Os crimes que Israel comete contra os palestinos em Gaza e Cisjordânia, o bombardeamento e invasão de países vizinhos que os propagandistas apresentam como "defesa", seguindo a agenda de Washington, já foram expostos pelos mais diversos testemunhos, entidades da ONU, médicas, etc.
O governo sionista mata indiscriminadamente populações civis, pessoal médico, jornalistas, funcionários da ONU, mulheres e crianças, mas afunda-se ante as retaliações iranianas que é incapaz de suster.
No jornal israelita de referência, Yedioth Ahronoth, Lior Ben Shaul analista político, descreve a situação de Israel: "O que estamos a viver não é apenas uma "crise de segurança" ou um "impasse político," é um terramoto existencial que destrói as fundações do projeto sionista até ao seu âmago. O movimento palestiniano não ganhou apenas no campo de batalha; desfez o mito do "estado invencível" e expôs a nossa fragilidade ao mundo.
Que tipo de estado é este, cuja capital e colonatos são sujeitos a bombardeamentos diários, e não consegue responder? Que tipo de exército é este que não consegue "pôr Gaza de joelhos" apesar de milhares de ataques aéreos? Que tipo de liderança é esta que fala de vitória enquanto a destruição nos devora por dentro? O Hamas expôs tudo. Revelou a nossa cobardia e atiçou as chamas do ódio que nos estão a consumir.
Cenas de humilhação tornaram-se quotidianas: Soldados a chorar perante as câmaras. Colonos a fugir do sul e do norte. Ministros a gritar e a ameaçar... em vão. E uma nação inteira a viver sedada.
Estamos a afundar-nos, as pessoas estão a fugir. Os voos para a Europa, América e Canadá estão esgotados. As embaixadas sobrecarregadas com pedidos de emigração. Famílias vendem as suas propriedades. Os pais enviam os filhos para estudar no estrangeiro sem intenção de regressar. Não estamos a emigrar... estamos a fugir, a correr como ratos de um navio que afunda.
Estamos divididos, assustados, dilacerados por dentro. Hoje somos uma entidade sem projeto, sem bússola, sem justificação. Um estado sem moralidade, matando civis e prendendo crianças, depois exigindo aplausos do mundo. Em dois anos, Israel tal como o conhecemos deixará de existir. Talvez se torne uma "fortaleza sitiada" ou um "enclave judeu armado" a viver de migalhas de proteção americana. Ou talvez colapse completamente, e a terra volte para os seus legítimos donos. Estou a exagerar?
Qualquer projeto colonial baseado em assassinato e mentiras caiu. Qualquer sociedade construída na injustiça entrou em colapso. E quando Israel cair o mundo vai falar do momento em que um Estado nuclear abandonou a sua humanidade e perdeu tudo. Se não acordarmos agora, seremos lembrados como a nação mais louca, vivendo na ilusão do poder, enquanto o mundo assiste ao seu colapso."
O jornalista Jeremy Scahill afirma: Netanyahu conduz Israel à destruição. Embora "tenha obtido a guerra [contra o Irão] que queria", tanto os EUA como Israel subestimaram totalmente a resposta e a resiliência do Irão. Israel não deu ao público uma "avaliação honesta da capacidade de mísseis que o Irão tem", "se isto continuar, o número de mortos em Israel poderá "ser muito maior". "Netanyahu pensa ficar na história como o homem que iniciou o verdadeiro caminho do Grande Israel, mas pode ser a figura que iniciou a destruição de todo o projeto sionista."
Apesar da censura, as destruições em Israel são evidentes e sentidas pela população, surgindo manifestações contra o governo. Trump e Netanyahu falam sobre "vitória" contra o Irão, os mísseis iranianos continuam a romper as defesas aéreas e a atingir alvos em Telavive, Jerusalém e outras cidades. A refinaria de Haifa sofreu danos importantes e interrompeu o fornecimento.
O ataque no campo de gás South Pars do Irão e a outras instalações energéticas não demonstrou as capacidades EUA-Israel, mas do seu falhanço estratégico e desespero crescente. O Irão em resposta atacou a infraestrutura energética de Israel, instalações de gás de Haifa e instalações de energia em países do Golfo Pérsico:
Vagas de mísseis e drones do Irão, atacam Israel e bases dos EUA com "sistemas ultra- pesados, de precisão e múltiplas ogivas," A operação forçou uma "vida de sirene a sirene" em Israel com os residentes forçados a um confinamento prolongado nos abrigos.
Israel não conseguiu intercetar os mísseis na área altamente protegida de Dimona e suas instalações nucleares, em resposta ao ataque a uma central elétrica nuclear em construção, em colaboração com a Rússia, mostrando o fracasso e exaustão da sua defesa aérea.
Mas Israel sai caro aos EUA. Em dois anos a guerra em Gaza custou 57 mil milhões de dólares, incluindo os custos com operações no Líbano, dois anos em que perdeu 8,6% do PIB (Banco de Israel). O orçamento revisto para 2026, adicionou 13 mil milhões de dólares para operações contra o Irão.
Sem comentários:
Enviar um comentário