Linha de separação


2 de julho de 2017

Uma opinião
Um homem político pode ser ateu, agnóstico ou crente. Mas, o facto de pretender servir a Deus não faz do seu partido político uma Igreja.

Islão e clericalismo no Médio-Oriente Alargado

(...) Vou, pois, aclarar questões relativas ao Islão antes de descrever o mais precisamente possível a sua situação actual.
Em primeiro lugar, se têm uma ideia feita quanto ao Islão, é porque vocês não conhecem mais do que uma única das suas versões, já que de Marrocos até ao Xinjiang esta religião assume as formas mais variadas. Quer seja no plano litúrgico ou jurídico, não há qualquer semelhança entre o Islão de Sarjah (um dos Emirados A. Unidos- ndT) e o de Java.

1 de julho de 2017

Noticias da Eurolândia

1)O presidente da ADUSBEF, a principal associação de defesa dos clientes de bancos de Itália, Elio Lannutti, está contra as medidas para salvar os dois bancos e lamenta a subserviência do Estado à banca.
O dirigente afirma que a operação vai custar milhares de empregos e serão os contribuintes a pagar a fatura.
2)O Patrão Shauble : "Achamos todos conveniente (zona euro e FMI) que o terceiro programa grego (2015-2018) seja o último com a participação do FMI", indicou o ministro Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, conhecido pela intransigência sobre a questão da reestruturação da dívida grega, numa entrevista publicada este sábado pelo diário grego Ta Néa.

O FMI tem insistido no alívio da dívida grega, uma solução que, segundo a instituição, pode dar um novo fôlego à economia do país. 

Tendo participado financeiramente nos dois primeiros empréstimos internacionais acordados para solucionar a crise da dívida, o FMI continua presente no terceiro programa grego mas recusa de momento dar dinheiro se a zona euro não decidir aliviar a dívida grega (actualmente em 180% do Produto Interno Bruto, PIB).
Sob pressão, sobretudo de Berlim, a zona euro ainda não tomou qualquer decisão sobre a questão da dívida grega, tendo adiado a resolução deste problema para o próximo ano isto é para depois das eleições na Alemanha. Como sempre os sacerdotes do europeísmo remetem se ao silêncio...

As mentirolas do Império


Sy Hersh, Exposer of My Lai and Abu Ghraib, Strikes Again, Exposing US Lies About Alleged Assad Sarin ‘Attack’

Photo by CC BY 2.0
-JvL- | 
Pulitzer Prize-winning investigative reporter Seymour Hersh, the journalist who exposed the My Lai massacre of Vietnamese women, children and old people by US troops, the Abu Ghraib prison torture scandal in Iraq, and many other critically important stories, has now obliterated the US government’s (and the US media’s) claim that Syrian President Bashar al-Assad’s military killed nearly 100 people with a Sarin nerve gas bombing in April, an incident which prompted President Trump to order a Tomahawk cruise missile attack on a Syrian Air Force base.

Uma opinião

A hipótese comunista
Entrevista em Castelhano e Francês

Entrevista a Alain Badiou, filósofo
"Debemos sacar nuestro propio balance de las experiencias del pasado"



Traducido del francés para Boltxe Kolektiboa por Beatriz Morales Bastos.

El mundo va mal. La nueva crisis sistémica del capitalismo depredador se ha transformado ahora en una crisis de civilización que nos lleva directamente a darnos contra la pared. Las alternativas progresistas tardan en afirmarse en el tablero político, incapaces como son de engendrar verdaderos movimientos emancipadores. Por lo tanto, ¿cómo hacer frente a una clase dominante organizada, decidida y que dispone de todos los recursos?
Philippe Stroot y Raffaele Morgantini (Investig’Action) han entrevistado al filósofo militante Alain Badiou para que nos esclarezca los nuevos retos globales y los desafíos futuros: la idea del comunismo, la «crisis» de los emigrantes, la izquierda y la derecha, el papel de los medios de comunicación, la democracia…
Pregunta: Profesor Badiou, a los medios les gusta presentarle como El profesor comunista francés, como si se trata de una especie en vías de extinción. ¿En qué punto están las ideas comunistas en Francia y en el mundo en 2017, cien años después de la Revolución de Octubre?

