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31 de janeiro de 2026

 

A tese de Luke Gromen sobre as escolhas de Trump: virar a mesa.

A "teoria do animal acossado" postula que as ações agressivas e aceleradas do governo Trump em 2026, incluindo escaladas geopolíticas, ameaças de tarifas e pressão sobre os aliados para escolherem entre os EUA e a China, não são irracionais ou caóticas.

Pelo contrário, refletiriam uma reação desesperada de uma superpotência que enfrenta uma iminente escassez de recursos essenciais para sua defesa e economia.

30 de janeiro de 2026

Cuba sitiada

 Estima-se que as reservas de combustível de Cuba cubram apenas 15 a 20 dias aos níveis actuais de consumo e produção, depois de o seu último fornecedor restante, o México, ter aparentemente interrompido um carregamento e os EUA terem bloqueado as entregas de petróleo da Venezuela, informa o FT. 

 Se os fornecimentos não forem repostos, o país poderá enfrentar um racionamento severo, agravando os apagões quase diários que já afectam grande parte da população."

Cuba . Não é só o bloqueio que continua e se intensifica , agora é também o cerco ao petróleo

Para o oligarca mor do império  não há lei , apenas a bestialidade da força.

Asfixiar Cuba

Trump Declara "Emergência Nacional" e Visa Países que Fornecem Petróleo a Cuba com Novo Sistema de Tarifas. 

Declaração completa:

ENFRENTANDO O REGIME CUBANO: Hoje, o Presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva declarando uma emergência nacional e estabelecendo um processo para impor tarifas a bens de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, protegendo a segurança nacional e a política externa dos EUA das acções e políticas malignas do regime cubano.

Fyodor Lukyanov: Eis os motivos da mudança na posição dos Estados Unidos em relação aos seus aliados da UE.

Após a Guerra Fria, o equilíbrio de poder ficou claro. Os Estados Unidos e seus aliados exerceram a sua dominação, impuseram um conjunto único de regras e apropriaram-se das vantagens políticas e económicas vinculadas à sua liderança global.   No entanto, as convulsões no poder global e os problemas estruturais no sistema capitalista reduziram essas vantagens, ao mesmo tempo que aumentaram o custo de manutenção dessa hegemonia.

29 de janeiro de 2026

Make Europa Great Again...

 Para isto, dizem, a Europa tem de falar a uma única voz. Precisam de um chefe. Para quê? Para derrotar a Rússia, para fazer frente a Trump, para se imporem frente à China. Bastaria que todos os países fossem "bons alunos" da CE e seus burocratas, como Portugal e seus "europeístas convictos".

A votação por unanimidade está a atrasar a UE, diz Kallas, não admira que uns "comentadores" tenham de seguida feito esta "descoberta". A Kallas propõe acabar com a unanimidade em questões de política externa e segurança, as votações seriam por maioria qualificada (como?). "A unanimidade nem sempre nos permite responder com a rapidez que corresponde às necessidades atuais. Existem diferenças entre os estados membros, no entanto, não podemos permitir que pela unanimidade o poder de veto de um país determine as políticas dos outros." Por outras palavras, os países da UE não têm direito a ter interesses próprios nem soberania para exerce-los. A burocracia trata disso, aos "bons alunos" resta-lhes abanar a cabeça.

O problema é que ninguém se entende nesta Europa em que ainda há pouco tempo propagandistas exultavam dizendo que a única coisa que a Rússia tinha conseguido era unir todos os países como nunca antes. Fantasias que não resistiram à realidade: os russos como maus que são, não quiseram ser derrotados.

 A Europa financia o crescimento, os armamentos e a dominação americana com mais de 10 trilhiões de dólares! Os europeus ricos financiam a dominação dos EUA sobre a Europa.

28 de janeiro de 2026

O Ouro ... O relógio do Juízo final ... Os sábios do Banco de Portugal ... DeepSeek

 O gráfico mais interessante sobre rendimentos financeiros é o que compara o retorno do ouro com o retorno total do S&P 500 desde 1º de janeiro de 2000.  O retorno do ouro quase triplicou em comparação com o das ações; a diferença é impressionante.

