Linha de separação


10 de abril de 2016


Público 9/4/2016
Afinal o chefe do governo não eleito da U.E.  e representante  da alta finança não foi ao Conselho de Estado  dizer como é que Portugal sai do buraco da dívida pública em grande parte devida à inação do BCE  , de 2008 até agosto de 2012 , nem veio explicar as ingerências e ultimatos  como no caso do BANIF com a sua entrega ao Santander ....
Para aqueles parolos  bem pensantes e sempre de coluna dobrada perante os poderosos que acharam muito bem o convite ao Sr Draghi para vir ao Conselho de Estado esperamos que sugiram ao Lucki LucK de Belém o convite à Srª Merkel para o próximo .
Carlos Carvalhas,

9 de abril de 2016

Os socialistas tipo Hollande ,Assis e muitos mais...

Lembrança
Hollande na campanha eleitoral. :


« Mon véritable adversaire n’a pas de nom, pas de visage, pas de parti, il ne présentera jamais sa candidature et pourtant il gouverne. Cet adversaire, c’est le monde de la finance. Sous nos yeux, en 20 ans, la finance a pris le contrôle de l’économie, de la société et même de nos vies. Désormais, il est possible en une fraction de seconde de déplacer des sommes d’argent vertigineuses, de menacer des États. Cette emprise est devenue un empire. » Comme a dit Joseph Goebbels de triste mémoire : « Plus le mensonge est gros, plus il passe. »

6 de abril de 2016

Um império disfuncional. Alguns dados sobre os EUA


02.04.2016
 
 
DIVIDA  (a)
19 209,4 m M
105,2 % PIB
18 883,4 m M
DÉFICE FEDERAL
492 371 M
 
 
DEFESA / GUERRA
585 558 M
 
 
JUROS DIVIDA FEDERAL.
230 265,7 M
 
 
DIVIDAS DOS ESTADOS
1 183 m M
 
 
DIVIDAS LOCAIS
1 905,3 m M
 
 
PIB
18 257,9 m M
 
 
DIVIDA TOTAL EUA
64 672,6 m M
150 % PIB
 
DIVIDAS PESSOAIS
17 463,5 m M
121 % PIB
 
DIVIDA DE ESTUDANTES
1 342 m M
 
 
CRIAÇÃO DE DINHEIRO
3 875 m M (em 2016)
605,6 m M em 2000
 
MOEDA M2
12 574,5 m M (idem)
 
 
DIVIDA DETIDA POR ESTRANGEIROS
6 177 m M
 
 
DÉFICE COMERCIAL
743 624 M
Cerca de 50% China
 
IMPORTAÇÃO PETROLEO
113 646 M
 
 
POPULAÇÃO
323 267 415
 
 
FORÇA DE TRABALHO
151 346 890
Na indústria
12 383 346 (8,2 %)
DESEMPREGO OFICIAL
7 713 470
5,1 %
 
ATUALMENTE DESEMPREGADOS
15 134 690
10 %
 
EM PART-TIME
27 885 411
 
 
BANCARROTAS (bankruptcy)
820 841
 
 
FALÊNCIAS (foreclosures)
551 035
 
 
POBRES
46 756 433
14,5 %  da população
 
COM FOOD STAMPS
44 916 126
 
 
TOAL PESSOAS COM SUBSÍDIOS ESTATAIS
161 381 959
 
 
PRESOS
1 932 035
Total condenados
6 675 627 (convicted felons)
ONÇA DE OURO
6 411
28,87 (em 2013)
(Brenton Woods cerca de 34)

Em 2004 a dívida federal era de 7 300 mil milhões. Em 2015 previa-se que atingisse os 21 MM em 2019, triplicando desde 2004!. Pelos vistos vai ser antes. Em 2,5 meses a dívida aumentou cerca de 4,76 m M por dia…

