Quando a Ucrânia começou a atingir os sistemas energéticos civis russos , instigada pelos serviços secretos da Europa ocidental , a Rússia disse que a partir daí os centros produtores de energia passavam a ser um alvo legítimo . A população de Kiev que sentia a guerra ao longe , tal como outras grandes cidades passaram a sentir os efeitos da guerra A sentença de morte do regime de Zelensky foi traçada Mas a Europa com a sua arrogância também foi atingida quando utilizou a Ucrânia para estocar gás em depósito construído pelos soviéticos e considerado inexpugnável ... até ao aparecimento do Oreshnik.
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21 de janeiro de 2026
Quando eles confessam , primeiro ministro do Canadá e director da Black Rock
1) Carney admite que a “ordem baseada em regras” era uma mentira —
O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, reconheceu publicamente que a chamada “ordem internacional baseada em regras” nunca foi aplicada de igual forma. Admitiu que o direito internacional era aplicado selectivamente, dependendo de quem era a vítima e de quem era o agressor, e que esta hipocrisia era tolerada porque beneficiava a hegemonia global americana.
Carney disse que o mundo participou conscientemente nesta farsa, “colocando a placa na janela” e fingindo que o sistema era justo.
2 ) BlackRock: o capitalismo enfrenta uma crise de legitimidade e deve evoluir
19 de janeiro de 2026
O Preço do Gás na Europa
Os preços do gás na UE aumentam 29% numa única semana — Bloomberg
A maior procura de aquecimento a meio de um inverno frio, combinada com maiores riscos geopolíticos, desencadeou o pânico dos comerciantes e criou uma "tempestade perfeita". Como resultado, os preços do gás na UE aumentaram 29% numa semana, informa a Bloomberg.
A dívida externa americana
« A estatística mais assustadora? Em 2026, os pagamentos de juros nos EUA ultrapassaram US$ 1,17 trilhão anualmente. Os Estados Unidos agora estão tomando empréstimos para pagar os juros. Isso não é crescimento. É um esquema de pirâmide. A base financia o topo. E usa o topo como muleta.»
Quem realmente é o dono dos 38 trilhões de dólares da dívida federal dos EUA?
Viva o consenso neo - liberal . Vivam os partidos do capital e a sua comunicação social.
Os 12 bilionários mais ricos do mundo "detêm mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade", ou seja, cerca de quatro mil milhões de pessoas, refere a Oxfam no relatório sobre as desigualdades.
No ano passado, os bilionários do mundo ultrapassaram os 3.000 pela primeira vez e a sua riqueza combinada ultrapassou os 18,3 biliões de dólares, estima a ONG. O valor das suas fortunas registou um aumento de 16,2%, três vezes mais rápido do que nos cinco anos anteriores, enquanto o declínio da pobreza abrandou desde o início da pandemia em 2020.A acumulação de riqueza permite aos super-ricos o acesso às instituições e o controlo dos meios de comunicação social, "minando a liberdade política e corroendo os direitos de um número cada vez maior de pessoas", sublinha a Oxfam.
18 de janeiro de 2026
Maj General Raul Luís Cunha
17 de janeiro de 2026
O domínio da informação no planeta e designadamente no Ocidente
Embora os analistas tenham notado a crescente disparidade entre o poderio militar-industrial dos Estados Unidos e o da Rússia e da China, os Estados Unidos mantêm um domínio quase incontestável sobre o espaço global da informação. Um artigo importante
Quem determina a política externa dos EUA .
São os interesses mais poderosos dos Estados Unidos que decidem pressionam e no fundo implementam a política externa dos EUA : as grandes companhias petrolíferas, a indústria armamentista, as gigantes da tecnologia, o agronegócio, a indústria farmacêutica, etc E muitos deles dominados pelo capital sionista
Esses grandes setores industriais sempre têm mantido o controle, independentemente de quem ocupe a Casa Branca ou de qual partido controle o Congresso.
