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29 de junho de 2026

Leyen: A Europa sustenta os valores do Talmude - 1

Segundo a sra. Leyen "a Europa sustenta os valores do Talmude (coletânea de livros sagrados judaicos sobre a lei, ética, costumes e história do judaísmo). Ignora-se em que resolução se baseia para o afirmar em nome da "Europa". Se ela quer dizer que apoia as ações de Israel, então não se percebe o que o Talmude tem que ver com valores e direitos defendidos por humanistas e democratas europeus, que aliás pouco têm que ver com o que é praticado atualmente na UE.

A Leyen, pretende simplesmente branquear as ações do governo de Israel, que não se podem confundir com princípios humanistas também contidos no judaísmo. Diz o pro. Jeffrey Sachs: Israel tem "rudimentos de democracia" apenas se for um judeu. Se é um árabe em Israel, absolutamente não. E se você é um palestiniano - é mais provável ser abatido do que ter direitos ou votar". Israel exibe um padrão completamente racista, em que o povo árabe não conta e como animais ou vermes pode ser exterminado".

Um relatório Conselho de Direitos Humanos da ONU, aponta que Israel ataca deliberadamente crianças palestinas e descreve os meios utilizados para aterrorizar. O ataque sistemático a crianças palestinas em Gaza serve como um elemento fundamental para estabelecer o que é conhecido como intenção genocida contra o povo palestino. 

Nick Maynard da Escola Médica de Oxford, viu ferimentos no Hospital Nasser em Gaza. “O padrão de ferimentos que todos nós testemunhámos estava claramente para além da coincidência, era claramente um jogo de prática de alvo”.

A Leyen não ouve estas vozes, nem mesmo a do Presidente de Israel, Isaac Herzog, político do Partido Trabalhista, que reconheceu o derramamento de sangue dos árabes em Israel e o "comportamento vergonhoso" dos extremistas que aterrorizam cristãos e muçulmanos. Também admitiu a violência que assola a Cisjordânia, lamentando que a sociedade israelita se tenha tornado insensível aos assassinatos.

Desde outubro de 2023, registaram-se em Gaza 72 775 mortos, 172 750 feridos. Apesar do cessar-fogo em outubro de 2025, o genocídio prossegue, 1.012 palestinos mortos (238 crianças, 111 mulheres), 3.208 feridos, quase metade dos feridos crianças, mulheres ou idosos. Mais de 45 000 órfãos; cerca de 21 000 com deficiências, todas as crianças sofrendo de stress pós-traumático (PTSD).

As forças israelitas "não discriminam entre civis e alvos militares enquanto arrasam Gaza", onde destruíram toda a sua infraestrutura, escolas, clínicas, mesquitas, hospitais, água e saneamento". Israel está a fazer o mesmo no Líbano agora: pelo menos 121 paramédicos e socorristas mortos e outros 223 feridos por ataques israelitas em três meses.

Majorie Taylor Green, ex-apoiante de Trump, afirma que a América não pode ficar em silêncio e deve parar de financiar Israel para fazer tais atrocidades. Referindo-se expressamente ao ataque israelita a um mosteiro e escola católica. Um crime de guerra, que Israel justifica para criar uma "zona tampão" no sul do Líbano.

Se a Leyen e os submissos "comentadores" não ouvem estas vozes, muito menos a do renomado jornalista Chris Hedges, que dirigindo-se às crianças de Gaza, reconheceu o fracasso do mundo em protegê-las dos conflitos e sofrimentos de que são vítimas.

As FDI não se detêm perante profissionais de saúde ou jornalistas. O padrão é matar e depois dizer que ele um inimigo. Dezenas de médicos e outros profissionais de saúde de Gaza continuam em prisões israelitas sem acusação ou julgamento, num abuso deliberado e sistemático dos direitos humanosGaza está sob "cerco médico total", centenas de trabalhadores da saúde foram mortos ou detidos, os hospitais ainda funcionais continuam bloqueados de reabastecimento, apesar do cessar-fogo. A fome acelera as mortes dos pacientes, 70% dos recém-nascidos em Gaza são prematuros, mulheres grávidas passam fome. As consequências psicológicas e sociais vão durar gerações.

Israel pretende suspender as operações de 37 ONG, incluindo Médicos Sem Fronteiras, Oxfam e World Vision. A medida será imediata e catastrófica, colocando em risco 100% da capacidade de tratamento de desnutrição que vai salvando vidas em Gaza.

A UNICEF alertou em 2025, para o facto de 470 000 pessoas em Gaza enfrentarem uma fome catastrófica e toda a população ter insegurança alimentar aguda, 71 000 crianças e mais de 17 000 mães precisarão de tratamento urgente para desnutrição aguda.

Num Comunicado da ONU: Estas ações constituem crimes de guerra de homicídio intencional, maus-tratos e destruição de propriedade civil protegida e crime contra a humanidade de extermínio.” 

Como no passado, os EUA rejeitarão estas acusações e Israel acusará as Nações Unidas de antissemitismo.

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