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8 de dezembro de 2020

Quando a pandemia esconde a especulação e os factores da crise

 Uma opinião nos meios financeiros

As ações dos EUA representam 1,2 vezes o PIB. Eles estão tão supervalorizados que um investidor sério de longo prazo não pode esperar nada de seu investimento em 12 anos. Eles devem ser evitados como uma praga na perspectiva de uma constituição de aposentadoria. 


O excelente fundamentalista John Hussman considera que, nesse ínterim, é muito alta a probabilidade de ocorrer um colapso intercalar de 60% a 70%.  

A alta do mercado de ações é um círculo vicioso que satisfaz a todos e é isso que explica por que passamos de bolhas a crashes. Essa alternância é encontrada de forma recorrente ao longo da história financeira.
As bolsas estão eufóricas - e nessa exuberância não refletem mais a situação econômica, não prenunciam mais o futuro, expressam um desequilíbrio colossal
O ciclo de desaceleração da produção capitalista, emprego e investimento não foi desencadeado por um crash financeiro, nem no sistema bancário (como durante a Grande Recessão de 2008-9), nem no mundo da Bolsa de Valores (como em 1929 ou 2001).

A recessão teve a pandemia  como  detonador- que desencadeou uma recessão global sem precedentes, afetando 97% das nações do mundo.

A queda na produção, comércio, investimento e emprego no mundo não começou com um crash financeiro ou do mercado de ações, que então levou ao colapso do investimento, da produção e emprego. Não, o oposto aconteceu.

"Houve um colapso na produção e no comércio, imposto por bloqueios de pandemia, que então levou a uma queda enorme na receita, nos gastos e no comércio. A crise levou a um "choque de oferta" e depois a um "choque de demanda". "

Até agora, não houve "choque financeiro" no sentido clássico do termo.

Uma rega sem precedentes.

Ao contrário, os mercados de ações e títulos dos principais países estão em níveis recordes: a resposta das principais instituições monetárias nacionais e governos tem injectado  milhões  em suas economias para apoiar sobretudo bancos e grandes empresas  .
O tamanho desse "sprinkler" financiado pelo banco central não tem precedentes na história do capitalismo moderno. Uma crise do casino bolsista no meio da pandemia teria efeitos sociais desastrosos .. e consequências políticas  difíceis de prever.

Dominar as redes sociais que ainda fazem contra vapor

 




La asociación británica Full Fact ha creado una coalición que reúne por un lado una serie de ‎ministerios del Reino Unido y Canadá y ciertos gigantes de la información (Facebook, Twitter, ‎Google-YouTube y la agencia de prensa Reuters) para luchar contra la “desinformación” en las ‎redes anglófonas de internet. ‎

Hoy en día los gobiernos de casi todas las grandes potencias disponen de un servicio especializado ‎para garantizar la difusión de su propaganda en internet –desde la Primera Guerra Mundial, ‎los británicos fueron siempre los más eficaces en la divulgación de su propaganda a través de los ‎medios de difusión [1


O Império e os serviçais

 



Na ONU, membros da OTAN e da União Europeia abstém-se sobre o Nazismo

Este assunto é extremamente grave: o mais discretamente possível, os Estados membros da NATO e da União Europeia abstiveram-se na ONU sobre o nazismo; uma confissão vergonhosa. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a CIA e, posteriormente, a NATO reciclaram muitos criminosos em todo o mundo, mais recentemente nos Estados Bálticos e na Ucrânia. Eles transmitem a ideologia racial, que nunca abandonaram.

Terceira Comissão das Nações Unidas - responsável pelas questões sociais, humanitárias e culturais – aprovou, em 18 de Novembro, a Resolução "Combate à glorificação do nazismo, do neonazismo e de outras práticas que contribuem para alimentar formas contemporâ-neas de racismo, discriminação racial, xenofobia e da intolerância relacionada".

A Resolução, ao recordar que “a vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial contribuiu para a criação das Nações Unidas, a fim de salvar as gerações futuras do flagelo da guerra”, lança o alarme para a disseminação de movimentos neonazis, racistas e xenófobos em muitos partes do mundo. Exprime "profunda preocupação pela glorificação, sob qualquer forma, do nazismo, neonazismo e dos antigos membros da Waffen-SS". Sublinha, a seguir, que “o neonazismo é algo mais do que a glorificação de um movimento do passado: é um fenómeno contemporâneo”. Os neo-nazis e outros movimentos semelhantes "alimentam as formas actuais de racismo, discriminação racial, anti-semitismo, islamofobia, cristianofobia e a intolerância relacionada".