27 de janeiro de 2026

Entrevista de Agostinho Miranda



Ligado ao sec­tor da ener­gia desde os anos 1980, Agos­ti­nho Miranda, espe­ci­a­lista em direito da ener­gia e da arbi­tra­gem, fez boa parte da sua car­reira nos EUA, onde che­gou a direc­tor jurí­dico e admi­nis­tra­dor de empre­sas do grupo Stan­dard Oil Cali­for­nia, hoje Che­vron. Em entre­vista ao PÚBLICO, con­si­dera que um dos tra­ços de Donald Trump é a “petro­ma­nia”, evi­dên­cia de que as ope­ra­ções exter­nas que desen­ca­deia visam bai­xar o preço do bar­ril do petró­leo. E que na Vene­zu­ela o Pre­si­dente norte-ame­ri­cano quis garan­tir para as petro­lí­fe­ras ame­ri­ca­nas o domí­nio das recen­tes des­co­ber­tas de hidro­car­bo­ne­tos na região de Esse­quibo, na Gui­ana, que Nico­lás Maduro decla­rou em 2025 ser o 24.º estado da Vene­zu­ela. Já o con­fronto com a China na área energé­tica visa, entre outras coi­sas, tra­var a perda de infuên­cia do “petro­dó­lar”, que está sob a ame­aça dos BRICS, fórum de coo­pe­ra­ção entre gran­des eco­no­mias emer­gen­tes.

26 de janeiro de 2026

Davos à deriva no mundo multilateral

 Davos 2026 foi um caleidoscópio demente, com uma série de eventos francamente assustadores, incluindo o encontro entre as grandes empresas de tecnologia e a finança entre a Palantir e a BlackRock. Houve a confusão do “Plano Mestre” para Gaza de Trump. Houve ainda o que os media do Ocidente consideraram um discurso visionário do primeiro-ministro canadiano Mark Carney, resumido numa citação de Tucídides (“Os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem”) para ilustrar a “rutura” da “ordem internacional baseada em regras”, morta há mais de um ano. Depois - para rir - há a carta de 400 multimilionários reivindicando mais “justiça social”. Tradução: eles estão aterrorizados com o colapso do neoliberalismo que os enriqueceu.

O discurso de Carney foi um artifício astuto e sensacionalista para enterrar a “ordem internacional baseada em regras”, o eufemismo para o domínio total da oligarquia financeira. Carney agora reconhece uma “rutura” – que supostamente será remendada pelas “potências médias”, principalmente o Canadá e alguns países europeus (sem o Sul Global).

 Michael Roberts  

Economia dos EUA: por trás da pompa

No meio de  toda a retórica bombástica e às ameaças sobre a Groenlândia no seu discurso em Davos, o presidente dos EUA, Trump, fez uma série de declarações sobre o sucesso da economia americana, que, é claro, se devia a ele. "O crescimento está explodindo, a produtividade está disparando, o investimento está em alta, a renda está aumentando, a inflação foi derrotada", disse ele à plateia da elite política e financeira mundial. "Somos o país mais quente do mundo." (E ele não estava se referindo ao aquecimento global.)

Trump afirmou que a economia dos EUA estava crescendo "fenomenalmente ", a mais de 4% ao ano em termos reais, e a previsão para o próximo trimestre era ainda maior, acima de 5% ao ano. A inflação estava caindo rapidamente, permitindo que o Federal Reserve reduzisse sua taxa básica de juros, o que deveria ter sido feito não fosse a relutância daquele "idiota" presidente do Fed, Jay Powell, que Trump insistia em dizer que seria substituído em breve.

O colonialismo Verde

 Colonialismo verde ou revolução eléctrica suja: a exploração imprudente do Ocidente dos minerais do Sul Global


Os EUA e a Europa falam muito sobre as alterações climáticas, veículos eléctricos e energia renovável — mas a realidade por trás da 'revolução verde' é tudo menos limpa.

Enquanto os governos ocidentais promovem veículos eléctricos e energia solar, os minerais que alimentam estas tecnologias — lítio, cobalto, níquel, manganês e outros — têm um custo humano e ambiental assustador no Sul Global.

A Reserva Federal Americana ... O Japão

1 Em 2026, o menor deslize da Fed poderá levar a uma instabilidade sem precedentes.

O sucessor de Powell não desfrutará imediatamente da confiança pública porque, nomeado por Trump com base em qualificações questionáveis, os investidores estarão em alerta máximo, prontos para agir.

Perigo de explosão , não fumar , nem atear fogo

« A crise de confiança, que vinha se agravando há um ano, atingiu proporções consideráveis ​​nos últimos dias. Essa crise de confiança está produzindo seu oposto: euforia no mercado de ações! Isso confirma minha tese de décadas: "Vivam as crises, elas nos enriquecem!", exclamam os especuladores que entenderam que as crises sempre são combatidas criando dinheiro e crédito. B. Bertez » ... «O sistema americano precisa de um milagre , mas mágicos não existem, apenas ilusionistas.»

