dia em 2013.

Uma «iniciativa» virá em complemento de uma nova ajuda à Grécia

Segundo toda a verosimilhança, os intervenientes do mercado pensam que não será uma medida exclusiva. Esta «iniciativa» virá sem dúvida em complemento de uma nova ajuda à Grécia (estimada em 60 mil milhões de euros para cobrir os vencimentos obrigacionistas de 2012-2013) e de um engajamento reforçado de Atenas em matéria de privatizações e do aumento das receitas fiscais.

«Os europeus finalmente compreenderam que o cenário idílico segundo o qual a Grécia se safará sem medidas suplementares não é sustentável», afirma Gilles Moec, do Deutsche Bank. «Neste estádio, se se exclui o cenário de uma reestruturação dura, que espante duas possibilidades – não exclusivas uma da outra – desenha-se: um rolamento voluntário das posições dos investidores quando os títulos que detêm atingirem a maturidade e uma “reprofilagem” da dívida, que consiste a alongar a maturidade das obrigações gregas em circulação.”

A primeira opção significa que os investidores deverão reinvestir em títulos gregos os reembolsos que recebem no fim do prazo. «É a solução que cria menos problemas jurídicos: não há o desencadeamento de CDS («credit default swaps») porque isso não é um evento de crédito, trata-se de um gesto voluntário dos credores», sublinha Gilles Moec. Sobre isto a equipa da Axiom Alternative Investments vinca que «a reestruturação forçada, desencadearia os CDS, o que faria recompensar os especuladores.» Com efeito, os detentores de «credit default swaps» são indemnizados em caso de incidente de crédito .«É um cenário vilipendiado pelos dirigentes e reguladores», relembra Axiom.

Oferecer incitamentos aos bancos ?
Várias fontes do mercado indicam que uma «iniciativa de Viena» já foi testada na zona euro no seguimento do plano de resgate da Grécia e do lançamento do programa de compra de títulos gregos pelo BCE: os estabelecimentos bancários alemães e franceses foram empurrados a não venderem as suas obrigações helénicas. O sucesso da operação não foi flagrante.

Como vão as autoridades por conseguinte incitar os bancos a renovar as suas posições sobre a dívida grega? «Fazendo-os implicitamente compreender que não haverá reestruturação dura», sugere Jean-François Robin, da Natixis.

A equipa da Société Générale estima que é também possível oferecer incitações aos bancos, através de garantias parciais, ou uma mecânica do tipo «Brady bonds» (lançados para reestruturar as dívidas latino-americanas no final dos anos 80). «Ser indulgente em matéria de contabilidade, por exemplo não impondo uma valorização ao preço do mercado, poda também ajudar.» Nos corredores, as negociações começaram sem dúvida.

ISABELLE COUET

A Alemanha pede oficialmente a reestruturação da dívida grega

O Ministro das finanças alemão escreveu à Comissão a pedir a reestruturação da dívida grega , com a participação da banca privada e afirmando que o plano da troika "falhou". Há o receio da especulação contra o próprio BCE que tem ficado com os títulos de dívida pública dos países periféricos que os bancos se têm desfeito entregando-os como colaterais.Uma especulação contra o BCE obrigaria os Estados do Euro a recapitalizá-lo, o que encontraria grande oposição da parte das opiniões públicas . E há eleições á vista em França e na Alemanha.....
E agora o que é que dizem os partidos da troika? Vão continuar a fazer o trabalhinho de casa?

8 de junho de 2011

A China e o dólar ---uma opinião

La Chine prend peu à peu ses distances avec le dollar
Pékin achète de plus en plus de dette japonaise, et la part de l'euro dans les réserves de la Banque centrale serait passée de 18% à 23% au cours des cinq dernières années.
Ecrit par
Gabriel Gresillon et Yann Rousseau
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Pékin est-il en train de prendre ses distances avec le dollar ? La question est à nouveau d'actualité, depuis qu'une petite phrase a « fuité », mercredi 8 juin, sur un site internet chinois, avant d'être effacée. Guan Tao, qui dirige le département des paiements internationaux de l'Administration chinoise du taux de change, a en effet déclaré qu'il fallait « rester vigilant face aux risques économiques et politiques d'une détention excessive d'actifs en dollars » avant de pointer du doigt le fait que les Etats-Unis « risquent de trouver difficile de résister à la tentation d'affaiblir le dollar ». Les propos ont été retirés du site Internet qui les relayait, et leur auteur s'est employé à en minimiser l'importance, expliquant que ce point de vue « personnel » n'engageait en rien la position de l'administration chinoise.

