Claro que faz uns erros, mas desculpáveis entre amigos. Faz parte da Europa, entra em festivais cançonetistas e nem pensar em sanções. Se comete erros é porque está rodeado de inimigos e terroristas, tem direito à defesa. É a política oficial da UE. Que aliás conta para nada.
Alguns países fizeram a farsa de reconhecer o Estado Palestino, será que isso deu calorias e vitaminas a Gaza? Nem uma. Pelo contrário, nem um único comentário condenatório da prisão de Greta Thumberg e companheiros quando transportavam ajuda humanitária para Gaza. Os "valores europeus" não chegam a tanto.
Em plena concordância com Israel, Greta também foi presa na Alemanha numa manifestação a favor da Palestina, com a acusação de apoiar o terrorismo! Na Alemanha, RU, Países Baixos, França, entre outros, apoiar a Palestina tem dado origem a prisões e repressão policial.
Os EUA reprimem o apoio à Palestina, mas começam a olhar para o Médio Oriente como uma armadilha de que não conseguem desembaraçar-se. As relações com os países árabes, designadamente a Arábia Saudita, só estarão normalizadas com a resolução da questão palestina. Na Europa não percebem isto, dada a "clarividência" dos seus políticos.
A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA menciona Israel apenas seis vezes, e apenas duas vezes no contexto da segurança nacional dos EUA, o que colocou Israel em transe.
Netanyahu apressou-se a ir a Washington falar com Trump levando na mala o Irão como ameaça comum. Saiu satisfeito, nem podia dizer outra coisa. Trump alinha em que o Irão: não pode ter armas nucleares, como também não pode ter mísseis balísticos, nem reconstruir os mísseis que tinha... para se defender depois de Israel ter atacado em junho. Conclusão, a política de Israel é que na região ninguém mais pode estar armado, exceto Israel.
O tempo dirá qual o resultado prático, mas para já o que isto pronuncia é o desencadear de uma nova guerra contra o Irão, arrastando os EUA. A menos que percebam como estão a ser manipulados por Nethanyahu.
A política expansionista de Israel tem o "condão" de deixar indiferentes os bons espíritos que batem no peito na defesa do direito internacional e dos direitos humanos (que não se aplicam aos "animais humanos").
As ambições sionistas do "Grande Israel" estendem-se do Nilo ao Eufrates, não se discute, está escrito na Bíblia. A política de Netanyahu tem pela frente guerras na Síria, Líbano, Iémen, Irão, além da crescente hostilidade com a Turquia. Quanto à Síria pretende uma zona tampão de Damasco até aos Golan e à Hermon ocupadas por Israel como requisito de qualquer acordo com a Síria, para defender a sua fronteira do norte, prevenir o terrorismo e proteger os drusos. Agora aliada do ocidente, a Síria do ex-terrorista Al-julani, recolhe os frutos com uma guerra civil, onde grupos apoiados pela Turquia, combatem os curdos no leste, procurando controlar os campos petrolíferos.
Israel prepara-se para uma quarta guerra com o Líbano. O Irão, que afirma não abandonar os libaneses, é visto como o principal inimigo dos sionistas, o mais provável é o desencadear de uma nova guerra contra o Irão. Há ainda o problema do Iémen, que permanece, incluindo o possível reiniciar da guerra civil entre os Houthis xiitas e as forças wahhabistas apoiadas pela Arábia Saudita, embora estes com fações desunidas devido a conflitos internos.
Netanyahu dá passos imprudentes, ao querer tornar-se a grande potência do Médio Oriente, com ações que a Turquia considera hostis. É o caso de reconhecer a independência da Somalilândia, separada da Somália, e ai instalar uma base militar.
Erdogan acusou o governo israelita, com o "sangue de 71 000 palestinianos" nas mãos, de se esforçar por desestabilizar o Corno de África após ataques em toda a região. Mas o que mais terá terá enfurecido Erdogan, é a realização de exercícios aéreos e navais de forças da Grécia, Israel e Chipre no Mediterrâneo Oriental. O objetivo é limitar a margem de manobra estratégica da Turquia no Mediterrâneo. A Grécia e Chipre compraram mísseis israelitas e a Grécia está em negociações para adquirir sistemas antiaéreos e antibalísticos de médio e longo alcance. O aumento militarização do Mediterrâneo Oriental, conduzirá a mais tensões e possíveis confrontos futuros.
Netanyahu tem a habilidade de criar inimigos - o que acaba por justificar as suas políticas. No entanto, não tem capacidade económica nem efetivos para os desafios que levanta. As FDI não demonstram capacidade tática, derrotados pelo Hezbollah, incapazes de eliminar o Hamas, têm sido "eficazes" como "grupos de eliminação" de civis - mulheres, crianças, idosos. A "guerra dos 12 dias" com o Irão, pôs a nu a fragilidade das defesas israelitas perante os mísseis iranianos, foram salvos pelos B-52 dos EUA. Agora parecem ansiar por uma intervenção dos EUA semelhante à da guerra do Iraque. Sugestão: desiludam-se.
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