24 de janeiro de 2026

O Irão outra vez na mira dos Sionistas

Israel pressiona . vejamos o que se passou na ultima tentativa

 John Mearsheimer:

O que aconteceu no Irã foi uma tentativa da aliança israelo-americana de derrubar o governo em Teerão e desmembrar o país, de forma semelhante à fragmentação da Síria pelos Estados Unidos, Turquia e Israel.

Esse cenário não é novo e  baseia-se em quatro elementos.

Um exemplo da distorção da informação vinda do Império

 O Irão e a lavagem da propaganda israelita pelo New York Times", por Jeremy Loffredo, un Substack, 22/01/2026

 "O pico do aquecimento pode já ter ficado para trás e um período de resfriamento virá em seguida" - Putin

A India reduz a sua exposição ao dólar

 Trata-se de um desenvolvimento estratégico claro e lógico por parte do RBI (Banco Central da Índia), confirmado por diversas fontes recentes, incluindo a Bloomberg e dados do Tesouro dos EUA. Como vai reagir Trump?

Principais dados (dados mais recentes: final de 2025 / início de 2026):

23 de janeiro de 2026

O miserável silêncio sobre a Palestina

 A relatora da ONU, Francesca Albanese: O genocídio de Gaza continua sob o silêncio global enquanto o direito internacional colapsa

Trump : não toquem nos sagrados privilégios do dólar

 A Europa corre o risco de sofrer "forte retaliação da nossa parte" se os países europeus começarem a vender títulos dos EUA: "Temos todas as cartas na mão."

O mal agradecido

 Zelensky ataca a " Europa fragmentada e perdida " . Os europeus ficaram com os cabelos em pé . A maioria ficou em silêncio , mas o mal estar é indesfarçavel . A situação no terreno no plano energético e militar leva Zelensky a procurar que os bombardeamentos sobre o sector energético ucraniano cessem , Trump aproveitou e marcou encontros com os russos e enquanto isto o sabujo do Rute diz que a Europa devia estar agradecida a Trump. 

Por sua vez o Chanceler alemão  diz que o primeiro ministro canadiano  tem razão ...

21 de janeiro de 2026

Sentença de morte

 Quando a Ucrânia começou a atingir os sistemas energéticos civis russos , instigada pelos serviços secretos da Europa ocidental , a Rússia disse que a partir daí os centros produtores de energia passavam a ser um alvo legítimo . A população de Kiev que sentia a guerra ao longe , tal como outras grandes cidades passaram a sentir os efeitos da guerra A sentença de morte do regime de Zelensky foi traçada Mas a Europa com a sua arrogância também foi atingida quando utilizou a Ucrânia para estocar gás em depósito construído pelos soviéticos e considerado inexpugnável ... até ao aparecimento do Oreshnik.

1 )  O inverno chega a Kyiv

A Ver . Importante análise


 

Quando eles confessam , primeiro ministro do Canadá e director da Black Rock

 1) Carney admite que a “ordem baseada em regras” era uma mentira — 

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, reconheceu publicamente que a chamada “ordem internacional baseada em regras” nunca foi aplicada de igual forma. Admitiu que o direito internacional era aplicado selectivamente, dependendo de quem era a vítima e de quem era o agressor, e que esta hipocrisia era tolerada porque beneficiava a hegemonia global americana.

Carney disse que o mundo participou conscientemente nesta farsa, “colocando a placa na janela” e fingindo que o sistema era justo.

2 ) BlackRock: o capitalismo enfrenta uma crise de legitimidade e deve evoluir

19 de janeiro de 2026

 


Larry Fink, CEO da BlackRock


afirmou :

"São os juros da dívida americana que, a longo prazo, devem arruinar a economia dos EUA."

O pagamento dessa dívida tornar-se - á  incontrolável e o dólar será abandonado, pois se transformará em dinheiro do jogo Monopólio.

O Preço do Gás na Europa

 Os preços do gás na UE aumentam 29% numa única semana — Bloomberg


 A maior procura de aquecimento a meio de um inverno frio, combinada com maiores riscos geopolíticos, desencadeou o pânico dos comerciantes e criou uma "tempestade perfeita". Como resultado, os preços do gás na UE aumentaram 29% numa semana, informa a Bloomberg.