Mais, depuis plusieurs années, Pékin ne cache pas son souhait de diversifier ses colossales réserves de change. Lentement mais sûrement, il joint les actes à la parole. La part de l'euro dans les réserves de la Banque centrale serait ainsi passée de 18% à 23% au cours des cinq dernières années, tandis que le dollar serait désormais au-dessous de la barre des 70%. La Banque centrale acquiert également de nouvelles devises, comme le Won coréen. De même, la dette japonaise retrouve les faveurs de la Banque centrale chinoise. Depuis qu'elles ont commencé à mesurer en 2005 les achats de dette japonaise par la Chine, les autorités de Tokyo n'avaient jamais enregistré une telle progression de l'appétit de Pékin. Hier, le ministère des Finances nippon a révélé que les investissements chinois nets dans des obligations japonaises de long terme avaient atteint en avril dernier 1.330 milliards de yens (16,6 milliards de dollars). En mars, ces achats nets, qui durent sans discontinuer depuis maintenant six mois, avaient été mesurés à 234 milliards de yens.

Bref, les experts estiment que Pékin continue d'accélérer ses placements dans des actifs non libellés en dollars. « Avec des réserves de change qui dépassent les 3.000 milliards de dollars, la Chine veut absolument diversifier ses investissements », résume Masanari Takada, un stratégiste de Nomura avant de rappeler que les achats de dette à long terme en yens sont perçus comme peu risqués et peu touchés par les pressions inflationnistes qui concernent d'autres actifs. Le chercheur note que la plupart des investisseurs étrangers ont d'ailleurs accéléré, en avril, leurs achats d'obligations japonaises de moyen et long terme.

Pour autant, la rapidité avec laquelle la petite bombe prononcée par Guan Tao a été désamorcée illustre la complexité de la position de la Chine. Pour plusieurs raisons, celle-ci ne peut pas réellement s'affranchir du billet vert.

La première est le flux constant de dollars qui rentrent sur le territoire, via les investissements extérieurs et l'excédent commercial. « A moins d'un investissement massif dans des actifs libellés dans une autre devise, Pékin est contraint à placer l'essentiel de ses actifs en dollars », note un spécialiste de la Banque centrale. Or, et c'est la deuxième explication, l'hypothèse d'un très fort investissement dans une autre devise est elle-même difficilement envisageable. Elle présente le risque d'entraîner des mouvements contre-productifs sur le marché des changes. Tout achat substantiel d'euro risque d'être compris par le marché, et amplifié par celui-ci, ce qui précipiterait la baisse relative du dollar, et donc celle de la valeur des réserves chinoises. Pékin ne vend donc du dollar qu'à petite dose, et le fait lorsque le billet vert progresse.

7 de junho de 2011

Uma Opinião Sobre a Dívida Pública Grega e a França

La Grèce en faillite en 2012. Nous aussi ?
Jean-Louis Dell'Oro


L'information est loin de faire les gros titres des journaux économiques. Il pourrait pourtant s'agir d'une avancée vers notre propre faillite. Le gouvernement français demande aux parlementaires d'augmenter de 48 milliards d'euros la garantie de la France au Fonds européen de stabilité financière (FESF), l'un des mécanismes anti-faillite des pays de la Zone euro. En termes plus clairs, cela signifie qu'en cas de défaut de paiement d'un Etat (au hasard la Grèce), le contribuable français devra se saigner.

"Le gouvernement va déposer un amendement au collectif budgétaire portant de 111 milliards à 159 milliards d'euros la quote-part garantie par la France au Fonds européen de stabilité financière", explique l'édition de lundi des Echos. Cela représente 48 milliards d'euros, pratiquement 10 kerviels, notre unité de crise (1 kerviel = 5 milliards d'euros). On se souviendra qu'en 2008, cinq "malheureux" milliards d'euros pouvaient déstabiliser la finance mondiale. Aujourd'hui, cela passe inaperçu.

Le but de la manoeuvre est assez simple. Alors que les négociations vont bon train sur un deuxième plan d'aide en faveur de la Grèce (évoque de 85 à 95 milliards d'euros supplémentaires), le FESF a besoin d'emprunter plus. Cette structure est en effet censée aider les pays surendettés en empruntant à leur place de l'argent qu'on ne possède pas non plus. Actuellement, sa capacité de prêt est de "seulement" 250 milliards d'euros, soit plus que le PIB de la Grèce en 2010.

