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3 de julho de 2013

Notas soltas sobre a crise política


Os mercados!

Em termos financeiros esta crise é muito má, dizem uns! Outros afirmam que os mercados já nos estão a punir. Não podemos ir para eleições gritam (a banca, o grande patronato e os comentadores serventuários).
Quem escolhe são os povos. Os mercados – mega-bancos, fundos e companhias de seguros – sugam os povos.
É tempo de dizer basta !



O EURO

A questão do euro não é só o de ser uma moeda forte, uma moeda que se tende a valorizar...
É também e de que maneira, o facto do Banco de Portugal deixar de poder financiar o défice, ficando o País nas mãos dos especuladores e agiotas.ditos mercados
Isto é inaceitável.




Cavaco

Cavaco dizia que não convocava eleições. Ele tinha muita informação …
Não convocou eleições em nome de uma pseudo estabilidade!
 Agora está perante uma crise com o País em piores condições e muito mais dependente.
Cavaco é um dos grandes responsáveis pelo arrastamento e apodrecimento   da situação.


Renegociar a dívida j.

Já é muito tarde e quanto mais tarde pior.
A renegociação da dívida é urgente e incontornável
.
Aqueles grandes economistas que diziam que com a renegociação perdiamos credibilidade, agora deitam as mãos à cabeça.
Não perceberam nem nunca perceberão que a política económica não se pratica em «modelos abstractos».
Esquecem-se sempre da resistência dos povos. Depois ficam “perplexos!”com as crises políticas que minam a dita credibilidade....

1 de julho de 2013

A Senhora Swap é agora Ministra das Finanças


Tudo em família ou juízes em causa própria!

No editorial do “Jornal de Negócios” de 24 de Junho assinado por Pedro Santos Guerreiro, lia-se:
«A própria Secretária de Estado do tesouro está a passar a pente fininho na polémica dos swaps, pois passou do lugar de julgada para o de julgadora.
Maria Luís Albuquerque era directora financeira na REFER, comprou pelo menos dois swaps com características semelhantes às dos tóxicos. Contudo o IGCP e a empresa Storm Harbour, garantem que esses swaps passam na matriz.
Aceita-se a inocência de Maria Luís Albuquerque, mas só depois de denunciar o conflito de interesses de quem a inocentou: o IGCP é tutelado pelo Ministério das Finanças que contratou a actual administração, que contratou a StornHarbour. Um conflito de interesses e devia ser anulado pelo envolvimento de uma entidade terceira. O Tribunal de Contas , por exemplo?
Ora acontece que agora a dita Senhora é Ministra...Um Gaspar de saias...

O Zé Paga


Dados significativos

Quem tem estado a pagar a factura do desendividamento da banca?
Segundo o Finantial Times, os contribuinte na UE já contribuíram de uma forma ou de outra com 1 600 mil milhões de euros!
Com o descontentamento, a indignação, o protesto e a luta a atingirem níveis de grande expressão, a UE procura “acalmar” a opinião pública, afirmando que no futuro os contribuintes não serão mais chamados a “contribuir”.
Para tentar credibilizar o sistema bancário ensaia-se um “novo stress test”, com outro nome dado o descrédito dos anteriores. Mas o dispositivo para recapitalizar a banca que só entrará (!) em vigor em 2018! continua a ser objecto de divergências! Até lá (e depois...) O Zé paga!

25 de junho de 2013

Não há alternativa política !