A dívida externa americana

« A estatística mais assustadora? Em 2026, os pagamentos de juros nos EUA ultrapassaram US$ 1,17 trilhão anualmente. Os Estados Unidos agora estão tomando empréstimos para pagar os juros. Isso não é crescimento. É um esquema de pirâmide. A base financia o topo. E usa o topo como muleta.»

Quem realmente é o dono dos 38 trilhões de dólares da dívida federal dos EUA?

Viva o consenso neo - liberal . Vivam os partidos do capital e a sua comunicação social.

 Os 12 bilionários mais ricos do mundo "detêm mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade", ou seja, cerca de quatro mil milhões de pessoas, refere a Oxfam no relatório sobre as desigualdades.

No ano passado, os bilionários do mundo ultrapassaram os 3.000 pela primeira vez e a sua riqueza combinada ultrapassou os 18,3 biliões de dólares, estima a ONG. O valor das suas fortunas registou um aumento de 16,2%, três vezes mais rápido do que nos cinco anos anteriores, enquanto o declínio da pobreza abrandou desde o início da pandemia em 2020.

A acumulação de riqueza permite aos super-ricos o acesso às instituições e o controlo dos meios de comunicação social, "minando a liberdade política e corroendo os direitos de um número cada vez maior de pessoas", sublinha a Oxfam.

18 de janeiro de 2026

A Gronelândia é dos EUA! segundo conselheiros de Trump

 


 Maj General Raul Luís Cunha

Face ao que está a acontecer com a Gronelândia, como o protagonista não se chama Putin, mas sim Trump, como o país agressor não é a Rússia mas sim os EUA, o discurso altera-se. Substituem-se as certezas pelos silêncios, as condenações por eufemismos, os crimes por “operações”, o direito internacional por “razões de segurança”. Os mesmos acéfalos comentadores que exigiriam tribunais internacionais explicam agora, com voz grave e olhar sabujo e compreensivo, que “a situação é complexa”, que “há antecedentes”, que “não se pode ser ingénuo”.

17 de janeiro de 2026

O domínio da informação no planeta e designadamente no Ocidente

Embora os analistas tenham notado a crescente disparidade entre o poderio militar-industrial dos Estados Unidos e o da Rússia e da China, os Estados Unidos mantêm um domínio quase incontestável sobre o espaço global da informação.  Um artigo importante

Quem determina a política externa dos EUA .

 São  os interesses mais poderosos dos Estados Unidos que decidem pressionam  e no fundo implementam a política externa dos EUA  : as grandes companhias petrolíferas, a indústria armamentista, as gigantes da tecnologia, o agronegócio, a indústria farmacêutica, etc E muitos  deles dominados pelo capital sionista

Esses grandes setores industriais sempre têm mantido o controle, independentemente de quem ocupe a Casa Branca ou de qual partido controle o Congresso.

Esses são os interesses que financiam centros de estudos políticos americanos como o Brookings, o que explica por que seu artigo de 2009, "Qual o caminho para a Pérsia?", tem servido de modelo para a acção desde sua publicação, há mais de 17 anos. Você pode lê-lo aqui: https://brookings.edu/wp-content/uploads/2016/06/06_iran_strategy.pdf 

O Financial Times confirma

O regime do Irão é o que é . Os filmes denunciando a repressão financiados pelo Ocidente abundam , Já o mesmo não se verifica com Israel ou a Arábia Saudita A diabolização do Irão é uma evidência , faz parte da fabrica do consentimento para que a opinião publica aceite o seu bombardeamento e agitação comandada por fora

O Financial Times foi um dos primeiros veículos de comunicação ocidentais a reconhecer a existência de células bem organizadas que semeavam o terror nas cidades iranianas: “Havia grupos de homens vestidos de preto, ágeis e rápidos. Eles ateavam fogo a um contentor de lixo e rapidamente partiam para o próximo alvo.” Eles “pareciam comandos.” “Eles estavam claramente organizados, mas eu não sei quem estava no comando.”

16 de janeiro de 2026

O Consenso de Londres

 O Consenso de Washington foi um conjunto de dez recomendações de política econômica consideradas nas décadas de 1980 e 1990 como o pacote de reformas "padrão" promovido para  países em desenvolvimento assolados por crises   pelas instituições multilaterais de Washington, D.C., o  Fundo Monetário Internacional  (FMI) e o  Banco Mundial .

Lembrar aos que acordaram para os acontecimentos da Ucrânia apenas em 2022

 Vladimir Putin entregou hoje as suas cartas credenciais aos embaixadores de vários países numa cerimónia oficial, durante a qual reiterou a posição da Rússia sobre o conflito na Ucrânia e a segurança europeia.