Esses são os interesses que financiam centros de estudos políticos americanos como o Brookings, o que explica por que seu artigo de 2009, "Qual o caminho para a Pérsia?", tem servido de modelo para a acção desde sua publicação, há mais de 17 anos. Você pode lê-lo aqui: https://brookings.edu/wp-content/uploads/2016/06/06_iran_strategy.pdf
O Financial Times confirma
O Financial Times foi um dos primeiros veículos de comunicação ocidentais a reconhecer a existência de células bem organizadas que semeavam o terror nas cidades iranianas: “Havia grupos de homens vestidos de preto, ágeis e rápidos. Eles ateavam fogo a um contentor de lixo e rapidamente partiam para o próximo alvo.” Eles “pareciam comandos.” “Eles estavam claramente organizados, mas eu não sei quem estava no comando.”
16 de janeiro de 2026
O Consenso de Londres
O Consenso de Washington foi um conjunto de dez recomendações de política econômica consideradas nas décadas de 1980 e 1990 como o pacote de reformas "padrão" promovido para países em desenvolvimento assolados por crises pelas instituições multilaterais de Washington, D.C., o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial .
Lembrar aos que acordaram para os acontecimentos da Ucrânia apenas em 2022
Vladimir Putin entregou hoje as suas cartas credenciais aos embaixadores de vários países numa cerimónia oficial, durante a qual reiterou a posição da Rússia sobre o conflito na Ucrânia e a segurança europeia.
15 de janeiro de 2026
O que se passa no terreno militar é determinante e Trump muda o discurso
1) Donald Trump afirmou que o atraso num "acordo" sobre a Ucrânia se deve à posição de Kiev e não à de Moscovo.
"Eu penso que ele [Vladimir Putin] está pronto para chegar a um acordo...
A Ucrânia está menos preparada para o fazer" afirmou o chefe da Casa Branca.
Trump também garantiu que não sabe nada sobre os supostos planos de Witkoff e Kushner de viajar para Moscovo.Algo estranho se passou no Irão
Algo estranho se passou no Irão. Até que ponto os protestos não tiveram, pelo menos indiretamente o apoio do presidente Pezeshkian? No início dos protestos ele apareceu a pedir desculpa aos manifestantes responsabilizando o governo por erros e má gestão. Será que nunca tinha ouvido falar em "revoluções coloridas", nem nas interferências externas em tentativas anteriores?
Desde o início do mandato foi considerado um "moderado" voltado para o ocidente, a sua relação com a vizinha Rússia foi sempre reticente. Preferiu uma desvalorização de 40% da moeda em lugar de pedir apoio financeiro à Rússia e China, a sua economia estritamente capitalista liberal foi um fracasso. Recusou antes do ataque dos EUA/Israel da "guerra dos 12 dias" meios de defesa russos. Foi sob pressão que acabou depois por os aceitar e assinar um acordo de cooperação estratégica embora de âmbito muito mais reduzido que o da Rússia com a RPDC. Também não deixa de ser estranho que no decorrer da situação criada quem apareça a falar pelo governo seja o Ministro das Relações Exteriores.
Na UE, Leyen, entre outros, apareceu a pedir sanções para o Irão em nome dos direitos humanos e democracia. Já não espanta o nível de baixeza da UE dos seus "valores europeus". O campo de extermínio (1) de Gaza e os seus indescritíveis horrores - incluindo crianças - são ignorados. Nem uma sanção, nem sequer esboçar apoio humanitário.
Lordon: existe um "eixo da vergonha" muito real, e ele é europeu; o bulevar da soberania."
A ideia de que, quando as classes populares se levantam e buscam criar seu coletivo, e procuram seus símbolos, elas naturalmente recorrem ao primeiro, e na verdade ao único, recurso à sua disposição: o recurso do simbolismo nacional. A partir dele, elas extraem o que podem — bandeiras e hinos — que lhes dão âncoras tangíveis às quais ancorar seu desejo de existência coletiva, e que isso não as torna necessariamente fascistas — essa ideia não ocorre nem por um momento aos guardiões do internacionalismo abstrato ."
