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19 de fevereiro de 2026

A primeira ministra da Dinamarca - Maj General Carlos Branco

Em várias ocasiões dei nota da impreparação e imaturidade de um número considerável de líderes europeus. Temos aqui mais um exemplo, desta vez reportando-se às declarações da primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, na Conferência de segurança de Munique. Segundo ela, a NATO devia fazer orelhas moucas aos alertas de Moscovo, rejeitar todas as linhas vermelhas e atacar a Rússia na sua profundidade estratégica recorrendo aos Tomahawks. Segundo ela, alinhando com um argumento que fez moda, os ucranianos combatem com uma mão imobilizada atrás das costas. 

Para a senhora Frederiksen não há nada mais natural do que atacar a Rússia com misseis de países da NATO, operados por empresas contratadas por países da NATO, atacar alvos selecionados e guiados pela inteligência de países da NATO. Tudo isso é razoável. Os russos que não atacam os locais na Europa de onde parte o apoio logístico para as operações na Ucrânia, por exemplo, o aeroporto de Rzeszów–Jasionka, na Polónia, ou o quartel-General onde é feito o planeamento das operações em Wiesbaden, na Alemanha, etc. não terão, segundo ela, quais restrições. Não sei se terá alguma vez pensado nesta nuance. Não parece.
Por outras palavras, Frederiksen é uma durona. Apenas um apontamento histórico. A poderosa Dinamarca, que em 1940 resistiu bravamente, durante 6 horas, à Wehrmacht, antes de capitular quase sem disparar um tiro, tornou-se um governo colaboracionista até o fim da guerra, em 1945. Entretanto, os EUA ocuparam a Gronelândia para impedir que os alemães o fizessem. Como diria o ex-rei Juan Carlos,” porque não te calas?”

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