Portanto, a resolução exorta os Estados das Nações Unidas a tomarem uma série de medidas para combater esse fenómeno. A Resolução, já adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 18 de dezembro de 2019, foi aprovada pela Terceira Comissão com 122 votos a favor, incluindo os dos dois membros permanentes do Conselho de Segurança - a Rússia e a China.

Só dois membros das Nações Unidas é que votaram contra: os Estados Unidos (membro permanente do Conselho de Segurança) e a Ucrânia.

Efectivamente, devido a uma directiva interna, os outros 29 membros da NATO, incluindo a Itália, abstiveram-se. Os 27 membros da União Europeia fizeram o mesmo, 21 dos quais pertencem à NATO. Entre as 53 abstenções, estão também a Austrália, o Japão e outros parceiros da NATO.

O significado político desta votação é claro: os membros e os parceiros da NATO boicotaram a Resolução que, sem a nomear, antes de mais nada põe em causa a Ucrânia, cujos movimentos neonazis foram e continuam a ser usados pela NATO para fins estratégicos. Existem inúmeras provas de que as equipas neonazis foram treinadas e empregadas, sob a direcção USA/NATO, no putsch da Praça Maidan, em 2014, e no ataque aos russos da Ucrânia para provocar, com o afastamento da Crimeia e o seu regresso à Rússia, um novo confronto na Europa semelhante ao da Guerra Fria.

É emblemático o papel do batalhão Azov, fundado em 2014 por Andriy Biletsky, o "Führer branco" defensor da "pureza racial da nação ucraniana, que não se deve misturar com raças inferiores". Depois de se destacar pela ferocidade, o Azov foi transformado num regimento da Guarda Nacional Ucraniana, equipado com tanques e artilharia. O que ele conservou, foi o emblema, decalcado no das divisões SS Das Reich, e a formação ideológica dos recrutas modelada na dos nazis. O regimento Azov é treinado por instrutores norte-americanos, transferidos de Vicenza para a Ucrânia, acompanhados por outros da NATO.

O Batalhão Azov não é apenas uma unidade militar, mas um movimento ideológico e político. Biletsky continua sendo o chefe carismático especialmente para a organização juvenil, educada no ódio contra os russos e treinada militarmente. Ao mesmo tempo, são recrutados em Kiev neonazis de toda a Europa, incluindo da Itália. Assim, a Ucrânia tornou-se o "viveiro" do ressurgimento do nazismo no coração da Europa. Faz parte desse quadro, a abstenção da Itália, inclusive na votação da Resolução na Assembleia Geral.

O Parlamento concorda, como aconteceu quando, em 2017, assinou um memorando de entendimento com o Presidente do Parlamento ucraniano, Andriy Parubiy, fundador do Partido Social Nacional Ucraniano, segundo o modelo nacional-socialista hitleriano, chefe das equipas neonazis responsáveis pelos assassinatos e espancamentos ferozes dos opositores políticos. Será ele que irá congratular-se com o governo italiano pela não votação da Resolução das Nações Unidas sobre o Nazismo, em sintonia com o que disse na televisão: “O maior homem que praticou a democracia directa, foi Adolf Hitler”.

Benditas as políticas neo liberais , bendita a pandemia..

M. Roberts Blog

 https://thenextrecession.wordpress.com/2020/12/06/the-top-1-of-households-own-43-of-global-wealth-10-owns-81-while-the-bottom-50- ter-apenas-1 /

O 1% do topo das famílias possui 43% da riqueza global, 10% possui 81%, enquanto os 50% da base têm apenas 1%. 

O 1% do topo das famílias globalmente possui 43% de toda a riqueza global, enquanto os 50% da base têm apenas 1%. Os 1% são todos milionários em riqueza líquida (depois da dívida) e há 52 milhões deles. Dentro desse 1%, há 175.000 pessoas ultra-ricas com mais de $ 50 milhões em riqueza líquida - isso é um número minúsculo de pessoas (menos de 0,1%) possuindo 25% da riqueza mundial!