14 de janeiro de 2026
O sionismo quer que Trump agrida o Iraque
Apesar da revolução colorida ter fracassado com manifestações contra o regime praticamente inexistentes e muito grandes manifestações a apoia-lo e depois de muitos agentes do Mossad terem sido detidos , Israel e os falcões dos EUA com Trump à frente querem bombardear o Irão . Trump está silencioso acerca dos 100 000 civils mortos em Gaza, mas reage sobre números falsificados de mortos no Irão a maioria provocados por agentes da Mossad e Cia
A escalada de tensão em relação ao Irão acelerou bruscamente.
O
Comité de Assuntos Estrangeiros da Câmara dos Deputados dos EUA emitiu
um comunicado afirmando que "a mudança de regime em Teerão é um passo
inevitável", enquanto a Dinamarca, França, Alemanha, Espanha, Itália,
Países Baixos, Reino Unido e Finlândia convocaram os embaixadores
iranianos para "expressar o seu protesto contra a repressão das
manifestações".
Os meios de comunicação norte-americanos informam
que actualmente se observa uma actividade máxima no Pentágono, que já
não se centra em avaliar a conveniência de atacar a República Islâmica,
mas sim em identificar objectivos específicos. Entre estes, mencionam-se
instalações nucleares sobreviventes, que na realidade não estão
relacionadas com a estabilidade do regime, mas que geram preocupação em
Israel.
13 de janeiro de 2026
Um presidente a incitar manifestantes num outro país
O que isso significa agora?
Não existe conexão de internet com o Irão (exceto para alguns poucos funcionários autorizados). A quem, então, se dirige esta mensagem?
Donald J. Trump @realDonaldTrump – 13 de janeiro de 2026, 14:43 UTC
Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO – OCUPEM AS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE. A AJUDA ESTÁ A CAMINHO. MIGA!!! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP
E o que isso significa? Moon of Alabama
12 de janeiro de 2026
Para desgosto de Cotrim , José Manuel Fernandes , Observador & CIA
‘Kill Switch’ – Irão Fecha Internet Da Starlink Pela Primeira Vez – Forbes, 11 De Janeiro De 2026
O governo iraniano não se preocupou em rastrear terminais individuais, mas usou o novo equipamento russo e chinês para desligar todo o tráfego da Starlink no Irão que tornaram as conexões inutilizáveis.
O bloqueio total do tráfego da Internet e da comunicação telefónica internacional no Irão foi o passo decisivo para acabar com os tumultos.
Sem acesso à Internet, os agentes da CIA/Mossad que dirigiam os manifestantes não conseguiram comandar e controlar suas forças no terreno. A falta de vídeos de propaganda de “horror” do Irão, submetidos via Internet e usados pela mídia para levantar apoio à intervenção ocidental, também é importante. As revoluções coloridas ao modo da CIA requerem essas ferramentas...
Opinião. Algumas reflexões sobre os protestos no Irão - ACWL
Os protestos no Irão parecem ter chegado ao fim em grande parte. Algumas considerações.
1. Nenhum incidente desencadeador de grandes massas foi observado durante as manifestações, e estas se intensificaram ao longo de alguns dias, sugerindo que uma ordem foi dada a uma rede já existente, (Mossad) em vez de algo que se desenvolveu organicamente a partir do sentimento popular.
11 de janeiro de 2026
Trump quer ganhar as eleições seja de que maneira for e custe o que custar
Trump está a apostar o seu futuro político nas eleições de meio de mandato; ele está preparado para fazer qualquer coisa. Ele vai literalmente comprar a eleição!
10 de janeiro de 2026
O Irão e os apetites dos Anglo saxónicos
Reuniões dos dispostos e a história dos ratos
Um grupo de ratos reúne-se para combater o gato, segundo se conta terá sido em Paris. Solução: colocar-lhe uma coleira com um guizo que os alertaria da presença do gato. Ideia brilhante. Só faltava uma coisa, quem ia pôr a coleira ao gato. Assim estão os "europeus dispostos", os seus 30 000 soldados, agora 15 000, após o cessar fogo na Ucrânia, dotando-se Kiev com 700 000 soldados.
Se há coisa que estes fracassados políticos da UE/NATO gostam é da tagarelice. São uns tagarelas, com isto disfarçam o descrédito nos seus próprios países e o desastre das suas políticas externas.
Há meses que discutem a forma de garantir um possível cessar-fogo e proteger a Ucrânia de novos ataques russos. Na reunião da "coligação dos dispostos" ou das "vontades" decidiram que "após um cessar-fogo" a UE e o RU apoiarão a Ucrânia com pessoal militar no terreno e dinheiro. Perfeitamente integrado na burocracia vigente na UE o sr. Costa, presidente do Conselho Europeu, excede-se na vacuidade europeia: "A Ucrânia terá garantias de segurança política e juridicamente vinculativas. (?) A Ucrânia tem de estar na melhor posição possível (!!) para que a sua segurança seja garantida, antes, durante e depois de qualquer cessar-fogo."
9 de janeiro de 2026
A Europa da vassalagem vê agora que Roma não lhe paga
Apoiaram as sucessivas expansões da NATO a leste , aceitaram a destruição do nordstreem 2 , têm sido mais papistas que o papa na Ucrânia , seguiram a via da hostilização da China . agora dão conta que Roma não só não lhes paga como lhes quer tirar a Gronelandia
Diante da ascensão da hegemonia e do unilateralismo, a Europa tem demonstrado considerável hesitação e indecisão.
Essas ilusões decorrem principalmente de duas considerações
Primeiro, baseia-se na esperança de que "os Estados Unidos estarão em melhor situação se outro partido chegar ao poder"; segundo , alimenta a ilusão de que "a Europa não se tornará o próximo alvo de intimidação".
A seguir . A sua evolução vai dizer- nos muito do futuro próximo
"Dezesseis petroleiros estão carregando petróleo bruto venezuelano. Os países do BRICS estão participando desta operação, assim como o México. E estão fazendo isso apesar do bloqueio americano."
Isso basta para lhe dizer o que precisa saber. Não se trata de um confronto dramático. Sem discursos. Sem ameaças. Apenas navios fazendo silenciosamente o que Washington os proibiu de fazer.
As sanções dos EUA só são eficazes se todos as cumprirem.
Oreshnik : a linguagem que Trump entende
Trump joga póquer, joga de forma exagerada, enquanto os russos jogam xadrez metodicamente; a comunicação deles é minimalista.
"O ataque envolveu mísseis Oreshnik. As instalações de produção de drones utilizadas no ataque terrorista, bem como a infraestrutura energética que dá suporte à operação do complexo militar-industrial ucraniano, foram atingidas", afirmou o ministério, acrescentando que os objetivos deste ataque massivo foram alcançados.
"Qualquer ação terrorista perpetrada pelo regime criminoso ucraniano continuará a ser respondida", acrescentou o Ministério da Defesa.
Isso confirma a recusa estratégica da Rússia de ser cercada e desmembrada. Aprofunda-se nas possibilidades abertas pela revisão da doutrina militar e nuclear russa.
As coisas podem ficar sérias
1 lavar as mãos?
8 de janeiro de 2026
Será que a Rússia enviou uma mensagem a Donald Trump?
No dia 6 de janeiro, a Rússia lançou três grandes ataques com mísseis contra instalações americanas na Ucrânia.
Na região de Dnipropetrovsk, mísseis balísticos russos destruíram a fábrica de extração de óleo Oleina , pertencente à empresa americana Bunge, com sede em St. Louis. Oficialmente chamada de Fábrica de Extração de Óleo de Dnipropetrovsk , ela está localizada em Dnipro (antigamente Dnipropetrovsk), na região central da Ucrânia. Trata-se de uma importante fabrica de processamento de sementes de girassol, especializada na trituração, refino e envase de óleo de girassol.
Além disso, na Ucrânia Ocidental, na Transcarpátia, drones kamikaze russos, juntamente com mísseis balísticos, danificaram gravemente a fábrica da Flex , também pertencente a investidores americanos.
A Venezuela não tinha o certificado de democracia
A versão dos bons alunos europeístas é que os EUA violaram o direito internacional, mas Maduro era um tirano e não se podem derrubar tiranos seguindo o direito internacional. Desta ou de formas mais subtis a posição dos comentadores - e mesmo de gente que se diz de esquerda - tem sido esta. Os "europeístas convictos" alinham com o império através da partícula adversativa "mas" - ficam com boa consciência e são tolerados pelos media. Que mais podem querer...
