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13 de julho de 2020

Poderá Washington deter o Nord Stream 2

Se ha preguntado alguna vez por qué Estados Unidos quiere detener la construcción del gasoducto Nord Stream 2 que llevaría el preciado combustible desde Rusia hasta varias naciones europeas? 
La principal respuesta es sencilla: Washington quiere seguir siendo el país hegemónico que durante décadas, y sobre todo después de la desaparición de la Unión Soviética, se convirtió en el imperio que imponía su dominio en el orbe.
La situación ha ido cambiando drásticamente con el desarrollo y poderío de países como China, Rusia, Irán, Turquía, Corea del Norte y otras naciones que han logrado disminuir las constantes extorsiones económicas, financieras y políticas de Washington. 
Ahora el imperio en decadencia se voltea hacia la Unión Europea, hasta hoy uno de sus fieles aliados a quien también amenaza con aplicarle “sanciones” si continúa con la construcción del gasoducto Nord Stream 2. 
El proyecto que ya está casi por concluir tendrá 1 230 kilómetros de tubería por el fondo del mar Báltico dividido en dos tramos con capacidad para transportar 55 000 millones de metros cúbicos de gas natural al año. Ucrania y Estados Unidos se oponen (además de Polonia, Lituania y Letonia). Kiev porque teme perder el papel clave que desempeña en el tránsito por su territorio de gas a Europa, y Washington debido a que trata de imponer la venta de gas natural licuado que produce mediante la técnica de fracking el cual resulta mucho más costoso. 

O capitalismo entre duas aguas

Capitalismo entre duas águas

Deveríamos estar a falar  de contradições, imperativos contraditórios ou círculos viciosos? Quaisquer que sejam os nomes, não há escassez. Alguns finalmente encontraram sua solução, outros, pelo contrário, parecem bem estabelecidos. Primeiro inventário.
O primeiro poderia ser declarado da seguinte forma: quanto mais os governos usam taxas de juros baixas para contrair empréstimos, menos bancos centrais poderão reforçar sua política monetária, a menos que causem mais danos. A dinâmica não é favorável à mudança! Esse é também o sentimento que emerge entre os analistas, pois espera-se que os Estados controlem a situação que implica um aumento acentuado de suas dívidas, sua estabilização sendo adiada para mais tarde, e sua redução permanecendo no domínio da economia. 'hipótese. Você tem que saber o que você quer.

Um laborioso relançamento  europeu

Está agitado em todas as direções nas capitais européias, as reuniões estão se multiplicando para alcançar um compromisso em prelúdio à próxima cimeira sob a presidência alemã. Com uma alta probabilidade de ser encontrado, mas com que conteúdo é outra questão.
A eleição contra as previsões da presidência do Eurogrupo do Ministro das Finanças da Irlanda, Paschal Donohoe, deu imediatamente um sinal triplo. O clã dos mais ferrenhos defensores das reformas liberais assumiu o controle; o apoio dos governos alemão e francês à ministra espanhola Nadia Calviño não foi decisivo; é provável que as maiorias qualificadas sejam difíceis de identificar dentro de um Eurogrupo que, embora informal, adquiriu grande importância.

