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10 de fevereiro de 2026

A oligarquia e os seus políticos de serviço


Por

Tarik Cyril Amar, historiador alemão

(...) Claramente, a tentativa do Ocidente de transformar sua própria corrupção generalizada entre as elites, perpetrada por um criminoso pedófilo multitalentoso a serviço de Israel, em um problema "russo" não é apenas incrivelmente estúpida e descarada, mas também lembra outra manobra semelhante: a batida teoria da conspiração do Russiagate (que seria melhor chamada de "fúria russa") — que essencialmente alegava que Trump havia conspirado com a Rússia, ou mesmo agido como um agente — baseava-se no mesmo princípio: um fenômeno perfeitamente ocidental, criado internamente, foi atribuído à Rússia.

De fato, o frenesi anti-Rússia e o caso Epstein formam um estranho reflexo do pensamento duplo ocidental: o frenesi anti-Rússia era uma ficção, mas foi apresentado por muito tempo como verdade absoluta pela grande mídia ocidental. A corrupção profunda e generalizada revelada pelo caso Epstein é muito real e foi negada ou minimizada massivamente por esses mesmos veículos de comunicação.

Cuba . O crime do império e os seus cumplices . O cerco medieval

 O mundo estremeceu quando Bad Bunny avançou sobre o relvado, no Super Bowl, diante de milhões de telespectadores, com as bandeiras de todos os países da América, numa performance que, sendo um pontapé no imperialismo, só vai encontrar pólvora seca no entusiasmo liberal. Enquanto o cantor porto-riquenho disparava em castelhano, do outro lado do Golfo do México, Cuba anunciou que deixou de ter combustível para abastecer aviões. 


Este cerco medieval por parte dos Estados Unidos é uma agressão intolerável que asfixia um povo e que não vai ter a indignação de uma bolha habituada a conduzir a sua solidariedade ao compasso do que diga Washington ou Bruxelas. Deixem-me ser claro: eu defendo a revolução cubana. Contudo, independentemente do que achemos do modelo político de Cuba, esta é uma agressão intolerável que está a deixar ambulâncias sem gasóleo, universidades sem electricidade, bairros inteiros sem luz. 

9 de fevereiro de 2026

Caitlin Johnstone: Maturidade política significa perceber que os comunistas estavam certos.

 Não consta que Caitlin Johnstone seja comunista, nem sequer se reivindica como marxista, talvez o seja sem o pretender, com a sinceridade e honestidade das suas análises enraizadas na realidade objetiva. Vejamos o que ela diz, embora quase ninguém neste país e de forma geral na UE, etc., queira ou possa saber.

"Nenhum grupo critica a ordem mundial atual de forma tão perspicaz e precisa quanto eles. Maturidade política é, no fim das contas, admitir que o comunista mais irritado e desconcertante que você já conheceu estava certo em praticamente tudo.

Se você aprender o suficiente, se se mantiver humilde o bastante e se estiver atento o suficiente, é isso que acontece. Você percebe que, de modo geral, os comunistas mais virulentos têm uma compreensão mais lúcida do mundo do que qualquer grupo existente, e que a única razão pela qual isso nem sempre pareceu óbvio para você é que você vive sob uma estrutura de poder capitalista que doutrina agressivamente a sua população desde o nascimento de cada pessoa, fazendo-a acreditar que o comunismo é mau. Muito mau.

7 de fevereiro de 2026

Extrema-direita, a farsa e a tragédia

 O alastrar da extrema-direita na UE, a versão Trump nos EUA, não representam uma revitalização do capitalismo monopolista e do imperialismo, pelo contrário, é um evidente sintoma mais que do seu declínio, da sua decadência.

Decadência visível na incompetência dos governantes, meros tecnocratas facciosamente ligados aos objetivos do extremismo neoliberal. As social-democracias alinhadas cada vez mais à direita, incapazes de raciocínio lógico e coerente, fixados em que "não há alternativa" à economia dominada pela oligarquia e ao belicismo contra os que contestam o domínio unipolar neocolonial e imperialista.

