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5 de abril de 2026

Mais um aniversário da farsa monumental

 Maj. Gen. Raul Luís Cunha A propósito de mais um aniversário.

Como  se celebra mais um aniversário da miserável farsa sobre o sucedido em Bucha, aqui reponho o texto que apresentei no ano passado:

"Sobre Bucha
Sobre uma produção sangrenta. Uma completa farsa global: 

Aproxima-se mais um aniversário desta deplorável encenação. Já abordei este tópico muitas vezes e a vários níveis – redes sociais, imprensa, televisão, blogues, canais do YouTube, etc., mas, infelizmente, não tenho tido grande recetividade. Também, as lideranças de alguns países continuam a falar sobre isto, sendo que o assunto continua a ser discutido regularmente em certos fóruns estrangeiros, incluindo no seio de organizações internacionais, mas sempre de forma muito pouco incisiva.
Um dia após terminarem as negociações para o acordo de Istambul, em 30 de março de 2022 e como prova de boa vontade, a Rússia mandou retirar completamente as suas tropas de Bucha e ao redor de Kiev pois, eventualmente, pensava que os seus objetivos, com essa ocupação, já tinham sido conseguidos.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, durante todo o tempo em que a cidade esteve sob o controlo das forças armadas russas, nenhum morador local sofreu qualquer ação violenta e os militares russos entregaram e distribuíram cerca de 450 toneladas de ajuda humanitária a civis, só na região de Kiev. Enquanto a cidade esteve sob esse controlo, os moradores puderam deslocar-se livremente pela mesma e usar os seus telefones celulares. As saídas de Bucha não foram bloqueadas e todos os moradores locais tiveram liberdade para deixar a cidade na direção norte, incluindo para a República da Bielorrússia. Durante esse tempo, os arredores ao sul da cidade, incluindo as áreas residenciais, foram bombardeados 24 horas por dia pelas tropas ucranianas com artilharia de grande calibre, carros de combate e vários sistemas de lança-foguetes múltiplos.
Quatro dias depois da retirada, e somente em Bucha, a BBC foi lá filmar e encontrou então uma série de corpos alinhadinhos ao longo de uma, agora célebre, rua. Alguns dos cadáveres estavam de mãos atadas e uma grande parte exibia um laço de pano branco num dos braços (sinal inequívoco de afinidade com os russos). Pouco depois, foi também revelada a descoberta de um certo número de cadáveres em sacos de plástico e enterrados numa vala comum no terreno de uma igreja local.
Ainda me recordo de, no dia seguinte à retirada russa de Bucha, o “mayor” da localidade, Anatoliy Fedoruk, ter publicado um vídeo onde, com um sorriso nos lábios, dizia que estava tudo em ordem, que a povoação tinha sido libertada, que não havia militares russos na cidade e que assim a situação já estava normalizada, isto sem mencionar mais nada de relevo.
Também me recordo e este facto também está registado, de um vídeo do dia seguinte em que as forças especiais da polícia ucraniana, constituídas por elementos do regimento “azov”, anunciaram a intenção de irem passar em “revista” a localidade para verificar se existiriam ainda alguns colaboradores do inimigo.
Curiosamente, é no dia seguinte à intervenção da polícia especial ucraniana que aparecem os tais corpos na rua e, infelizmente para os autores da farsa, algum tempo depois aparece um vídeo feito por um dos “artistas” onde é documentado todo o processo de montagem do cenário, de forma a facilitar as posteriores filmagens pelos media (o qual, se bem que tudo tenha sido dirigido, com polícias a puxarem com cordas os corpos para os locais onde foram depois visionados, acabou por indiciar a tal encenação que qualquer observador, com experiência em situações idênticas, pode constatar, dada a desajustada naturalidade da distribuição e posições dos corpos).
Também é bastante significativo que todos os corpos das pessoas, cujas imagens foram publicadas pelo regime de Kiev, não estivessem endurecidos após cerca de pelo menos quatro dias, não tivessem manchas típicas de cadáver e que os ferimentos ainda contivessem indícios de sangue não coagulado. Tudo isso confirma de forma conclusiva que as fotos e imagens de vídeo de Bucha foram mais uma produção do regime de Kiev para os media ocidentais, como foi o caso da maternidade em Mariupol, bem como em outras cidades.