Não há alternativa política? A "esquerda" não se entende ?
Esta é uma questão cada vez mais colocada perante o descalabro da situação!
Os outros – PCP e Bloco – não têm hipóteses acrescentam... Estes são os esquemas mentais que levam muitos a não verem uma saída, uma alternativa política.
Nas suas mentes ainda concedem que há alternativas no plano económico, não vêem é forças políticas com maioria para as aplicar.
Estão prisioneiros de doses massivas de falsificações matraqueadas, por noticiários e comentadores, de preconceitos e pelos resultados eleitorais anteriores que estes factores têm ajudado a produzir: a alternância sem alternativa, o rotativismo mantendo no essencial a mesma política ao serviço da oligarquia!
Quais são essas principais falsificações.
Vamos às mais conhecidas para não alongar.
a) a de que as eleições legislativas são para eleger o 1º Ministro. Com isto procuram inculcar logo à partida a ideia de que só o PS e o PSD é que têm hipótese!
Ora isto é falso. Não há eleições para Primeiro-ministro, mas sim para deputados. O partido mais votado, legalmente, pode não ser sequer chamado a formar governo. O governo sai das maiorias que se formarem.
Imaginemos uma hipótese em que o PS tem 25%, o PSD 23%, o CDS 7% e o PCP e o Bloco juntos 45%. Neste caso o PS não faz maioria com o CDS, nem com o PSD. Neste caso a correlação de forças no Parlamento obrigaria o PS a virar-se para o PCP e Bloco e a inflectir a sua política, não só nas palavras mas também nos factos. A alteração na correlação de forças obrigaria as " esquerdas a entenderem-se". O principal obstáculo é a política defendida pelo PS Mas  o PS numa outra correlação de forças na A.R. era obrigado a ceder á esquerda até pelas suas bases mais populares....
b) A de que há um “arco” de partidos do poder – procurar inculcar a ideia que os únicos partidos que podem aspirar a governar são o PSP, PSD e o CDS!
Com isto quer-se também excluir logo à partida o PCP e Bloco, procurando dar a ideia  que o voto nestes partidos é apenas um voto de protesto.
c)  A do preconceito anti comunista procurando excluir das soluções governativas, a força mais enraizada popularmente e nos trabalhadores, a mais organizada e a mais coerente.
No quadro económico, social e político que estamos a viver o aumento significativo dos votos à esquerda do PS e em particular no PCP é a mais sólida garantia de o país vir a ter uma outra política.
O reforço do PCP é a mais sólida garantia para a mudança, o mais determinante factor para arrastar as bases de esquerda do PS e também a sua direcção.
Se não houver uma alteração na correlação de forças na Assembleia da República, Portugal terá um novo governo, mas no essencial com a mesma política.
O Secretário Geral do PS diz que Portugal precisa de um novo governo!
Portugal precisa de um novo governo com outra política.
O PS já está a pôr o conta quilómetros a zero procurando fazer esquecer as suas governações anteriores, ao mesmo tempo que avança com linhas políticas vagas sem se comprometer com a rectificação das principais malfeitorias deste governo.

São todos iguais?


As meias notícias


Disseram que o vice-Presidente da Câmara de Portimão foi interrogado pela PJ...
Em vários noticiários e em dias seguidos falou-se do caso, mas nunca houve referência ao partido que tem a maioria na Câmara de Portimão, nem ninguém pediu um comentário a José Seguro! Fantástico. 
Se fosse da CDU – diriam logo que vice-Presidente era da CDU e do PCP , já teriam pedido comentários ao Jerónimo de Sousa e a tuti quanti, já tinham desencadeado uma campanha no quadro dos preconceitos anticomunistas.
Assim , tudo fica pelo vice-Presidente, sem côr, sem alma, sem partido. 
Quantos portugueses sabem a que partido pertence a Câmara de Portimão? Quantos sabem em que lista de partido o dito vice presidente foi eleito?
Nada é dito. Tudo incolor e leve como o champanhe! (sem borbulhas)...
É mais um político corrupto…dirão… São todos iguais….

HÁ NOTÍCIAS QUE VALEM POR 1 000 PALAVRAS

Aqui está uma notícia que diz tanto como 1 000 palavras, mesmo sérias e importantes, sobre o Estado de Israel.
“Um guarda israelita matou a tiro um judeu junto ao Muro das Lamentações confundido com um palestiniano, por este ter gritado Deus é grande” (teletexto SIC no passado sábado).
É, como se sabe, uma da expressão da religião muçulmana, mas  penso que não ofende nem choca nenhuma das outras.
Em Israel, portanto há ordem para matar sem julgamento e mesmo sem aviso, basta ser ou parecer palestiniano e qualquer guarda acha-lo suspeito...
Quais as diferenças entre estes procedimentos, segundo diretivas do Estado israelita, e as das SS nazis? Creio que Saramago em tempos já deu a resposta.