Mas não é só a incompetência das lideranças é a sua decadência moral, o sistemático recurso à mentira quer para o enquadramento geopolítico, quer nas promessas eleitorais. É a degradação moral das chamadas "elites" evidenciada nos casos Epstein. É o recurso a farsantes promovidos a líderes da social-democracia e da extrema-direita. É o beneplácito que um jornalismo que se demitiu da sua deontologia e permite que a propaganda da extrema-direita seja divulgada sem sequer se perguntar como seria concretizado o que prometem e ameaçam, nem a confrontar com as recorrentes mentiras ou com o que o seu programa expressa.

6 de fevereiro de 2026

A decadência dos dominantes no Império - A Mossad , Epstein e as exigências de Trump sobre o Irão

 Maria Zakharova, 5 de fevereiro

Eu li os "Arquivos Epstein" todos os dias com um esforço sobre-humano.

É um verdadeiro inferno.

Após folhear rapidamente o diário de uma jovem que ele engravidou intencionalmente para obter material experimental vivo, com a ajuda de sua companheira constante, Ghislaine Maxwell, tenho várias perguntas:

4 de fevereiro de 2026

Mentirosos compulsivos, estupidez e racismo

 Segundo sondagens 33% dos eleitores propõem-se votar no que tem sido revelado como politicamente um mentiroso compulsivo. A promoção deste figurante de uma agenda pelo domínio absoluto dos interesses da oligarquia sem peias democráticas e constitucionais (mesmo expurgada do que mais progressista continha do espírito antimonopolista do 25 de ABRIL) tem sido feita por certa imprensa, TV, sites da extrema-direita organizados.

Como foi divulgado, em 5 meses no ano passado, o figurante teve 18 grandes entrevistas em TV sem contraditório (além de rádios). Os seus procedimentos foram caracterizados numa TV por alguém (nome não retido) como de "bully". Isto é, por norma agressivo, porém se realmente contestado ou desmascarado, vitimiza-se.

A sondagem revela o nível de despolitização a que a "democracia liberal" conduziu a população. O papel do PS neste processo não pode ser ignorado, até porque democraticamente é necessário para uma decisiva mudança de rumo. É dramático que parte importante da população tenha esquecido que todos os benefícios sociais que a direita vai reduzindo e contornando foram obtidos pelas iniciativas e lutas da esquerda, digamos, coerente.

Para satisfazer a oligarquia e o neoliberalismo da UE, o PS deixou o campo democrático enfraquecido, face às investidas da reação antidemocrática que se evidencia no neofascismo. Estes reacionários servem-se do descalabro económico e social e geopolítico das políticas de direita para empurrar o país para a extrema-direita.

A treta dos que dizem defender melhores salários

 Ontem numa acção de campanha eleitoral ,  Ventura visitou uma fábrica e ouviu do empresário : sabe , se não fossem os trabalhadores estrangeiros a fábrica fechava. Só temos um português que é o Engenheiro. Ventura embasbacou...

Numa outra reportagem em Leiria um popular queixava se : não temos mão
 de obra para arranjar os edifícios danificados 
Não há pedreiros...
Pois é .
Saiam da vossa zona de conforto e emigrem aconselhava Passos Coelho aos jovens...
A hemorragia da nossa juventude é directamente proporcional aos baixos salários , à precariedade e más condições de trabalho , à falta de habitação e de creches , à falta de perspectivas que os jovens enfrentam
No entanto em abstrato todos defendem o aumento de salários ou de uma forma mais eufemística dizem que não podemos ter uma economia assente em  baixos salários..
Mas quando se passa ao concreto o que vemos não é o reforço da contratação colectiva fundamental para os trabalhadores melhorarem as suas condições de vida.
Pelo contrário os governos do bloco central das negociatas enfraqueceram e enfraquecem a posição negocial dos trabalhadores e retiram  lhes direitos como se vê no  "pacote laboral".
Defendem o aumento dos salários em abstrato mas quando se trata de aumentar o salário mínimo  ,  quando se trata de aumentar os trabalhadores da função pública que estimula também  o aumento no sector privado, vemos como o governo e como certos partidos  se comportam no concreto. A prova dos nove...

2 de fevereiro de 2026

O mundo mudou, mas...

 O mundo mudou, dizem. Em termos dialéticos diríamos que está num processo de profundas mudanças. Um processo em que a guerra na Ucrânia representou o fim do princípio das mudanças em curso, com dois blocos: um o liderado pela China e pela Rússia que procura estabilizar o mundo multipolar, o outro liderado pelos EUA quer impedi-lo a todo o custo.

