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13 de março de 2024

Um perigoso vírus do ocidente e o seu contágio

Portugal não podia ficar imune ao contágio do vírus neofascista que se difunde pela UE/NATO. Promover, defender, financiar um regime em Kiev instaurado pelos EUA que proibiu os partidos  da oposição, prende e tortura os críticos, como recentemente o jornalista norte-americano Gonzalo Lira, morto pela polícia política de Kiev, que transformou criminosos nazis em heróis nacionais. Um regime que em oito anos matou 14 000 cidadãos nas regiões russófonas do Leste que não aceitaram o golpe de Estado de 2014. Mas um regime apoiado pelo ocidente a ao qual ministros PS foram prestar  homenagem ao títere de Kiev dizendo que estão a defender a democracia e os valores do ocidente tinha que dar nisto.

Agora está no caminho que os senhores dos media promoveram durante anos,
silenciando, censurando qualquer versão que se afastasse da propaganda, diabolizando o simples bom senso
.
O partido da extrema-direita é o sintoma mais evidente deste contágio. Tem ao seu serviço um jornal diário, uma estação de televisão, além da agenda dos principais media promoverem as distorções da sua demagogia. Porém, não podemos ignorar que à esquerda também há culpas não só pelas ambiguidades do PS (assumindo que é de esquerda), com total submissão às políticas da UE e NATO em obediência a Washington e pela vergonhosa omissão das consequências do belicismo dos neocons dos EUA, mas também pela responsabilidade de outros partidos na despolitização que afeta  grandes camadas populares. 

A expressão que as extrema-direitas obtêm é indissociável da crise geral do sistema
capitalista imperialista do ocidente, a que pertencemos. Ao recorrer à extrema-direita para
preservar o seu poder, o imperialismo e a oligarquia apenas cavam mais fundo o buraco
do seu declínio e eventual colapso. O fantoche promovido a líder da extrema-direita como
sendo anti sistema quer levar o neoliberalismo e a subserviência ao imperialismo ainda
mais longe, defendendo o envio de soldados portuguesas para a Ucrânia. No fascismo
obrigava-nos a cantar na tropa que “Angola é nossa”, agora querem que se cante “A
Ucrânia é do ocidente”, custe o que custar. Quase tudo o que é socialmente negativo se
encontra no seu programa nas esbracejantes arengas do líder.
Nos media durante anos com seus “comentadores” e temas principais foi passando a
ideia que impostos são roubo, preparando o terreno para a extrema-direita. Para o grande público nunca os milhares de milhões de lucros que o grande capital obtém das
privatizações nunca foram apresentados como podendo ser fonte de receita para o Estado,
 melhoria dos serviços públicos, investimento e funções sociais do Estado. Até os esclarecedores Relatórios do Tribunal de Contas sobre as privatizações e PPP foram omitidos, para os media e os justiceiros da extrema-direita nunca foram “casos”. Nunca nenhum dos “analistas” se lembrou de mencionar que os impostos são uma forma de redistribuição de riqueza.

Mas a esquerda também faltou a esta chamada. Tal com lembrar o que o marxismo
apontou e que a vida mostra afinal ser uma lei do sistema: o imperialismo e a guerra são intrínsecos do sistema capitalista. Um vírus que se associa às práticas da extrema-direita, como a História também mostra.

 




 

 


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