15 de janeiro de 2026

O que se passa no terreno militar é determinante e Trump muda o discurso

1) Donald Trump afirmou que o atraso num "acordo" sobre a Ucrânia se deve à posição de Kiev e não à de Moscovo.    

"Eu penso que ele [Vladimir Putin] está pronto para chegar a um acordo...

A Ucrânia está menos preparada para o fazer"   afirmou o chefe da Casa Branca.

Trump também garantiu que não sabe nada sobre os supostos planos de Witkoff e Kushner de viajar para Moscovo.

2)Principais declarações do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Russas, Gerasimov:

Algo estranho se passou no Irão

 Algo estranho se passou no Irão. Até que ponto os protestos não tiveram, pelo menos indiretamente o apoio do presidente Pezeshkian? No início dos protestos ele apareceu a pedir desculpa aos manifestantes responsabilizando o governo por erros e má gestão. Será que nunca tinha ouvido falar em "revoluções coloridas", nem nas interferências externas em tentativas anteriores?

Desde o início do mandato foi considerado um "moderado" voltado para o ocidente, a sua relação com a vizinha Rússia foi sempre reticente. Preferiu uma desvalorização de 40% da moeda em lugar de pedir apoio financeiro à Rússia e China, a sua economia estritamente capitalista liberal foi um fracasso. Recusou antes do ataque dos EUA/Israel da "guerra dos 12 dias" meios de defesa russos. Foi sob pressão que acabou depois por os aceitar e assinar um acordo de cooperação estratégica embora de âmbito muito mais reduzido que o da Rússia com a RPDC. Também não deixa de ser estranho que no decorrer da situação criada quem apareça a falar pelo governo seja o Ministro das Relações Exteriores.

Na UE, Leyen, entre outros, apareceu a pedir sanções para o Irão em nome dos direitos humanos e democracia. Já não espanta o nível de baixeza da UE dos seus "valores europeus". O campo de extermínio (1) de Gaza e os seus indescritíveis horrores - incluindo crianças - são ignorados. Nem uma sanção, nem sequer esboçar apoio humanitário.

 

Lordon: existe um "eixo da vergonha" muito real, e ele é europeu; o bulevar da soberania."

  A ideia de que, quando as classes populares se levantam e buscam criar seu coletivo, e procuram seus símbolos, elas naturalmente recorrem ao primeiro, e na verdade ao único, recurso à sua disposição: o recurso do simbolismo nacional. A partir dele, elas extraem o que podem — bandeiras e hinos — que lhes dão âncoras tangíveis às quais ancorar seu desejo de existência coletiva, e que isso não as torna necessariamente fascistas — essa ideia não ocorre nem por um momento aos guardiões do internacionalismo abstrato ." 

14 de janeiro de 2026

Os verdadeiros narcotraficantes

 


O sionismo quer que Trump agrida o Iraque

 Apesar da revolução colorida ter fracassado com manifestações contra o regime praticamente inexistentes e muito grandes manifestações a apoia-lo e depois de muitos agentes do Mossad terem sido detidos , Israel e os falcões dos EUA com Trump à frente querem bombardear o Irão . Trump está silencioso acerca dos 100 000 civils mortos em  Gaza, mas reage  sobre números falsificados de mortos no Irão a maioria provocados por agentes da Mossad e Cia 

A escalada de tensão em relação ao Irão acelerou bruscamente.

O Comité de Assuntos Estrangeiros da Câmara dos Deputados dos EUA emitiu um comunicado afirmando que "a mudança de regime em Teerão é um passo inevitável", enquanto a Dinamarca, França, Alemanha, Espanha, Itália, Países Baixos, Reino Unido e Finlândia convocaram os embaixadores iranianos para "expressar o seu protesto contra a repressão das manifestações".

Os meios de comunicação norte-americanos informam que actualmente se observa uma actividade máxima no Pentágono, que já não se centra em avaliar a conveniência de atacar a República Islâmica, mas sim em identificar objectivos específicos. Entre estes, mencionam-se instalações nucleares sobreviventes, que na realidade não estão relacionadas com a estabilidade do regime, mas que geram preocupação em Israel.

13 de janeiro de 2026

Um presidente a incitar manifestantes num outro país

O que isso significa agora?

Não existe conexão de internet com o Irão (exceto para alguns poucos funcionários autorizados). A quem, então, se dirige esta mensagem?

