Linha de separação


7 de maio de 2026

A UE de mito a pesadelo - 1

A UE foi desde o início do "projeto europeu" nos anos 1950, um objetivo liberal, o que hoje se designa neoliberal. Para o impor foi necessário eliminar as orientações de esquerda, até à social-democracia de "centro-esquerda", recorrendo à conspiração assassinatos físicos ou políticos. São exemplos a Operação Gládio, Olof Palme, Aldo Moro (poderíamos incluir Shimon Perez), Willy Brandt, Jeremy Corbin, etc.

Sendo a estrutura económica determinante política e socialmente, o liberalismo, com suas contradições, dando todo o poder ao capital através de uma enviesada noção de defesa da propriedade privada, sobrepõe-se aos direitos sociais, designadamente laborais.

A UE, de forma geral a Europa, vive agora crises que se têm agravado de forma constante. Tornou-se no que vem da antiguidade grega: uma quimera, o mito, a fantasia que se transformam em monstro, em pesadelo.

O federalismo foi uma fuga para mascarar as debilidades estruturais do sistema baseado em mitos, transformados em dogmas à margem da realidades objetiva, pensando que podem ser mantidos por mais intensa propaganda.

O maior aliado - talvez o único - da Europa, os EUA, impõem-lhes tarifas ao que choca com os interesses das suas empresas. Nomeadamente, os EUA vão aumentar as tarifas sobre carros e camiões fabricados na UE em 25%.

Desacreditada no contexto internacional, a Europa não tem autonomia, comporta-se como um simples vassalo dos Estados Unidos. O PM canadiano, Mark Carney reflete esta situação: É a minha forte opinião pessoal que a ordem internacional será reconstruída, mas fora da Europa.

Nem outra coisa é de esperar, gerida por políticos incompetentes e desacreditados, mesmo internamente, levados ao poder pela sua submissão aos interesses oligárquicos. Merz, Macron, Strarmer, as suas taxas de aprovação andam entre 15 e 18% os eleitores.

El Pais critica von der Leyen, Kaja Kallas e Mark Rutte por incompetência e submissão aos EUA e ignorar as necessidades energéticas e económicas da Europa. Kaja Kallas é descrita como um "fracasso inconsistente".

Manifestações contra medidas a que os governos, CE e BCE, não conseguem dar resposta sucedem-se há muito designadamente na Alemanha, contra os preços exorbitantes dos combustíveis; em França contra as políticas agrícolas, aumento de preços e pagamento insuficiente das produções. Sob a pressão dos protestos dos agricultores Presidentes de Câmara de algumas cidades francesas removeram bandeiras da UE. Em Turim, no Dia da Libertação do Fascismo (25 de ABRIL) foram queimadas bandeiras da UE e NATO

Os países estão agora à beira de um colapso económico e financeiro perdendo competitividade, níveis de vida da população e acumulando dívidas. Milhares de milhões são destinados a despesas militares e apoio ao clã de Kiev cuja corrupção é sem limites e sem vergonha. Os media tudo isto escondem.

As sanções aplicadas à Rússia criaram uma crise energética na Europa. Agora apoiando os EUA e Israel contra o Irão (ameaçam este país com mais sanções!!) agravam a existente. Desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, os países da UE pagaram em excesso pelas importações de energia em mais de 30 mil milhões de euros.

Os países da UE perderam cerca de 48 mil milhões de euros devido às sanções anti russas impostas após 2021, dados do Eurostat. Ao longo de quatro anos, as exportações da UE para a Rússia caíram de 73 mil milhões de euros no período janeiro-outubro de 2021, para 25 mil milhões no mesmo período de 2025 (-65%).

A Alemanha, antes o maior comprador de recursos energéticos russos mais baratos, perdeu esta vantagem, levando a falências. O Gabinete Estatístico Federal da Alemanha, indica que, em 2025, mais de 20 000 empresas declararam insolvência financeira mais 10,3% em comparação com 2024 com um declínio crítico da indústria automóvel.

Toda o palavreado propagandístico de "valores", querendo dar lições de democracia e direitos, não passa de quimera, ignorando os horrores em Gaza, o terror na Cisjordânia (onde para a "Autoridade Palestina" do sr. Abbas?), no massacre da população libanesa, violando cessar fogo. De tudo isto na CE Kaja Kallas apela ao Irão para "cumprir a lei internacional" e abrir o Estreito de Ormuz. Diz o Ministro do Negócios Estrangeiros do Irão : "A incapacidade crónica da Europa de praticar o que prega transformou a sua conversa sobre a "lei internacional" no cúmulo da hipocrisia.

Ao adotar a russofobia como política oficial o mito europeu evidenciou-se como pesadelo, arrastando os povos para a monstruosidade de uma guerra que tinha todas as condições para nem sequer ser iniciada, ou então terminar logo em abril de 2022. O enviado oficial do império, Boris Johnson foi a Kiev proibir que tal acontecesse..


Sem comentários: