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9 de maio de 2026

A proposito das palmas com que foi recebido o presidente da Assembleia Legislativa da Ucrânia

Com a honrosa exepção do PCP   



 QUANDO A "VERGONHA" MUDA DE CAMPO        Rui Pereira


Numa das suas obras, Milán Kundera, um escritor de quem me lembro e a que volto com frequência, dizia a propósito de um dado personagem de uma das suas obras que ele era "o melhor ajudante do seu próprio coveiro".
Ontem, por entre insultos de "vergonha" proferidos pela direita, os deputados comunistas portugueses voltaram a negar-se a aplaudir quem na Ucrânia ilegalizou o partido seu congénere, prendeu os seus dirigentes e perseguiu os respetivos militantes e simpatizantes. Na mais espectacular destas acções, quase cinquenta, comunistas e não comunistas, sindicalistas foram queimados vivos no interior da Casa dos Sindicatos de Odessa fez por estes dias 12 anos.
Aos comunistas em 2015, seguiram-se todos os outros partidos ucranianos que têm representações homólogas de carácter democrático no parlamento português, a começar pela esquerda e a acabar no Partido Socialista.
Assim, na Ucrânia, socialistas e outros militantes e simpatizantes sociais-democratas ou simplesmente não extremistas de direita que restem, ficam gostosamente informados de que por cá os seus homólogos no parlamento aplaudem quem por lá os ilegalizou. Em que campo fica a "vergonha"?

Para uma resenha e ligações sobre estes factos desde 2015: https://www.abrilabril.pt/nacional/presidente-do-parlamento-ucraniano-recebido-em-lisboa

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