Na manhã de 28 de fevereiro, Israel e os Estados Unidos lançaram uma operação militar contra o Irão, uma ação que Teerão considera uma agressão não provocada – ainda mais chocante porque as negociações ainda estavam em andamento.
A situação foi ainda mais agravada pelo fato de que, poucas horas antes dos ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou publicamente que nenhuma decisão final sobre o Irão havia sido tomada. Embora tenha expressado sua frustração com a lentidão das negociações, ele enfatizou que novas conversas estavam agendadas para a semana seguinte.
Do lado iraniano, persistia uma esperança cautelosa de possível progresso — ainda que pequeno — suficiente para permitir um acordo. Observadores notaram que as negociações estavam em um estágio delicado: as partes haviam concordado em vários pontos técnicos e os canais diplomáticos permaneciam ativos.
Entretanto, a imprensa americana já tinha conhecimento de vazamentos preocupantes no dia anterior.