O objetivo de Trump em aumentar o orçamento militar para 1,5 milhões de milhões de dólares, mais 50% que o anterior, significa que para defender a sua hegemonia a possibilidade de guerra mundial tem de ser assumida.

Esta arrancada militarista é simplesmente uma forma de reagir aos avanços da multipolaridade, com a correspondente desdolarização e declínio de influência dos EUA. Os países preferem lidar com a China porque os EUA lançam o seu poder militar por todo o mundo, ameaçando toda a gente, envolvendo-se em guerras, e a China não o faz. Porém, à medida que o império americano enfraquece e sente ameaçado o seu poder, torna-se mais agressivo.

O dito ocidente, a "comunidade internacional" ou como comentadores referem como o "mundo", só existe na cabeça deles seguindo os gurus de Davos. Para o presidente do World Economic Forum, o fórum pretende estabelecer as "condições certas para guiar o mundo". Mas que espécie de democracia é esta que querem impor? Somos transformados em carneirada hipnotizada pelas TV? E a que mundo se refere?!

O silêncio cúmplice da UE

 Direitos do Homem , valores , princípios , direito internacional , tudo treta de geometria variável  

A duplicidade , a hipocrisia , o cinismo , desmascararam a Comissão Europeia , e a maioria dos Estados da UE e a Grã Bretanha . O silêncio sobre o golpe na Venezuela e as inqualificáveis pressões e ameaças sobre a Colômbia , México ..tudo é aceitável para a Úrsula , Kajas , Costa... Não fossem as ameaças de Trump ao Canadá e à Groenlândia e estaria tudo bem , mesmo em Gaza .

 A relatora especial das Nações Unidas para os direitos humanos na Palestina, Francesca Albanese, afirmou que o que está a acontecer em Gaza não constitui um cessar-fogo humanitário, salientando os contínuos assassinatos e bombardeamentos, a falta de necessidades básicas e a morte de mais de 450 palestinianos pelas forças israelitas desde o anúncio do cessar-fogo em outubro de 2025.

1 de fevereiro de 2026

A vassalagem em números


A Europa está sendo explorada até a última gota; está financiando as próprias armas que os americanos usam para escravizá-la, e isto com suas próprias economias.

As poupanças europeias estão sendo drenadas e saqueadas pelos Estados Unidos com a cumplicidade das elites e dos governos atlantistas do extremo centro.

31 de janeiro de 2026

 

A tese de Luke Gromen sobre as escolhas de Trump: virar a mesa.

A "teoria do animal acossado" postula que as ações agressivas e aceleradas do governo Trump em 2026, incluindo escaladas geopolíticas, ameaças de tarifas e pressão sobre os aliados para escolherem entre os EUA e a China, não são irracionais ou caóticas.

Pelo contrário, refletiriam uma reação desesperada de uma superpotência que enfrenta uma iminente escassez de recursos essenciais para sua defesa e economia.

30 de janeiro de 2026

Cuba sitiada

 Estima-se que as reservas de combustível de Cuba cubram apenas 15 a 20 dias aos níveis actuais de consumo e produção, depois de o seu último fornecedor restante, o México, ter aparentemente interrompido um carregamento e os EUA terem bloqueado as entregas de petróleo da Venezuela, informa o FT. 

 Se os fornecimentos não forem repostos, o país poderá enfrentar um racionamento severo, agravando os apagões quase diários que já afectam grande parte da população."

Cuba . Não é só o bloqueio que continua e se intensifica , agora é também o cerco ao petróleo

Para o oligarca mor do império  não há lei , apenas a bestialidade da força.

Asfixiar Cuba

Trump Declara "Emergência Nacional" e Visa Países que Fornecem Petróleo a Cuba com Novo Sistema de Tarifas. 

Declaração completa:

ENFRENTANDO O REGIME CUBANO: Hoje, o Presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva declarando uma emergência nacional e estabelecendo um processo para impor tarifas a bens de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, protegendo a segurança nacional e a política externa dos EUA das acções e políticas malignas do regime cubano.

Fyodor Lukyanov: Eis os motivos da mudança na posição dos Estados Unidos em relação aos seus aliados da UE.