12 de julho de 2020

70 anos: guerra da Coreia, barbárie imperialista


Quase 1/3 da população morreu na Guerra

Jorge Cadima

Faz 70 anos que começou a guerra da Coreia, uma das mais bárbaras da História e que evidenciou a natureza criminosa do imperialismo dos EUA. Em 1950, a II Guerra Mundial terminara há apenas cinco anos. O papel decisivo da URSS e dos comunistas na Vitória sobre o nazi-fascismo elevara o seu prestígio.
Por toda a parte os povos assumiam-se como protagonistas da História e alcançavam avanços importantes no processo de libertação nacional e social. Em 1949, a Revolução Socialista triunfava na China, o mais populoso país do mundo. Gigantes como a Índia libertavam-se dum secular jugo colonial (1947). Em muitos outros países, como a Coreia e o Vietname, o imperialismo procurou travar a libertação pela força. Na Coreia, os EUA deram a mão às forças mais reaccionárias, colaboracionistas com a ocupação japonesa (1910-1945). Os portugueses, que viram o Portugal fascista tornar-se membro fundador da NATO pela mão das «democracias ocidentais» conhecem o significado dessas alianças.
Enquanto o Norte foi libertado pelas forças da resistência anti-colonial sob a direcção dos comunistas, liderados por Kim Il Sung, com o apoio da URSS, os EUA instalaram no Sul uma feroz ditadura, impediram a reunificação e criaram uma base de agressão permanente – situação que, com contradições, perdura até aos nossos dias. 
Procurando inverter o curso da História, os EUA desencadearam em 1950 uma guerra de extermínio contra o povo coreano. É o General Curtis LeMay que reconhece que «ao longo dum período de quase três anos matámos cerca de 20% da população da Coreia» (New Yorker, 19.6.95). Outras fontes dizem que quase um terço (!) da população da Coreia do Norte morreu na guerra (Brian S. Willson, globalresearch.ca, 2.12.17).
O Comandante em Chefe General MacArthur conduziu uma política de terra queimada, que um subalterno inglês descreveu assim: «destruir todos os meios de comunicação e todas as instalações e fábricas e cidades e aldeias. Esta destruição devia começar junto à fronteira [com a China] e progredir para sul» (citação em Cummings, The Korean War). 
Grande parte das cidades e vilas foram obliteradas. Os sobreviventes tiveram de se abrigar em túneis subterrâneos. Foram despejados «oceanos» de napalm sobre a Coreia. Foram utilizadas armas biológicas, como comprovou a Comissão Científica de Inquérito chefiada por um dos mais prestigiados cientistas britânicos do seu tempo, Joseph Needham, numa iniciativa do Conselho Mundial da Paz. Em 1953, «os Chefes de Estado Maior [dos EUA] recomendaram ataques nucleares contra a China» (Cummings), país que teve um papel proeminente no auxílio à resistência coreana.
Conhecer e aprender
com a História
Não é possível compreender a realidade actual da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), e nomeadamente a centralidade dada à defesa face às permanentes intenções hostis e agressivas dos EUA, sem conhecer os sacrifícios que o povo coreano teve de suportar para resistir à agressão de há 70 anos. A História recente é feita de ameaças e provocações permanentes e de violações pelos EUA de sucessivos acordos e iniciativas diplomáticas.
Foram os ministro e vice-ministro da Defesa do presidente «democrata» Clinton que confessaram como, em 1994, «os Estados Unidos estiveram à beira de iniciar uma guerra […] preparámos os planos para atacar as instalações nucleares da Coreia do Norte e para mobilizar centenas de milhar de soldados americanos para a guerra que provavelmente se teria seguido» (Washington Post, 20.10.02). Segundo a France Presse (24.5.00) foi o presidente sul-coreano que travou a louca aventura que destruiria a Coreia. 
As lições recentes da Líbia e Iraque são claras: quem aceitar desarmar-se corre o risco de ser destruído pela máquina de guerra bárbara que em 1950-53 semeou a morte e a destruição na Península Coreana.
Hoje como ontem impõe-se a necessidade da solidariedade com a luta do povo coreano pela reunificação pacífica da sua pátria, pelo estabelecimento do diálogo e da negociação, pelo fim das ingerências, pressões e ameaças externas – incluindo das sanções e das manobras militares promovidas pelo imperialismo norte-americano na região –, pela normalização das relações, pela implementação de efectivas garantias de segurança para a RPDC, com vista a uma paz estável e duradoura na Península coreana, livre de forças militares estrangeiras, no respeito da soberania do povo coreano. Avante

Quando A. Cunhal mandou o Marcelo ler o Avante

Um pouco de história
«Leia, sr. Marcelo, leia!»
«O secretário de Estado junto do primeiro-ministro, o sr. Marcelo Rebelo de Sousa, gosta de se apresentar como pessoas perspicaz.
Mas o seu comentário à primeira apreciação da Comissão Política do Comité Central do nosso Partido sobre a greve geral não abona muito tal pretensão.
O secretário de Estado sublinha que a Comissão Política não apresenta números, só diz generalidades, não indica percentagens. Sr. Marcelo, sr. Marcelo, guarde um bocadinho a calma, senão dirá cada dia disparates maiores e corre o risco de nem os seus amigos acreditarem na perspicácia que gostaria de ter.
Nós possuímos informações pormenorizadas da greve geral, enviadas ao longo do dia 12 ao Comité Central pelas organizações do Partido. São milhares de informações de milhares de empresas e sectores em luta, com números e percentagens. Quando afirmamos que a greve geral foi um sucesso e que a maioria esmagadora dos trabalhadores aderiu a ela, é com base sólida que o afirmamos.
Na próxima segunda-feira um número especial do Avante! publicará muitos dos dados concretos acerca da participação na greve em todo o País. O quadro é uma demonstração da participação esmagadora dos trabalhadores na greve geral.
Leia, sr. Marcelo, leia, e, se tem ainda um milímetro de vergonha, faça mea culpa e reconheça que mentiu e caluniou.»

Da intervenção de Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP, em Alcochete, publicada no Avante! de 15 de Fevereiro de 1982 sobre a Greve Geral de 1982

Pandemia e luta de classes

 ANTÓNIO AVELÃS NUNES

1. Em 2008, a Sr.ª Merkel defendeu que a origem da criseestava nos excessos do mercado. Agora, a pandemia veio mostrar que o mundo depende da aspirina que (quase só) se produz na Índia e que a Europa e os EUA dependiam da China no que toca à produção de máscaras de protecção individual e de ventiladores utilizados nas unidades de cuidados intensivos. Há quem fale dos excessos da deslocalização de empresas industriais e até da necessidade de salvaguardar a «soberania farmacêutica e sanitária.» Tudo bem. Mas é ainda mais importante garantir aos povos a soberania alimentar, energética, financeira, a soberania no que toca ao controlo dos portos e aeroportos e das empresas de telecomunicações, das empresas de transporte aéreo e de todo o conjunto das empresas estratégicas, aquelas em que assenta a verdadeira soberania.
Em nome da liberdade de circulação do capital (a mãe de todas as liberdades do capital), inventou-se a internacionalização, a deslocalização de empresas industriais para os paraísos laborais, em busca de mão-de-obra barata e sem direitos. Os países emergentes seriam a fábrica do mundo, ficando as ‘metrópoles’ com os serviços ‘nobres’ (estratégicos) da investigação e concepção, os serviços financeiros e o turismo. Tudo para permitir ao grande capital aumentar a taxa de exploração (nas ‘metrópoles’ e nas novas ‘colónias’) e contrariar a tendência para a baixa da taxa média de lucro que as chamadas crises do petróleo (anos 1970) trouxeram à luz do dia.
A desindustrialização registada nos países mais industrializados arrastou consigo a subversão da estrutura produtiva (e da estrutura do emprego) e a ruptura das fileiras produtivas em vários sectores, ficando a nu os perigos destes excessos do capital. Fala-se agora da necessidade de re-industrialização. E fala-se também da necessidade de temperar o radicalismo do comércio livre imposto ao mundo através da OMC.
2. Nos últimos anos, o mundo tem sido fustigado por várias pandemias: SARS – 2003; H1N1 – 2009; MERS – 2012; Ébola – 2014; Zica – 2016. E os especialistas têm relacionado o seu carácter recorrente com as agressões ao ambiente motivadas pela mercantilização da vida, sacrificada ao objectivo da maximização dos lucros. Admite-se que a destruição brutal da floresta esteja a destruir o habitat natural de muitos animais selvagens (portadores de vírus com os quais convivem bem), empurrados para zonas onde é mais fácil e mais frequente o contacto com os humanos, facilitando assim a passagem desses vírus dos animais para as pessoas, que não têm anti-corpos para os enfrentar. Daí o carácter recorrente das pandemias e a provável ocorrência de outras em futuro próximo. O capitalismo, que até aqui gerava crises cíclicas, parece gerar agora também pandemias cíclicas, com efeitos desastrosos no plano económico e social. Vale a pena levar a sério estes avisos: a defesa do ambiente tem que estar no centro da nossa luta contra o capitalismo, pelo socialismo.
3. A pandemia deixou claro que as receitas do neoliberalismo são só para os pobres, porque são eles os condenados a sofrer as consequências das leis do mercado e das políticas impostas para garantir as liberdades do capital. Os ricos e os grandes potentados do capital vivem do estado (dos impostos pagos por quem trabalha), que lhes garante lucros abundantes sem riscos nem falências, que asfixia o estado social que protege os trabalhadores mas alimenta o estado social para as empresas («corporate welfare», em bom português…).

11 de julho de 2020

Pequenas diferenças


Diferenças entre um Pilha galinhas e um "too big to Jail"
Como dizia o das barbas , numa sociedade de classes antagónicas a Justiça será sempre uma justiça de classe . Tendencialmente favorável aos dominantes . Ninguém o quer julgar...O poder do dinheiro nas sociedades ditas de Estado de direito.
"Cerca de 26 mil credores e 617 volumes, sendo que só o apenso da reclamação de créditos tem 231, com mais de 43 mil folhas, e existem perto de três mil impugnações, de grande litigiosidade.
Em síntese, eis o processo de liquidação do BES, que já foi rejeitado por nove procuradores do Ministério Público, incluindo a diretora do novo departamento criado para defender o Estado, revela o Jornal de Notícias, na sua edição deste sábado, 11 de julho.
"O procurador do processo de liquidação do BES trocou o Tribunal do Comércio de Lisboa por um novo departamento do Ministério Público, criado justamente para defender os grandes interesses patrimoniais do Estado, mas foi autorizado a deixar o fardo para trás. A diretora do novo departamento, aliás, não queria lá o processo, já com 617 volumes. E os cinco procuradores que ficaram no Tribunal do Comércio também se mostraram indisponíveis", avança o mesmo diário.
"A fava calhou, então, a dois magistrados de Sintra e Vila Franca de Xira, que, porém, já requereram uma providência cautelar, reputando de ilegal a sua transferência, à força, para a Comarca de Lisboa", conta o Jornal de Notícias.
Entretanto, o Ministério Público já concluiu o despacho final de acusação contra Ricardo Salgado e alguns antigos administradores e quadros de topo do Banco Espírito Santo (BES), devendo as notificações dos arguidos e assistentes do processo começar já na próxima segunda-feira, avança a revista Sábado, enquanto o Público afirma que a acusação será conhecida até quarta-feira.
Este sábado, o diário Público avança que o Ministério Público inclina-se para a tese de que Ricardo Salgado liderou uma associação criminosa enquanto líder do Grupo Espírito Santo, criando uma estrutura fraudulenta dentro do próprio BES, sustentada no Departamento Financeiro e de Mercados, tutelado pelo ex-CFO (diretor financeiro) Amílcar Morais Pires."... Assim vamos nós