A aposta era grande, controlando o Irão todo o Médio Oriente estaria subordinado aos EUA, o mercado petrolífero controlado pelos EUA, à exceção do russo, a Rússia perdia uma aliado, a China corredores comerciais, os BRICS em xeque.
A jogada fulminante para ser decisiva, baseada na traição e assassinatos, foi perdida. O adversário estava preparado. Agora está tudo pior que antes: o Estreito de Ormuz fechado para EUA e aliados, Bab-el-Mandeb será quando o Irão disser, uma crise económica global, inflação crescente a que os EUA não escapam, os mercados financeiros a perderem milhões de milhões (de capital fictício...). Bases dos EUA destruídas, instalações petrolíferas e industriais de Israel e países do Golfo danificadas, com anos para serem recuperadas. Entretanto a Rússia e o Irão exportam e ganham mais que antes da guerra!
Enviar marines para ocupar ilhas do Golfo é a confissão da derrota do plano inicial e não é de forma alguma um plano final para o conflito. Além do custo humano e material da operação só iria prolongar o bloqueio dos estreitos.
Enquanto Trump se desdobra em declarações e ameaças decorrentes de uma evidente esquizofrenia política, internamente crescem os protestos, a sua popularidade está em queda livre, 64% desaprovam esta guerra.
O Irão destruiu radares americanos que custam entre 0,5 mil milhões e 1 mil milhões de dólares cada (num total de 2,7 mil milhões de dólares). As fragilidades militares dos EUA ficaram expostas vendo-se as bases americanas sem defesa aérea capaz, nem sequer abrigos subterrâneos para os seus soldados, o maior porta aviões do mundo, USS Abraham Lincoln, atingido, a aviação sujeita a perdas, criando dúvidas sobre a capacidade de defender os aliados, nomeadamente Taiwan
Os propagandistas apresentam como sucesso a quantidade de impactos no Irão, o facto é que a capacidade de retaliação mantém-se e os EUA esgotam o seu arsenal. As preocupações aumentam dada a necessidade dos EUA se concentrarem no seu próprio reabastecimento militar incapazes de fornecer armamento aos aliados.
O potencial do Irão foi subestimado, as capacidades dos EUA e Israel foram sobrestimadas. Os Estados Unidos estão a enfrentar custos domésticos e internacionais crescentes, procurando acabar com o conflito rapidamente e declarar vitória, objetivo que parece afastar-se cada vez mais. O Irão desfez o mito da superioridade aérea dos EUA - os caças F-35 de quinta geração podem ser detetados e abatidos por sistemas de defesa aérea fabricados na Rússia.
Larry Johnson, veterano da CIA, diz que os EUA não têm base industrial para travar uma guerra prolongada. O Irão destruiu 40% do número total dos sistemas de defesa de THAAD, o ritmo de produção é dois por ano. "Israel controla os céus sobre Gaza, mas não conseguiu derrotar o Hamas. Controlámos os céus do Iraque, mas a insurgência continuou. Controlámos os céus do Afeganistão, gastámos milhares de milhões de dólares e tivemos de sair."
O custo da campanha contra o Irão em 28 de março chegou a 33,5 mil milhões de dólares cresce 900 milhões de dólares por dia (John Thune, Líder da Maioria do Senado). Para continuar a guerra e reabastecimento de armas Trump pede ao Congresso mais 200 mil milhões de dólares.
Os EUA e Israel estão a sofrer contratempos militares, económicos e estratégicos no Irão. A janela de superioridade militar terá passado, enquanto a liderança do Irão consolidou o poder e a sociedade uniu-se em torno dela. A estratégia do Irão é enviar mísseis mais lentos esgotando as defesas inimigas enquanto os mísseis menos detetáveis e mais potentes passam.
EUA esgotam os seus arsenais de mísseis intercetores a um ritmo sem precedentes. há danos significativos em dispendiosos sistemas antimísseis, incluindo os complexos THAAD, tendo de retirar Patriot e THAAD da Coreia do Sul. Tinham sido já utilizados 850 Tomahawk, talvez mais de 25% do total disponível, representando a produção de 5 anos, sendo produzidos 15 por mês. Cada Tomahawk custa 1,3 milhões de dólares, cada THAAD, 15 milhões. O E-3 destruído na Arábia Saudita tem um custo de 500 milhões de dólares.
Segundo o Irão em 26 de março 600 a 800 soldados dos EUA tinham sido mortos e 5000 feridos, número que não parece credível. Ainda menos os EUA reconheceram apenas 13 soldados mortos e 232 feridos. Porém, logo em 5 de março, observadores turcos relatavam 113 soldados americanos mortos e mais de 200 feridos.
Num ataque do Irão a uma base no Dubai, teria havido 40 mortos, mais de 70 feridos. No Iraque os grupos de resistência atacaram uma instalação que alojava diplomatas dos EUA e um drone incendiou a embaixada dos EUA em Bagdade. A Base Victoria, dos EUA em Bagdade, foi atingida, alegadamente, matando vários soldados americanos.
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