Após a Guerra Fria, o equilíbrio de poder ficou claro. Os Estados Unidos e seus aliados exerceram a sua dominação, impuseram um conjunto único de regras e apropriaram-se das vantagens políticas e económicas vinculadas à sua liderança global.   No entanto, as convulsões no poder global e os problemas estruturais no sistema capitalista reduziram essas vantagens, ao mesmo tempo que aumentaram o custo de manutenção dessa hegemonia.

29 de janeiro de 2026

Make Europa Great Again...

 Para isto, dizem, a Europa tem de falar a uma única voz. Precisam de um chefe. Para quê? Para derrotar a Rússia, para fazer frente a Trump, para se imporem frente à China. Bastaria que todos os países fossem "bons alunos" da CE e seus burocratas, como Portugal e seus "europeístas convictos".

A votação por unanimidade está a atrasar a UE, diz Kallas, não admira que uns "comentadores" tenham de seguida feito esta "descoberta". A Kallas propõe acabar com a unanimidade em questões de política externa e segurança, as votações seriam por maioria qualificada (como?). "A unanimidade nem sempre nos permite responder com a rapidez que corresponde às necessidades atuais. Existem diferenças entre os estados membros, no entanto, não podemos permitir que pela unanimidade o poder de veto de um país determine as políticas dos outros." Por outras palavras, os países da UE não têm direito a ter interesses próprios nem soberania para exerce-los. A burocracia trata disso, aos "bons alunos" resta-lhes abanar a cabeça.

O problema é que ninguém se entende nesta Europa em que ainda há pouco tempo propagandistas exultavam dizendo que a única coisa que a Rússia tinha conseguido era unir todos os países como nunca antes. Fantasias que não resistiram à realidade: os russos como maus que são, não quiseram ser derrotados.

 A Europa financia o crescimento, os armamentos e a dominação americana com mais de 10 trilhiões de dólares! Os europeus ricos financiam a dominação dos EUA sobre a Europa.

28 de janeiro de 2026

O Ouro ... O relógio do Juízo final ... Os sábios do Banco de Portugal ... DeepSeek

 O gráfico mais interessante sobre rendimentos financeiros é o que compara o retorno do ouro com o retorno total do S&P 500 desde 1º de janeiro de 2000.  O retorno do ouro quase triplicou em comparação com o das ações; a diferença é impressionante.

27 de janeiro de 2026

Entrevista de Agostinho Miranda



Ligado ao sec­tor da ener­gia desde os anos 1980, Agos­ti­nho Miranda, espe­ci­a­lista em direito da ener­gia e da arbi­tra­gem, fez boa parte da sua car­reira nos EUA, onde che­gou a direc­tor jurí­dico e admi­nis­tra­dor de empre­sas do grupo Stan­dard Oil Cali­for­nia, hoje Che­vron. Em entre­vista ao PÚBLICO, con­si­dera que um dos tra­ços de Donald Trump é a “petro­ma­nia”, evi­dên­cia de que as ope­ra­ções exter­nas que desen­ca­deia visam bai­xar o preço do bar­ril do petró­leo. E que na Vene­zu­ela o Pre­si­dente norte-ame­ri­cano quis garan­tir para as petro­lí­fe­ras ame­ri­ca­nas o domí­nio das recen­tes des­co­ber­tas de hidro­car­bo­ne­tos na região de Esse­quibo, na Gui­ana, que Nico­lás Maduro decla­rou em 2025 ser o 24.º estado da Vene­zu­ela. Já o con­fronto com a China na área energé­tica visa, entre outras coi­sas, tra­var a perda de infuên­cia do “petro­dó­lar”, que está sob a ame­aça dos BRICS, fórum de coo­pe­ra­ção entre gran­des eco­no­mias emer­gen­tes.

26 de janeiro de 2026

Davos à deriva no mundo multilateral

 Davos 2026 foi um caleidoscópio demente, com uma série de eventos francamente assustadores, incluindo o encontro entre as grandes empresas de tecnologia e a finança entre a Palantir e a BlackRock. Houve a confusão do “Plano Mestre” para Gaza de Trump. Houve ainda o que os media do Ocidente consideraram um discurso visionário do primeiro-ministro canadiano Mark Carney, resumido numa citação de Tucídides (“Os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem”) para ilustrar a “rutura” da “ordem internacional baseada em regras”, morta há mais de um ano. Depois - para rir - há a carta de 400 multimilionários reivindicando mais “justiça social”. Tradução: eles estão aterrorizados com o colapso do neoliberalismo que os enriqueceu.