Donald J. Trump @realDonaldTrump – 13 de janeiro de 2026, 14:43 UTC

Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO – OCUPEM AS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP

E o que isso significa? Moon of Alabama

12 de janeiro de 2026

Para desgosto de Cotrim , José Manuel Fernandes , Observador & CIA

‘Kill Switch’ – Irão Fecha Internet Da Starlink Pela Primeira VezForbes, 11 De Janeiro De 2026

O governo iraniano não se preocupou em rastrear terminais individuais, mas usou o novo equipamento russo e chinês para desligar todo o tráfego da Starlink no Irão que tornaram as conexões inutilizáveis.

 O bloqueio total do tráfego da Internet e da comunicação telefónica internacional no Irão foi o passo decisivo para acabar com os tumultos.

Sem acesso à Internet, os agentes da CIA/Mossad que dirigiam os manifestantes não conseguiram comandar e controlar suas forças no terreno. A falta de vídeos de propaganda de “horror” do Irão, submetidos via Internet e usados pela mídia para levantar apoio à intervenção ocidental, também é importante. As revoluções coloridas  ao modo da CIA requerem essas ferramentas...

Opinião. Algumas reflexões sobre os protestos no Irão - ACWL

Os protestos no Irão parecem ter chegado ao fim em grande parte. Algumas considerações.

1. Nenhum incidente desencadeador de grandes massas  foi observado durante as manifestações, e estas se intensificaram ao longo de alguns dias, sugerindo que uma ordem foi dada a uma rede já existente, (Mossad) em vez de algo que se desenvolveu organicamente a partir do sentimento popular.

11 de janeiro de 2026

Trump quer ganhar as eleições seja de que maneira for e custe o que custar

 Trump está a apostar o seu futuro político nas eleições de meio de mandato; ele está preparado para fazer qualquer coisa. Ele vai literalmente comprar a eleição!

10 de janeiro de 2026

O Irão e os apetites dos Anglo saxónicos

O governo do Irão é o que é . Mas quando se vê a Úrsula a apoiar os manifestantes " pacíficos " e Netanyahu a apoiar a revolta...
"Os manifestantes iranianos agradecem a Trump e a Elon Musk pelo acesso à internet através do Starlink."
Tudo dito 
É assim desde Mossadegh
Mohammad Mossadegh foi o primeiro-ministro democraticamente eleito do Irão em 1951. Sua principal política foi a nacionalização da indústria petrolífera iraniana, que até então era controlada pela Anglo-Iranian Oil Company (AIOC, hoje BP), uma empresa britânica.

Por que isso causou uma crise?
Interesse Geopolítico Britânico: O Reino Unido dependia muito do petróleo iraniano e via a nacionalização como uma ameaça grave aos seus interesses económicos e estratégicos.
A Interferência Estrangeira (Golpe de 1953):

Em 1953, os serviços de inteligência britânicos (MI6) e americanos (CIA) orquestraram um golpe de Estado, conhecido como "Operação Ajax". A ação envolveu propaganda maciça, suborno de oficiais militares, deputados e figuras religiosas, e a organização de protestos de rua para desestabilizar o governo.

Reuniões dos dispostos e a história dos ratos

 Um grupo de ratos reúne-se para combater o gato, segundo se conta terá sido em Paris. Solução: colocar-lhe uma coleira com um guizo que os alertaria da presença do gato. Ideia brilhante. Só faltava uma coisa, quem ia pôr a coleira ao gato. Assim estão os "europeus dispostos", os seus 30 000 soldados, agora 15 000, após o cessar fogo na Ucrânia, dotando-se Kiev com 700 000 soldados.

Se há coisa que estes fracassados políticos da UE/NATO gostam é da tagarelice. São uns tagarelas, com isto disfarçam o descrédito nos seus próprios países e o desastre das suas políticas externas. 

Há meses que discutem a forma de garantir um possível cessar-fogo e proteger a Ucrânia de novos ataques russos. Na reunião da "coligação dos dispostos" ou das "vontades" decidiram que "após um cessar-fogo" a UE e o RU apoiarão a Ucrânia com pessoal militar no terreno e dinheiro. Perfeitamente integrado na burocracia vigente na UE o sr. Costa, presidente do Conselho Europeu, excede-se na vacuidade europeia: "A Ucrânia terá garantias de segurança política e juridicamente vinculativas. (?) A Ucrânia tem de estar na melhor posição possível (!!) para que a sua segurança seja garantida, antes, durante e depois de qualquer cessar-fogo."