21 de junho de 2013

A GUERRA NA SÍRIA DIZ RESPEITO A TODOS

Vivemos num mundo perigoso.
A gravíssima crise que este governo não apenas provoca, mas deliberadamente promove, faz esquecer o drama da Síria e do seu povo.
Pensamos ser legítimo comparar esta guerra quanto ao futuro mundial com a guerra de Espanha. A derrota da Síria, seria o prelúdio para o próximo ataque ao Irão, a que seguiria a desestabilização, provocações de fundamentalistas islâmicos visando guerras civis e o desmembramento da Rússia e China. A questão é apenas: onde é que isto pararia.
Paul Craig Roberts que conhece por dentro a política dos EUA, afirma que a Rússia e a China se estão a preparar para a guerra que vêm como inevitável. Segundo PCR, a loucura de Washington para a hegemonia mundial está a levar os Americanos contra dois países que possuem bombas de hidrogénio e com populações 5 vezes superiores às dos EUA. Considerando a insanidade do governo em Washington se em 2020 ainda houver vida humana será um milagre.
Recentemente, duas senhoras com a sra. Teresa de Sousa como moderadora – diria antes, incentivadora – defendiam, em nome da paz e dos direitos humanos, claro – a intervenção militar direta dos EUA: a sua “participação operacional”.
A mentira, a calúnia, a desinformação, atingiu um ponto alto nesta guerra. Nem um noticiário se atreve a divulgar outras fontes que não as sancionadas pela central de agressão a mais um país mártir.
Relatos de religiosos e religiosas, de médicos, jornalistas independentes, observadores internacionais, dos próprios habitantes vítimas dos ditos “rebeldes” são silenciados.
Tudo tem sido tentado divulgar para justificar a intervenção militar direta, porém estas manobras sem fundamento têm sido sistematicamente desmentidas, não conseguindo impor-se internacionalmente.
A Rússia opõe-se à “exclusão aérea”, que como vimos na Líbia (país hoje lançado no caos) serve para bombardeamentos ao exército e às populações civis em zona leais ao governo. Picasso imortalizou estas situações na sua Guernica.
Obama hesita, 65 a 70% da população dos EUA é contra o envolvimento. Porém os os falcões nos EUA e na Europa pressionam, embora aqui a Alemanha se esteja a opor à França e à loucura do primeiro-ministro Cameron.
Roland Dumas (antigo ministro dos negócios estrangeiros francês) declarou recentemente ter sido informado em Londres, dois anos antes de se iniciar a violência na Síria, que estavam a preparar “qualquer coisa na Síria”.
O Der Spiegel, relatou recentemente que o exército sírio domina o território. Os serviços de informações do governo alemão informaram que o exército sírio esta agora até mais forte e mais estável que há um ano, capaz de derrotar todas as iniciativas rebeldes.
Longe vão os tempos em que se anunciava, com datas, a derrota do exército sírio a expulsão do presidente Assad. Os noticiários ocidentais aliás não conseguem mostrar mais que ações terroristas dos mercenários pagos pelos países ocidentais, o Quatar e a Arábia Saudita. As organizações rebeldes não se entendem sequer no terreno, cada vez mais dominadas pela Al-qaeda e movimentos islâmicos afins.
Segundo o New York Times um líder rebelde confessava que iriam para as negociações de paz numa situação muito fraca: “A Rússia, o Irão e o governo sírio poderiam dizer: “vocês não têm nenhum poder. Nós controlamos todo o território. Vêm aqui pedir o quê?”
Assim se compreende o desejo ocidental (por ex. de Cameron) em criar problemas às negociações.