O discurso de Carney foi um artifício astuto e sensacionalista para enterrar a “ordem internacional baseada em regras”, o eufemismo para o domínio total da oligarquia financeira. Carney agora reconhece uma “rutura” – que supostamente será remendada pelas “potências médias”, principalmente o Canadá e alguns países europeus (sem o Sul Global).

 Michael Roberts  

Economia dos EUA: por trás da pompa

No meio de  toda a retórica bombástica e às ameaças sobre a Groenlândia no seu discurso em Davos, o presidente dos EUA, Trump, fez uma série de declarações sobre o sucesso da economia americana, que, é claro, se devia a ele. "O crescimento está explodindo, a produtividade está disparando, o investimento está em alta, a renda está aumentando, a inflação foi derrotada", disse ele à plateia da elite política e financeira mundial. "Somos o país mais quente do mundo." (E ele não estava se referindo ao aquecimento global.)

Trump afirmou que a economia dos EUA estava crescendo "fenomenalmente ", a mais de 4% ao ano em termos reais, e a previsão para o próximo trimestre era ainda maior, acima de 5% ao ano. A inflação estava caindo rapidamente, permitindo que o Federal Reserve reduzisse sua taxa básica de juros, o que deveria ter sido feito não fosse a relutância daquele "idiota" presidente do Fed, Jay Powell, que Trump insistia em dizer que seria substituído em breve.

O colonialismo Verde

 Colonialismo verde ou revolução eléctrica suja: a exploração imprudente do Ocidente dos minerais do Sul Global


Os EUA e a Europa falam muito sobre as alterações climáticas, veículos eléctricos e energia renovável — mas a realidade por trás da 'revolução verde' é tudo menos limpa.

Enquanto os governos ocidentais promovem veículos eléctricos e energia solar, os minerais que alimentam estas tecnologias — lítio, cobalto, níquel, manganês e outros — têm um custo humano e ambiental assustador no Sul Global.

A Reserva Federal Americana ... O Japão

1 Em 2026, o menor deslize da Fed poderá levar a uma instabilidade sem precedentes.

O sucessor de Powell não desfrutará imediatamente da confiança pública porque, nomeado por Trump com base em qualificações questionáveis, os investidores estarão em alerta máximo, prontos para agir.

Perigo de explosão , não fumar , nem atear fogo

« A crise de confiança, que vinha se agravando há um ano, atingiu proporções consideráveis ​​nos últimos dias. Essa crise de confiança está produzindo seu oposto: euforia no mercado de ações! Isso confirma minha tese de décadas: "Vivam as crises, elas nos enriquecem!", exclamam os especuladores que entenderam que as crises sempre são combatidas criando dinheiro e crédito. B. Bertez » ... «O sistema americano precisa de um milagre , mas mágicos não existem, apenas ilusionistas.»

24 de janeiro de 2026

O Irão outra vez na mira dos Sionistas

Israel pressiona . vejamos o que se passou na ultima tentativa

 John Mearsheimer:

O que aconteceu no Irã foi uma tentativa da aliança israelo-americana de derrubar o governo em Teerão e desmembrar o país, de forma semelhante à fragmentação da Síria pelos Estados Unidos, Turquia e Israel.

Esse cenário não é novo e  baseia-se em quatro elementos.

Um exemplo da distorção da informação vinda do Império

 O Irão e a lavagem da propaganda israelita pelo New York Times", por Jeremy Loffredo, un Substack, 22/01/2026

 "O pico do aquecimento pode já ter ficado para trás e um período de resfriamento virá em seguida" - Putin

A India reduz a sua exposição ao dólar

 Trata-se de um desenvolvimento estratégico claro e lógico por parte do RBI (Banco Central da Índia), confirmado por diversas fontes recentes, incluindo a Bloomberg e dados do Tesouro dos EUA. Como vai reagir Trump?

