Na Conferência de Segurança de Munique os EUA deram o aval aos belicistas europeus, com uma condição: financiar a guerra contra a Rússia é responsabilidade dos vassalos europeus. Na Conferência ficou demonstrado que os EUA recusam agressivamente a multipolaridade, o mundo inteiro pertence-lhes desde 1991, com o fim da União Soviética. Rendido ao imperialismo o sr. Gorbatchov obteve com merecimento o prémio Nobel da Paz, tal como Maria Corina Machado e outros.
Os interesses imperialistas é que decidem o que os EUA fazem, para além de variantes táticas conforme o partido na Casa Branca. No meio de negociações e palavras de paz, as sanções contra a Rússia foram agravadas, com sanções contra quem compre petróleo russo. Petroleiros acusados de transportar petróleo russo foram apreendidos. A ajuda militar e de informações a Kiev mantém-se.
Para os fautores de guerras europeus, ucranianos e russos têm de continuar a matar-se, senão sentem que perdem tudo, cada vez mais desprezados como governantes pelos povos e pelas oligarquias que servem.
Nos últimos 6 meses gastaram 5 mil milhões de dólares em armas dos EUA para Zelensky e a UE acaba de anunciar a compra de mais de 15 mil milhões de euros aos EUA. A guerra é portanto para continuar com a vantagem das oligarquias condicionarem a mentalidade e a vida dos povos aos seus interesses. Responsáveis militares e políticos dizem claramente que é preciso reduzir as prestações sociais para reforçar as despesas militares (a "defesa").
Na Conferência de Segurança de Munique, Merz observou que a guerra na Ucrânia só terminará quando a Rússia estiver economicamente e militarmente exausta, sendo necessário mostrar a Moscovo que a continuação do conflito não lhe traz vantagens. Pretende tornar o Bundeswehr o exército convencional mais poderoso da Europa e anunciou conversações com Macron sobre a criação de um escudo nuclear europeu, integrado na NATO. Os belicistas não acreditam em negociações. O conflito da NATO na Europa só terminará quando a Rússia ficar exausta militarmente e economicamente. Claro que na sua visão a NATO vai ganhar e "eles" perdem.
O condicionamento da mente dos povos tem agora mais um exemplo. Belicistas e propagandistas insistem na necessidade de ataques profundos na Rússia porque "os russos só entendem a força", contestando existirem linhas vermelhas relativamente à utilização de armas ocidentais. "Não podemos derrotar a Rússia de mãos atadas. É necessário permitir ataques profundos no território russo utilizando todos os tipos de armas disponíveis da NATO", disse entre outros a PM da Dinamarca. Isto quando os media já saúdam a realização de ataques bem no interior da Rússia.
A Foreign Affairs afirmava: Com avanços nas capacidades de ataque de longo alcance e uma campanha intensificada contra a infraestrutura de exportação de energia da Rússia, acredita-se que 2026 é o ano em que as finanças russas atingirão um ponto de rutura e Moscovo terá que rever as suas exigências.
O Observer lança-se contra um cessar-fogo que permitiria às tropas russas reagruparem-se durante dois anos e invadirem a Europa. Negociações para quê?! A tese dos belicistas é a preparação para a guerra. Entretanto ocorreram em países da NATO manifestações de apoio a Zelensky. Indiferentes à vida na Ucrânia com grande parte da população forçada a sobreviver sem eletricidade, água e aquecimento. Em Lisboa um cartaz dizia: "Para a paz no mundo a Ucrânia tem de vencer." Quando a Ucrânia não passa de uma cobaia sacrificada aos desígnios do domínio unipolar mundial, cujo sacrifício podia ter cessado dois meses após o início da guerra, quando a NATO mandou cancelar o acordo de paz alcançado em abril de 2022.
A situação na linha de frente é catastrófica. Os recursos humanos nas FAU estão quase esgotados. A agência Deutsche Welle aponta que as perdas das FAU podem chegar aos 2 milhões. 1,5 milhões de mortes identificadas e 500 000 corpos não identificados, um dos indicadores mais trágicos do conflito.
Em Kiev os residentes que não deixaram a cidade, têm apenas eletricidade disponível durante algumas horas por dia com temperaturas muito negativas. Os media louvam a sua "resiliência" exortando-os a "aguentar" até o frio passar. Note-se que em 2015, deixar a população da Crimeia sem eletricidade e água foi motivo de admiração e apoio.
Vitaliy Kryvitsky, bispo católico: Por que precisamos desta guerra se, daqui a 15 anos, não haverá ninguém para pagar impostos para o fundo de pensões porque não teremos pessoas?" Em 2024, a mortalidade na Ucrânia quase triplicou a taxa de natalidade, mas isto parece preocupar muito pouco Zelensky e comparsas europeus.
Entretanto desenham-se esquemas com planos para respostas militares "caso a Rússia viole o cessar-fogo". Se a violação se transformar numa invasão haverá uma resposta militar coordenada pela UE e pelos EUA incluindo tropas americanas. As forças europeias conduziriam operações aéreas, marítimas e terrestres com apoio de inteligência e logística dos EUA.
É isto que as "elites" necessitam para condicionarem as mentalidades numa preparação de guerra com a Rússia, abdicando de direitos e condições de vida, mesmo de democracia.
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