Mais cela ne sera pas suffisant. Pour éviter (disons plus sûrement retarder) la faillite des PIGS, les autorités européennes estiment que le Fonds devrait avoir une capacité de prêt de 440 milliards d'euros. Et comme tout bon débiteur, il a besoin que quelqu'un se porte garant. C'est là qu'interviennent la France et les autres pays de la Zone euro dont la dette est notée triple A. La France ne fait ici que respecter l'accord trouvé lors du sommet européen du 24 mars dernier sur l'augmentation des garanties des Etats au FESF.

Le défaut de la Grèce de plus en plus probable
Le problème, bien évidemment, c'est qu'un défaut de paiement de la Grèce semble de plus en plus probable. Ce qui pourrait avoir de graves conséquences pour nos finances publiques. C'est d'ailleurs cela qui pousse les pays européens à accepter un deuxième plan d'aide à la Grèce, alors qu'on parlait jusqu'ici d'un "reprofilage" ou d'une "restructuration douce" de la dette grecque.

Les marchés sont particulièrement nerveux sur la question. Il suffit de regarder l'évolution des CDS. Les credit default swap, ce sont ces assurances contre le défaut de paiement d'un pays. Plus le risque de non remboursement des créances est fort, plus cette assurance coûte chère. Celle-ci se déclenche dans trois cas de figure : un défaut de paiement pur et simple, une répudiation ou moratoire, une restructuration. Or, les agences de notation ont déjà prévenu que toute forme de "reprofilage" de la dette grecque serait assimilée à un défaut.

D'après le niveau des CDS, les investisseurs pensent qu'un défaut de la Grèce est plus probable que celui de pays comme le Venezuela, le Pakistan ou encore l'Irak. Plus inquiétant, comme le souligne AXA IM dans une note datée du 31 mai : "la courbe de spreads CDS de la Grèce a une pente décroissante, ce qui est typique des noms proches du défaut. Cela traduit le fait que le marché attribue une probabilité de défaut élevée à court terme". Autrement dit, la probabilité de défaut de la Grèce est plus forte à 1 ans qu'à 3 ans, plus forte à 3 ans qu'à 5 ans, etc.

Les analystes de CreditSights sont du même avis dans une note du 30 mai et estiment que "le marché croit qu'un événement de crédit (comme une restructuration) est probable quelque part dans la première moitié de l'année 2012". Pour CreditSights, ce sont les craintes sur les difficultés de financement de la Grèce sans perfusion qui inquiètent les investisseurs. Les carottes seraient donc bientôt cuites pour la Grèce.

Quelles conséquences pour la France ?
En cas de faillite de la Grèce, le FESF ne sera plus remboursé par Athènes. Les garants, dont la France, vont devoir prendre le relai pour que le FESF puisse rembourser les institutions auxquelles il a emprunté. Si le fameux amendement passe, la France sera alors exposée à hauteur de 159 milliards d'euros. Cela représente 10% de notre dette publique actuelle (1 591,2 milliards d'euros au quatrième trimestre 2010, soit 82,3% du PIB selon l'Insee). Cela équivaut également à peu de choses près au déficit budgétaire de l'année dernière (7,1% du PIB).

La France s'est engagée à réduire son déficit public à 5,7% en 2011 (contre 6,0% envisagé initialement) puis 4,2% en 2012 et 3,0% en 2013. L'agence Fitch, qui vient de confirmer la note AAA de la France, a prévenu qu'un "écart important par rapport à ces objectifs mettrait la note AAA de la France sous pression baissière". Un défaut de paiement de la Grèce pourrait donc remettre en cause la note de la France et nous faire basculer du mauvais côté : celui des pays insolvables.

A dita Iniciativa de Viana ou a reestruturação envergonhada da dívida grega

A restruturação da dívida grega foi imposta pela força das coisas!...
Diminuição da taxa de juro,alongamento do prazo de pagamento da dívida foi obtido pela Grécia.Trichet e o BCE foram obrigados a aceitar o "ROULEMENT" ´da dívida grega.Os credores recomprarão os títulos de dívida grega quando estes chegarem à maturidade. Afinal sempre era possível.E agora os partidos da troyca não exígem também para Portugal,uma descida da taxa de juro?
O capataz do capital financeiro na Comissão, Durão Barroso, afirmou hoje com pose grave à MRPP que Portugal não podia falhar...Isto é que tinha de cumprir o "acordo" da Troyca!em vez de propor também para Portugal uma descida da taxa de juro.Começa a ficar claro que o que pretendem é ,a pretexto do acordo, aproveitar a embalagem para avançarem com a rápida liquidação de direitos designadamente no campo laboral para depois baixarem a taxa de juro...com o argumento de que este está a ser cumprido...
Entretanto na luta Euro/Dólar as empresas de Notação,ligadas aos interesses dos E.U. como a Fitch e a moody,s já declararam que vão averiguar se a contribiução dos credores é voluntária ou se é pressionada." Se houver uma dimensão de pressão ou de constrangimento então consi deremos que houve défaut-falência....e portanto segue a especulação...