Principais dados (dados mais recentes: final de 2025 / início de 2026):

23 de janeiro de 2026

O miserável silêncio sobre a Palestina

 A relatora da ONU, Francesca Albanese: O genocídio de Gaza continua sob o silêncio global enquanto o direito internacional colapsa

Trump : não toquem nos sagrados privilégios do dólar

 A Europa corre o risco de sofrer "forte retaliação da nossa parte" se os países europeus começarem a vender títulos dos EUA: "Temos todas as cartas na mão."

O mal agradecido

 Zelensky ataca a " Europa fragmentada e perdida " . Os europeus ficaram com os cabelos em pé . A maioria ficou em silêncio , mas o mal estar é indesfarçavel . A situação no terreno no plano energético e militar leva Zelensky a procurar que os bombardeamentos sobre o sector energético ucraniano cessem , Trump aproveitou e marcou encontros com os russos e enquanto isto o sabujo do Rute diz que a Europa devia estar agradecida a Trump. 

Por sua vez o Chanceler alemão  diz que o primeiro ministro canadiano  tem razão ...

21 de janeiro de 2026

Sentença de morte

 Quando a Ucrânia começou a atingir os sistemas energéticos civis russos , instigada pelos serviços secretos da Europa ocidental , a Rússia disse que a partir daí os centros produtores de energia passavam a ser um alvo legítimo . A população de Kiev que sentia a guerra ao longe , tal como outras grandes cidades passaram a sentir os efeitos da guerra A sentença de morte do regime de Zelensky foi traçada Mas a Europa com a sua arrogância também foi atingida quando utilizou a Ucrânia para estocar gás em depósito construído pelos soviéticos e considerado inexpugnável ... até ao aparecimento do Oreshnik.

1 )  O inverno chega a Kyiv

A Ver . Importante análise


 

Quando eles confessam , primeiro ministro do Canadá e director da Black Rock

 1) Carney admite que a “ordem baseada em regras” era uma mentira — 

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, reconheceu publicamente que a chamada “ordem internacional baseada em regras” nunca foi aplicada de igual forma. Admitiu que o direito internacional era aplicado selectivamente, dependendo de quem era a vítima e de quem era o agressor, e que esta hipocrisia era tolerada porque beneficiava a hegemonia global americana.

Carney disse que o mundo participou conscientemente nesta farsa, “colocando a placa na janela” e fingindo que o sistema era justo.

2 ) BlackRock: o capitalismo enfrenta uma crise de legitimidade e deve evoluir

19 de janeiro de 2026

 


Larry Fink, CEO da BlackRock


afirmou :

"São os juros da dívida americana que, a longo prazo, devem arruinar a economia dos EUA."

O pagamento dessa dívida tornar-se - á  incontrolável e o dólar será abandonado, pois se transformará em dinheiro do jogo Monopólio.

O Preço do Gás na Europa

 Os preços do gás na UE aumentam 29% numa única semana — Bloomberg


 A maior procura de aquecimento a meio de um inverno frio, combinada com maiores riscos geopolíticos, desencadeou o pânico dos comerciantes e criou uma "tempestade perfeita". Como resultado, os preços do gás na UE aumentaram 29% numa semana, informa a Bloomberg.

A dívida externa americana

« A estatística mais assustadora? Em 2026, os pagamentos de juros nos EUA ultrapassaram US$ 1,17 trilhão anualmente. Os Estados Unidos agora estão tomando empréstimos para pagar os juros. Isso não é crescimento. É um esquema de pirâmide. A base financia o topo. E usa o topo como muleta.»

Quem realmente é o dono dos 38 trilhões de dólares da dívida federal dos EUA?

Viva o consenso neo - liberal . Vivam os partidos do capital e a sua comunicação social.

 Os 12 bilionários mais ricos do mundo "detêm mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade", ou seja, cerca de quatro mil milhões de pessoas, refere a Oxfam no relatório sobre as desigualdades.

No ano passado, os bilionários do mundo ultrapassaram os 3.000 pela primeira vez e a sua riqueza combinada ultrapassou os 18,3 biliões de dólares, estima a ONG. O valor das suas fortunas registou um aumento de 16,2%, três vezes mais rápido do que nos cinco anos anteriores, enquanto o declínio da pobreza abrandou desde o início da pandemia em 2020.

A acumulação de riqueza permite aos super-ricos o acesso às instituições e o controlo dos meios de comunicação social, "minando a liberdade política e corroendo os direitos de um número cada vez maior de pessoas", sublinha a Oxfam.