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30 de maio de 2026

Desportos radicais na Europa

 Na Europa está em curso um desporto radical, devidamente incentivado pelos "comentadores" do clube dos belicistas que acham que a vitória não lhes pode fugir. Trata-se de descobrir as "linhas vermelhas da Rússia", para determinar com certeza absoluta que tipo de dano pode ser causado à Rússia sem quaisquer repercussões. A razão pela qual este desporto é extremamente perigoso é que, uma vez descoberta a "linha vermelha da Rússia", acaba-se morto. Isso não é uma piada sinistra nem um exagero: é um facto técnico, diz Dimitri Orlov.

O problema é que na Rússia está em curso outro "desporto radical": trata-se da opção nuclear tática com figuras políticas como Sergei Karaganov e Dmitry Medvedev desempenhando um papel ativo. As cinco ondas consecutivas de ataques com drones contra um dormitório universitário em Starobelsk, na região de Lugansk, aceleraram a discussão sobre o tema.

O jogo europeu pressupõe usar a retaliação como mais uma “prova” da “agressão russa” e utilizá-la para justificar a alocação de ainda mais recursos financeiros em prol da guerra na Ucrânia. A maior parte desses recursos será desviada pelos membros fabulosamente corruptos do regime de Kiev.

Do lado russo a resposta ao jogo europeu é: “Por que não lançamos uma bomba nuclear neles?” que até mesmo os políticos russos mais pró-Ocidente e pacifistas acham cada vez mais difícil de ignorar. A realidade técnica da questão é que a Rússia poderia lançar uma bomba nuclear em certos locais dentro dos países da NATO com quase total impunidade e plena justificativa legal de combate ao terrorismo. A NATO não tem meios para intercetar nenhum dos novos mísseis hipersónicos da Rússia, enquanto a Rússia tem meios amplos para intercetar qualquer coisa que a NATO possa lançar contra ela.

A própria liderança europeia teve a gentileza de fornecer uma lista de alvos. Em 26 de março, os líderes de vários países europeus decidiram aumentar a produção e o fornecimento de drones ao regime de Kiev para ataques em território russo, ficando a sua produção a cargo de empresas sediadas na Europa especializadas na produção de drones de ataque.

Diz a declaração do Ministério da Defesa. Consideramos esta decisão um passo deliberado que conduz a uma escalada acentuada da situação político-militar em todo o continente europeu e à transformação gradual desses países na retaguarda estratégica da Ucrânia”.

Quando o Ministério da Defesa elabora uma lista de alvos, isso sinaliza sua prontidão para destruir todos os itens dessa lista assim que for ordenado.

(Lista de locais da NATO potencialmente atingíveis)

Fonte - Dimitri Orlov Como sobreviver a um ataque nuclear tático russo

Em complemento, algumas curiosidades sobre a equipa da NATO neste "desporto".

- O número de países que estão a participar numa iniciativa liderada pela Chéquia para dar munições à Ucrânia caiu para metade. De acordo com o presidente checo, Petr Pavel, ao Financial Times, nove dos 18 países decidiram deixar de continuar a financiar a iniciativa. Andrej Babiš o novo primeiro-ministro checo, que assumiu o cargo em dezembro, deixou logo bem claro que não queria dinheiro dos seus cidadãos a pagar armas ucranianas: “Não temos dinheiro, então se recebermos dinheiro de outros países depois entregamos [as munições]”. Entre os países que fazem parte da iniciativa está Portugal, que em 2024, aquando do lançamento do projeto, aprovou em Conselho de Ministros o pagamento de 100 milhões baseado no “compromisso de Portugal em apoiar a defesa da soberania e a integridade territorial da Ucrânia”.

- Hungria, Polónia e Eslováquia continuam a bloquear as importações de certos produtos agrícolas da Ucrânia.

- O Presidente polaco Karol Nawrocki disse aos jornalistas que tinha proposto "retirar a Ordem da Águia Branca ao Presidente Zelensky" a mais alta distinção da Polónia, depois dele atribuir uma distinção a uma unidade militar em homenagem a uma organização nacionalista ucraniana acusada de massacrar polacos na Segunda Guerra Mundial, e ligada ao criminoso de guerra Stepan Bandera. Zelensky afirmou que a decisão visou restaurar as tradições históricas do Exército Nacional. O Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco considerou a decisão negativa, alertando que "feriu a memória das vítimas da organização e prejudicou o diálogo entre a Ucrânia e a Polónia". O Instituto da Memória Nacional da Polónia, um organismo oficial, descreveu o Exército Popular Ucraniano como diretamente responsável pelo genocídio contra polacos entre 1943 e 1945, e afirmou que glorificar a organização "deve provocar a oposição de todos aqueles que se lembram das ações" cometidas no passado. Realizou ataques coordenados contra aproximadamente 150 aldeias polacas em quatro distritos da região da Volínia, um acontecimento conhecido na Polónia como o Massacre da Volínia.

Alguém ouviu nos media referir o domínio de organizações neonazis no regime de Kiev, pós-2014? Como anteriormente referido, a Ucrânia ocupa o primeiro lugar no mundo em número de monumentos dedicados aos nazis, nisto e destruir monumentos soviéticos foram gastos mil milhões de dólares... parte devendo ter acabado nos bolsos habituais



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