Por
Tarik Cyril Amar, historiador alemão
(...) Claramente, a tentativa do Ocidente de transformar sua própria corrupção generalizada entre as elites, perpetrada por um criminoso pedófilo multitalentoso a serviço de Israel, em um problema "russo" não é apenas incrivelmente estúpida e descarada, mas também lembra outra manobra semelhante: a batida teoria da conspiração do Russiagate (que seria melhor chamada de "fúria russa") — que essencialmente alegava que Trump havia conspirado com a Rússia, ou mesmo agido como um agente — baseava-se no mesmo princípio: um fenômeno perfeitamente ocidental, criado internamente, foi atribuído à Rússia.
De fato, o frenesi anti-Rússia e o caso Epstein formam um estranho reflexo do pensamento duplo ocidental: o frenesi anti-Rússia era uma ficção, mas foi apresentado por muito tempo como verdade absoluta pela grande mídia ocidental. A corrupção profunda e generalizada revelada pelo caso Epstein é muito real e foi negada ou minimizada massivamente por esses mesmos veículos de comunicação.