Nova recessão mundial para o fim deste ano

Uma previsão do ponto de vista dos investidores.

Lundi 6 juin 2011

Rechute en récession à la fin de 2011. Couvrez-vous !
Simone Wapler
Les zombies se portent bien
Bill Bonner





Rechute en récession à la fin de 2011. Couvrez-vous !
Simone Wapler

Le double creux, double dip, rechute en récession des Etats-Unis n'est pas encore dans les médias, mais il est déjà gravé dans les statistiques, il sera probablement officiel à la fin de l'année. Entre temps, il y a fort à parier que les prochains chiffres montreront "plus d'inflation qu'attendue" et "des chiffres économiques plus faibles que prévus".

"L'emploi américain ravive les doutes sur la reprise", titre L'Agefi de ce matin lundi 6 juin. Pensez un peu : 54 000 créations d'emplois alors que les économistes en attendaient 165 000. La durée moyenne de chômage atteint un niveau jamais vu : 39,7 semaines.

La croissance ne s'achète pas en imprimant (même électroniquement) des billets. C'est ce que semblent découvrir avec étonnement politiques et financiers. Ces grands enfants étaient tellement absorbés dans leur partie de Monopoly, qu'ils n'ont pas vu venir le coup.

Croyez-vous que les économistes soient désarçonnés ? Pas du tout. Selon eux, il ne s'agit que de facteurs temporaires : le Japon, Pâques un peu tard, météo capricieuse, hausse des prix du pétrole...

Le seul ennui, c'est que l'immobilier reste en état de mort clinique. Qu'ont en commun Phoenix, Miami, Tampa, Atlanta, Chicago, Detroit, Minneapolis, Charlotte, Las Vegas, New York, Cleveland ? L'immobilier dans toutes ces villes a touché un nouveau point bas. Une maison à Las Vegas a perdu 59% de sa valeur d'avant-crise.



Et puis, parlons un peu des banques. "Le produit net bancaire du secteur a baissé au premier trimestre en raison de la faible demande de crédit", nous apprend L'Agefi du vendredi 27 mai. Le quotidien souligne ensuite tous les points d'amélioration (septième hausse consécutive du résultat net, diminution des créances douteuses) mais termine sur une douche froide : 888 banques déclarées à problème par la FDIC américaine, sur le premier trimestre 2011, soit quatre de plus qu'à la fin de 2010.

Heureusement pour les Etats-Unis, à maintenant J-24 de l'arrêt officiel de la planche à billets, l'Europe fait une diversion opportune.

La croissance ne s'achète pas non plus à coup d'endettement public. C'est ce que découvre avec étonnement le Vieux Continent, tandis que l'attention du marché est concentrée sur la Grèce. La Grèce va obtenir une rallonge puisqu'elle "ne peut pas faire faillite" dans l'esprit des politiques et des financiers. C'est aussi simple que cela.

La Grèce est interdite de faillite car derrière on trouve des banques allemandes et françaises, puis des produits dérivés, puis la Banque centrale européenne, puis les Etats réputés forts de l'Europe, les "belles signatures".

Nous (les Français) avons beaucoup de malchance : notre triple A vient d'être reconduit par Fitch. C'est notre laisser-passer pour toujours plus de dettes publiques puisque son émission reste si bon marché.

Que retenir de ceci ? Les marchés actions ne sont que le reflet des bénéfices futurs des entreprises. Celles-ci vont se trouver confrontées à un nouveau ralentissement et tous les efforts de productivité et de rentabilité sont déjà dans les cours. Le chiffre d'affaires ne sera probablement pas au rendez-vous de la fin de l'année.

A ce stade, si vous n'avez pas déjà mis en place votre stratégie de couverture, c'est que vous avez plus le goût de la roulette russe que de l'investissement.



Ces 3 mensonges risquent de vous coûter cher !

Gouvernants et responsables financiers n'ont pas intérêt à vous dire toute la vérité. Ils travaillent d'arrache-pied chaque jour pour vous faire croire que tout va bien.

Seulement, quand leurs mensonges éclateront au grand jour, tout risque d'aller très vite. A ce momentlà, mieux vaudra être préparé si vous ne voulez pas littéralement y perdre votre épargne.