A informação vem do relatório 2020 Credit Suisse Global Wealth, que acaba de ser divulgado. O relatório continua sendo a análise mais abrangente e explicativa da riqueza global (não da renda) e da desigualdade da riqueza pessoal. Todos os anos, o relatório de riqueza global CS analisa a riqueza familiar de 5,2 bilhões de pessoas em todo o mundo. A riqueza familiar é composta pelos ativos financeiros (ações, títulos, dinheiro, fundos de pensão) e propriedades (casas, etc.) possuídas. E o relatório mede isso, líquido de dívida.

Os autores do relatório são James Davies, Rodrigo Lluberas e Anthony Shorrocks.
  


6 de dezembro de 2020

O avanço internacional do YUAN



Poco a poco, sin hacer mucha alharaca, el yuan continúa creciendo en el comercio mundial y en las corrientes de inversión, mientras el sistema monetario internacional dominado por el dólar experimenta cambios.

No es de menospreciar que la moneda de la República Popular China esté desempeñando cada vez más un importante papel en la esfera internacional e indirectamente quebrante el rol dominante del dólar.  

Ya en este siglo XXI, el yuan o renminbi se desempeña como una de las monedas más utilizadas en el comercio mundial y todo hace indicar que más temprano que tarde se le incluirá en el exclusivo grupo de divisas con mayor peso en la arena internacional. 

En el conjunto de las monedas reconocidas por organismos financiero occidentales como las más importantes del planeta y que gozan de los privilegios que les otorga esa categoría, aparecen los dólares estadounidenses, australianos, canadienses y neozelandeses, el euro, la libra esterlina, franco suizo, yen japonés, coronas noruegas y suecas. 

Para tener una idea de cómo ha ido abriéndose paso el renminbi, datos del Banco de Pagos Internacionales (BPI) indican que en abril de 2019, el promedio diario de volumen de comercio global cotizado en yuanes alcanzó unos 285 000 millones de dólares, cifra que se ha mantenido en 2020 pese a los efectos de la crisis económica-financiera global causada por la pandemia de la covid-19.

Informes más recientes del Sistema de Comercio de Divisas Extranjeras de China apuntan que para el 16 de noviembre de este año el volumen de comercio en yuanes realizado dentro del gigante asiático ascendió a 45 000 millones de dólares, la cifra más alta desde diciembre del 2018.

A la par, el BPI comunicó que el tipo de cambio también subió al máximo desde 2018, a 6,5395 yuanes por dólar tras haber crecido más de un 8 % en los últimos seis meses, el mayor fortalecimiento de las monedas en Asia después del won coreano. 

Las causas del robustecimiento del renminbi se deben a la estabilidad de la economía, la forma que enfrentó y controló  las consecuencias del coronavirus y la reactivación de todo su proceso productivo y de exportación, muy superiores al de la mayoría de las naciones occidentales y sobre todo la de Estados Unidos, donde la política de la administración de Donald Trump para enfrentar la pandemia ha sido un rotundo fracaso. 

Mientras el yuan se ha fortalecido, el dólar se ha debilitado lo que beneficia a la moneda china y también los activos nominados en renminbi están respaldados por tasas de interés más altas cuya prima supera a la obtenida por la inversión en activos nominados en otras divisas.

Como consecuencia directa, los inversores globales centran más su atención en esa moneda, pues el país asiático ha tomado la delantera a los demás a la hora de recuperarse de la pandemia y se augura que su economía será la única importante del orbe que alcanzará crecimiento positivo en 2020.

La política de “sanciones” económicas y financieras contra numerosas naciones, llevada a cabo en los cuatro años de la presidencia de Donald Trump han llevado a chinos, rusos, turcos, iraníes, venezolanos, indios y hasta europeos occidentales a buscar otra moneda alternativa al billete verde.  

El Banco Mundial señaló recientemente que el pujante rol de china en el comercio internacional, el tamaño de su economía, además de aparecer como el mayor acreedor del mundo, permiten asegurar que la internacionalización de su moneda avanza por senderos seguros.