Paes Mamede. “Este euro não é para nós, portugueses”

Ricardo Paes Mamede considera que "não vai depender, seguramente, apenas de nós a existência do euro para toda a eternidade".https://www.dinheirovivo.pt/economia/paes-mamede-este-euro-nao-e-para-nos-portugueses/(...)
Se as negociações do Brexit correrem mal e derem origem a um grande contração da economia inglesa ou britânica; se nos Estados Unidos, este movimento que tem sido anunciado nestes dias de, não só aumento das taxas de juro centrais, mas de até retrocesso de redução dos estímulos monetários de compra de ativos… Aparentemente há intenção da Reserva Federal americana de começar a vender alguns dos ativos que comprou no processo de expansão monetária dos últimos tempos. Tudo isto, associado à incerta geopolítica que a nova administração tem, são riscos acrescidos… Um aumento da taxa de juro nos Estados Unidos teria impactos imediatos no aumento das taxas de juro na Europa também. E depois há o problema de instabilidade financeira mundial, o Bank of International Settlements [Banco de Pagamentos Internacionais] publicou, esta semana, um relatório sobre, precisamente, os riscos financeiros a nível internacional, e que chama a atenção para uma questão muito simples, que é: há ciclos financeiros que são muito claros nas últimas décadas, tipicamente a seguir a um período de enorme liquidez nos mercados, que é o que temos tido com os bancos centrais a tornarem muito fácil e muito barato o acesso a crédito e a expandirem no fundo a oferta de moeda pelas economias. Isto tem dado, sistematicamente, origem a formação de bolhas especulativas, em diferentes tipos de mercados, seja no imobiliário, seja nos mercados bolsistas, seja nos mercados cambiais, que mais cedo ou mais tarde dão origem a crises financeiras, que podem ser maiores ou menores. E, no dia em que isso acontecer, nós vamos voltar a ter problemas para sustentar o nível de dívida pública que temos em Portugal.(...)

Nova provocação à China


A aprovação da venda de armas pelos Estados Unidos a Taiwan, por US$ 1,4 bilhiões nesta quinta-feira, voltou a causar irritação ao governo chinês e expôs o quão dúbia pode ser a política do presidente norte-americano Donald Trump.

A negociação, anunciada pela Departamento de Estado dos EUA, foi a primeira firmada pela administração Trump com Taipei, de acordo com reportagem do jornal britânico The Guardian.
O acordo prevê a venda de armamentos norte-americanos que incluiriam desde suporte técnico para radares, até mísseis antiaéreos, torpedos e outros sistemas.
Pequim não demorou a reagir ao negócio. O embaixador chinês nos EUA, Cui Tiankai, declarou que já apresentou as suas críticas ao governo norte-americano.
Em declarações reproduzidas pela Agência Reuters, Tiankai disse que “todas essas ações – as sanções contra companhias chinesas e em especial a venda de armas para Taiwan – minam a confiançaa mútua entre os dois países e contradizem o espírito do encontro”, em referência à reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, em abril, no estado americano da Flórida.
As críticas não pararam aí. O porta-voz da Chancelaria chinesa, Lu Kang, disse que o país reclamou oficialmente junto à Casa Branca, afirmando ainda que tanto Pequim quanto Washington concordam que Taiwan é “parte integrante” da China.A China considera Taiwan uma província rebelde e, desde 1979, os EUA reconhecem que Taiwan é parte do território chinês. A política bilateral entre Washington e Pequim se pauta por protocolos conhecidos como a política de uma só China.

A dívida da China

Publicação em Castelhano e Inglês -no fim

Yu Yongding

Yu Yongding, a former president of the China Society of World Economics and director of the Institute of World Economics and Politics at the Chinese Academy of Social Sciences, served on the Monetary Policy Committee of the People’s Bank of China from 2004 to 2006.
BEIJING – El problema de la creciente deuda de China recientemente pasó a estar en el candelero cuando Moody's rebajó la calificación soberana del país. Ahora bien, ¿la rebaja estaba realmente justificada?