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10 de março de 2026

Ponto da situação da guerra contra o Irão - 1

A coligação EUA-Israel afirma ter eliminado 60% dos lançadores de mísseis do Irão , dominar algo como 70% do espaço aéreo e destruir navios da marinha iraniana. Registam-se intensos bombardeamentos sobre Teerão, instalações ligadas ao Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (CGRI), uma refinaria e instalações de armazenamento petrolíferas, causando graves problemas ecológicos e saúde, com uma nuvem tóxica está a deslocar-se para a Ásia Central. Uma instalação nuclear terá também sido atacada.

No seguimento desta estratégia a coligação, diz preparar um bombardeamento massivo ao Irão. Fala-se também num golpe de comandos sobre uma pequena ilha iraniana importante pelas instalações petrolíferas.

Dado que o hábito é uma segunda natureza, Israel faz aquilo que melhor sabe: bombardear populações civis, como o Hospital Gahndi em Teerão e ataques a zonas residenciais no Irão e no Líbano. 

O ataque israelo-americano, decapitou a liderança do Irão enquanto decorriam negociações, matando os seus familiares, o ataque a uma escola de raparigas no sul do Irão resultou em 160 mortes, levaram o Irão a ultrapassar ditas "linhas vermelhas".

Descontando o exagero dos 60% dos lançadores destruídos (vários, alvos fictícios) os ataques iranianos não têm diminuído, pelo contráriocomIrão desencadeando no 8º dia de guerra a 29ª onda de mísseis, atacando Israel e bases e instalações de pessoal dos EUA.

Mesmo uma base do RU em Chipre, foi atacada, demonstrando que as garantias de segurança dos EUA são inúteis. Como afirma o coronel Douglas Mac Gregor, todas as bases americanas e instalações portuárias foram destruídas, com a logística a permanecer a parte vulnerável desta operação. O Irão, em contraste, não tem problemas relacionados com a cadeia de fornecimento e capacidades de fabrico. As cidades subterrâneas de armazenamento e fabrico de mísseis estão intactas, e eles têm um fornecimento quase inesgotável de mísseis.

Instalações militares dos EUA no Barain (base da Quinta Esquadra dos EUA), Kuwait, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita, EAU foram atingidas. No Dubai hotéis onde se alojavam militares e agentes da CIA foram alvejados. Telavive e bases israelitas têm sido atacadas.

Segundo o comando do CGRI já atingiram mais de 200 alvos relacionados com bases e instalações americanas e israelitas na região, destruíram com sucesso pelo menos 16 sistemas de radar e de comunicação em bases militares limitando significativamente a eficácia dos seus sistemas de defesa aérea na região, além de um centro de dados no Barein.

Em resposta aos ataques às suas instalações petrolíferas, o Irão atacou a Companhia Petrolífera do Barein e tanques de combustível no Aeroporto Internacional do Kuwait. A maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, em Ras Tanura, terá sido atacada pelos Houthis ficando em chamas.

Em Washington começam a perceber que dominar o Irão com bombardeamentos não basta. Cidades foram devastadas durante a Segunda Guerra Mundial, mas a resistência continuou. Na Guerra do Vietname, os bombardeamentos contra áreas civis não quebraram o sistema militar adversário. Por outro lado, por muito que se esforcem os comentadores, Trump e Netanyahu as guerras não são decididas pela propaganda. São decididas por capacidades de liderança militar, industrial, logística e resistência da população. Não se trata de quanta destruição pode ser infligida, trata-se de saber se o a capacidade e a vontade de lutar se mantém.

Entretanto a coligação envolveu-se no que desencadeará um turbilhão no sistema financeiro e económico ou uma guerra generalizada, se não recuarem. Segundo o New York Times a guerra custou aos EUA cerca de 6 mil milhões de dólares na primeira semana, incluindo munições, mísseis de defesa aérea, radares, sistemas de comunicações.

O Estreito de Ormuz está fechado bloqueando 20% das necessidades globais de petróleo. Toda a produção de GNL do Catar está fora de operação, tal como o segundo maior campo de petróleo do Iraque.

O Irão conta dom o apoio da China e da Rússia para o seu esforço de guerra. Diz Pepe Escobar: o foco está num corredor aéreo para Teerão. As cargas chegam ao aeroporto Mehrabad, Teerã(que foi bombardeado por Israel), Pyam e Shahid Behesthi, em Isfahan. Algumas cargas são entregues através do Mar Cáspio.

As entregas incluiem componentes para sistemas de defesa aérea; módulos de orientação por radar; sistemas para lançadores de mísseis; módulos de radar de deteção de longo alcance. A Rússia também fornece tecnologia de ponta em guerra eletrónica, incluindo uma versão para exportação do Krasukha-4IR, capaz de interferir nos sistemas de radar dos drones americanos. Acrescente-se que o Irão em breve implantará baterias S-400 completas, o que lhe permitirá controlar até 70% do espaço aéreo iraniano.

Estes meios tinham sido antes declinados pelo presidente Pereshian (que permanece sem poder de decisão) considerado um "moderado", interessado ter boas relações e negociar com os EUA.


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