31 de março de 2016

Silêncio mediático sobre a vitória Síria em Palmira

Os telejornais de hora e meia não tiveram mais que escassos segundos para noticiar a derrota do ISIS e a vitória do exército Sírio, melhor dizendo, do povo sírio. As centrais de informação determinam e a “liberdade de informação” vigente cumpre…
Mas compreende-se o desconforto na UE e EUA. Meses de retórica contra o terrorismo, apelos sentimentais chocantes, imagens das barbaridade dos ditos fundamentalistas, na realidade mercenários pagos por aliados do chamado Ocidente, como a Turquia, Arábia Saudita, Qatar, etc., e o “estado Islâmico” prosperava.
Os bombardeamentos de países da NATO ou mostravam um total estado de impreparação (improvável) ou não passavam de uma estratégia para manipular a opinião pública enquanto prosseguia o objetivo prioritário: derrubar o governo sírio para destruir o país, como a Líbia, repartindo-a pela Turquia e em zonas rivais ocupadas pelos atuais “terroristas” e os “moderados” - tão criminosos como os outros.
Um exemplo: nem sequer eliminaram as rotas de abastecimento – que se faziam em zona desértica - rotas que aliás tinham origem em países aliados ou controlados por países da NATO. Nem mesmo fizeram cessar a obtenção de dinheiro com a venda do petróleo roubado.
A manipulação e censura que percorre a comunicação social ignorou as declarações do secretário-geral da ONU, que felicitou o governo sírio pelo seu sucesso. Numa conferência de imprensa na Jordânia, Ban Ki Moon disse que se sentia "encorajado" pelo facto de que as ruínas romanas de Palmira, Património Mundial da UNESCO não estava mais nas mãos dos extremistas e que o governo sírio "agora é capaz de preservar e proteger o património cultural comum da humanidade".
Mas esta vitória mostra-nos algo mais. O exército sírio – e aliados - que há dois anos comentadores e governantes dos EUA e UE com sobranceria e satisfação davam como liquidado, tem a iniciativa e obtém decisivos sucessos militares.
Mostra a capacidade de intervenção das forças armadas russas e a eficácia insuspeitada até aqui dos seus equipamentos. Mostra como a Turquia que fazia tudo para intervir ainda mais diretamente no conflito foi obrigada a recuar.
Mostra que a guerra eletrónica não é domínio reservado dos EUA. As ruinas de Palmira estavam armadilhadas com explosivos para serem detonadas à distância pelo ISIS, os equipamentos russos bloquearam os sinais eletrónicos e as ruínas não foram destruídas. Também a guerra eletrónica da Turquia (NATO…) que perturbava as comunicações do exército sírio foi anulada.
Mostra toda uma série de mentiras – da panóplia da propaganda habitual – a caírem pela base. É caso dos russos atacarem população civil e “moderados”; o exército sírio a braços com deserções e abandonando cidades – como Palmira em que ao contrário do noticiado resistiram em inferioridade 13 dias face aos mercenários pagos pelos que queriam destruir a Síria.
A guerra na Síria não acaba com a vitória em Palmira, mas evidencia a derrota da agressão comandada e financiada do exterior.
 

24 de março de 2016

O assalto ao erário público

PRIVATIZAÇÃO DO SECTOR FINANCEIRO E RECONSTITUIÇÃO DO CAPITALISMO MONOPOLISTA

1. Não foi certamente por acaso, que as privatizações iniciadas em 1989 privilegiam até 1996, o sector bancário e segurador. Operações, que tinham sido antecedidas da abertura do sector financeiro ao capital privado, com as sociedades parabancárias primeiro e depois bancos privados. Privatizações que vão ser os núcleos de “cristalização” de 5 Grupos Económicos Monopolistas. Os Grupos Champalimaud, Espírito Santo, BCP/Jardim Gonçalves, Mello e BPI. Um objectivo nuclear da política de direita do PS, PSD e CDS, rigorosamente definida pelo PCP, como Recuperação Capitalista e Monopolista, estava concretizado. Correspondia à estratégia e modelo económicos defendidos por essas forças políticas. Correspondia ao que Ernâni Lopes definia como “núcleos de racionalidade económica” e que depois numa fórmula mais explícita, para o 1º Ministro António Guterres, seriam “os elementos racionalizadores das transformações económicas do País, da modernização e de um novo modelo de especialização”. Hoje sabemos bem, e dolorosamente, onde acabou essa “racionalização”…
Grupos, que com outros já constituídos ou em constituição, vão ser a base da condução e desenvolvimento do processo de privatizações de outros sectores e áreas. Negócios de privatização onde intervêm como consultores, intermediários, e…clientes, arrecadando grossas quantias, e garantindo a sua presença nos núcleos de accionistas de referência das novas empresas privatizadas. Crescem e alargam as suas actividades, e funcionam como bases de acumulação – centralização e concentração – de capital. E na sua articulação com o poder político assumem um papel central na intervenção/direcção da política (económica) do País.
Desempenham igualmente um papel fulcral na “financeirização” da economia portuguesa. Como escrevemos no Congresso de 2012 (depois de abordagens anteriores, ainda na Conferência Económica e Social de 2007), “A financeirização da economia desenvolveu-se em intensa articulação com a reconstituição dos grupos monopolistas e em particular com o papel que, após a privatização do sector bancário e segurador público, o sector financeiro privado voltou a ter na condução da economia nacional.