El Fondo Monetario Internacional añadió en 2016 al renminbi en su canasta de los Derechos de Giro Especial y la incluyó en la cesta de monedas que la entidad utiliza como medida de valor junto con el dólar, euro, yen y la libra esterlina. A finales de 2019, al menos 70 bancos centrales pasaron a tener al yuan en sus reservas de divisas frente a los 60 en 2018. 

No resulta desacertada la opinión de varios expertos que vaticinan la posibilidad de que en los próximos diez años, el yuan pase a ser la moneda más competente del mercado y deje atrás al billete verde. 

No es menos cierto que a la moneda china aún le faltan condiciones objetivas para ser completamente convertible porque sus poseedores no pueden cambiarlos en las entidades bancarias centrales en cualquier momento, pero su Banco Central se encamina hacia esa dirección y ya trabaja en la creación de un sistema para liquidar pagos e inversiones transfronterizas en yuanes lo cual aumentará su convertibilidad de forma gradual.    

Cinco de las 12 mayores economías del orbe (Japón, India, Rusia, Brasil y Corea del Sur) ya mantienen intercambios comerciales con esa moneda, a las que se unen, entre otras, Argentina, Venezuela, Australia, Irán, Belarus y varios países del continente asiático. Empresas de Beijing usan el yuan con entidades de 181 países y continúa sin detenerse su expansión.

La reciente creación del mayor tratado de libre comercio del mundo, nacido con el nombre de Asociación Económica Integral Regional (RCEP) que engloba a 15 países de la región Asia Pacífico, más la continua ampliación de la llamada Ruta de la Seda que desde China se expandirá por Europa, África y América Latina, auguran que la internacionalización de la  moneda del gigante asiático avanza por senderos seguros y le sigue los pasos al decadente (pero aún fuerte) dólar. 

Hedelberto López Blanch,


Enquanto uns dizem que não há planeta B e regateiam verbas para relançar a economia


A Bomba está pronta


Um vídeo, divulgado, em 23 de Novembro, pelos Sandia National Laboratories, mostra um caça F-35A dos EUA que,voando a velocidade supersónica, a uma altitude de 3.000 metros, lança uma bomba nuclear B61-12 (equipada para o ensaio, com uma ogiva não nuclear). A bomba não cai verticalmente, mas está a planar, até que na cauda se acendam os projecteis que lhe imprimem um movimento de rotação e a B61-12 (guiada por um sistema de satélite) dirige-se para o alvo, que atinge 42 segundos após o lançamento.

O teste foi realizado em 25 de Agosto,do corrente, no polígono de Tonopah, no deserto do Nevada. Um comunicado oficial confirma o seu êxito completo: trata-se do ensaio de um verdadeiro ataque nuclear que o caça efectua a velocidade supersónica e em atitude furtiva (com as bombas nucleares colocadas no porão interno) para penetrar nas defesas inimigas.

A B61-12 tem uma ogiva nuclear com quatro opções de potência seleccionáveis ​​no momento do lançamento, dependendo do alvo a atingir.  Tem a capacidade de penetrar no subsolo, explodindo em profundidade para destruir os bunkers do centro de comando e outras estruturas subterrâneas.

O programa do Pentágono prevê a construção de cerca de 500 bombas B61-12, com um custo estimado de cerca de 10 biliões de dólares (portanto, cada bomba custará o dobro do que custaria se fosse construída inteiramente de ouro). Foi anunciado oficialmente que a produção em série da nova bomba nuclear começará no ano fiscal de 2022, que começa em 1 de Outubro de 2021 (ou seja, dentro de onze meses).

Não se sabe quantas bombas B61-12 serão instaladas pelos EUA em Itália, na Alemanha, na Bélgica e na Holanda para substituir as B61 cujo número efectivo é secreto. Fotos de satélite mostram que foram efectuados trabalhos de reestruturação nas bases de Aviano e Ghedi, em preparação para a chegada das novas bombas nucleares, com as quais serão armados os F-35A da US Air Force e, sob comando USA, os da Força Aérea Italiana.

É facilmente previsível, quando os F-35A prontos para um ataque nuclear com a bomba B61-12 forem instalados no seu território, em que situação se encontrará a Itália. Como base avançada da instalação nuclear USA na Europa, dirigida principalmente contra a Rússia, a Itália encontrar-se-á numa situação ainda mais perigosa. Dependerá ainda mais do que antes, das decisões estratégicas tomadas em Washington, que comportam escolhas políticas e económicas que prejudicam a nossa soberania e os nossos verdadeiros interesses nacionais.