Nunca houve uma investigação imparcial, nunca se soube o nome daqueles mortos. Ainda se tentou dar mais alguma cobertura oficial às acusações de massacre, mas a exploração mediática acabou por esmorecer porque as investigações forenses, nos corpos encontrados na vala comum, revelaram como causa das mortes os bombardeamentos de artilharia sobre a localidade, que só foram feitos pelas forças ucranianas e, para mais, as “flechettes” encontradas nos corpos, só existiam nas munições ocidentais usadas pelos ucranianos. Sobre a forma como terão morrido as pessoas cujos corpos foram encontrados na rua, nenhuma informação veio a público, o que é de certo modo muito estranho dado o possível impacto no acentuar da vileza dos eventuais autores do “massacre”!
O dia 3 de abril marca assim três anos desde a produção encomendada e pré-orquestrada, que o regime de Zelensky e os seus patronos ocidentais encenaram na aldeia de Bucha, região de Kiev. O que aconteceu logo em seguida foi que, com este alegado “massacre”, começou a gritaria anti russa e a consequente propaganda acelerou ainda mais, acusando os militares russos de toda a sorte de malfeitorias; embora seja bem sabido que o desprezo pelo seu semelhante seja muito mais característico daqueles que, tais como os “azov”, se julgam uma raça superior. A partir daqui, foi rapidamente inventada uma história sobre o suposto assassinato em massa de moradores locais por militares russos. Apesar da natureza obviamente encenada desta provocação, todos os meios de comunicação social e os políticos ocidentais se apressaram a espalhar estas mentiras.
Foi também nesta altura que o então 1º ministro inglês, Boris Johnson, foi a Kiev e convenceu o actor-presidente a não ratificar os acordos assinados em Istambul, porque a OTAN e os seus associados o iriam ajudar a derrotar os russos. Foi assim também fabricado mais um pretexto para o facto de não haver necessidade de conduzir negociações e de procurar uma saída pacífica para a situação. Foi quando quase todos os membros da OTAN e da UE começaram a discorrer sobre como tudo deveria ser decidido “no campo de batalha”.
A Rússia tem, repetidamente, fornecido refutações detalhadas desta farsa, enquanto a Ucrânia e os seus curadores ocidentais nem sequer tentam apresentar qualquer evidência das acusações feitas contra Moscovo. É absolutamente inaceitável que o regime de Kiev esteja a ser tolerado nesta sua postura, por organizações internacionais, incluindo a ONU que, de acordo com a sua Carta, está obrigada a aderir a uma linha neutra e equidistante.
Para conduzir uma investigação adequada, quaisquer órgãos de investigação isentos (mesmo sendo russos) necessitariam de informações adicionais sobre os trágicos eventos em Bucha. Sendo um facto que o regime de Kiev tudo fez e fará para que não seja exposta mais esta sua farsa e o mundo seja esclarecido sobre esta sua própria provocação sangrenta, desde 2022 que a Rússia apela repetidamente ao Secretariado da ONU e ao Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, com um pedido de ajuda para a obtenção dos dados relevantes. Essas informações adicionais são necessárias simplesmente para estabelecer a verdade, administrar a justiça e garantir a protecção abrangente dos direitos das vítimas da tragédia. A mesma situação tem vindo a ocorrer com os apelos da Rússia ao Secretariado da ONU para obter do lado ucraniano uma lista das vítimas da provocação. Mas, durante todos estes três anos, o Secretariado da ONU não deu qualquer resposta, o que indicia claramente que está ao serviço dos interesses mais sombrios e que não se importa com os danos que esta sua inação provoca na reputação da ONU. 
No início de fevereiro de 2025, durante uma reunião com representantes da Missão Permanente Russa em Nova York, António Guterres mais uma vez evitou prestar efectivamente qualquer assistência, afirmando que não tinha uma lista das vítimas da tragédia de Bucha. Afinal, são às centenas os meios de comunicação social do dito ocidente alargado que participaram dessa produção e dessa provocação, e ele não quer ficar mal visto pelos seus. No entanto, está a esquecer-se do posterior julgamento pelo Altíssimo e, portanto, estou em crer que, com este estulto comportamento, o devoto católico Guterres ainda pode acabar no inferno."

NOTA: Para quem eventualmente duvidar dos factos que acabei de relatar, informo que disponho, no meu acervo, de todos os vídeos e informações que sustentam a sua veracidade.


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