Com a honrosa exepção do PCP
QUANDO A "VERGONHA" MUDA DE CAMPO Rui Pereira
Numa
das suas obras, Milán Kundera, um escritor de quem me lembro e a que
volto com frequência, dizia a propósito de um dado personagem de uma das
suas obras que ele era "o melhor ajudante do seu próprio coveiro".
Ontem,
por entre insultos de "vergonha" proferidos pela direita, os deputados
comunistas portugueses voltaram a negar-se a aplaudir quem na Ucrânia
ilegalizou o partido seu congénere, prendeu os seus dirigentes e
perseguiu os respetivos militantes e simpatizantes. Na mais espectacular
destas acções, quase cinquenta, comunistas e não comunistas,
sindicalistas foram queimados vivos no interior da Casa dos Sindicatos
de Odessa fez por estes dias 12 anos.
Aos
comunistas em 2015, seguiram-se todos os outros partidos ucranianos que
têm representações homólogas de carácter democrático no parlamento
português, a começar pela esquerda e a acabar no Partido Socialista.
Assim,
na Ucrânia, socialistas e outros militantes e simpatizantes
sociais-democratas ou simplesmente não extremistas de direita que
restem, ficam gostosamente informados de que por cá os seus homólogos no
parlamento aplaudem quem por lá os ilegalizou. Em que campo fica a
"vergonha"?
Para uma resenha e ligações sobre estes factos desde 2015: https://www.abrilabril.pt/ nacional/presidente-do- parlamento-ucraniano-recebido- em-lisboa

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