Macron considerando a remoção de Maduro como "boas notícias", diz desaprovar os métodos dos EUA nas operações na Venezuela. Jornalistas da BBC foram proibidos de usar "sequestrado" em relação a Maduro, substituído por "capturado" e "apreendido" é esta também a terminologia por cá. Mais uma vez a Europa mostra-se como vassalo dos Estados Unidos. Se o império não aceita um governo, passa a "regime" não é considerado democracia.
Isto significa que se aceita que uma autoridade determine o que é democracia ou totalitarismo, ditadura, etc. É um esquema de raciocínio medieval, anterior ao racionalismo e à sua dúvida metódica, em que um sucedâneo do papado aplica de acordo com a sua ideologia e interesses a excomunhão a pessoas, a interdição a países, podendo serem movidas cruzadas caso não sigam a sua autoridade e dogmáticas.
7 de janeiro de 2026
6 de janeiro de 2026
Pode não ser verdade, mas é um bom argumento: narcotráfico
Não admira que "comentadores" tenham justificado o ato terrorista sobre a Venezuela e o seu presidente, insistindo que se tratava de combater o narcotráfico. Nos EUA o frenesim passou-lhes rápido: a verdadeira "droga" que procuram é petróleo.
A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez disse que se os EUA quisessem realmente combater o tráfico de drogas, iriam para o Equador através do qual 70% da cocaína do mundo é exportada. O próprio presidente dirige a principal operação de exportação de cocaína disfarçada nas exportações de bananas para a Europa. Lembrou também que os relatórios da ONU e até da DEA (Drug Enforcement Administration) sempre disseram que a Venezuela não era um país importante de produção ou tráfico de drogas.
Aliás um dos principais traficantes foi ou tem sido a própria CIA sempre que necessita camuflar verbas à margem do Congresso para as suas operações secretas. Sob os seus auspícios no Afeganistão as plantações para obter heroína aumentaram várias vezes.
A jornalista norte-americana Jessica Burbank, escreveu que em 1990, a CIA levou tonelada e meia de cocaína para Caracas", anexando um link para o NYT de 1993 intitulado "Unidade antidroga da CIA enviou uma tonelada de cocaína para os EUA em 1990". Os colaboradores venezuelanos da CIA foram chamados de "Cartel de los Soles" durante anos... Trump começou por dizer era que Maduro liderava esse cartel... apesar do cartel não existir há muito.
5 de janeiro de 2026
A nova fase do império
A agressão à Venezuela marca o início da nova fase do império, configurada na nova Estratégia de Segurança dos EUA. É o primeiro passo desse manual de agressão em que os Estados Unidos assumem uma versão alargada da Doutrina Monroe impondo uma indiscutível hegemonia em todo o Ocidente, incluindo a Europa da UE e NATO, Japão, Israel e o que mais se verá.
Porém, não contem estes países com partilha de riquezas, a situação económica e financeira dos EUA e seus objetivos não o permitem. Serão colocados ao serviço do império como meras províncias imperiais ou colónias e postos com suas riquezas naturais e capacidades ao serviço de "Make America Great Again".
A hegemonia dos EUA significa que politicamente ou "estás por nós, obedecendo e alinhando com as nossas ações ou estás contra nós"; militarmente significa que poderes equivalentes ou superiores são ameaças à sua segurança, devem ser tratados como potenciais inimigos, independentemente das palavras e da diplomacia corrente; economicamente significa que as suas transnacionais obterão dos recursos naturais estratégicos dos países controlados, designadamente minerais críticos e elementos de terras raras" (potencial inexplorado da Venezuela).
A reindustrialização dos EUA, para além do sector militar industrial, será feito naqueles países, estabelecendo cadeias de fornecimento, excluindo a China, substituída pela "fabricação próxima" na América Latina, aproveitando os baixos salários da região.