2. Há ou não razões para questionarmos as privatizações face ao afundamento da banca nacional, em geral arrastando o subsector segurador?
Na nossa opinião há, e por duas razões. Para inscrevermos na factura das privatizações os custos privados e públicos do desastre do sector financeiro ainda por fechar. Para pormos a nu a fraudulenta argumentação de alguns dos seus promotores e advogados. Que, de caminho, encontraram justificações, explicações para o afundamento bancário, sem pôr em causa o capitalismo, a banca privada e a política de direita de RCM.
O mais sofisticado dos argumentos é que as nacionalizações foram uma fonte de destruição de valor, que as indemnizações não foram as razoáveis/adequadas, e logo que os capitalistas que adquiriram ou readquiriram as empresas a privatizar, o fizeram numa situação de elevados défices de capital, tendo de recorrer a elevados endividamentos, pecado original, de que as empresas já privatizadas, nomeadamente as do sector financeiro, nunca recuperaram. Argumento presente, por exemplo, nos textos da Associação Missão Crescimento. O que essas inteligências não querem alcançar, é que muito da capital/valor das empresas nacionalizadas, nomeadamente da banca, foi “ratado”, numa gestão danosa posta ao serviço, das entidades financeiras privadas, exactamente como fase preparatória das privatizações.
O que essas inteligências não alcançam é que as empresas nacionalizadas foram vendidas, em geral a preços de saldo.
O que essas inteligências não alcançam é que, após as privatizações, o sector financeiro afixou durante anos lucros fabulosos e distribuíram 8 mil milhões de dividendos – uma proporção de quase um terço! Como disse alguém, não eram lucros que se distribuíam pelos accionistas, era capital!
O que essas inteligências não querem alcançar é que a banca portuguesa reproduzindo mimeticamente o sistémico comportamento de toda a banca privada do mundo capitalista, alavancou depósitos e endividou-se para lá de todos os limites prudenciais, concedendo créditos de elevado risco, aplicando fundos desregradamente no imobiliário e na especulação bolsista, destruindo valor, pela transformação de poupança e activos em produtos tóxicos. A que se devem juntar as práticas irregulares, ilegais e de pura ladroagem…Segundo o BdP, desde 2008, foram quase 40 mil milhões de “imparidades”…

23 de março de 2016

O desastre de Assunção Cristas no governo (1)

Para não haver qualquer dúvida sobre a fidelidade das fontes, informa-se que os factos seguintes estão expostos no insuspeito jornal Expresso, de 27 de fevereiro, em local escondido ( p. 10, à esquerda, ao fundo ).
1. A Cristas deixou um "buraco" de 340 milhões de euros, no Ministério da Agricultura ;
2. A Cristas assume que deixou uma herança que incluía o pagamento futuro de 200 milhões, mas que Passos Coelho e a Maria Luís Swaps  sabiam;
3. A Cristas esgotou num ano (de eleições, recordemos ) os milhões de verbas da UE para cinco anos e até excedeu as verbas em 296 milhões de euros ;
4. Da dotação global de 576 milhões para ajudas "agroalimentares", a gastar entre 2015 e 2019 , a Cristas "comprometeu" 872 milhões, logo em  2015!
A saga poderia continuar ( 20 milhões de euros de seguros por pagar; 24  milhões de obras no Alqueva... ) mas basta isto para medirmos a irresponsabilidade de quem distribuiu milhões em ano de votos, enchendo os bolsos dos amiguinhos da CAP e não só.
Afinal, andamos a ser aldrabados por quem esbanjou num dia o que fará falta nos anos seguintes.
Esta senhora , refinadamente aldrabona, quer agora dar lições de moral e de boa gestão...E até quer chefiar o CDS !....
1 - Postado no facebook de Vítor Tito Gonçalves  

Notas breves

Descaramento !
Passos Coelho no exercício da sua habitual hipocrisia diz que o Estado não deve interferir nos negócios privados , só lhe faltou acrescentar , tal como fiz com o banco Efisa et mon ami Relvas , ou por contraste , tal como fiz com os Estaleiros de Viana do Castelo.

Terrorismo
A todas as vitimas  da barbárie terrorista  e às suas famílias , o nosso pesar , a nossa vénia ,  a nossa solidariedade.
Condenamos toda e  qualquer forma de terrorismo. 
Ontem como hoje . 
Nem aceitamos que um terrorismo legitime outro  .
Posto isto e sem confundir explicação com justificação , qual a razão porque os mesmos que condenam e bem os atentados de Paris Bruxelas , Mali ... nunca falam , nem condenam o terrorismo de Estado ?