Terá de aumentar a despesa militar da quantia actual de 26 para 36 biliões de euros por ano, aos quais se adicionarão, de acordo com os planos, mais 60 biliões atribuídos para fins militares pelo Ministério do Desenvolvimento Económico e retirados (mais juros) do Fundo de Recuperação. A Itália violará ainda mais do que antes, o Tratado de Não Proliferação, ao qual aderiu em 1975, comprometendo-se a “não receber armas nucleares de quem quer que seja, nem controlar essas armas, directa ou indirectamente”.

Rejeitará ainda mais o recente Tratado da ONU sobre a abolição de armas nucleares, que estabelece: “Qualquer Estado Parte que tenha armas nucleares no seu território, pertencentes ou controladas por outro Estado, deve assegurar a rápida remoção dessas armas”.

Para lançar uma pedra nas águas estagnadas de um parlamento que nada diz sobre todo este assunto, a Distinta Deputada Sara Cunial (Grupo Misto) apresentou uma pergunta com resposta escrita ao Primeiro Ministro e aos Ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros. Depois de explicados os factos acima supracitados, a questão passa a ser

Ø   “Se o governo pretende respeitar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, ratificado pela Itália em 1975;

Ø   se pretende assinar e ratificar ONU sobre a Abolição das Armas Nucleares, que entra em vigor em 2021;

Ø   se pretende assegurar, com base no que estabelecem esses tratados, que os Estados Unidos retirem imediatamente qualquer arma nuclear do território italiano e se abstenham de instalar nele as novas bombas B61-12 e outras armas nucleares ”.

Enquanto esperamos ler a resposta do Governo, os Estados Unidos fazem os últimos testes da Bomba, que virão colocar sob os nossos pés.

Manlio Dinucci

 

Artigo original em italiano :

La Bomba está pronta: em breve na Itália

ilmanifesto.it

Debates no BCE

 

Les émois des banquiers centraux européens

La BCE est engagée dans deux débats internes qui font rage dans la perspective de la finalisation de sa revue stratégique prévue pour juin 2021. En attendant, le 10 décembre, elle  a déclaré qu’elle « recalibrerait » ses programmes, probablement en élargissant son programme d’achat d’obligations et les prêts ultra bon marché aux banques, ce qui fait aussi débat.

Les gouverneurs vont devoir décider s’ils élargissent encore leur mandat sans le dire. En d’autres termes s’ils confirment qu’ils vont continuer de faire évoluer leur intervention monétaire officielle en intervention budgétaire. Le débat tourne autour du respect par la BCE de sa neutralité vis à vis du marché, que ses interventions en faveur de la transition écologique défendues par Christine Lagarde mettraient en cause.

Pour les intransigeants, pas question  de privilégier les achats d’obligations vertes, qui mettraient en cause sa neutralité tandis que Christine Lagarde en fait un axe principal. Ne rien changer à l’action de la banque centrale n’est plus une option face au dérèglement climatique, car selon les traités, la BCE « doit apporter  son soutien aux politiques économiques générales dans l’Union, en vue de contribuer à la réalisation des objectifs de l’Union, dès lors que cela ne porte pas préjudice à l’objectif de stabilité des prix. »

Première option une modulation des taux lorsque les banques se présentent au guichet de la BCE, en fonction de l’intensité carbone de leurs portefeuilles de prêts. Deuxième option, elle pourrait dédier un programme d’achats à la seule dette publique émise pour financer la transition climatique ce qui lui permettrait de la faciliter sans financer directement des gouvernements. Les autres sont plus scabreuses et ne seront probablement pas adoptées, car elles impliquent de revoir les traités, la BCE cadre institutionnel en venant à monétiser les dépenses publiques en les achetant pour les l’effacer. 

L’autre discussion, plus technique, porte sur la mesure de l’inflation, car elle est calculée en s’appuyant sur une consommation qui est différemment structurée en raison des effets de la pandémie. Mais comment s’y prendre, l’idée étant d’obtenir un taux plus proche de la cible de la BCE ? F.L.