Metem nojo
4 de janeiro de 2026
Caitlin Johnstone sobre a Venezuela
Perante o que ocorre na Venezuela, Caitlin diz que só a pode fazer-lhe tristeza, ao ver que o mundo é governado por tiranos irresponsáveis. Embora não o tenha referido, é importante reparar que a Venezuela, e também a Gronelândia, são necessárias para salvar o dólar, tal como antes a Líbia e o Iraque.
Forças especiais dos EUA atacaram a Venezuela e sequestraram o presidente Maduro em Caracas, supostamente matando pelo menos 80 pessoas segundo uma versão atualizada do NYT.
A Casa Branca tornou-se honesta sobre os verdadeiros motivos de suas ações. Depois de meses de conversas sobre fentanil e "narcoterrorismo", liberdade e democracia, a administração Trump admitiu abertamente que o seu intervencionismo para mudar o regime na Venezuela sempre foi um saque sobre o petróleo à moda antiga.
"Vamos recuperar o petróleo que, francamente, deveríamos ter recuperado há muito tempo", "vamos tirar uma enorme quantidade de riqueza, e essa riqueza irá para o povo da Venezuela, para as pessoas fora da Venezuela que costumavam estar na Venezuela e também vai para os Estados Unidos da América na forma de reembolso pelos danos causados por esse país." disse Trump a jornalistas. "Temos uma energia tremenda naquele país. É muito importante protegê-la. Precisamos dela para nós mesmos, precisamos dela para o mundo."
2 de janeiro de 2026
Israel na defesa dos valores do ocidente
Claro que faz uns erros, mas desculpáveis entre amigos. Faz parte da Europa, entra em festivais cançonetistas e nem pensar em sanções. Se comete erros é porque está rodeado de inimigos e terroristas, tem direito à defesa. É a política oficial da UE. Que aliás conta para nada.
Alguns países fizeram a farsa de reconhecer o Estado Palestino, será que isso deu calorias e vitaminas a Gaza? Nem uma. Pelo contrário, nem um único comentário condenatório da prisão de Greta Thumberg e companheiros quando transportavam ajuda humanitária para Gaza. Os "valores europeus" não chegam a tanto.
Em plena concordância com Israel, Greta também foi presa na Alemanha numa manifestação a favor da Palestina, com a acusação de apoiar o terrorismo! Na Alemanha, RU, Países Baixos, França, entre outros, apoiar a Palestina tem dado origem a prisões e repressão policial.
Os EUA reprimem o apoio à Palestina, mas começam a olhar para o Médio Oriente como uma armadilha de que não conseguem desembaraçar-se. As relações com os países árabes, designadamente a Arábia Saudita, só estarão normalizadas com a resolução da questão palestina. Na Europa não percebem isto, dada a "clarividência" dos seus políticos.
A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA menciona Israel apenas seis vezes, e apenas duas vezes no contexto da segurança nacional dos EUA, o que colocou Israel em transe.
1 de janeiro de 2026
10 a 1, a favor dos "comentadores"
Por cada comentário consistente com a realidade são emitidos dez, ou mais, ao nível da propaganda ou mesmo do delírio esquizoide. A reunião de Trump com Zelensky primeiro foi apresentada como uma deceção, porém rapidamente se transformou em imaginárias vitórias para o fantoche de Kiev.
Não será fantoche demasiado depreciativo? Talvez, mas o que dizer quando um indivíduo que ocupa ilegalmente funções de presidente que de acordo com a Constituição seriam do presidente do Parlamento, envolvido em corrupção e que se limita a papaguear o que os belicistas europeus decidem. Enquanto isto as baixas acumulam-se ao nível de 40000 por mês, o que resta da infraestrutura vai sendo destruída e o país subsiste na pobreza com o dinheiro que vier de fora sem se saber quem e como será pago.
Mas têm os "comentadores" razões para debitar cantigas de vitória? Que recolheu Zelensky? Entrega de armas e defesa aérea? Não. Mais dinheiro? Não. Apoio para retomar as regiões que em referendo passaram para a Rússia? Não. Bem, tem assegurada segurança da parte dos EUA por 15 anos. Mas isto nada custa aos EUA, cuja política oficial é que a Rússia não vai atacar a NATO e parará a guerra com um acordo de paz.