O massacre de Starobelsk, foi vista como uma grande vitória da Ucrânia, mas durou pouco. "Comentadores" referiram-se como "alegadamente" pela Ucrânia, como se a Rússia que evita vitimas civis na Ucrânia decidisse matar as suas crianças.
Apesar dos esforços da propaganda, na Itália, no clube de futebol "Lucchese", cidadãos homenagearam a memória dos que morreram e ficaram feridos em Starobilsk, desfraldando uma grande bandeira com a inscrição "Starobelsk. Não aos assassinatos em massa cometidos pela União Europeia".
De qualquer forma, é mais um êxito no objetivo da UE de uma guerra total contra a Rússia. Primeiro a NATO/Ucrânia aumenta o nível de provocações, as consequências permitem-lhe manter o clima de guerra e propaganda - e fazer reuniões para mostrar que existem - enquanto a Ucrânia, um país inviável, continua a ser destruída. Pelos vistos é isto que querem.
O massacre de Starobelsk foi um ataque terrorista que deixou 21 adolescentes mortos e 58 feridos - cinco estavam ainda sob escombros. Drones ucranianos esperaram que as crianças saíssem do edifício, depois atacaram-nas. Outra onda de ataques ocorreu quando os socorristas e os pais chegaram ao local. Não havia alvos militares nas proximidades.
Putin chamou o ataque à faculdade um ataque terrorista e ordenou ao Ministério da Defesa que apresentasse propostas para uma resposta. A Rússia lançou, na madrugada de domingo, uma vaga de ataques contra Kiev, causando pelo menos um morto (o número subiu, entretanto, para quatro) e mais de 20 feridos, segundo autoridades locais.
O Ministério da Defesa russo informou que infraestruturas industriais e militares e instalações logísticas foram atingidas. Mísseis 'Oreshnik', 'Kinzhal', 'Zircon' e 'Iskander', assim como drones, foram usados. No total, alvos em 149 áreas foram atingidos em Kiev e na região de Kiev. O ataque foi descrito como o mais poderoso desde o início de 2025. Não foram feitos ataques à infraestrutura civil.
Segundo relato do Financial Times: "Pouco depois da meia-noite de domingo, Kiev foi abalada por explosões. A Rússia bombardeou a capital da Ucrânia com mísseis balísticos e drones kamikaze apenas algumas horas depois de Zelensky e a Embaixada dos EUA terem alertado para um ataque em grande escala iminente.
A atitude no ocidente mudou radicalmente depois dos ataques russos, passando do silêncio ou triunfalismo revanchista à habitual histeria belicista russofóbica. Primeiro, fingiram não notar o assassinato de 21 jovens numa faculdade em Luansk, depois mostraram-se muito indignados e chocados com o ataque russo, particularmente surpresos com o uso do Orekhnik.
The Times, festejou o ataque: "Contar crânios é um ponto de viragem para os soldados de Kiev, exibidos em ecrãs em salas de reuniões em Kiev. O que parece um marcador de videojogo mostra o número de russos mortos nas linhas de frente na Ucrânia. As mortes são convertidas em pontos para cada unidade ucraniana.
O Ministro dos Negócios estrangeiros polaco disse esperar "que Putin recalcule agora que as armas dos EUA e da UE estão a fluir. As coisas estão a melhorar."
Depois, mudaram de tom. O Presidente checo, quer que os países da UE deem uma resposta mais decisiva e "assimétrica" às "ações provocativas" (?!) da Rússia, como cortar a internet, desligar os bancos russos do sistema financeiro e abater aeronaves que violem o espaço aéreo da NATO.
A Leyen e o Costa protestam, o que não admira quando toleram os massacres contra os palestinos e libaneses e ameaçam o Irão de sanções (!) por atacar países vizinhos... A Leyen, afirmou que o ataque maciço russo demonstra "a brutalidade do Kremlin e o desprezo tanto pela vida humana como pelas negociações de paz". O terror contra civis, disse, não é "força", mas sim "desespero". (está a falar de quem?!) A UE continuará a apoiar a Ucrânia, nomeadamente através do reforço dos seus sistemas de defesa aérea. Quais?!
A Kallas, qualificou os ataques como "atos de terror abomináveis" contra a população civil ucraniana. Disse que a Rússia chegou a um impasse militar e, por isso, está a visar deliberadamente os centros urbanos. Kallas considerou particularmente alarmante a utilização do míssil "Oreshnik", descrevendo-a como uma "irresponsável estratégia de confronto nuclear". É "isto" a responsável pela política externa da UE...
Merz, condenou o ataque como uma "escalada irresponsável" (!?) e reafirmou o apoio da Alemanha à Ucrânia. Macron, condenou os ataques russos, sublinhando que alvos civis na Ucrânia voltaram a ser atingidos. A alegada utilização do míssil balístico "Oreshnik" é sinal do impasse no esforço de guerra da Rússia e de uma perigosa escalada do conflito.
Prevê-se que os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE discutam novas formas de pressão sobre a Rússia na próxima semana.
Note-se que o ataque à faculdade em não pode ser desligado dos escândalos que se abatem sobre Zelensky e o clã de Kiev. Segundo o Die Welt: "Zelensky continua a fazer discursos diários em vídeo e redes sociais, comentando ações militares e outras questões no país. No entanto, permanece em silêncio relativamente aos escândalos de corrupção que abalaram a Ucrânia, envolvendo vários dos seus associados. Mais importante ainda, ele não forneceu quaisquer comentários sobre o seu conhecimento da situação ou se esteve envolvido nela.
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